Elvas sempre em primeiro

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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Dilema

Se o caso não fosse tão sério, preferia aqui contar a anedota do “trilema”, mas o tempo não está para brincadeiras.

Quanto menos tempo falta para as eleições gerais, mais me pergunto a mim mesmo em quem vou eu votar, já que só vejo nuvens negras no horizonte. Se de um lado chove, do outro venteja. E é neste estado de espírito que me encontro.

Comecemos a ver as hipóteses.

1-      O PS

Para mim é um caso mais que arrumado. Nestes 34 anos de democracia não me lembro de um governo tão ditador quanto este. A corrupção tem aumentado de uma maneira só comparável a África ou à América Latina. O cidadão comum nunca sentiu tantas dificuldades como agora e nunca os ricos estiveram tão bem. Cá por mim mandava o engenheiro a construir casas para o Sudão ou outro país do mesmo tipo. O problema está em que os portugueses parece que irão ter uma memória curta e no dia do voto vão sofrer de amnésia. Tenho esse palpite. Espero estar enganado.

 

2-      O PSD

Mas como é que podemos ir confiar nesta alternativa? O partido já está sem pés de tantos tiros neles dar. Tão depressa dão uma no cravo como outra na ferradura. Vão dançando consoante a música do governo, sem se vislumbrar uma política séria. Penso que a Drª Manuela já deu o que tinha a dar, só que também não vejo ninguém com coragem para domesticar o partido. Portanto está fora de causa.

 

3 – O PCP

Bem, destes nem quero ouvir falar e está tudo dito.

 

Que nos resta estão? O BE e o CDS/PP. Mas será possível que qualquer um dos dois se possa constituir como alternativa? Óbvio que não! Mas … …

 

O Bloco de Esquerda, temos que reconhecer que tem uma série de elementos de qualidade em vários campos. No entanto falta-lhe um programa ideológico que una toda aquela gente em torno de um programa de governo, governo de que fogem como o diabo da cruz. Tal como o PCP, o objectivo do BE é criticar, fazer oposição, mas governar …

 

O CDS/PP em termos partidários está precisamente ao contrário do BE. Tem uma ideologia, tem um programa, mas infelizmente falta-lhe gente. Não militantes ou simpatizantes, mas quadros. A pouco e pouco tem vindo a esvaziar-se e vamos ver o que o próximo congresso nos trás. Para já a parte visível é Paulo Portas.

 

Assim sendo que fazer?

A pergunta que eu faço a mim próprio é a pergunta que farão muitos portugueses e para a qual também não tenho resposta, apesar de pensar que há uma coisa que não pode acontecer e que é dar maioria absoluta aos partidos do bloco central. Maiorias absolutas dão um mau resultado e aumenta a probabilidade do aparecimento de tendências ditatoriais.

Vão pensando no assunto. Julgo que mesmo assim a opção de voto nestes dois último será a melhor opção.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:44
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

A nova maioria absoluta

Um comentário a um dos textos anteriores, levantava uma questão que merece uma análise cuidada.

Dizia o comentador “O certo é que os profs têm contribuído para a popularidade do 1º Ministro com o modo como se têm manifestado…” e um pouco mais adiante”… o povo português não é parvo, colocou-se do lado do governo, que com a ajuda dos profs , nos vai governar + 4 anos com maioria absoluta…” e ainda  “…não contam com a opinião publica favorável”.

Em primeiro lugar quero deixar bem claro que discordo  da  afirmação globalmente, e que, precisamente porque o povo português não é parvo, não creio que venha a verificar-se a anunciada maioria absoluta.

Certo é que este Governo tem sido exímio em usar a “inveja”  e a “má língua”, para atacar uma a uma as várias classes profissionais à excepção, é claro, dos  banqueiros e grandes empresários, senão vejamos:

Primeiro atacou os  Juízes na praça pública com a questão das férias judiciais, para alterar o estatuto da Magistratura a seu belo prazer, e todo o povo bateu palmas porque os Juízes estavam a perder os seus privilégios. Depois atacou a função pública em geral congelando as progressões e alterando as condições de reforma que estavam contratualizadas e o povo bateu palmas porque a função pública perdeu os seus privilégios. Depois atacou os agricultores retirando subsídios às agro-ambientais, que já estavam acordados e que já tinham dado origem a investimentos, e o povo português bateu palmas porque os agricultores perderam os seus privilégios. De seguida fechou escolas com menos de dez alunos situadas a menos de 20 quilómetros de outras escolas, obrigando crianças com 6 anos a sair de casa de madrugada e regressar já de noite, e o povo português bateu palmas porque afinal, não de justifica pagar um salário de professor e manter uma escola aberta por tão poucas crianças. Seguiu-se a mobilidade especial, que atingiu principalmente os funcionários do Ministério da Agricultura, e que, segundo foi informado hoje 7 de Dezembro de 2008 poupou ao estado 10 000 000€(dez milhões de euros) em dois ano, digamos que uma quantia tão relevante como 0,50€(cinquenta cêntimos) por ano por cada português, e o povo português bateu palmas porque se reduziam os “parasitas”  da função pública. Eu por mim, dispensava os meus 0,50€ (que aliás não vi) de boa vontade, para que esse funcionários não tivessem que, ao meio da sua vida, ver-se perante a angustiante situação de ter o seu futuro arruinado, mas cada um que fale por si. Claro que não ficamos por aqui, fechou sucessivamente centros de saúde e maternidades por todo o país  com o argumento da melhoria da qualidade dos serviços de saúde, e dada a ineficiência dos serviços de emergência, aumentaram os nascimentos ambulâncias, e infelizmente também as morte por demora na assistência, mas o povo das regiões não afectadas, bate palmas porque manter aqueles serviços a funcionar era um desperdício desnecessário. Ataca os professores com argumentos falaciosos e populistas, para de seguida implementar um estatuto e um sistema de avaliação impar em toda a Europa, e inspirado, para não dizer cópia directa, do existente nesse país ultra desenvolvido e com índices de instrução que fazem inveja a todo o mundo que é o Chile, e mais uma vez o povo bate palmas porque desta vez é que vão meter na ordem esses privilegiados dos professores. Aprova um novo código de trabalho que é em tudo mais penalizador para os trabalhadores que o anterior, que tanto tinham contestado quando foi apresentado por Bagão Féliz e desta vez são os empresários que batem palmas porque o referido código os vai permitir explorar um pouco mais os trabalhadores. Os pequenos empresários, devido à quedada do poder de compra originado pelas medidas atrás citada, vivem com grandes dificuldades, e o povo bate palmas por um lado, porque afinal eles estavam a “encher-se” os grandes empresários batem palmas por outro, pois por cada pequeno empresário que fecha portas, são lançados no mercado meia dúzia de desempregados que serão mão de obra barata e disponível para contratos precários de curta duração. Recentemente, um estatuto do aluno iníquo, que coloca em pé de igualdade (e não venham com o subterfúgio da má interpretação da lei, porque faltas de qualquer tipo significa de “qualquer” tipo diga-se o que se disser) o aluno que não vai às aulas porque não quer, porque vai vadiar para o café da esquina, com o que falta por doença, e o povo volta a bater palmas porque afinal esses estudantes não querem é fazer nada.

Com mais tempo, e uma investigação um pouco mais exaustiva, haveria certamente mais exemplos que se pudessem aqui citar, de classes profissionais, ou grupos de compatriotas nossos que perderam os seu “privilégios”.

Procuremos agora os nossos compatriotas que beneficiaram com estas políticas, é que, que eu saiba, a missão atribuída a um qualquer governo é MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA DOS SEUS CIDADÃOS e, eu pelo menos, aceitaria de bom grado alguns sacrifícios se visse que eles serviam para o bem comum, mas , por muito que procure, apenas encontro uma reposta:

- Pôr a mão por baixo de meia dúzia de banqueiros ricos e de algumas multinacionais do sector automóvel. Para a economia real, para o cidadão comum apenas a falácia da descida da taxa de juros que, por um lado não é uma medida de ninguém, apenas uma consequência da crise, por outro só vai beneficiar aqueles que pelo menos tinham condições para se endividar. Para os outros, os realmente desfavorecidos nada.

Pela negativa todos temos muitas razões para votar PS se a nossa perspectiva for o que o Governo retirou aos outros, agora pela positiva pensem um pouco e digam-me em que melhorou  este governo a vida de alguém, e se o balanço for positivo, então força

VOTEM PS,

Vamos a outra maioria absoluta.

 

António Venâncio  

 


Tasca das amoreiras às 19:15
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES NO MUNDO

Como o fim-de-semana é grande, proponho-vos que vejam o que se passa nos outros países e depois “digam qualquer coisa”

 

Avaliação de Professores em Portugal

 

Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao órgão de propaganda do PS a Ministra da Educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças têm com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos burocrático.

Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade de modelos e de critérios de avaliação no país.

 

Avaliação de Professores na Alemanha

 

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.

2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.

3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.

4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias.

Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.

6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.

7. Máximo de alunos por turma: 22

 

Avaliação de Professores na Suíça

 

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.

3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão).

4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.

5. Máxima de alunos por turma: 22.

 

Avaliação de Professores na Bélgica

 

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.

3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.

 

Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

 

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).

2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os "avaliadores de "performance".

 

Avaliação de Professores em França

 

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.

2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.

3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.

 

Avaliação dos Professores em Espanha

 

1. Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contempla apenas o ensino básico. Cada "Comunidade Autonómica" estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.

2. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.

 

Avaliação de Professores nos EUA

 

1. Descentralização. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.

2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.

3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.

 

Avaliação de Professores no Chile

O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação? (consultar) Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.

 

Comparação - Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno

 

Periodicidade

 

1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.

2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).

 

1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.

2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).

 

Instrumentos de Avaliação

 

1. Fichas de autoavaliação do professor;

2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;

3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;

4. Portefólio do professor

5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;

6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de avaliação.

7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).

8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de avaliação).

9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.

 

1. Fichas de Autoavaliação;

2. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;

3. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos;

4. Entrevista pelo professor avaliador;

 

Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação

 

1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.

2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;

3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.

4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;

5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.

 

Resultados da Avaliação

 

1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.

2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado e deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa sai da carreira, mas recebe um abono.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 18:33
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

A avaliação dos Senhores Deputados

Já disse aqui “mil vezes” que como professor quero ser avaliado, por quem quer que seja e pelo processo que quiserem, apesar de não concordar com o método. Mas venha lá ela.

Mas do que vos quero falar é de outra avaliação: a dos nossos deputados.

Mas afinal que “cambada de gente” é que nos está a representar no Parlamento da Nação? Mas que “calões” são aqueles que fazem as leis que me querem avaliar? Mas que raio de gente é aquela que assina o ponto de manhã e que depois se “pira” para ir de fim-de-semana prolongado? O que é que aqueles “vampiros” diriam se eu professor tivesse faltado hoje para fazer umas mini férias?

Desculpem o desabafo, mas estou indignado.

Hoje que estava para votação uma lei que dizia respeito a nós, que tinha sido proposta pela oposição (CDS/PP), que tinha o apoio de todo o resto da oposição e mais uns quantos deputados do PS, não é que foram os deputados do PSD que foram faltar e a lei não passou, porque metade do grupo parlamentar deste partido resolveu ir de fim-de-semana mais cedo?

Fala-se muito na necessidade de acabar com o governo actual nas próximas eleições. Muito bem, mas a onde é que está a oposição credível para as ganhar? Eu não a encontro infelizmente.

Mas o que mais me indigna é o facto de toda aquela “gente” que criou na opinião pública a ideia que os professores eram malandros, que envenenaram os cidadãos deste país e os puseram contra nós, afinal são eles que fazem aquilo que diziam que nós fazíamos. Eu falo por mim e posso afirmar que há um bom par de anos que não falto a uma aula, mesmo estando doente vou. Acredito que há colegas meus que faltam. Uns por motivos mais que justificados, outros nem tanto. Mas uma coisa nunca eu vi, que foi metade dos professores da minha escola faltarem para irem de fim-de-semana mais cedo. Os registos das faltas são públicos e como tal podem ser consultados.

Mas afinal quem é que precisa ser avaliado?  

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:15
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Novas oportunidades

Caros leitores

Dada a minha função como professor, não sei se a lei me permite criticar em público as directivas do meu ministério (que é o meu patrão). No entanto gostaria de deixar aqui este texto publicado num jornal onde se fala dos objectivos a atingir até 2010 com as Novas Oportunidades, invenção do nosso 1º Ministro, que quero querer com boas intenções, mas que “segundo me dizem, não passa de uma fraude a todo o tamanho”. Segundo me disseram ainda, “qualquer dia estão a oferecer diplomas do 12º ano”. Por favor leiam e tirem as vossas conclusões.

 

Para atingir objectivos de 2010

 

Agência para a Qualificação quer acelerar certificados das Novas Oportunidades

 

O presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), Luís Capucha, reconheceu hoje que é preciso "acelerar" o ritmo da certificação de adultos para alcançar o objectivo de um milhão de certificados em 2010, no âmbito do Programa Novas Oportunidades.

Desde Novembro de 2006 até Novembro de 2008 tem havido uma média de 4000 adultos certificados por mês. "A este ritmo chegaremos a 2010 com 248.398 certificados", disse Luís Capuchas, no II Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades, considerando "impensável ficar com esta dinâmica". Luís Capuchas defendeu a necessidade de "crescer" para uma média de 29.900 adultos certificados por mês, o que significa que tem de se "multiplicar por sete" o número de certificados atribuídos para se atingirem as metas traçadas pelo Programa Novas Oportunidades.

O objectivo é conseguir que em 2010 metade dos alunos matriculados no ensino secundário, ou seja, mais de 650 mil, estejam a frequentar vias profissionais e que todas as escolas secundárias públicas integrem cursos profissionais. Segundo o responsável, de 2006 para 2007 houve um crescimento de 93 por cento dos certificados. Se este ano o crescimento acontecer ao mesmo ritmo, o número de certificados em 2010 será de 428 mil. "O ritmo tem de ser bastante maior para cerca de 200 por cento ao ano e aí atingiremos os objectivos", frisou.

O presidente da ANQ considerou que "não apenas é possível" atingir os objectivos do programa, como "é indispensável para o futuro do país e para as pessoas que se estão a inscrever nos Centros Novas Oportunidades". "O número tem vindo a crescer e nós temos já neste momento cerca de 144 mil pessoas certificadas e esperamos atingir bastante mais de 200 mil no final de 2008", assegurou.

Luís Capucha justificou que, se for tido em conta o número de pessoas que estão inscritas e que estão em processo de formação ou encaminhadas para outras acções, "o número está perfeitamente ao alcance". "O ritmo de crescimento dos inscritos leva-nos a supor que em 2009 teremos mais de 1,2 milhões de inscritos e desses sairão com certeza um milhão de certificados", assegurou.

Presente na abertura do II Encontro Novas Oportunidades, o primeiro-ministro, José Sócrates, salientou a importância deste programa para melhorar "o nível de igualdade social no país" e para o crescimento económico. "É um programa absolutamente decisivo para a economia e igualdade social e que já criou um grande movimento ao qual temos de responder", sublinhou. O "movimento social no país" traduz-se em mais de 600 mil portugueses inscritos nos Centros Novas Oportunidades, justificou.

Para José Sócrates, "o défice das qualificações é o défice mais sério que o país tem de enfrentar e resolver", uma vez que há indicadores que referem que apenas cerca de 25 por cento da população adulta em Portugal completou o ensino secundário. O primeiro-ministro enalteceu ainda o "acto de coragem" de todos os portugueses que se inscrevem nas Novas Oportunidades ao reconhecerem que "não sabem o suficiente e que têm de voltar à escola para melhor servir a família, a empresa e o país".

Luís Capucha salientou, por seu turno, que existem já 450 Centros Novas Oportunidades, com um crescimento acentuado no último ano (190) e que o objectivo é chegar ao meio milhar. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, também estiveram presentes no encontro, mas nenhum dos responsáveis quis comentar o problema levantado pela ANQ.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 20:38
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Esclarecimento

Este blog sempre teve e tem por objectivo falar sobre o quotidiano da nossa cidade, os seus problemas, as suas virtudes e alguns temas da actualidade, seja ela nacional ou internacional. Nunca por nunca foi ou é nosso objectivo o chamado bota abaixo, seja a crítica ao poder ou à oposição, até porque não estamos enfeudados a qualquer grupo de pressão ou partido político.

Isto vem a propósito da crítica que aqui fiz ao spot de propaganda de Elvas que está a passar na televisão espanhola.

Não teria feito este esclarecimento se não tem sido a atitude concertada de “alguém” que publicou uma crítica a este blog, não só aqui como nos outros blogs da cidade. Assim sendo, cabe-me o dever de esclarecer o seguinte:

1-      É de louvar a intenção da câmara em promover a cidade;

2-      É dever da câmara se quer promover a qualidade, que promova a cidade também com meios de qualidade;

3-      O spot é manifestamente de má qualidade o que não abona em nada a intenção;

4-      Numa época em que se tenta promover a excelência, este é um mau exemplo;

É por estes motivos que estranhei muito a crítica que foi feita ao post, tendo ela vindo de onde penso que veio. Mais valia ter-se dito que a pressa é inimiga da perfeição e como tal aceitar a crítica como um meio de prevenir erro idêntico.

A humildade é muito bonita e fica bem a quem está no poder. Ou não é assim?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:17
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...

Eu sou Professor

Estou em greve

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 13:09
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...

Estou em GREVE!

 Sou PROFESSOR!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Spot Elvas

Hoje ao passar pelo site da Câmara Municipal de Elvas, deparei com a notícia que dava conta do spot sobre Elvas para ser passado na televisão espanhola.

Como têm um link para permitir visualizar o dito spot, fui ver.

Que tristeza! Que amadorismo! Que naif. Que pobreza!

É assim que se quer promover Elvas? Eu se fosse espectador assíduo da televisão extremenha, ficava farto.

O segundo de antena não deve ser barato. Ora se se gasta o dinheiro para pagar à televisão, não era de se ter gasto um pouco mais e mandar fazer um spot profissional a quem sabe do assunto?

Oh senhor Presidente, desta não estava à espera!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 18:47
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Aos pais da nossa cidade

Não gostava, antes de mais, que lessem este escrito como uma crítica, mas como um alerta de alguém que é pai e na altura certa, se calhar não fez o melhor que podia e sabia.

Todos nós temos noção que a educação em Portugal e na Europa em geral não vai bem. Antes pelo contrário, vai de mal a pior. Todos atiramos pedras, mas ninguém quer falar naquilo que para mim é um dos problemas maiores e que é a família.

Uns irão assobiar para o lado, outros atirarão a culpa à escola e aos professores, mas todos se recusam a fazer uma introspecção e admitir que há culpas de todos.

Atente-se àquela frase que é comum ouvir aos pais: “ o meu filho descambou devido às más companhias”. Alguém por acaso já pensou que se seria o seu filho a má companhia para os outros? Eu nunca ouvi e penso que jamais ouvirei. Atiramos sempre a culpa para os outros. E nós pais, temos ou não temos culpa do que se passa? Eu falo por mim e respondo afirmativamente. Temos e muito!

Sei que os tempos são outros, mas eu recordo-me como estudante, fazer tantas asneiras como os jovens fazem hoje. E então onde está a diferença? Eu ao fazer uma patifaria, ou era discreto para não me apanharem ou então sofria as consequências. Os fins-de-semana passados encerrado em casa à força, o corte na mesada, e as “lamparinas” que a minha Mãe me ia dando, fazia com que por vezes me contivesse.

Hoje, a juventude e na minha opinião, não é pior que a de há uns anos atrás, só que faz as patifarias e não há consequências. Passamos um raspanete ao “crio” e fica tudo “numa boa”.

Eu não gostava que os jovens fossem espancados em casa como antigamente, mas um sopapo de vez em quando não faria mal nenhum. Mas se o nosso rapaz levar uma “castanha” do pai ou mãe e se se lembrar de telefonar ao SOS Criança, lá temos os pais em maus lençóis.

Qual foi a última vez, e daqueles que estão a ler estas linhas, ajudou os filhos a fazer os trabalhos de casa? Ao menos, quantas vezes perguntaram se os traziam para fazer? E quantas vezes perguntámos pelas faltas que dão e onde andaram nessas horas? E quantas vezes os mandámos estudar e ficamos a verificar se o estão a fazer ou não? Quantas vezes mandamos um filho ali à mercearia da esquina comprar o pão que os esquecemos de trazer e levamos como resposta “vai tu” e NÓS VAMOS?

Mas que diabo, chega um homem a casa, farto de trabalhar e está lá para se aborrecer e ainda por cima à hora do telejornal ou da novela? Estou cansado para me “chatear”! E os nossos pais não estavam?

Tinha eu feito 17 anos e já me considerava um homem. Na noite de Natal resolvi andar com os meus amigos por aí a beber uns copos e cheguei a casa às 4 da manhã. Ninguém me disse nada o que para mim era muito mau sinal. Passei o resto das férias a ver a rua e os amigos da sacada de casa. Mas qual é que é o pai que hoje teria a coragem de fazer tal?

Mas não, continuamos todos a atirar pedras ao vizinho e somos incapazes de apontar um dedo que seja a nós próprios.

Mas que família somos nós hoje? Pergunto ainda de outra maneira: mas será que a palavra família ainda cabe no vocabulário dos portugueses?

Sempre fui contra o aborto, sou a favor de se arranjarem incentivos à natalidade, mas para serem pais como a maioria o são, na verdade o melhor é não os terem.

Ser pai ou mãe implica RESPONSABILIDADE! Ser pai ou mãe implica um COMPROMISSO para com os nossos filhos que não pediram para nascer! Para ser pai ou mãe implica HONRAR esses adjectivos!

Muito me apetecia ainda escrever sobre o assunto, mas já sei que as respostas virão invariavelmente a culpar os professores.

Com os pais que somos, nem com os melhores professores faremos dos nossos filhos HOMENS.

Eu não fui um bom pai! E você?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:26
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Últimos copos

Forte da Graça - 18

Forte da Graça - 17

Forte da Graça - 16

Forte da Graça - 15

Forte da Graça - 14

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Forte da Graça - 12

Forte da Graça - 11

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Forte da Graça - 9

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