No passado dia oito de Novembro, manifestaram-se em Lisboa aproximadamente 120 000 professores (80% de uma classe profissional), contra uma reforma do Sistema de Ensino que está a conduzir à degradação da qualidade do mesmo, e ao comprometimento do futuro de toda uma geração de jovens, prejudicada pelas medidas autistas do Ministério da Educação. Sim porque o que está em causa não é, como se quer fazer crer, querer ou não ser avaliado, porque nisso estamos todos de acordo, sempre o fomos, contrariamente ao que se apregoa, e tal facto é comprovável pela simples consulta dos nossos registos biográficos, nos quais consta uma classificação de serviço anual. O que verdadeiramente está em causa é a burocratização do sistema, que tem sido implementada por esta equipa ministerial, e que culminou num modelo de avaliação, também ele altamente burocrático, convertendo o professor num mero produtor de papéis e participante de reuniões em detrimento da sua missão principal, ENSINAR.
Nestas circunstâncias, aproximadamente 120 000 pessoas, (80% de uma classe profissional) dirigiram-se a Lisboa, no seu dia de descanso, provenientes de todo o país, percorrendo nalguns casos centenas de quilómetros, para manifestar o seu descontentamento. De notar ainda que sendo uma profissão em que um elevado número de docentes se encontra deslocado da sua residência, muitos abdicaram das poucas horas semanais de que dispõem para estar com a família.
Perante essa manifestação, curiosamente ou talvez não, a PSP, pela primeira vez, não indicou o número de manifestantes, chegando mesmo a dizer ao longo da semana “A PSP nunca mais divulgará números de manifestantes. O director-nacional da PSP, Oliveira Pereira, assume, em declarações ao SOL, a autoria da decisão. «Foi minha e tem carácter definitivo. Cheguei à conclusão de que não há nenhuma mais-valia nessa divulgação para a PSP, os manifestantes, os sindicatos ou os jornalistas porque há sempre discrepâncias»” (in jornal O Sol, 15 Novembro 08).
No passado dia quinze, nova manifestação de professores foi convocada para Lisboa. Com seria de esperar, dada a proximidade das duas manifestações, os números da adesão foram significativamente menores, 10 000 de acordo com a organização e pasme-se 7 000 de acordo com a PSP.
Ou eu já não sei o que significa definitivamente, ou houve aqui uma manobra mal explicada de não divulgação de números quando não interessa e de divulgação quando interessa.
Depois da constatação de factos acima, apenas algumas questões em jeito de conclusão:
Nunca em Portugal se haviam realizado duas manifestações de uma classe profissional com esta envergadura no espaço de menos de um ano.
Nunca em Portugal uma classe profissional tinha conseguido mobilizar 80% dos seus membros na defesa do que considera correcto.
Ninguém se convença que o facto de esta manifestação de professores realizada no dia quinze ter apenas
As manobras efectuadas ao nível da informação, escamoteando os números que não interessa revelar, apenas servem para demonstrar quão necessária se torna a luta dos professores pela manutenção de um ensino de qualidade, que forme cidadãos com espírito crítico, capazes de interpretar este tipo de atitudes e tirar as suas próprias conclusões, em detrimento do modelo que se quer impor de certificação da incompetência.
Dito isto resta-me acrescentar que deve o Sr. Primeiro Ministro pensar onde terá de errado a sua política neste sector, que consegue pela primeira vez uma tal unidade, e lamentar que, politicamente, se leve uma força de segurança com o prestígio e a isenção da PSP a tomar posições de parcialidade, onde o definitivo passa a temporário em apenas uma semana para calar ou divulgar o que convém ao partido do poder.
NOTA: Aos comentadores do costume, na sua grande maioria anónimos, mesmo dando de barato que os 20% que não foram a Lisboa no passado dia 8 de Novembro são a favor das políticas do ministério deixo as seguintes perguntas:
Acreditam genuinamente que 80% dos professore portugueses estão errados?
Acreditam genuinamente que 80% dos professores portugueses são manipuláveis?
Acreditam genuinamente que 80% dos professore portugueses eram antes do início deste processo (agora talvez sejam!..) adversários políticos do PS?
Acreditam genuinamente que 80% dos professore portugueses não defendem a melhor Escola para os seus alunos?
Há muito tempo que sofres de um grande mal, mas com a resolução “dum não problema” chamado Hospital de Santa Luzia, está na hora de te tratares.
Não te quero dar lições de anatomia, mas como sabes o apêndice deve fazer-nos falta senão “o lá de cima” não nos tinha criado assim.
Acontece que por vezes o dito arranja-nos um problema danado e lá temos que ir à faca para removê-lo.
É o que tens que fazer: ver-te livre do “apêndice” se queres ter saúde, quanto mais não seja, mental.
O teu problema é se o “apêndice” se torna em lapa, o que torna mais difícil a sua remoção.
Um bom fim-de-semana
Jacinto César
Mais satisfeito fico com a abertura de uma sala de cuidados intermédios.
Posso no entanto afirmar uma coisa: se não se lutar não se chega a lado nenhum, e desta vez lutou-se.
Um abraço ao AMIGO José Júlio Cabaceira por ter encabeçado a contestação.
Jacinto César
Nota – Vamos lá esclarecer o assunto. Se é verdade que o Presidente da Câmara ultimamente se movimentou por todo o lado a tentar resolver o assunto do Hospital, não é menos verdade que há uns meses atrás ele próprio e no Boletim Municipal dizia que tudo não passava de boatos e das vozes da oposição
Mas como já tinha dito, o importante é que o problema se resolveu.
Os Euros voadores
A cena é passada em casa de José Azinheira e Costa, administrador demissionário do banco BNP.
Toca a campainha da porta.
José Costa (JC) – Que desejam?
Agente do DIAB – É o Dr. José Azinheira Costa?
JC – Sim. Diga se faz favor!
Ag – Queira desculpar mas o senhor está preso!
JC – Preso? Mas você está maluco ou quê?
Ag – O Sr. Dr. tem que nos desculpar, mas nós fomos obrigados a isso. Foi o Dr. Galo Monteiro que nos mandou cá!
JC – Mas quem é que se julga esse Galo, que não passa de um Pinto? Eu já trato do assunto. Vou telefonar já ao ministro.
Ag – Por favor Sr. Dr., nós não temos culpa. Nós fingimos que não o encontrámos e o Sr. não faz queixa de nós.
(passam-se uns minutos)
JC – Faz favor de me passar a chamada ao Sr. Ministro. Diga que é o José Azinheira e Costa!
Ministro (M)- (?)
JC – Tou, então vocês estão doidos ou quê? Então não é que o Galo me mandou prender?
M – (?)
JC – Olha, estou farto de vos dizer. Eu vou de cana, mas tu e os teus amigos vão também. Olha que ponho a boca no trombone e conto tudo ao José Trocas.
M – (?)
JC – Mas como vou eu ter calma se todos ganharam milhões e até já os puseram a voar até às ilhas Caimão?
M – (?)
JC – Olha, vou é falar com o José Trocas e por os pontos nos ii!
(passam-se uns minutos)
Toca o telefone
JC – Estou?
José Trocas (JT) – (?)
JC – Obrigado José Trocas. Ainda bem que me telefonou. Estava a ficar nervoso com esta gente a querer tramar-me. É que fiquei sem emprego depois de ter enchido os bolsos a uns quantos.
JT – (?)
JC – Ah, assim está melhor e já me agrada a conversa! O lugar de administrador da Caixa Geral de Levantamentos já serve, mas espero que seja temporário. O que eu queria mesmo era ser reconduzido no cargo que tinha no BNP.
JT – (?)
JC – Senhor primeiro, estou muito agradecido. Um abraço muito grande. E fique com a garantia que num futuro não me esquecerei do meu amigo.
Cai o pano.
Jacinto César – 12 de Novembro de 2008 – 23h21
O post anterior fui eu que o escrevi
Não tenho o prazer de o conhecer, mas calculo que um dia destes nos iremos cruzar por aí.
Estou-lhe a escrever depois de ter lido a sua entrevista ao jornal cá da terra. Ficaram-me muitas dúvidas sobre os seus reais objectivos ao presidir a uma associação dita cívica. Vai-me perdoar, mas não posso acreditar integralmente no que disse. E as dúvidas com que fiquei foram as mesmas que muitos conterrâneos nossos ficaram também.
Presumo que já leu ou já lhe fizeram chegar a minha posição crítica em relação à referida associação e como tal já deve saber o porquê. No entanto volto a dizer-lhe qual o motivo das minha reticencias. Tenho uma opinião desfavorável em relação à ADE pelo facto de esta estar a servir de rampa de lançamento da sua candidatura à presidência da câmara, o que é totalmente legítimo como também estou farto de dizer.
O problema que vejo não está na candidatura mas o processo meio encapotado para a lançarem. Mas muito bem, foi essa a estratégia que entenderam como correcta e contra factos não há argumentos. Mas não era esta a dúvida que tinha. Então é assim: imaginemos que o senhor ganha as eleições (o que é possível). A dúvida que me surge, é como é que o senhor vai compatibilizar as várias tendências do movimento que o apoiou? O senhor já reparou que o dito movimento é uma aliança contra natura, que tem elementos que vão da extrema-esquerda à direita?
Vamos continuar a admitir que ganhou as eleições. Como será a sua relação com os seus vereadores eleitos, se depois cada um quiser puxar a brasa à sua sardinha?
Eu sei que todos eles irão jurar por todas as alminhas que terão um comportamento independente e que pensarão somente no bem da nossa cidade. Mas o senhor acredita nisso? Basta ver o que aconteceu com a anterior coligação concorrente à câmara e eram só dois partidos, que ainda por cima têm muitas afinidades. Foi tão eficaz que o único vereador eleito acabou por desertar para o “inimigo”.
Vai-me desculpar mais uma vez, mas não acredito numa tão ampla coligação. Mais cedo ou mais tarde a clubite virá ao de cima e aí teremos o senhor aos “papéis” tentando conciliar o inconciliável.
Acredito sinceramente nos seus bons propósitos. O que não acredito é na amálgama política que o vai apoiar. Com a idade que tenho já vi muita coisa na vida e quero crer que o senhor também. Só não sei é como é que vai cair numa confusão destas.
Que tenha sorte!
Jacinto César
Param na frente do referido hotel um sem número de autocarros a despejar os turistas que irão ali ficar.
Um dia destes, qualquer um deles tropeça numa das inúmeras pedras que ali há soltas e cai.
Se se tratar de um turista português, mesmo que parta uma perna ou dê cabo da cara, é capaz de se levantar e ainda pedir desculpa à pedra por lhe ter dado um pontapé. Mas se por acaso o turista for japonês ou americano alguém vai passar um mau bocado, pois não se conformarão como o português e pedirão chorudas indemnizações. Além disto é digno de um país do terceiro mundo aquele passeio e que ainda por cima fica fronteiro ao ex-libres da nossa cidade.
Por favor, alguém que resolva o problema!
Jacinto César
Uma coisa retive das palavras que proferiu: vai ser sem sombra de dúvidas o candidato à presidência da autarquia nas próximas eleições e apoiado por uma ampla coligação. Ao princípio ainda tive dúvidas. Agora fiquei com certezas.
Poder-se-á perguntar se é ilegítimo? Nada disso!
Será que é antidemocrático? Não!
Será que é desonesto um qualquer cidadão propor-se a tal cargo? Nunca!
Mas onde encontro eu o problema? O modo. Eu explico.
Há cerca de 15 anos atrás apareceu em Elvas um senhor, qual D. Sebastião, propor-se como concorrente às eleições. Se bem recordados estamos, houve um coro de protestos pelo facto de se ter ido buscar uma personagem quase desconhecida de todos, como se em Elvas não houvesse ninguém com capacidade para tal.
Os que então tanto criticaram, agora e à moda dos judeus, clama-se pelo Messias que há-de chegar vindo de fora.
Mas porque cargas de água tornamos nós sempre aquilo que é simples em complicado? Será porque os adultos têm uma mente retorcida e nunca conseguem pensar em linha recta?
Eu até quero acreditar que o Dr. Simão Dores seja uma pessoa capaz de levar o barco a bom porto. Então para quê estar a complicar as coisas com a formação de uma associação quase fantasma para lançar o candidato? Não seria mais simples ir direito “al grano” como dizem os espanhóis?
Mas não! Tem que se arranjar primeiro um motivo, depois umas guerrazinhas seguidas de umas quantas peixeiradas para se chegar ao que se pretende.
Sou levado a pensar que tudo isto faz parte dos manuais de estratégia política dos partidos, ao que vulgarmente se chama “preparar o terreno”. Que me desculpem esses estrategas, mas cá por mim seria muito mais fácil dizer, “está aqui o Dr. Simão Dores que vai enfrentar o Sr. Rondão de Almeida nas próximas eleições” e pronto.
Não nasci para político, no entanto consigo avaliar as acções políticas. Serei talvez naif nestas questões, mas gosto muito de ser terra a terra.
Se for como eu penso, que vença o que os cidadãos considerem melhor, pois só a nossa cidade terá a ganhar, e o que ganhar tenha a paz necessária para a conduzir ao lugar que merece ter.
Jacinto César
Hoje queria aqui referir-me aos locais em que os nossos antepassados romanos estiveram aqui em Elvas e arredores.
Para a maioria das pessoas ao falar-se em romano é falar-se do castelo(?) e fundamentalmente da Quintas das Longas.
O Castelo é uma mistura de estilos que começou provavelmente num castro (Elvitia ?) e que foi sendo adaptado por várias culturas que por aqui passaram. Já a Quinta das Longas é indubitavelmente dessa época. Esta última está como está devido por um lado à obra de um acaso, à paixão pelo assunto do proprietário da quinta, pelo interesse do Dr. António Carvalho e pelo dinheiro disponibilizado (pouco) pelas sucessivas câmaras.
E o resto e que não é pouco? Alguém quer saber? Basta ver o aqueduto, genuinamente romano, nas proximidades da Quinta do Lago e o escândalo do abandono do Monte da Torre do Cabedal, para ver a que estado isto chegou.
Tenho passado por estes locais com alguma frequência e dá dó ver o que se vê.
Devido ao sistema que os romanos usavam para distribuir a população e à triangulação das suas estradas, presume-se que uma cidade importante estaria situada na nossa zona. Há muitas referências históricas que o confirmam. Como se tal não bastasse, há moedas cunhadas com o nome da cidade: Dipo. Em Elvas há somente uma moeda, mas
Dados os vestígios, visíveis diga-se, de alguns locais, não era hora de se proceder a um levantamento arqueológico desses locais?
O mais provável era encontrarem algo que fizesse até esquecer a Quinta das Longas (é uma força de expressão).
Senhora Vereadora Drª Elsa Grilo, como sei que se interessa por estes assuntos não seria bom que a câmara contratasse um ARQUEÓLOGO para fazer um estudo sério sobre a ocupação romana e não só do concelho? Não acha que está na altura de se dar um pouco mais de importância à cultura (sem ser a pimba, claro)?
Deixo-vos aqui mais um mapa para quem quiser dar uns passeios a pé ao fim-de-semana.

Jacinto César
Estou com a telha!!!
Hoje não escrevo!!!!!
Jacinto César
Muito se tem discutido e falado sobre ele: são os políticos, são os interessados no assunto e a população na sua generalidade. Os blogs têm sido um veículo por excelência para a sua divulgação e denúncia de quando as coisas não correm pelo melhor.
Mas não é sobre este que todos conhecemos que vou escrever hoje e nos próximos dias: é sobre o património que a maioria das pessoas desconhece e que se encontra ao abandono. Vítima de desconhecimento de uns e por vandalismo de outros o que é certo é que vai desaparecendo.
Hoje vou referir-me às Antas.
As Antas ou Dólmenes que todos já ouviram falar são como também todos sabem monumentos funerários megalíticos. Há em Elvas (ou havia) um circuito turístico promovido pelo IPPAR e que percorria meia dúzia delas.
O problema é que não são meia dúzia, ma sim dúzias. Mais propriamente 79. Sim, setenta e nove antas. E onde estão elas? E quantas foram destruídas? E quantas estão ao abandono total?
Das 79 que estão documentadas, 68 ainda existiam há relativamente pouco tempo. Dei-me ao trabalho de ir a todas elas, fotografá-las e cartografar algumas, já que fazer esse trabalho feito a todas era tarefa hercúlea.

O que é certo é que procedi à localização e levantamento das 68 existentes. As outras 11 não consegui localizar. Presumo que por já não existirem.
E qual é o estado das que existem? O estado geral é muito mau, não só pelos anos que pesam já, como por vandalismo das pessoas.
Os inimigos número um são os agricultores. E porquê? Umas pelo facto de se encontrarem em locais que “incomodam” a actividade. Outras porque têm umas “pedras” óptimas para se usarem noutro fim qualquer. E é assim.
Cheguei a encontrar alguns elementos em montes a servirem de “poial” de vasos. Não muito tempo antes ainda estavam no seu local de origem. Uma vez perguntei ao dono de um desses montes o porquê daquela situação. A resposta é que aquelas “pedras” já lá se encontravam há muito tempo.
A pergunta que deixo aqui é a seguinte: quem é que é responsável por tal desastre?
O povo costuma dizer que olhos que não vêm, coração não sente. Pois eu vi e sinto-me mal. Se calhar o melhor era nem ter visto.
Senhora Vereadora Drª Elsa Grilo: a câmara tem conhecimento disto? Sei que este tipo de monumentos não estão sob a alçada da câmara, mas esta não poderia protestar junto das autoridades competentes para evitar o que receio que venha a acontecer que é o seu desaparecimento?
Para aqueles que quiserem dar uns passeios ao ar livre deixo aqui um mapa com a localização aproximada de cada uma e o respectivo estado.

Para a próxima deixarei aqui um recado sobre o período romano. A situação é ainda mais grave!
Jacinto César
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