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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Igreja de Nossa Senhora de Fátima

Tem sido amplamente noticiado a construção do complexo social da Belhó, que inclui a construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Se por um lado é muito bonito mais uma demonstração da Fé Católica, os mesmos católicos (nos quais me incluo) estão-se a esquecer dum pormenor e o Presidente da Câmara também. A lista que se segue, são as Igrejas que existem em Elvas. Se verificarmos bem, muitas delas se não estão em ruínas para lá caminham. Em lugar de se restaurarem as necessitadas, vai gastar-se dinheiro na construção de uma nova? Não chegou já o “elefante branco” da Igreja de Santa Luzia? 

 

Fora de portas:

 

Igreja do Convento de S. Francisco

Igreja de S. Amaro

Igreja da Boa-Fé

Igreja de Santa Luzia

Capela da Senhora da Nazaré

 

Dentro das muralhas:

 

Capela da Nossa Senhora da Conceição

Igreja do Convento de S. Paulo

Igreja da Senhora da Guia

Igreja da Alcáçova

Igreja do Convento das Domínicas

Igreja de Nossa Senhora da Assunção - Sé

Igreja dos Terceiros

Igreja do Convento de Santa Clara

Igreja de São João da Curujeira

Igreja de S. Pedro

Igreja do Convento de S. Domingos

Igreja do Salvador

Igreja da Misericórdia

Igreja do Convento de S. João de Deus

Igreja de Nossa Senhora das Dores

 

Já repararam bem na lista e no estado em que algumas estão?

E já que estamos a falar em restauro que dizer dos Passos? Sim, já sei que pertencem ao IPPAR, mas não se devia já ter encostado esses senhores à parede? Ou pegam ou largam, agora não atrapalhem. É simplesmente vergonhoso o estado em que se encontram. É uma montra perfeita para os turistas que nos visitam.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Ainda bem!

Não sei se estou a falar cedo demais, mas a minha convicção é de que o Presidente da Câmara fez muito bem em não ter aceite o contrato programa com o Ministério da Educação que permitia que o Pessoal Auxiliar e as instalações escolares ficassem sob a tutela municipal (2º e 3º ciclos).

Só que as minhas razões são substancialmente diferentes da do Presidente.

Se os funcionários camarários se encontram “subjugados” ao poder real e político do Presidente, já repararam que se iria juntar ao “exército” mais uns quantos? E quando se tivesse que admitir alguém? Será que a “cor” de cada um não iria ter influência na admissão?

Resumindo: seriam mais uns jobs para os boys.

Senhor Presidente, mesmo tendo sido por motivos diferentes fez muito bem em não aceitar. Ganha o senhor por uns motivos e ganha a independência por outros.

 

PS- Não entendo lá muito bem a oposição quando se manifestou a favor da assinatura do protocolo. Será que estavam a ver bem o filme?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Toponímia

uma vez me referi aqui ao assunto dos nomes das ruas da nossa cidade. Um nome que estranhei nunca ter sido colocado em nada, foi o de D. Manuel I. Penso que todos concordarão com essa homenagem.

Fiquei agora a saber que o seu nome vai ser dado a uma rua num dos bairros periféricos. Soube ainda que o nome foi atribuído a pedido dos moradores. Acredito que eles até gostem, mas não seria mais digno por o nome do Rei numa artéria mais importante?

Daqui a pouco tempo vamos ter as comemorações dos 500 anos da elevação a cidade. Não seria, por exemplo um nome ideal para colocar na rotunda dos Arcos das Amoreiras, como Praça D. Manuel I e acompanhada de uma estátua? Já sei que irão dizer, que tal como os postes e as árvores, iria tirar a vista ao Aqueduto. Coisa disparatada!

Falando em toponímia, para mim torna-se muito estranho atribuir o nome de pessoas vivas a ruas. Não tenho nada contra as pessoas, mas acho que não fica nada bem. Não quero que isso aconteça, mas imaginemos que uma dessas pessoas homenageadas dava uma volta à sua vida e tornava-se num marginal ou criminoso? Havia de ser bonito ver  a atrapalhação. Quando se querem homenagear pessoas vivas é costume atribuírem-se medalhas ou diplomas se serviços prestados à comunidade. Agora porem-lhes o nome numa rua? Desculpem lá, mas eu também quero ter uma com o meu nome. A propósito, um bonito nome a dar a uma rua seria a Rua do Anónimo. Era um nome perfeito. E já que falo em anónimos, queria esclarecer que, como cada um diz aqui o que quer, reservo para mim o direito de só responder a comentários identificados. Julgo ser uma posição justa.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Outra vez o Forte da Graça

Há uns anos atrás um governo que não recordo qual, tentou fazer exactamente o mesmo que o actual está a tentar fazer também. Recordo sim que foi posto à venda por 400 mil contos e o restauro do forte (só o restauro e não a sua conversão) custava cerca de 3 milhões de contos (15 milhões de euros). Pelo que me recordo de então, o problema não se punha na sua aquisição, mas o que resultava dessa mesma aquisição ou seja, a rentabilização do capital investido na aquisição, do restauro e manutenção.

Penso que o problema que se irá por agora será exactamente igual ao anterior. Não estou a ver qualquer privado querer participar num negócio destes.

Logo à partida surge outro problema: que utilização se pode dar ao forte? A utilização que se tem ouvido mais é um misto de estabelecimento hoteleiro e espaço museológico. Eu não sei se os elvenses conhecem bem o Forte da Graça, mas eu não consigo enquadrar um hotel no forte. Se é verdade que a área coberta é descomunal, também é verdade que essa área está muito fragmentada e dispersa. Todos os estudos que conheço sobre o assunto, nenhum aponta nesse caminho.

E transformado o forte em museu? Pois é, ou se arranja uma colecção monumental para aí expor, ou então corremos o risco de colocar um objecto por espaço (logicamente levado ao exagero).

Há a hipótese levantada há uns anos, e não sei se não passou de boato, de um casino. Mas também aqui não vejo grande viabilidade.

Que solução então? Para mim passava por uma série de passos. A saber:

1 – Aquisição do forte pelo preço mais baixo possível (os compradores não devem aparecer), ou mesmo simbólico, pela Câmara Municipal;

2 – Abrir um concurso internacional de ideias, com um prémio relativamente grande, de modo a atrair gente de renome e especialistas no assunto;

3 – Em função desse concurso promover uma parceria câmara-privados para a recuperação e exploração. Esta última poderia eventualmente ser concessionada.

Tenho consciência que não será tarefa fácil, mas se não for a câmara a promover tudo isto, corre-se o risco de tudo continuar na mesma e a degradação a acelerar-se.

Penso que está na hora do município abrir os cordões à bolsa e promover, agora sim, a obra do regime. Quem o conseguir fazer ficará de certeza na história de Elvas. O Coliseu um dia pode mudar até de nome e daqui a umas décadas até pode vir abaixo. O Forte da Graça perdurará pelos tempos, o nome de quem o mandou construir também. Mas também ficará para sempre quem o reconstruir e lhe der uma utilidade que não aquela para que foi construído.

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 03:14
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Ele é o Maior

É uma nova espécie de mamífero recentemente descoberta

Nasceu, vive e desenvolve-se na blogosfera

Conhece tudo e todos e a tudo e todos aponta desassombradamente os defeitos.

Comparados com ele todos são incompetentes.

É competente para avaliar todos em todas as profissões.

A sua competência está acima de qualquer possível avaliação.

Nunca ninguém teve nada para lhe apontar quer do ponto de vista pessoal quer do ponto de vista profissional

Estou é claro a falar do  “Sr. Anónimo”

Ele é o Maior  

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 21:07
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Os políticos e os árbitros

Se há passatempos semi-profissionais que admiro são os dos árbitros de futebol. Quando se começa a ver a profissão principal de cada um, por vezes pergunto-me a mim mesmo, o porquê de continuarem a querê-lo ser. Presumo que deva ser por uma paixão muito forte ao desporto em geral e ao futebol em particular. Um homem que assim que entra em campo é insultado, maltratado e apelidado de tudo e mais alguma coisa tem que ter coragem e merece o nosso respeito. Haverá muitos que são corruptos, como em qualquer sector da sociedade. E os outros? Têm que aguentar tudo e mais alguma coisa ao serem o alvo principal da ira dos adeptos.

A coragem que têm os árbitros, não a têm aqueles que eventualmente dariam bons políticos. Mas lá no fundo, não lhes deixo de dar razão e compreendê-los.

Quem é a pessoa neste país que tendo capacidades para tal, sendo uma pessoa honesta e decente se quer envolver na política? Nenhum ou muito poucos. Tal como os árbitros, mal fosse nomeado para um determinado cargo era logo apelidado de ser tachista, oportunista, aldrabão e coisas tais, por mais competente e honesto que fosse. Quem é que quer sujeitar-se a isto? Restam-nos os “profissionais” da política que nasceram e cresceram dentro dos partidos. Não sabem fazer mais nada e estão prontos para se sujeitarem a tudo. São os carreiristas que começaram numa qualquer “jota” e treparam no partido lambendo as botas ao que lhe está imediatamente acima esperando pela primeira oportunidade para que, com uma facada nas costas lhe roubar o lugar. Arrastam-se pelos corredores de organismos de estado tentando dar nas vistas, dão dinheiro para aparecerem nos jornais e televisões até que conseguem obter o tão desejado lugar na 5ª fila da Assembleia da Republica. Depois é só ir descendo de fila até à primeira e daí até um lugarzito no governo vai um passo. É este o panorama que temos.

Perguntar-me-ão: e que fazer para alterar este sistema? Francamente não faço a mínima ideia porque a doença está espalhada por todas as democracias. Todos nós sabemos que a democracia com todos os seus defeitos ainda é o melhor sistema político, mas que anda muito doente também todos nos apercebemos disso. Que fazer?

 

Jacinto César    

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Em maré de confissões

Nunca senti a necessidade de escrever neste espaço sobre as minhas opções politico partidárias, porque não considero ser necessário uma pessoa ser “filiada” ou “alinhada”, para poder ter opiniões e expressá-las livremente. No entanto, o facto de, hoje, um comentador ter pretendido conotar-me com um partido político, fez-me tomar a decisão de esclarecer aqui a minha posição.

 Não sou, nem nunca fui, militante ou sequer simpatizante do CDS

Fui filiado no PSD, desde a Jota, em 1974  e permaneci militante até que o partido resolveu abrir um processo de refiliação. Nessa altura, ponderei qual deveria ser a atitude mais correcta da minha parte, pelo facto de, a pouco e pouco, me ter ido afastando da actividade partidária, devido a uma descrença cada vez mais acentuada na actividade partidária, que se tornara numa máquina de obtenção do poder pelo poder, e se afastara daquilo em que eu acreditava, a defesa de uma ideologia ao serviço da comunidade. Optei pois por não me refiliar.

Continuo Social Democrata, no campo da ideologia, e, votei PPD/PSD ou AD, mesmo quando em 1975 muita da direita Portuguesa votou PS, julgando desta forma enfrentar melhor a força que então tinha o Partido Comunista, apenas, nas eleições Autárquicas em Elvas uma vez, a falta de credibilidade do candidato apresentado pelo PPD/PSD e os “tiques prepotentes” do candidato do PS, me obrigaram a votar em branco e quando o PPD/PSD aconselhou o voto no Dr. Mário Soares na segunda eleição deste para Presidente da República votei no Dr. Basílio Horta.

Quando escrevo as minhas ideias, não estou preocupado com ”lados” da barricada, mas com aquilo penso ertar correcto, por não se tratar de uma questão de Futebol em que se é do Benfica ou do Sporting, mas sim de ideias que ou são boas ou más venham donde vierem. O tempo das barricadas já lá vai felizmente, mas isso é outra conversa.

É ainda muito cedo para falar das próximas eleições pois as listas ainda não estão apresentadas, no entanto já troquei algumas impressões com um membro da comissão política do PPD/PSD, a quem dei a minha modesta opinião, que aliás foi corroborada por mais alguns amigos presentes. Prometo expô-la aqui depois de tornadas públicas as posições oficiais dos vários partidos em presença.

 

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 16:08
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

Eu, Jacinto César me confesso

Há cerca de um ano atrás, aquando das tertúlias diárias com os meus amigos e na pausa para o café (e o joguinho de moedas também), pensou-se passar para um blog as conversas que íamos tendo todos os dias. Se bem se pensou, melhor se fez e assim de um dia para o outro surgiu o Tasca das Amoreiras.

Desse grupo que ainda hoje se mantém e foi aumentando, fazem parte pessoas de todos os quadrantes políticos, de vários clubes de futebol, alguns católicos e outros que se estão nas tintas para tudo. Grupo bastante heterogéneo como se pode verificar. As nossas conversas diárias prendem-se fundamentalmente com o dia a dia e sobre os assuntos que estão na ordem do dia. De tudo se fala: do desporto á política, da história à educação, etc. O blog é assim um reflexo das conversas diárias que temos.

Não fazia e não faz parte dos nossos objectivos sermos a favor de A ou de B, atacar este ou aquele, mas sim denunciar aquilo que nos parece mal e louvar o que de bem se faz. Salvo um dos “sócios”, ninguém está metido na política e nem têm pretensões a estar. Eu, pertenço a estes últimos e aquilo que vou dizer de seguida, compromete-me a mim e só a mim e a nenhum dos outros.

Já uma vez aqui disse que desde o 25 de Abril que aderi de coração ao CDS. Foram vários os motivos que me fizeram tender para aí e o mais fortes dos quais foi a luta anti comunista que nessa época se travava e da qual tomei parte com muito orgulho. Desde que há eleições sempre votei da mesma maneira, com a excepção de quando se constituiu a defunta Aliança Democrática. Depois continuei a fazer o mesmo, com a excepção das duas últimas eleições autárquicas em que votei Rondão de Almeida, por considerar que não havia alternativa credível na altura.

O problema é que continua tudo na mesma, para não dizer muito pior e as alternativas, se não aparecer melhor, continuam a não haver.

O PSD local está de rastos, sendo um reflexo do que se passa no partido a nível nacional.

O PCP não é alternativa a nada e aqui em Elvas muito menos. Onde estão eles? Alguém os vê?

O BE que a nível nacional pode fazer algo mais e crescer bastante, aqui em Elvas quem são? Quais são as suas propostas para Elvas? Não as conheço. Alguém sabe o que são?

Finalmente o meu CDS. O actual dirigente local e distrital jamais será alternativa a nada, mas está convencido que pode chegar a regedor (como diz o Zé de Mello). Não faço ideia de quem o convenceu de tal, pois tenho alguns amigos que militam no mesmo partido e dizem que nem querem ouvir falar de tal pessoa. Para mim, é bastante triste ver o meu partido de sempre tão mal representado. Mas pior do que isso é os que arrasta com ele para o abismo.

Estou farto de aqui dizer que o actual presidente da câmara não é flor que se cheire e de democrata ter muito pouco. Já como administrador da cidade não posso dizer o mesmo.

E como seria Tiago Abreu se por milagre chegasse a presidente da câmara? Não é flor que se cheire também, de democrata tem também muito pouco e como administrador municipal só posso colocar reticências.

Se o primeiro não prima pela educação, o segundo não se lhe fica atrás. O primeiro vai a caminho da 3ª idade com todos os problemas inerente à condição: teimoso, prepotente, gaiteiro, etc. E o segundo? Menino tipo “queque”, capaz de recorrer a todos os truques e manhas para obter o que quer. Se o não consegue faz birra e amua, disparando em todas as direcções e tentando arranjar um bode expiatório para o fracasso.

Não o conheço pessoalmente e penso não ter prazer nenhum em que tal aconteça, mas por aquilo que leio escrito por si não me dá razão alguma para ver com bons olhos um dia vê-lo como presidente da câmara. A sorte é que não há milagres. Com os votos dos militantes e apoiantes do CDS não contará (a maioria). Com o meu, e parafraseando um “ilustre” ministro, diria JAMAIS.

 

Jacinto César

 

 

 

Nota – Se pensa que me demove com processos judiciais e ameaças, bem pode esperar. Um dia pode ter uma surpresa e o tiro sair-lhe pela culatra. Não se esqueça do que lhe digo!

   

 


Tasca das amoreiras às 02:34
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Uma questão de produtividade

Ontem não consegui estar aqui em virtude de me ter deslocado a Lisboa ver o “Glorioso” aviar os italianos. Fui por uma boa causa e que pelos motivos que todos conhecem, vim de lá satisfeitíssimo.

No meu post anterior, houve comentadores que se referiram há pouca produtividade dos portugueses em geral e aos trabalhadores em particular. Acho que é uma ideia generalizada com a qual não concordo e que gostaria de ver desmistificada.

 

Atentemos este exemplo e que todos perceberão.

 

Imaginemos um Batalhão a que lhe é destinada uma determinada tarefa. Um Batalhão é comandado por um tenente-coronel e tem como comandante de operações um major. É formado normalmente por 4 companhias, comandadas cada uma por 1 capitão. 3 das companhias são operacionais e a quarta de comando e de serviços. Cada uma delas tem cerca de 100 militares. O batalhão no seu conjunto terá aproximadamente 500 homens.

 

Vamos então ver o nosso batalhão em acção. Foi-lhe destinado uma missão que em princípio não ofereceria problemas, mas deu para o “torto”. De quem é a culpa?

 

Se dos 400 homens no terreno (trabalhadores) 25% deles falhar, não é por aí que a missão correr mal. Ou seja, temos aqui um caso em que 25% dos soldados são incompetentes.

E se um capitão falhar? Os 100 homens sob o seu comando falham com certeza, sejam eles competentes ou não. Quero com isto dizer que bastou 1 incompetente (o capitão) para fazer que 100 homens falhassem.

E se o incompetente for o major que é normalmente o que planeia a operação? Bem, aqui neste caso bastou falhar um ( o incompetente do major)  para falhar toda a missão. Será que neste caso podemos atribuir as culpas a 400 homens? Não!

E se o tenente-coronel que é quem comanda e determina que operações que se devem fazer falhou?

Por mais bem planeada a acção pelo major, por muito bem que os capitães se esforcem por comandar as suas companhias e por muito bem se portem os 400 militares, tudo falhou. E de quem é a culpa?

Se for a opinião pública ou os média a pronunciarem-se, foram de certeza os soldados que não estiveram à altura da situação e quanto muito algumas das chefias intermédias. Agora o comandante nunca! O homem até é um crânio na matéria.

 

E agora se pegarmos neste exemplo e o transportarmos para um ministério qualquer? Incompetentes e malandros são de certeza os trabalhadores, já que os chefes não o são (sacodem com muita facilidade a água do capote).

 

E se for uma empresa e o gestor for uma nulidade? Quem é que são os malandros e os incompetentes? Por certo os trabalhadores. Quem mais poderia ser?

 

Fala-se com frequência que o rendimento ou produtividade dos trabalhadores no estrangeiro é muito melhor que em Portugal. Porque será? Deixo a resposta a esta pergunta ao critério de cada um.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 19:22
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

A crise

Confesso que ando com medo. Não propriamente por mim que já vivi muito, mas pelos nossos filhos ou netos.

As perspectivas para os portugueses não são nada animadoras: é ver o desemprego e o emprego precário, os problemas na educação e na saúde, são as reformas de miséria, etc.

A juntar a tudo isto é a crise financeira mundial.

Se por um lado sempre fui um anticomunista, por vezes exacerbado, os americanos e o seu sistema de vida também nunca me caíram lá muito bem. Se no primeiro caso o estado era o patrão de todos e dono de tudo, no segundo caso o capital era rei e senhor.

Os primeiros caíram de podres e os segundos pelo andar da carruagem irão pelo mesmo caminho. Está provado e mais que provado que os extremos não beneficiam ninguém. O problema está em que a queda dos primeiros não arrastou o mundo, a queda dos segundos será de tal forma que apanharemos todos por tabela.

A Europa está constipada! Portugal a caminho de uma broncopneumonia. Vamos mantendo a esperança que as coisas melhorem um pouco.

 

Nota – A ideia que o blog Cidad’Elvas apresenta sobre o Parque da Piedade, parece-me boa. Será mais uma. Só tem um problema: será que alguém o quer ouvir? Será que alguém quer ouvir a opinião de muitos, que as têm, mas que ninguém as quer debater? Vamos mantendo também aqui a esperança.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:57
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