Mas em que raio de país vivemos? Mas que raio de governo temos nós?
Não sou economista, mas como penso ainda ter dois dedos de testa, estranho muito o seguinte: quando o preço do petróleo entrou na cavalgada a que todos assistimos preocupados, o preço da gasolina foi acompanhando a corrida. Mas com a perca de folgo do primeiro o segundo não perdeu o gás. Com o barril a 150€ tínhamos a gasolina, a mais coisa menos coisa, a 1,5 €. Neste momento em Londres o preço do barril desce para valores inferiores a 90 € e o preço da gasolina vai baixando 1 ou 2 cêntimos de vez em quando.
A Galp já informou que não se espere que o preço da gasolina acompanhe o do petróleo. E o governo o que faz? Nada!
Das duas uma: ou o governo tem medo do poder da Galp ou sabe bem ao governo que o preço se mantenha alto, já que o ISP é proporcional ao preço da gasolina. Escolham a opção que quiserem, mas de uma coisa tenho eu a certeza, somos todos nós que vamos pagando. Valha-nos ao menos o facto de termos Badajoz à porta onde o preço do litro do precioso líquido se aproxima a passos largos da conta redonda de 1€. Estamos “fritos”.
Mudando de assunto, gostaria hoje de poder analisar a constituição oficial da ADE. Mas como o assunto tem sido polémico, prefiro primeiro falar com a almofada e depois dizer qualquer coisa mais meditada, apesar das premissas não se terem alterado significativamente. Amanhã fá-lo-emos.
Jacinto César
Calma aí e não se excitem. Quando me refiro a falar de sexo, estou a querer dizer falar do sexo dos anjos, que é como quem diz, ultimamente fala-se muito e diz-se muito pouco.
Ao mesmo tempo que estou a escrever estou a ver televisão e tenho na minha frente uma pessoa que faz exactamente o contrário do que acima me referi: fala pouco e diz muito. Penso que continua a ser em Portugal das pessoas mais lúcidas apesar da idade. Estou a referir-me ao PROFESSOR Adriano Moreira. Nunca fui invejoso, mas não deixo de lamentar não ter a lucidez deste Homem.
O mesmo não posso dizer dos políticos nacionais na generalidade e dos elvenses em particular.
Todos os meios e veículos servem para se digladiarem e os blogs têm sido a locomotiva perfeita para dizerem e mandarem recados uns aos outros, ou seja, temos sido utilizados e por vezes manipulados indecentemente e o povo bate palmas.
Ainda não consegui ouvir ninguém, poder e oposição, o que pensa do futuro da nossa cidade. O que pensam fazer, o que querem para Elvas, o que querem dos elvenses!
Desculpem acabar aqui, mas vou continuar a ouvir as pessoas que dizem alguma coisa de útil para todos ou pelo menos para mim. Fiquem bem!
Jacinto César
Quando falo de cultura, estou a referir-me à cultura geral e não específica. Há certamente muitos profissionais em todas as áreas que sabem muito do que fazem. Podem ser licenciados, mestrados ou até doutorados, mas de cultura geral valem zero. Não é o facto de se andar numa universidade que faz com que a pessoa se torne mais culta, mas sim mais apta num ramo do saber. E o que se passa em Elvas passa-se a nível nacional. Basta ver quais são os jornais e revistas campeãs de vendas: 24 Horas e Correio da Manhã, Maria, Gente e demais revistas do género. Pode não provar nada, mas dá indicações.
Isto vem a propósito de um “recado” que gostaria de enviar à Senhora Vereadora da Cultura sobre as responsabilidades que esta câmara e todas as anteriores têm neste estado de coisas.
Apesar dos investimentos neste campo terem aumentado significativamente nestes últimos tempos, ainda não chega. Há que alterar a mentalidade das pessoas com outro tipo de eventos e diminuir bastante os incentivos à cultura “pimba”. Penso que o investimento tem que ser feito nas crianças e jovens, envolvendo-os em actividades lúdicas, sem perder de vista a vertente cultural destas. Se há coisas que nunca consegui entender é o facto de as escolas (de todos níveis) não possuírem nos seus currículos uma disciplina de História e Cultura local que os ensinassem ao menos onde vivem e como aqui chegamos. É triste perguntar-se a um jovem qual a função dos Arcos das Amoreiras e a resposta é invariavelmente um encolher de ombros, perguntar-se o que é o 14 de Janeiro e a resposta ser “que é um feriado”.
Já que estou a falar de história e cultura local, gostaria de perguntar à Srª Vereadora, para quando a edição ou reedição de livros e manuscritos de escritores elvenses e que se encontram sabe-se lá como na Biblioteca Municipal. Estou-me a referir por exemplo António José Torres de Carvalho, António Tomás Pires, Ayres Varela, Domingos Lavadinho, Vitorino de Almada ou José Avelino da Silva Matta, Eurico Gama entre outros.
E já agora para quando o levantamento e estudo das Casas Brasonadas? E o levantamento da azulejaria elvense? E da tumularia? E de …? E de …?
Senhora Vereadora: se quiser ficar nos Anais de Elvas, tem que fazer muito mais do que o que tem feito, porque senão arrisca-se, a daqui a uns anos ninguém já se lembrar da senhora.
Jacinto César
Estas obras, que custaram uns milhares de contos, foram decididas em assembleia do condomínio. Todos estiveram de acordo e com mais ou menos dificuldades financeiras, as obras lá se fizeram. Acontece que se algum condómino não quisesse ou não pudesse, acabava por ter que ser obrigado a fazê-lo. A lei assim o diz.
Mas que têm as obras do prédio onde vivo com o que vou dizer de seguida?
Todos nós ao passarmos pelo centro histórico da nossa cidade deparamos com prédios em degradação acelerada. Os referidos prédios têm com certeza um proprietário que aí vive ou que aluga a alguém.
Agora pergunto eu: se eu sou obrigado a pagar as obras do prédio em que vivo mesmo que não tenha dinheiro para as pagar, porque é que os proprietários dos prédios do centro histórico não são obrigados a fazê-lo?
Dir-me-ão que há proprietários a receber rendas miseráveis que não dão para os arranjos necessários. Muito bem! Mas eu (e os outros) não tive que me “virar” para arranjar o dinheiro para as ditas? E onde reside a diferença entre mim e outro proprietário que vive no centro? Na teoria nenhuma. Na prática os proprietários do centro podem deixar cair a casa se quiserem e nós não!
Não sei se há leis e regulamentos diferentes, mas seguramente há cidadãos com obrigações diferentes.
Eu, não consigo entender a diferença de critérios em termos de recuperação e manutenção de imobiliário.
Jacinto César
Se houve alguém que numa reunião oficial afirmou que Rondão de Almeida é o D. Manuel I actual, bolas, sempre poderiam arranjar uma melhor.
Polémicas à parte, penso que seria bom que se fizesse um estudo para alterar a toponímia elvense. Há por aí ruas com nomes que não fazem sentido nenhum e que bem poderiam ser alterados. Um dos casos paradigmáticos é o da Rua da Cadeia. Esta, já teve mais nomes que o tabefe, e assim se chama actualmente, por aí ter existido a cadeia civil. Desde Rua de Santarém até Rua da Feira (a primitiva) tudo se lhe chamou, oficial e particularmente. Porque não esta?
Já há uns tempos a esta parte que aqui tinha escrito que além da alteração do nome de algumas ruas, estas, também necessitavam de ser alteradas.
Uma das coisas que faria em primeiro lugar, era mudar a fonte da Praça 25 de Abril para o seu lugar original, ou seja, no largo da Misericórdia. Assim matavam-se dois coelhos de uma só machadada: a fonte voltava ao local original e assim se acabaria com o mamarracho piroso do lago (?) que actualmente aí se encontra.

A actual Praça 25 de Abril passaria a Praça D. Sacho II para onde se deslocaria a estátua que se encontra na praça do mesmo nome. O nome 25 de Abril poderia ser a actual Praça de D. Sacho II, pois condiz mais com a modernidade da data.
Por hoje ficamos por aqui. Voltaremos ao tema em futuros posts.
Nota – Sopraram-me aos ouvidos que o Presidente da Câmara vai ter um busto na Terrugem. Não sei se é verdade ou não, mas a ser mereceria um local um pouco melhor, como por exemplo, a rotunda da Boa-fé, e assim acabava-se com outra fonte mamarracho.
Jacinto César
Estou com uma azia tão grande que nem sei o que dizer. Aquelas 3 bolas dos dinamarqueses são muito grandes para as poder engolir. Mas o futebol é mesmo isto! Não há vencedores antecipados.
O mesmo princípio se pode aplicar à política. Nada está ganho e nada está perdido. Apesar das eleições serem sempre mais previsíveis que a “bola” por vezes há umas surpresas de última hora.
Eu sei que queria hoje dizer mal de qualquer coisa, mas fiquei toldado do juízo com a porcaria do jogo.
Ah, já me lembro!
Recebi na minha caixa do correio o Boletim Cultural da Câmara para estes próximos tempos. O que mais me chamou à atenção foi a “qualidade” dos espectáculos do S. Mateus. É difícil escolher pior.
Não sei quem é o responsável camarário pela programação, mas o gosto dessa pessoa é muito duvidoso. Que houvesse um “pimba” por outro ainda compreendia. Agora todos? Arre que é demais.
Olhando para o que se passou no Crato e vendo o que se vai passar em Elvas, é de deixar envergonhado qualquer um. Eu fico.
Resumindo e traduzindo matematicamente o que sinto é “azia ao quadrado”
Nota – Em relação ao post de ontem, tudo o que escrevi foi confirmado por alguém que sabe do assunto, ou seja, ou temos 3 irregularidades ou não temos nenhuma.
Jacinto César
Vejamos o seguinte: quando o parque das muralhas abriu (e só esse porque dos outros não sei) o IVA era de 17% e a hora custava 30 cêntimos. Façamos as contas:
30/117x100=25,64
30-25,64=4,36
Assim sendo o custo hora era de 25,64 cêntimos e o IVA de 4,36 cêntimos, o que perfazia o valor de 30 cêntimos que todos (?) pagávamos.
Entretanto o IVA passou de 17 para 19% e o custo da hora continuou-o a 30 cêntimos, ou seja:
30/119x100=25,21
30-25,21=4,79
Ilegalidade! Ou a câmara andou a roubar o estado (o que é impossível), ou as receitas da câmara diminuíram 0,43 cêntimos hora (25,64-25,21). Com que eu saiba esta diminuição de receitas não foi aprovada pela Assembleia Municipal. Mal!
Passado uns tempos, o governo brindou-nos com novo aumento do IVA de 19 para 21%. O custo hora continuou-o a 30 cêntimos hora. Façamos então as contas:
30/121x100=24,79
30-24,79=5,21
Ilegalidade! Mais uma vez a câmara diminuiu as receitas em 0,42 cêntimos hora (25,21-24,79) sem a autorização da Assembleia Municipal.
Em dois aumentos do IVA a câmara deixou de cobrar 0,85 hora, com a complacência dos nossos deputados municipais.
Como o governo resolveu dar uma esmola aos cidadãos, baixou o IVA de 21 para 20%. As contas ficaram assim:
30/120x100=25
30-25=5
Quer isto dizer que a câmara nos passou a cobrar ilegalmente 0,8 cêntimos hora ou fazendo as contas de outra maneira fomos roubados em:
30 cent. __________ 60 min
0.8 cent __________ x
Quer isto dizer que fomos roubados em 1,6 minutos. É obra!
Não morro de amores pelo Presidente da Câmara, mas a oposição que temos é de 5 estrelas. Quanto tempo se gastou com isto? Quanta papelada se gastou por este motivo? Está tudo louco!
Mas o pior da situação é que em Portalegre e em Évora pelo mesmo motivo chamaram a super ASAE. Quanto foi gasto ao erário público com estas acções?
Aqui para nós que ninguém nos ouve, o nosso país está de pernas para o ar, não está?
Jacinto César
Isto vem a propósito de um artigo do jornal inglês “Finatial Times”, que gosta muito de chamar PIGS, devido ao défice excessivo, a Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain). O articulista diz que é uma coincidência a ordem em que colocou os países cujas iniciais deram a palavra PIGS (porcos).
Claro que a Espanha já protestou bem e em voz alta. E Portugal? Continuamos a sujeitarmo-nos a tudo aquilo que os súbditos de Sua Majestade querem dizer?
Há cerca de um ano atrás foi o que se viu por causa do desaparecimento da Maddie. Disseram o que quiseram e o nosso governo não tugiu nem mugiu.
Sei que muitos estarão a pensar que lá vem este tipo outra vez a atirar-se aos bifes, mas o que é certo é que eles vão continuando a fazerem o que querem.
Qualquer pessoa pode ser pobre sem perder a dignidade. O mesmo se passa em relação com os países.
Para dizer a verdade começo a sentir alguma xenofobia em relação aos “ilhéus” britânicos, que sendo a chacota de todo o mundo com as parvoeiras da família real, vingam-se desta maneira mesquinha.
Não digam disparates, pois porcos são vocês!
Jacinto César
Antes do 25 de Abril o mais importante quando se conhecia uma pessoa era saber se era do Sporting ou do Benfica. O resto pouco importava.
No pós 25 de Abril quando se conhecia alguém o fundamental era saber a sua cor política. Era quase fatal só se fazerem amizades se pertencessem ao mesmo “lado” da barricada: ou se era de esquerda ou de direita.
Com o passar dos anos, o radicalismo foi-se desvanecendo e o mais importante era haver alguma empatia. Não interessava saber se se era de direita ou de esquerda, católico ou não, do Benfica ou do Sporting, etc.
Bem, aconteceu em todo lado menos
Eu alinho com aqueles que mantêm alguma equidistância em relação a todos, e não são as ameaças de ambos os lados que me fazem alterar a minha maneira de estar e pensar. NÃO TENHO MEDO! NÃO ME METEM MEDO! CONTINUAREI A DIZER O QUE PENSO!
Estes últimos tempos têm sido de um desatino total. Criaram-se grupos de ambos os lados que se ofendem uns aos outros, que levantam calúnias e boatos, que fazem com que a política local tenha chegado ao mais baixo nível de sempre. Chegou até à lama. É a pouca vergonha total. Sei que ainda irão dizer que a culpa é nossa, pois antes de aparecermos tudo estava na paz do Senhor. Havia paz, sim, mas muito podre e muito mal cheirosa.
Se esperam que desista, estão todos muito enganados. Sereis vós a desistir. Eu não!
Jacinto César
Mais uma vez apelo ao bom senso de todos em limitarem-se ao tema
Vem aí um novo blog que promete escrever tudo. Por favor emigrem para lá, pois como é novo vai necessitar de audiências. Por favor, vão!
Jacinto César
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