Já aqui tinha dito que a ADE é (ou foi) uma associação que nasceu de uma forma prematura e com defeitos de nascença. E porque digo eu isto: porque o dito movimento deveria ter nascido com base na sociedade civil descontente e não com pessoas comprometidas com os partidos da oposição, mesmo que estes, mais próximo das eleições pudessem declarar o seu apoio. E porque não o fizeram? Porque estes são incapazes de não se colocarem na fila da frente e em bicos de pés, não vão perder o comboio do poder. Têm toda a legitimidade de o fazer, diga-se em abono da verdade. Ilegítimo é o que o poder faz ao quase ilegitimar o movimento como se de uma organização de malfeitores se tratasse.
Dir-me-ão que sou radical, mas para mim era necessário contar espingardas e saber o que cada um vale. Mas parece que todos têm medo de o fazer. Tudo a molho (leia-se coligação) disfarça melhor uma derrota e favorece bastante o apontar o dedo aos outros. Para mim coligações só à posterior. Assim evitam-se maiorias absolutas e a cada momento quem ganhar ver-se obrigado a negociar.
Amigo José Júlio, sempre me ouviste dizer o mesmo nas nossas tertúlias, como tal não te estou a dizer nada de novo. Sei que me poderás chamar profeta da desgraça, mas infelizmente nestes últimos anos previ muita coisa que veio a acontecer e não estava com vontade de acertar de novo.
Amigo Aníbal e amigo António, acho que vocês já fizeram a vossa parte e como tal deviam reformar-se destas andanças, além de, se não mudaram de ideologia, estão a mais NESTE movimento. Sei que em política a fidelidade ao pensamento não é igual à fidelidade no clubismo, mas mesmo assim, e falo por mim, tenho muitas dificuldades em mudar as minhas raízes ideológicas. Mas como cada um é como cada qual … tudo bem.
Caro Tiago ficou você para o fim e não sem uma razão, pois a nós além da ideologia nada mais nos une. Sabe o que penso de si e não vou aqui repeti-lo. Acredito que daria um bom combatente, mas nunca um bom comandante. Fala demais e mete-se em lutas que desgastam, mas não produzem efeitos. Penso também que não anda bem aconselhado, pois presumo que sabe que eu sei quem são os estrategas e para lhe dizer a verdade não são os melhores. São alguns que já arrastaram outros para o descalabro. Mas como você acha que deve ser assim, quem sou eu para dizer o contrário
Como vêem, o nervosismo anda à flor da pele. Só espero que as posições não se radicalizem, pois quem paga depois somos todos nós.
Uma palavra final para as “claques” de ambos os lados. Elevem o discurso para uns patamares mais acima e tornem a discussão mais séria. Acabem com o palavreado do costume, para mais uma vez não os ter de apelidar de carroceiros.
Jacinto César
Hoje estava para escrever sobre a possível opção pela energia nuclear como meio do país se autonomizar em energia, mas resolvi não fazê-lo. E sabem porquê? Por causa dos comentadores habituais deste blog, que se estão nas tintas para este ou outros problemas importantes para todos nós e para o país.
As suas grandes preocupações são, se digo bem ou mal da câmara, ou se digo bem ou mal da oposição à dita. Nem os problemas graves da cidade interessam: o que importa é se o Coliseu encheu ou não, se o presidente pôs o pé onde não devia e se oposição lhe deu na tola com força. Resumindo: vateirisse. Mais se parecem com peixeiras ou as antigas lavadeiras da Fonte da Prata. Mentes brilhantes!
Mas alguém, salvo raras excepções, quer de verdade saber dos reais problemas da cidade, dar opiniões honestas, ou até mesmo propostas de soluções? Não! Quanto pior melhor e quando batermos no fundo todos sacodem a água do capote e assobiam para o lado com se nada lhes dissesse respeito.
Por mim, faço ideia de fazer o que sempre fiz: escolho os temas, escrevo o que quero livremente, independentemente se alguém lê ou não. Mais, escrevo e assino por baixo sem o medo que a grande maioria têm em fazer o mesmo. As razões de alguns até consigo compreender. Agora todos? Além de mentes brilhantes são pessoas de coragem. Elvenses de primeira. Resumindo: não prestam!
Jacinto César
A esquerda em geral tem cada coisa que ainda me conseguem surpreender. A Juventude Socialista ainda consegue ser pior. Eu explico!
Em Portugal segundo estudos feitos recentemente há cerca de um milhão de homossexuais, ou seja, há 1 homossexual em cada 10 portugueses. Até aqui nada tenho a dizer pois são as opções de cada um. Agora casarem? Sou eu que estou a ficar velho ou então já não entendo nada de português. Segundo a nossa língua, casamento significa uma união entre duas pessoas de sexo oposto, agora chamarem casamento à união de duas pessoas do mesmo sexo para mim é inconcebível. Mas o que é que a esquerda pretende em lançar o debate deste assunto numa época de crise? Será que pretende animar a opinião pública para esconder outras coisas? Mas continuemos. Ao ritmo a que está a crescer a homossexualidade, qualquer dia não há quem continue a espécie. Bem, fico-me por aqui antes que comece a dizer coisas que ficam mal dizer. Organizem-se.
Jacinto César
Com a devida vénia ao autor que é desconhecido, não resisti em publicar o mail que me foi enviado. À conta dele já chorei, mas a rir.
Passo 1:
Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Sócrates.
Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada entre os Bascos e o Sócrates.
Passo 3:
Desesperados, os espanhóis tentam devolver o Sócrates. A malta não aceita.
Passo 4:
Oferecem também o Pais Basco. A malta mantêm-se firme e não aceita.
Passo 5:
A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos ainda o Pais Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Sócrates. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:
Damos a independência ao País Basco. A contrapartida é eles ficarem com o Sócrates.
A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Sócrates Portugal torna-se um paraíso e a Catalunha não causa problemas.
Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta o Sócrates, e o País Basco pede para se tornar território português. A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estar lá o Sócrates).
Passo 8:
Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes o Sócrates.
Passo 9:
O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda o Sócrates para os Farilhões das Berlengas apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de por ovos.
Passo 10:
Com os jogadores brasileiros mais os portugueses Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!
Passo 11:
Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.
Passo 12:
Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
Passo 13:
A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil, torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.
Passo 14:
Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente. Está ultrapassada a crise!
Facílimo, não?!!!
Mas o mais grave da questão é que há Ali Babas espalhados por todo o país: dão com uma mão e roubam com a outra. Mas onde se vê tamanho descaramento e pouca-vergonha? Só em África e na América Latina que tanto criticamos. Sou daqueles que se recusam em pensar que vivemos no 3º mundo, mas aos poucos vou tendo que dar razão aos mais radicais, pois a tendência é para piorar. Temos o nosso país a saque. Que Deus nos salve, pois já só um milagre nos vai tirar desta situação nos próximos anos.
Eu por mim já vivi, bem ou mal, a minha vida. Agora o que me preocupa é a herança que vamos deixar aos nossos filhos e netos. Para estes a vida não vai ser nada fácil.
Jacinto César
Ontem deu-me para ver o filme (documentário) a Marcha dos Pinguins. Depois do que vi nas belíssimas imagens que o filme proporciona, fiquei chocado. Não com os pinguins, mas com os homens. O filme é uma lição de coragem, de sobrevivência, de solidariedade e inter ajuda, de amor pelos filhos e de amor entre eles. Chocou-me porque aqueles belos animais dão uma lição fantástica aos homens. Chocou-me pela incapacidade de nós sermos parecidos com eles, sendo que nós fomos dotados e abençoados ao possuirmos inteligência.
Isto tudo vem a propósito da nova lei do divórcio em tudo antagónica ao que me foi mostrado no filme. Em vez de tentarmos reforçar e cimentar a instituição família, tudo fazemos para facilitar a sua destruição. Aquilo que era considerada a célula básica da sociedade, aos poucos ir-se-á desfazendo. Lembro aquela sátira do Jô Soares ao casamento, quando ele repetia umas quantas vezes “casa, separa, casa, separa …. Jamais me passou pela cabeça que algum dia as coisas seriam assim na realidade. Tentativas de conciliação são actos
Nota – Está aberta a hora da má língua.
Jacinto César
Aditamento
Caro Venâncio
Como sou burro, explica lá ao pessoal esta conta matemática feita pelo nosso 1º Ministro, já que eu não entendi e tu és que és o professor da matéria.
Então é assim:
Um veículo eléctrico actualmente paga 0(zero) de IA. Até aqui compreendi. A semana passada o referido 1º Ministro ao assinar um memorando de entendimento entre o governo e a Nissan prometeu baixar o IA para 30%, ou seja, poupariam os presumíveis compradores 70% de IA.
Explica lá então, se fazes o favor, quanto é 70% de 0 (zero).
Das duas três: ou não sei fazer contas ou o homem é aldrabão. Por favor diz-me que sou eu o burro!
Jacinto César
Parece que os políticos estão nervosos, tanto poder como oposição. Porque será? Será a consciência a pesar-lhes demasiado (se é que ainda a têm)?
Este blog, modéstia à parte, teve o condão de juntar as duas partes, poder e oposição, contra os seus autores. Ameaças de um lado e levar na “tola” do outro.
Fantástico, não?
Mas que pensará a população e o que é que ela diria, caso se manifestasse?
Há os lambe botas crónicos, que nem que o céu esteja a desabar continuarão sempre a dizer o mesmo; mas já alguém se lembrou de perguntar aos “outros” qual é a sua opinião?
Experimentem ouvir a resposta do cidadão comum, parte nuclear desta nação cujo estado acabou ainda agora de se discutir no Parlamento, e o mais provável é não gostarem do que vão ouvir: é que estamos FARTOS!
De modo algum me quero armar em reserva moral ou em consciência colectiva, mas que é voz corrente as pessoas estarem fartas de políticos, de políticas e de politiquices, é uma verdade.
Os políticos mentem com quantos dentes têm na boca, com uma frieza digna de filme de terror de quinta categoria. Mostram o lado rosa e escondem sempre o verso da moeda, dizem que assim é que tem que ser e ignoram as perguntam às que não lhes convém responder (afinal, quanto é que ganham os gestores públicos neste país em crise?), discutem-se coisas sem nenhum interesse mas que aumentam o barulho e a confusão (será que o Rui Rio se candidata ou que não se candidata?), e pelo meio mil promessas, quais noivos acabadinhos de dar o nó, e um lavar de roupa suja constante, atirando as culpas para os detrás, que serve sempre para desculpar o hoje e, uma vez mais, para aumentar o barulho e confundir o cidadão.
E o cidadão comum, que ouve falar suspeições constantes, de histórias diárias acerca do que não funciona e deveria funcionar, ouve boatos e contra boatos, ouve falar de compadrios, de amigalhaços do costume que ajuda o amigalhaço do costume, está farto de tudo isto. Chega a estar tão farto, que já nem sabe do que é que está farto – deveria saber, mas não sabe…
Há uma coisa que cada político neste país tem que saber, e saber que alguns de nós também o sabemos: cada trafulhice, cada asneira, cada má decisão, cada vez que se deixa corromper, cada vez que ajuda o amigo, cada vez que decide a pensar na sua própria carreira quando saia do Governo (porque cargas de água está o Ferreira do Amaral hoje à frente da Lusoponte? Terá que ver com o facto de ter adjudicado a construção da ponte Vasco da Gama, enquanto Ministro das Obras Públicas… às Lusoponte?), está a prejudicar DIRECTAMENTE o país. O seu e o nosso.
Meus Senhores, “algo está podre no reino da Dinamarca", como diria Shakespeare. E se o barco afundar, vamos todos ao fundo. Neste mar agitado nem o melhor nadador se salva. Parem e reflictam.
Sou daqueles que ainda acreditam que há pessoas honestas e capazes, só que estas até têm VERGONHA que alguém pense delas aquilo que todos pensam dos políticos e por isso afastam-se. Nem menos: VERGONHA!
Jacinto César
É a primeira vez que a ti me dirijo neste modesto fórum, mas hoje não resisti a fazê-lo. Já há muito tempo que não tenho tido o prazer de contigo conversar, mas aquilo que te ouvi dizer não me agradou nada. Mesmo nada! Tenho dúvidas que não seja um sósia teu a falar por ti, ou então mudaste muito e já não te conheço. Isto tudo a propósito da criação da ADE. Como deves saber, manifestei aqui o meu não apoio à criação da referida associação pelos motivos que evoquei, mas considerar isso uma manifestação não democrática e ilegítima jamais o poderia fazer. E foi isso que tu e a tua colega vereadora fizeram. Então os cidadãos desta nossa cidade já não se podem organizar como entenderem? Não podem ter os objectivos que anunciam, mesmo que alguns estejam camuflados? Mesmo que a sua vontade seja num futuro formar uma lista concorrente às eleições?
Não entendi a vossa posição e achei-a despropositada e típica de governos despóticos. Não sei se se querem perpetuar no poder afastando logo à partida qualquer virtual concorrente, mas assim não. Porventura há nisso alguma ilegalidade que faça com que se produza uma reacção tão radical? Acusar pessoas de INIMIGOS? Até os blogs vieram à baila. Será que se está a perder o sentido da decência e do bom senso nos meios políticos da cidade? A que se deve tamanho nervosismo? Consciência pouco tranquila? Não esperava de ti tamanha reacção. É lamentável ter vindo de uma pessoa por quem tinha consideração. O poder é uma droga, não é? Vicia!
Nota – Mais uma vez chamo à atenção sobre os comentários que se fazem. A continuarem as ofensas pessoais (que não a mim) e a divulgação de problemas pessoais de quem quer que seja, terei que passar a fazer aquilo que não gostaria de fazer e que é cortar esses comentários. Apelo ao bom senso de todos, pois a liberdade não deve ser confundida com libertinagem e falta de educação.
Jacinto
Uma das actividades foi o levantamento de todas as guaritas existentes nas muralhas. A apresentação desse trabalho foi feita num stand na Feira de S. Mateus. No dia da inauguração, alguém que mostrou interesse na nossa actividade, fez no entanto um comentário muito curioso que só mais tarde entendi: “vocês, com esta associação, o que pretendem é ter um trampolim para a política”. Eu retorqui que jamais me (ele) veria na vida política. Respondeu o meu interlocutor: “ nós cá estamos para ver”. Nesse mesmo ano ou seguinte (já não recordo) houve eleições autárquicas. Não é que salvo eu, o meu irmão e mais um ou outro, todos formaram parte das listas dos vários partidos? A profecia tinha-se cumprido. Foi o fim da ADEME.
Pensei eu na altura que o homem ou era bruxo (coisa que não acredito) ou tinha faro político; e se ainda não adivinharam quem era a personagem eu digo: Rondão de Almeida, ao vivo e a cores.
Isto vem tudo a propósito da “fundação” da ADE.
Não sou, como não podia deixar de ser, a contra a criação de associações cívicas para a defesa de qualquer coisa que seja útil para a cidade ou para o país. Mais, acho que é obrigação de todos os cidadãos intervirem na sociedade. Só que essas associações têm que ser formadas por pessoas descomprometidas com a política partidária ou então correremos o risco de estas se transformarem num contra poder com pretensões de serem elas mesmas poder.
Sempre gostei de caldeirada de peixe, mas este tipo de caldeirada não me agrada e a experiência diz-me que os resultados nunca serão satisfatórios.
Já referi aqui várias vezes, assim como em conversas pessoais com alguns dos elementos que são o embrião da ADE, que a luta política não pode continuar a ser feita como até aqui, sob pena de o resultado ser zero. Não se pode combater o poder com as mesmas armas deste, sob pena de sermos constantemente derrotados. Temos que trazer o “inimigo” a combater ao nosso terreno e bater-lhe no sítio onde dói mais.
Não será demais recordar a história de David e Golias ou a táctica utilizada em Aljubarrota.
Exemplo dessa mesma má política é a baixeza dos comentários ao meu anterior post, que são inadmissíveis, ao ponto de até a vida familiar dos citados vir à baila. Não se pode ir por este caminho pois a derrota é mais que certa e, mais cedo ou mais tarde surgirá a vitimização, a que o “povo” é tão sensível.
Os problemas de Elvas, penso eu, já não se resolvem de forma convencional. Requerem medidas e atitudes mais firmes e tácticas mais diversificadas e apuradas. Eu por mim continuo aqui como espectador, na esperança de um dia o combate ser outro. Nesse dia direi “PRESENTE”.
Jacinto César
1- Como é sabido, Elvas e o seu concelho têm sido esvaziados aos poucos. Não vale a pena recordar aquilo que todos sabemos: as promessas que têm sido feitas e que não têm passado disso mesmo, ou seja, de miragens. E embora os elvenses vão protestando aqui e ali, mais não têm feito. Tem faltado uma capacidade de reacção enérgica para contrariar este estado de coisas. Como se diz na gíria, vamos comendo e calando.
2- Penso não ser obra do acaso o que nos tem acontecido, mas de um conjunto de vontades (lobbies) e de más vontades em relação a nossa cidade. Escrevi aqui mais de uma vez sobre o assunto e fui acusado de fomentar a teoria da conspiração, mas o que é certo é que neste momento Elvas não passa de um corpo moribundo a viver à custa de balões de oxigénio. Amputaram-lhe uma perna e nem por uma de pau a substituíram. Depois cortaram-lhe um braço e nem um gancho à moda dos piratas. Vai-lhe restando o coração e cabeça. Até quando?
3- Que tem feito o poder local para travar esta sangria? Vamos falar claro e em bom som. Ninguém me faz mudar de opinião em relação ao actual Presidente da Câmara: era, é e continuará a ser um indivíduo prepotente, vaidoso, apegado ao poder e candidato permanente a pequeno ditador. No entanto não acredito que não goste da sua cidade natal. Assim sendo, há duas hipóteses para o seu comportamento: a) não quer interceder junto do poder central por medo ao “patrão”; b) não tem poder ou influência para mudar as coisas, apesar da sua arrogância. Pessoalmente, acredito como boa a segunda hipótese.
4- Que vem então a recente ADE acrescentar? Em meu ver, nada! E porquê? Porque ao invés de ser formada por cidadãos descomprometidos com a política partidária, não o é. Ao compor-se dessa maneira, não passará de um grupo de contra poder local, quando deveria ser um movimento cívico eventualmente apoiado pelos partidos. Com a formação da ADE, dá-me a sensação que o alvo a abater é o Presidente da Câmara e não o poder central, responsável único do descalabro. Esse sim tem que ser o alvo para o qual TODOS temos que apontar. Todos saberão que alguns dos fundadores da ADE são meus amigos mas não é esse facto que me inibe de não concordar com tal movimento.
5- Finalmente, penso que para travar uma sangria de tal envergadura, a resposta tem que ser também à altura. Sobre isto voltaremos a falar.
Jacinto César
Blogs de Elvas