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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Dia de Portugal

No meu último escrito fiz uma crítica ao que se passa na cultura em Elvas. Claro que como esperava apareceram comentaristas a rebater a minha opinião. Saudável. Só que infelizmente o que disse é uma verdade e não a “minha verdade”. A segunda pode e deve ser contestada. A primeira é o que está à vista de todos.

O primeiro grande problema na cultura é a sua ferramenta principal: a língua! É triste vê-la ser tratada da forma como é. Não me estou referir ao Acordo Ortográfico sobre o qual não me sinto à vontade para discutir, mas sobre o qual tenho a minha opinião, mas sobre o português corrente que mais se vai parecendo com estenografia. Não contesto a introdução de novos termos e formas verbais, pois todos sabemos que uma língua só se mantém viva se for dinâmica. Agora o que se passa, é que me parece que estamos a regredir com a tendência de voltarmos aos hieróglifos. É o chamado português de telemóvel ou de “chat”. Se Luís de Camões, que hoje comemoramos, se levantasse do túmulo certamente morreria segunda vez e por desgosto.

Como atrás referi, não sou a pessoa indicada para falar sobre o tema, mas, é em português que nos entendemos. Não é necessário ser-se um erudito ou intelectual, basta ser-se português para se ter a OBRIGAÇÃO de se saber ler, escrever e interpretar a nossa língua. E este é o grande problema. O gosto pela leitura vem depois.

Mas como não é só de livros e de leitura que se faz uma cultura, se falarmos das outras formas de cultura, então Deus nos acuda. Hoje a grande maioria das pessoas não querem saber absolutamente de nada: venha o futebol, as telenovelas e as revistas do coração e sentem-se bem. De grande interesse é saber se o jogador A vai para o clube B, se o bom da fita casa com a nossa preferida e se o mau morre, ou entrar nas casa dos famosos e saber de que cor é o pijama ou quem anda a dormir com quem. Esta é a cultura predominante do português.

O que foi o 5 de Outubro? Foi a data em que se descobriu o Brasil!

Quem foi o Mouzinho de Albuquerque? Foi sem dúvida o 2º rei de Portugal!

Onde é que fica o rio Sado? No Minho!

Estas e outras respostas como estas ouvimos nós na televisão cada vez que se comemora uma qualquer data histórica. É assim.

Não queria acabar sem lembrar aqui todos aqueles que como eu combateram nas antigas províncias ultramarinas e fundamentalmente prestar a minha homenagem aos muitos que por lá morreram no cumprimento de uma missão que o Portugal de então lhes incumbiu. Paz às suas almas.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:50
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Domingo, 8 de Junho de 2008

A Feira do Livro

Para dizer a verdade preferia não ter lá ido e assistir ao “espectáculo” deprimente que vi.

Por vezes somos muitos rápidos a criticar (eu incluído) os espectáculos e festas “pimbas” que a câmara da nossa terra vai proporcionando aos elvenses. Tenho que fazer o “mea culpa” pois sou forçado a entender a lógica do fenómeno e a concluir que os elvenses não merecem mais. Infelizmente a realidade é esta.

Se se fizer um balanço muito rápido do fenómeno cultural de Elvas, facilmente se chega a uma conclusão: “cultura pimba” venha ela, pois “fregueses” para a “outra” cultura não há.

Hoje ali mesmo na feira com um grupo de amigos fizemos por alto uma conta: partindo do princípio que Elvas tem 25000 habitantes (contas redondas), haverá 1000 que leiam com frequência? Foi opinião unânime que não. Nem mil haverá! Um leitor ocasional lê em média 1 livro por mês. Um leitor regular lê dois a três livros no mesmo período. O compulsivo lê muito mais. Vamos ficar pela média de 2 livros/mês. Se houvesse os tais mil leitores, vender-se-iam 2 mil livros mês. Com estes valores uma livraria aguentava-se. Mas como todos nós sabemos o que tem acontecido às livrarias em Elvas, podemos inferir afinal que nem os mil leitores há! Triste!

Uma vez perguntei aos alunos de uma turma minha quantos livros já tinham lido, excluindo os que são obrigados (?) a ler. São rapazes, todos maiores de 18 anos. Nenhum! Nenhum deles alguma vez tinha lido um livro na vida. Esclarecedor.

Como não quero ficar mais mal disposto do que já estou, fico-me por aqui.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:49
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Sábado, 7 de Junho de 2008

...

Vamos a eles

 

 


Tasca das amoreiras às 15:55
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Fun Zone

Hoje não estou com muita paciência para escrever. É o nervoso miudinho que se começou a apoderar de mim com o aproximar do 1º grande dia.

 

Venho aqui apenas e só para jurar por todos os santinhos e mais alguns que não tenho nada a ver com a criação da Fun Zone no Jardim Municipal em dias de jogo da Selecção de Portugal. Mais, acredito piamente que se o RA tivesse lido o meu post teria feito exactamente o contrário do que lhe tinha pedido.

Fazem o favor de não me chamarem “colaboracionista”. Estou inocente!

Mas já que assim é, vamos lá todos apoiar a nossa rapaziada e beber um copo caso se justifique (?).

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 01:21
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

S. Mateus

Chegou o calor.

Vem aí as férias.

O S. Mateus vem a seguir.

 

Aqui há uns meses atrás, nos primórdios do blog, havia na blogosfera elvense um debate sobre a continuação da festa da nossa terra nos actuais moldes. Muito se falou e continuou tudo na mesma.

Nessa altura defendi com vários argumentos a antecipação das festas em um mês, ou seja, começarem a 20 de Agosto.

É uma opinião como qualquer outra, mas não estaria na altura de se começar a pensar no assunto e arranjar um processo de consultar os elvenses?

Vou lançar aqui um repto: promova-se uma sondagem em larga escala durante as próximas festas e logo se verá o que queremos para o futuro. Uma coisa é certa, as coisas não podem continuar como estão, já que nada é estático. Veja-se a feira de S. Mateus em Viseu: aproveita o bom tempo, a vinda dos emigrantes e as férias da rapaziada e dos pais.

 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas e Senhor Juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade: não estaria na hora de se sentarem a uma mesa e discutir o assunto?

Não deixem morrer o S. Mateus como já morreu a Feira de Maio.

Tenhamos consciência que a tradição não se compadece com os tempos actuais.

Vamos lá a isso.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 01:01
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Apelo urgente

Caros conterrâneos

 

Hoje passei já noite pelo Forte de Santa Luzia e pelo Aqueduto das Amoreiras e constatei que:

 

1 – O Forte de Santa Luzia só o reduto interior está iluminado;

2 – O Aqueduto do lado da Av. de Badajoz está quase às escuras.

 

Como é do conhecimento geral a nossa câmara está entre as câmaras que mais devem, ou seja, das que estão mais tesas.

Assim sendo e copiando a ideia do Real de água que serviu para a construção do Aqueduto, venho propor a todos os cidadãos de Elvas que contribuam com 1 Euro de luz para a iluminação dos referidos monumentos e assim ajudamos a nossa querida câmara.

Vamos lá, não sejam forretas!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 02:03
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Ser PORTUGUÊS

Já aqui tenho destacado muitos dos defeitos dos portugueses a propósito das mais variadas situações passadas na nossa terra em particular ou no país em geral. Mas se temos esses defeitos todos e mais alguns não mencionados, temos qualidades que poucos povos terão. E por muito mal que se diga, gosto de o ser e gosto do meu país. Mais, acredito que a grande maioria de nós pensará assim, mesmo nas horas difíceis.

Resolvi escrever hoje sobre nós próprios por vários motivos.

Todos nós nos lembramos com orgulho o ano de 98 e a EXPO. Qual de nós não sentiu uma emoçãozinha com a obra que fizemos depois de muitos estrangeiros por em dúvida as nossas capacidades? O que é certo é que fizemos e fizemos bem. Confesso que no dia do encerramento, à noite, quando as trezentas mil pessoas que lá estavam e cantaram o hino nacional, chorei baixinho de orgulho.

E o 2004? Mais uma vez fizemos ou não inveja aos nossos detractores? Gastaram-se milhões, é verdade! Mas será que a nossa auto estima não merecia o que se gastou? E o sentimento de união que se gerou em todo o país? E o orgulho nacional, que nos fez “fazer peito” a todos? Será que por vezes não necessitamos de um evento desta natureza para sentir o nosso coração bater mais forte pelo nosso país? Alguém se conseguirá esquecer daqueles dias memoráveis e do acompanhamento que o país fez aos “guerreiros” a caminho do combate?

O 2008 está aí à porta e mais uma vez aí estamos nós de sorriso de orelha a orelha ou com a lágrima ao canto do olho que não conseguimos disfarçar! E vamos rir e vamos chorar, vamos saltar de alegria e esconder a cara de tristeza, e mais uma vez vamos estar juntos, sejamos do Benfica, do PCP, do Sporting, do CDS, do Porto, do PS ou PSD, católicos ou não, brancos, pretos ou amarelos. Será que não é nestes momentos que na verdade somos nós próprios? Coração mole e uma alma enorme! Somos assim e nada há a fazer. Nos outros dias disfarçamos.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:42
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Domingo, 1 de Junho de 2008

Para o meu AMIGO Eurico

Em toda a nossa vida penso ser a primeira vez que te escrevo, mas não podia em consciência deixá-lo de fazer.

Somos amigos há quantos anos? 40? 45? Se calhar quase há 50, e nunca o deixámos de ser. Fomos amigos sempre nas mais variadas circunstâncias e até a guerra em Moçambique nos juntou. Na política sempre fomos divergentes, mas nem esse facto nos separou.

Nestes últimos tempos tenho-me apercebido de coisas passadas na câmara que nem ao diabo lembra. Mais, apercebi-me de muita coisa que tu directa ou indirectamente fizeste coro com a maioria, quando deverias ter-te manifestado contra. Sinceramente não gostei nada do que ouvi e olha que como sabes não sou de “emprenhar” pelos ouvidos. Sem ainda perceber bem o porquê, acabaste por alinhar progressivamente com o poder até te colares a ele. Não consigo entender.

Neste último mês esteve-te a substituir outro amigo, o José Júlio. E foi através dele que soube das muitas manigâncias que por lá se fazem. E foi ele que despoletou o problema do hospital que para a câmara é “um não problema”. Apesar de não ser da mesma cor política que ele, ajudei-o com muito prazer pois era a nossa cidade que estava em causa.

Amigo Eurico, se me permitires dou-te um conselho: não retornes à câmara. Se não tens jeito ou feitio para lidares com as situações vem-te embora de vez e deixa que outro faça o trabalho por ti. Não te deixes comprar mais. Lembra-te de uma coisa que se chama dignidade e que nós e os nossos amigos de uma vida sempre mantivemos.

Se ainda és o “tremesias”, meu amigo de sempre, não regresses.

 

Um grande abraço

 

Jacinto César

 

Nota – Qualquer comentário ofensivo que aqui apareça será apagado, pois independentemente da sua decisão continuará sempre a ser UM AMIGO.    

 


Tasca das amoreiras às 18:48
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