Penso que já aqui falei no assunto, mas não posso de deixar passar em claro o que alguns comentaristas deste e dos outros blogs de Elvas dizem em relação aos idosos.
Socialmente há tipos de pessoas que me são muito caras e que me fazem sofrer quando sofrem: as crianças, os idosos e os doentes. Se para mim há filmes de terror a sério são aqueles que vimos diariamente nos telejornais. Esses sim e não os outros.
E porque volto eu a falar no assunto? Porque há aqui por Elvas e feitos comentaristas (?) uns energúmenos que parecem terem nascido do nada: nem foram crianças nem tiveram pais ou avós. O desprezo com que são tratados mostra o tipo de criaturas são.
Qualquer coisa que a câmara faça em benefício da terceira idade saem logo do covil prontos a atacar tudo e todos. Mas que quer esta gente? Que se faça como os índios americanos faziam dantes, que era acompanhar os velhos até à montanha e aí abandoná-los até que morressem?
Já sei que me vão dizer que sou uma “extensão” do Presidente da Câmara, mas neste tema, tudo o que faça em prol dos idosos e dos jovens é pouco e merece todo o meu apoio e acho que devia merecer o apoio de todos os cidadãos. Se há impostos que pago de bom grado são aqueles que se destinam às questões sociais.
Eu ainda não consegui entender bem esta gente. Que queriam que a câmara fizesse com o dinheiro que tem? Que criasse mais tachos para os contestatários destas medidas? Se assim fosse estariam de certeza calados. Eu gostava de os calar de outra maneira.
Acredito que uma larga maioria não pensa desta maneira, e basta ver a quantidade enorme de alimentos que neste fim-de-semana foram deixados às portas dos supermercados aqui na nossa cidade. Acredito que a grande maioria das pessoas são solidárias, só que vão calando. Parece que só a gente má é que tem voz ou pelo menos consegue falar mais alto. Aqui não!
Podem chamar-me o que quiserem (como fazem regularmente) que ninguém é censurado, agora não permitirei que mais alguém AQUI ofenda a dignidade dos mais velhos, a não ser que se identifiquem (pelo menos saberemos todos o nome dos bois).
É pena já não haver carros de tracção animal, pois bestas não nos faltariam.
Jacinto César
Quando se observa o que tem acontecido nos últimos, digamos trinta anos, nas duas cidades fronteiriças parece evidente que haver duas opções estratégicas e económicas totalmente opostas, a Espanha reforça as infra-estruturas e os serviços em Badajoz e faz protocolos com o nosso governo para assegurar do lado de lá os serviços que nós necessitamos (veja-se o caso da maternidade) aumentando o número de “clientes” para os seus serviços e consequentemente garantindo os postos de trabalho dos seus .
Portugal desinveste em Elvas, encomenda e paga os serviços a Espanha, vai fechando as instituições e diminuindo o número de empregos, e no caso concreto da maternidade e do hospital, tornando a nossa cidade cada vez menos atractiva!...
São sacrifícios que segundo os nossos políticos temos de fazer a bem da economia do país
O investimento em Elvas e noutras regiões do interior, não é de forma alguma rentável, e o encerramento progressivo de todos os serviços, tem permitido ao País poupanças significativas, e o investimento maioritário na zona da capital permitiu um crescimento impar, e umas contas públicas de há muito estabilizadas. Os Portugueses vivem neste momento uma vida “desafogada”.
Espanha, por seu lado, cometeu o “terrível erro” de investir em Badajoz e nas restantes regiões fronteiriças, neste momento vivem com um déficit muito elevado, sem crescimento económico, e a pobreza aumenta a olhos vistos, tendo a classe média quase desaparecido.
Temos pois que agradecer aos nosso políticos, os sacrifícios impostos a Elvas e às outras regiões do interior do país pois, está mais que provado, foram passo importante, até mesmo indispensável, para atingir a “invejável” situação em que o país se encontra.
António Venâncio
Depois da informação, começa a contra informação. Vejamos então:
1- A semana passada aquando da inauguração do Centro de Saúde de Estremoz o Primeiro-ministro disse que estava a inaugurar um dos centros de saúde do Alentejo com as chamadas Urgências Básicas e entre as quais nomeou Elvas. Foi precisamente esta declaração que despoletou algumas iniciativas entre as quais o abaixo-assinado que anda a circular na nossa cidade e do qual já aqui dei conta.
2- O Presidente da Concelhia de Elvas do PSD, José Júlio Cabaceira, pelo que julgo saber, foi contactado pela Agência Lusa sobre o assunto. Perante a informação prestada. Esta foi tentar obter mais informações junto do Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, Luís Ribeiro, que considerou o que o PSD disse de “infundamentada e pouco séria”. Disse mais que “repudia completamente esta política efectuada na base da mentira” além de mais uns impropérios.
Perante estas contradições, qual dos dois mente? Eu cá por mim são os dois mentirosos, mas infelizmente desta vez José Sócrates falou verdade, apesar de nenhum dos dois ser merecedor de credibilidade. Coisas de socialistas!
Mas no meio disto tudo o que mais me intriga é a posição (ou falta dela) de Rondão de Almeida que publicamente ainda não se ter referido ao assunto. No mínimo estranho. Coisas de socialistas, que de socialistas pouco têm e conseguem ser ultra liberais, conseguindo ultrapassar o CDS/PP pela direita. Não faltará muito que a Frente Nacional não comece aos berros a clamar “cópia de estilo”. Coisas de socialistas!
Jacinto César
No passado dia 24 de Abril, seriam aproximadamente 19h e 15m, deixei um comentário no Blog Câmara dos Comuns, que mais que um comentário era uma resposta, uma vez que tinha sido referido no texto, e várias vezes contraditado nos comentários feitos.
Já sem surpresa, por não ser a primeira vez, constato hoje dia 2 de Maio, que ou há um bug na plataforma do Blogspot que afecta apenas o Blog Câmara dos Comuns, ou fui novamente “censurado”.
Penso ter dado tempo suficiente para o dono do espaço “autorizar” a publicação, coisa desnecessária aqui na Tasca, pois a inserção é automática, apesar dos amargos de boca e até ameaças a que dá origem, mas a DEMOCRACIA e a LIBERDADE DE EXPRESSÃO são assim!...
Houve e haverá sempre sítios onde ela não é exercida em pleno, pessoas que dela abusam com insultos e falsidades a coberto do anonimato e da impunidade e ameaças devidas ao seu livre exercício.
Aqui na Tasca, procuraremos manter o espaço de LIBERDADE a todo o custo... enquanto nos deixarem.
António Venâncio
Ontem por razões de ordem profissional não pode estar na reunião da Assembleia Municipal. Seria a primeira vez.
Gostaria de ter estado lá, não para ouvir o que por lá se disse, mas fundamentalmente para ver a cara de todos e cada um quando disparam uns contra os outros.
Ainda ontem me deixei rir sozinho ao imaginar os acontecimentos relatados por um profissional da rádio como se de um desafio de futebol se tratasse. Não vou dizer aqui o que ouvi na minha cabeça, mas sempre posso ir adiantando que caneladas, bolas na trave, rasteiras por detrás e coisas tais não faltaram. Golos é que duvido que tenham havido. Foi um jogo em que de certeza não faltaram como se costuma dizer na gíria “mergulhos para a piscina”, em que o árbitro marcou penalti e o jogador ainda no chão foi piscando o olho para o colega em sinal que já tinha enganado o homem de preto vestido. Deve ter havido ataques e defesas, foras de jogo e “mãozinhas de Deus” à moda do Maradona.
Se houve “doping” no jogo não consta do “relatório”, mas cartões amarelos e vermelhos segundo ouvi dizer não houve.
Estou a imaginar o acontecimento no Coliseu à cunha: uns a bater as palmas, outros assobiando e outros ainda a atirar objectos contra os árbitros e jogadores. Haveria sorrisos de orelha a orelha, haveria outros roxos de raiva, haveria aqueles que tanto se lhes dava quem ganhasse conquanto houvesse “porrada”, muitas unhas roídas e com sorte alguns olhos à Belenenses, haveria desmaios e cenas de histerismo, cadeiras no ar e sabe-se lá se algum já mal tratado a clamar vitória. Filmado daria em Óscar de certeza. Tanto para o filme como para os interpretes. O argumento seria sem sombra de dúvida considerado o pior do ano.
Prometo que para a próxima, nem que falte ao trabalho, tenho que comparecer. Deixo entretanto aqui uma sugestão às rádios locais: pensem no assunto pois as audiências disparariam.
Jacinto César
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