Elvas sempre em primeiro

Todos os comentários que cheguem sem IP não serão publicados.
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Elvas

Exº Senhor José António Rondão de Almeida,

Presidente da Câmara Municipal de Elvas

 

 

Quis V.Ex. dar-me um relevo que não mereço ao pessoalmente me ter telefonado a manifestar o seu desagrado pelo que se publica neste blog. Pensei eu que depois de V.Exª me ter contactado e depois de ter satisfeito as exigências que me fez, que o assunto tivesse ficado encerrado. Mas não. Quis V. Exª vir pessoalmente ao blog manifestar outra vez e publicamente o seu desagrado, o que me leva também e publicamente a responder-lhe.

 

1-      Jamais em qualquer escrito meu o senhor foi ofendido nem como cidadão ou como presidente da autarquia.

2-      Os comentários que aqui se fazem provêm das mais variadas pessoas, sendo que a grande maioria são anónimos, com alcunhas ou com nomes falsos e os principais destinatários são os patrocinadores do blog.

3-      Os grandes ofendidos somos sempre nós, recorrendo mesmo por vezes ao insulto pessoal, gratuito e á calúnia.

4-      Desde a primeira hora que se começou a escrever neste espaço de LIBERDADE, entendemos por bem não fazer qualquer censura aos comentários para não sermos acusados de só deixar passar aqueles que concordavam connosco e não seremos alcunhados dos homens do lápis azul de tão triste memória.

5-      É um facto que houve dois comentários que apareceram assinados por duas pessoas com um nome igual ou parecido com o de V. Exª. Com que intenção foi feito não sei, mas os visados até éramos nós e não V. Exª. . O mesmo se passa com o comentário que V. Exª se dignou fazer hoje, que nada me garante que efectivamente tenha sido o senhor a fazê-lo. Os promotores do blog não têm meios de saber quem escreve e se a identidade do comentarista corresponde ou não à realidade. Partindo do princípio que foi efectivamente escrito por V. Exª, não o apaguei.

6-      Tenho consciência de que sou responsável legal não só por aquilo que escrevo como pelos comentários que se fazem.

7-      Este blog como espaço de liberdade tem como finalidade discutir os mais variados assuntos da actualidade como manifestamente se comprova.

8-      Se é indiscutível que já aqui foi alvo de críticas, não é menos verdade que muitas vezes aqui tem sido defendido quando pensamos que é justo fazê-lo ao ponto de muitas vezes sermos apelidados como as “vozes independentes” mas dependentes do poder autárquico.

9-      Por fim gostaria de dizer a V. Exª que ameaçar-me com um processo-crime não é a atitude mais correcta de um democrata que penso ser, pois essa atitude é apanágio dos ditadores que não suportam qualquer crítica. Exemplos de tais atitudes não nos faltam por esse mundo fora e infelizmente também no nosso país.

 

Com os meus cumprimentos

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 01:26
Link do post | Comentar | Ver comentários (7) | favorito
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Afinal a mentira era verdade

Houve alguém que a 25 de Novembro de 2008 do passado ano de 2007 escrevia o seguinte:

 

“… Mas voltando ao “call center” – Segundo a edição do semanário “Alto Alentejo” de dia 21 de Novembro o governo já terá decidido sobre a sua localização. Será na capital de Distrito e ali criará os tais 400 postos de trabalho.

 

Pois é…Rondão Almeida fica com as palavras bonitas do Primeiro-Ministro, a Câmara de Portalegre de maioria absoluta PSD fica com os empregos.

 

A moral da história é mais uma vez a mesma…com amigos destes quem precisa de inimigos…Não é amigo Almeida??”

 

Pois é, hoje mesmo tive a confirmação, para satisfação minha e para o bem de Elvas e fundamentalmente dos seus jovens, que o call-center está de pedra e cal em Elvas. Lamento ter-me antecipado ao “regedor”, mas como sou amigo da Maya da SIC ela resolveu dar-me a notícia em primeira-mão.

 

Finalmente algo começou a correr bem à cidade. Já não era sem tempo e depois das más notícias serem umas atrás das outras, finalmente penso que podemos respirar de alívio.

 

Nota – Não vale a pena gastarem palavras a dizerem-me que estou feito com o poder, pois como devem saber “estou mesmo”.

Jacinto César


Nota – Não podemos esquecer o Hospital!


Tasca das amoreiras às 21:57
Link do post | Comentar | Ver comentários (11) | favorito
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Os grandes mamarrachos de Elvas – 3

Mamarracho 2 - Alcáçova

 

Corria o século VII (provavelmente) quando o emir árabe Abi-Abderrâman-Musa “correu” com os romanos que até esse tempo tinham dominado a nossa cidade. Instalados junto à velha fortificação romana, trataram de a reconstruir e fazer uma linha de muralhas em volta das casas que entretanto foram construídas. Como era seu hábito, construíram uma mesquita.

Com a chegada de D. Sacho II no século XIII e conquistada definitiva tudo mudou. A mesquita foi das primeiras “vítimas” urbanísticas ao ser transformada em igreja: a Igreja Paroquial de Nossa Senhora ou Santa Maria da Alcáçova que depois de muitas intervenções chegou aos nossos dias tal como a conhecemos.

 

Só que houve um “inteligente” que há uns anos atrás resolveu adoçar ao lado norte da igreja e talvez para a “compor” um depósito de água em cimento armado.

Neste caso não diria que foi construído um mamarracho, mas um autentico escarro que já devia ter vindo abaixo há muito tempo, mas que se mantêm teimosamente de pé. Será que os responsáveis camarários desconhecem a existência de tecnologia capaz de substituir “tão elegante” apêndice?

 

Jacinto César

Nota – Não podemos esquecer o Hospital!


Tasca das amoreiras às 22:30
Link do post | Comentar | Ver comentários (4) | favorito
Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Os grandes mamarrachos de Elvas – 2

Mamarracho 1 – Paços do Concelho

 

Quando a partir da Rua Sá da Bandeira (mais conhecida por Rua de Cano)  viramos à esquerda para o Arco da Senhora da Encarnação (antiga Porta Nova) vamos dar ao Largo do Salvador. Para quem não souber, este largo era a praça principal de Elvas ao tempo que D. Manuel I elevou Elvas a cidade. Do lado direito do largo situava-se a Igreja do Salvador (talvez a primeira igreja a ser construída em Elvas ao tempo da reconquista aos mouros). Foi deitada abaixo no séc. XIX. Á direita quando se entra na Rua de S. Pedro havia (ou há) uma carpintaria cuja entrada era um portal românico e lá dentro existiam (?) umas casas abobadadas.

No centro do largo erguia-se o primeiro pelourinho símbolo do poder. Era em madeira. Na praça fazia-se o mercado (há algumas histórias engraçadas passadas aqui e que um dia publicarei no outro blog).

Do lado esquerdo ergueram-se os primeiros Paços do Concelho, cujo edifício ainda se mantém de pé com alterações.

 

O referido edifício está hoje forrado a mosaicos azuis (tipo casa de banho). Foi em tempos pertença do Dr. Barradas e hoje não sei quem é o proprietário. É um escândalo quem fez aquele serviço, que autorizou que se fizesse e quem permite ainda hoje que assim continue.

É urgente que a câmara rectifique a situação (ou a bem ou a mal). Assim é que não.

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 21:32
Link do post | Comentar | Ver comentários (11) | favorito
Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Os grandes mamarrachos de Elvas – 1

Introdução

 

Como em todo bom pano cai a nódoa, Elvas como todas as cidade com história foram vítimas ao longo dos anos das mais variadas barbáries em termos urbanísticos. Mas o facto de as outras também terem sido vítimas não nos consola. Pelo menos a mim não. E há alguns que me deixam inconsolável.

 

É evidente que as cidades não são estáticas e evoluem ao longo dos anos. Ora a nossa que tem mais de mil anos, não poderia ter ficado confinada às primeiras muralhas que se construíram ainda no tempo dos árabes. Foi precisamente essa expansão que deu origem à construção sucessiva de mais três linhas de muralhas e tudo aquilo que agora se situa fora delas. Contrariamente ao que muitos pensam, a cidade não podia manter-se inalterável ao longo dos tempos. Sempre se foi deitando abaixo o velho para dar lugar ao novo. Uma coisa é certa, mesmo os nossos antepassados mais longínquos tiveram a preocupação de tudo o que era importante irem preservando. Umas vezes como já referi, deitando a baixo, outras reconstruindo à moda dos tempos que corriam e outras ainda mantendo inalterado o que estava feito e somente intervindo para as coisas não caírem.

Na nossa cidade há exemplos de todos de todos estes processos.

 

Os casos que mais dão nas vistas são as igrejas. A partir de uma primeira (a original), normalmente uma capela, esta, era integrada numa igreja de maiores dimensões e com um estilo próprio da época, para logo de seguida ser alterada e modificada consoante os costumes e usos desses tempos. Um dos casos paradigmáticos que temos em Elvas é a Igreja de S. Domingos. A original era uma pequena capela chamada de Senhora dos Mártires construída em honra dos que caíram na tomada de Elvas aos mouros por D. Sancho II. D. Afonso III resolveu mais tarde fundar ali mesmo um convento e uma igreja (S. Domingos). Como D. João III não era muito dado ao estilo gótico e o dinheiro abundava por essa época, lá a mandou alterar novamente. E assim continuou. Portanto, de uma Igreja românica, passou-se para uma igreja gótica e daí para uma barroca. Como se vê, os nossos antepassados não eram muito dados a manter as coisas eternamente.

 

Vimos até agora um caso de um edifício importante. E que se passaria com os outros, os mais vulgares? Construíam-se, utilizavam-se, caíam e voltava tudo à estaca zero. E assim foi acontecendo ao longo de séculos.

 

A grande maioria das casas de habitação de Elvas no centro histórico, são construções dos séculos XIX e XX. Salvo as casas apalaçadas a qualidade da construção, tanto ao nível dos materiais como estético é muito pobre e pobre chegou aos nossos dias. A malha urbana não tem coerência e foi também bastante alterada nos últimos séculos. Consoantes as necessidades ruas foram transformadas em becos e becos em ruas, partiram-se ruas a meio para construir casas, derrubaram-se casas para fazer ruas. Foi valendo de tudo o que baralhou ainda mais a malha. O desordenamento foi fatal.

Quando há uns anos atrás, a primeira candidatura de Elvas a Património Mundial foi chumbada, muitos cidadãos ficaram chocados com o “chumbo”. Nada que as pessoas ligadas ao assunto e os curiosos do tema não tenham profetizado. Era e foi um erro a candidatura tal como foi na época apresentada. (o mesmo não se passa com a actual). No próximo texto irei debruçar-me sobre quilo que considero alguns “abusos” urbanísticos. Não só de agora, mas de todo o século XX.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 19:53
Link do post | Comentar | Ver comentários (8) | favorito
Domingo, 13 de Abril de 2008

Ainda o BES

Se perguntarmos a um jovem se gosta da música de Richard Wagner, a resposta é imediata: música de velhos e que não presta para nada.

Se perguntarmos a um idoso se gosta (ou ouviu falar) de Moby, a resposta é fatalmente que se trata de uma batucada qualquer e que não é música.

 

ERRADO!

 

As pessoas têm por hábito dizer que não presta a tudo aquilo que não gostam. O que se devia fazer era simplesmente dizer, NÃO GOSTO!

Vem isto a propósito do edifício BES. Pode-se achar horrível e pode dizer-se que é  belo, mas nunca se pode dizer que não presta ou que está mal feito. Cada pessoa tem a sua sensibilidade e gosta do que gosta sem ter que justificar as suas opções. Agora para se dizer que não presta tem que se ter conhecimentos técnicos sobre o assunto.

Se me perguntarem se eu gosto da solução, diria que a acho muito conservadora e gostaria de ver em seu lugar algo mais moderno. Agora que tecnicamente a solução é boa, é.

Poderia citar mil e um exemplos idênticos em todo o mundo de intervenções do mesmo tipo. Umas mais bem concebidas outras não tanto, mas sempre difíceis de agradar a todos.

 

Aberrações arquitectónicas são coisas que não faltam em Elvas, mas sobre o ponto de vista técnico esta não é seguramente uma delas.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 16:32
Link do post | Comentar | Ver comentários (11) | favorito
Sábado, 12 de Abril de 2008

O BES

Como tinha previsto, as respostas ao meu apelo ficaram se calhar apenas pelas intenções, já que coragem para as discutir à volta de uma mesa não houve. Mas mesmo assim, eu dou a minha opinião aqui.

________________________________

 

O edifício do BES nasceu na Praça da Republica aquando do derrube do prédio onde estava instalado o Banco de Portugal, e que nos últimos anos era propriedade do Sr. Luís Carvalho, pai do Dr. Luís Lapa de Carvalho falecido recentemente. Era uma construção penso que dos finais do séc. XIX ou princípios do séc. XX. A sua volumetria destacava-se de qualquer outra construção da praça. O seu revestimento era em mosaicos rectangulares vidrados e de cor verde-garrafa. Destacavam-se ainda as portas do piso térreo, em ferro e da altura do próprio piso.

Tal como foi feito, era mesmo uma aberração, ao ponto dele ser a “vedeta” na praça. Tanto pelo tamanho como pelo revestimento.

Nessa época não havia as preocupações urbanísticas que há hoje e como tal é desculpável.

Quando se procedeu ao seu derrube, quem projectou o que se lhe seguiu não era tonto como muita gente pensa, antes pelo contrário. E porquê?

1 - À partida o edifício não podia ser uma cópia de qualquer outro da praça, para não se tornar numa espécie de cama estilo D. Maria feita no séc. XXI. Portanto teria que ser diferente na arquitectura de qualquer outro existente na praça.

2 – A volumetria tinha obrigatoriamente ser idêntica à dos prédios circundantes. Se qualquer pessoa se colocar no tabuleiro da praça e de frente para este, reparará que é quase uma cópia simétrica do que fica do outro lado da Rua dos Sapateiros.

3 – Os materiais de revestimento obrigatoriamente teriam que ser distintos de todos os outros, para não se confundir o antigo com o moderno.

4 – A sua arquitectura teria que ser sóbria o suficiente para não tirar o protagonismo à Sé.

Estas normas não fui eu que as inventei e qualquer arquitecto que se dedique a este problema sabe que é assim. Quanto a mim está bem feito e ponto final.

 

Efectivamente, a maioria das pessoas não gosta, mas também não sabe porque tinha que assim ser. Dois ou três exemplos do que está bem feito e do que foi mal feito.

1-      Teatro romano de Mérida – Aquilo que a maioria das pessoas gosta tanto de ver, não passa de uma falsidade. A grande maioria das pedras que constituem as colunatas são falsas. Quem um dia ali se deslocar, basta olhar com atenção e verá uma pequena marca nos componentes que são falsos. Era uma técnica de reconstrução que se usava há muito tempo e que foi abandonada, apesar de haver muitos defensores. Conseguem imaginar o templo de Diana em Évora completamente reconstruído?  Foi por este motivo que o IPPAR chumbou a reconstrução da Ponte da Ajuda proposto pelos espanhóis e muito bem chumbado. Afinal irá ser feito como deve ser: os elementos em falta que se encontrarem serão recolocados no seu local. Os que não se encontrarem serão substituídos por peças iguais mas feitas de cimento armado. Quem num futuro vir a ponte, fica com a noção da sua forma original, mas também fica a saber que só uma parte é que é verdadeira. Poderia citar um sem número de casos idênticos em toda essa Europa civilizada. Basta ir à Grécia. Eu fui e conheço como tem sido a reconstrução dos templos gregos antigos.

2-      Todos nós conhecemos os edifícios do Chiado em Lisboa antes do grande incêndio. Por acaso os que foram construídos no lugar daqueles que arderam são iguais aos anteriores? Não! E será que quem planeou a reconstrução do Chiado não sabia o que estava a fazer? (excepção para o edifício do Grandela, cuja fachada principal resistiu).    

  

Acredito que a maioria das pessoas continue a achar que o edifício do BES é uma aberração, agora que foi feito segundo todas as normas do centros históricos não restam dúvidas. Sei que se gostássemos todos de amarelo andávamos todos vestidos da mesma cor, como se costuma dizer, mas o que está bem feito, bem feito está.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 01:58
Link do post | Comentar | Ver comentários (19) | favorito
Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

E a galinha tossiu

Havia quando eu era gaiato um dito entre nós que dizia o seguinte: “ Quem se mete com o Billy The Kid  “prejudica-se!””

Hoje direi de outra maneira: quem se mete com políticos está “prejudicado”.

Nunca me passou pela cabeça que um cidadão comum, que é o meu caso, ao exprimir um pensamento, um sentimento ou opinião desse tanto que falar e até originasse ódios. Tinha a certeza que a Net era e é um meio de comunicação de um poder quase sem limites. Tenho a noção que a “rede” é a maior fonte de informação com um tamanho jamais imaginado. Também sei, que se tem muita coisa boa, muitas mais tem de má.

Que quero eu dizer com isto: tal como no futebol se passa de besta a bestial, na .Net passa-se de bom a vilão e de vilão a herói enquanto o diabo esfrega um olho. Constroem-se mitos, derrubam-se pessoas boas, agiganta-se os “anões”, culpam-se os inocentes, desculpabilizam-se os malandros com uma facilidade que assombra. Se há aqueles que por um minuto de televisão são capazes de fazer os impossíveis, a .Net tem o defeito de proporcionar a qualquer um, incluindo as mentes mais distorcidas, um palco. Os primeiros ainda dão a cara. Na .Net tudo é virtual. Até as identidades. Aqui posso ser e passar por ser aquilo que me der na real gana, e ter um palco sempre às minhas ordens sem consequências.

 

Este relambório vem a propósito de nos últimos dias ter manifestado opiniões e ideias que chocam com opiniões e ideias diversas. Ou se é por mim ou então contra mim. Não há meios termos.

 

Pois bem, comigo as coisas não funcionam assim: louvarei qualquer acto que julgue justo, venha ele donde vier, tal como condenarei qualquer acto que julgue injusto, venha ele também donde vier.

 

Pressões sobre mim não as fazem, porque não deixo! Calar, também não me calam.

Como tal, podem continuar a chamar-me o que bem entenderem, que não desisto. Nem que a galinha tussa. Tal como na televisão existe sempre a prerrogativa de mudar de canal. Aqui podem fazer exactamente o mesmo. Chama-se a isto o livre arbítrio.

 

Nota – Este post serve de resposta a todos os comentários que tiveram a gentileza de fazer.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 01:12
Link do post | Comentar | Ver comentários (18) | favorito
Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Salve-se a saúde

Apesar de haver assuntos que me merecem comentários, como é o caso da montanha que pariu um rato (Inspecção à Câmara Municipal de Elvas) e o malfadado Centro Histórico d Elvas, hoje torna-se para mim muito mais importante a situação da saúde em Elvas.

Noticia o Linhas de Elvas de hoje aquilo que todos nós esperávamos: o esvaziamento progressivo e continuado do Hospital de Santa Luzia. O mal começou logo quando foi atribuído o grau de Urgência Básica às urgências do hospital, contrariamente ao que se esperava que era a manutenção das Urgências Cirúrgicas. O Sr. Luís Ribeiro apressou-se logo a dizer que continuava tudo na mesma. Puro engano.

A situação faz lembrar aqueles furos muito pequeninos nos pneus dos automóveis: não esvaziam de vez, mas vão esvaziando aos poucos. Quando damos por isso temos o pneu vazio.

Perante o esvaziamento constante de competências, o nosso homem de Portalegre vai dizendo que não nos preocupemos, até que um dia acordamos e a situação é irreversível. Entretanto o hospital de Portalegre vai engordando com os despojos do nosso. Já há muito tempo que aqui digo que Portalegre só não acaba connosco porque não pode, senão Elvas neste momento era uma aldeia. Dizem por aí que eu tenho uma embirração especial contra Portalegre, mas será que os elvenses não vêm o que sempre nos fizeram e continuarão a fazer?

Passamos o tempo a discutir coisas menores e não vimos que nos estão a fazer o ninho atrás da orelha.

Olhemos o que se passou na Anadia. O Ministério da Saúde fez o que fez. A população revoltou-se. Não foi atendida. E a revolta continuou. E passado uns meses o dito ministério acabou por fazer marcha atrás ( notícia de ontem ).

E aqui em Elvas? Desculpem a linguagem, mas já baixámos as calças, já nos pusemos a jeito. Vamos deixar que nos façam o resto do serviço?

Como está tudo satisfeito, continuemos a discutir a casa da Elsa e o edifício do BES. O dia que abrirmos a pestana já é tarde.

 

Uma pergunta inocente: em Elvas não existe uma EN4 e uma A6? E para o ano não temos umas quantas eleições? Pensem no assunto.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 19:47
Link do post | Comentar | Ver comentários (14) | favorito
Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

O mundo de cócoras

Muito se apregoa na Europa “livre” e “democrática”  a defesa dos Direitos Humanos. Todos os anos saem relatórios e mais relatórios sobre o  desrespeito desses direitos nos mais diversos países. Fazem-se discursos inflamados à volta de pequenas suspeitas de violação dos mesmos enquanto populações por todo o mundo, não têm sequer o direito de comer.

Seriamos levados a acreditar que países tão ciosos dos Direitos Humanos em palavras, tomassem todas as medidas, mas mesmo todas, eram tomadas para conseguir que os países menos cumpridores se vissem forçadas a respeitar os direitos dos seus cidadãos, e no entanto o que vemos nós?...

 

1 - Fazem-se acordos de liberalização do comércio mundial, permitindo que os produtos desses países, com custos de produção muito baixos, invadam os mercados, fazendo uma concorrência absolutamente desleal.

   Quem beneficia?...

   As grandes multinacionais que, rapidamente deslocam as suas fábricas para explorar a mão de obra quase escrava, em regime de cama quente, e produzir por meia dúzia da cêntimos os produtos da moda, que a nossa sociedade paga por centenas ou mesmo milhares de euros  enchendo os bolso ao grande capital, que arrecada por dia, mais do que paga numa vida a um desses desgraçados. Ao mesmo tempo, os nossos trabalhadores vão para o desemprego, ou sofrem pressões inadmissíveis para que abdiquem dos níveis de bem estar  e proteção social que tinham alcançado.

A isto chamam globalização.

 

2 - Um líder espiritual, que representa milhões de pessoas em todo o mundo, e cujo discurso de paz e serenidade  deveria ser um exemplo, faz uma digressão pela Europa “livre” e “democrática”, e inventam-se dificuldades de  agenda e outras justificações esfarrapadas para que o mesmo não seja recebido pelos diversos Órgãos de Soberania. Ah! Falta dizer que o referido líder está exilado de num desses países do trabalho semi-escravo agora apontado como o el-dourado do desenvolvimento económico.

   A isto chamam diplomacia.

 

3 – Um pequeno povo, subjuga do por um desses países, manifesta-se para pedir a autonomia para seu território “O Tibete”, e com resposta recebe bastonadas e prisões. Entretanto, como o referido país organiza os Jogos Olímpicos, à passagem da Tocha Olímpica pelos diversos países desta Europa “livre” e “democrática”, surgem manifestações de apoio ao tal povo lá do Tibete,  tentando impedir a passagem da Tocha para desta forma despertar os nossos políticos para os verdadeiros crimes em termos de violação de Direitos Humanos que por lá estão a ser cometidos. Pretendem o boicote aos jogos como forma de pressionar a alteração de comportamento desse país no que diz respeito a direitos humano, por resposta recebem também algumas cargas policiais.

A isto chamam Espírito Olímpico

 

 

Podem chamar-lhe o que quiserem, do meu ponto de vista  são apenas alguns dos exemplos de como os políticos deste mundo assobiam para o lado, para não incomodar alguns países, apesar de todos os desmamados que possam cometer, em nome da economia.

É  triste mas o mundo inteiro põe-se “de cócoras” perante o grande capital e obedece cegamente às suas directrizes, que no final conduzem ao aumento da exploração a nível mundial, para benefício sempre dos mesmos.

 

António Venâncio

Tasca das amoreiras às 00:04
Link do post | Comentar | Ver comentários (8) | favorito

Últimos copos

Forte da Graça - 18

Forte da Graça - 17

Forte da Graça - 16

Forte da Graça - 15

Forte da Graça - 14

Forte da Graça - 13

Forte da Graça - 12

Forte da Graça - 11

Forte da Graça - 10

Forte da Graça - 9

Adega

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Agosto 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


A procurar na adega

 

Blogs de Elvas

Tags

todas as tags

últ. comentários

Nest baluarte existio uma oficina de artesanato on...
JacintoSó agora tive oportunidade de lhe vir dizer...
VERGONHA? MAS ESSAS DUAS ALMAS PERDIDAS RONDÃO E E...
Uma cartita. Uma cartinha. Uma carta.Assim anda en...
Os piores lambe-botas são os partidos de Esquerda ...
O mundo está para os corruptos e caloteiros. Uma a...
O mundo é dos caloteiros . Uma autentica vergonha.
"Não se pode aceitar que um professor dê 20 erros ...
penso k será pior dizer k ñ tem pais!ou k ñ sabe k...

mais comentados

101 comentários
89 comentários
86 comentários

subscrever feeds

SAPO Blogs