Já há muitos anos que tinha pensado no assunto, mas hoje por força das circunstâncias de ter lido a notícia no Linhas de Elvas, voltou-me a passar pela cabeça uma possível solução para o problema do túnel de S. Eulália.
Sei que não será pacífica e se calhar por isso mesmo nunca posta em prática ou poderá ser o ovo de Colombo e nunca ninguém se tenha lembrado, mas não seria viável fazer uma variante ao túnel? Penso que imediatamente depois da descida e antes de curvar à direita para o túnel, muito bem se poderia construir uma variante a Oeste de Santa Eulália de modo a que esta fosse entroncar no cruzamento Monforte – Barbacena – Santa Eulália – passagem de nível. Assim, evitava-se o túnel e poupavam-se uns minutos até Portalegre. Dir-me-ão que Santa Eulália perderia movimento e se calhar alguns comércios perderiam alguns clientes de ocasião. Será verdade! Mas se virmos as coisas de outra forma, ganhavam qualidade de vida e tranquilidade. Vila Boim e Varche são exemplos deste sistema.
O mesmo se poderia aplicar a S. Vicente e ao Vedor.
Repito, os habitantes destas localidades não estariam muito pelos ajustes, mas não sei até que ponto não ganhariam com isso a longo prazo.
Agora continuar a ver camiões entalados no túnel e carros a bater de frente é que não pode continuar a acontecer. Como pelos vistos a referida estrada afinal é tutelada pela câmara, Sr. Presidente, vamos lá abrir os cordões à bolsa e fazer a referida variante. Se for caso disso até pode baptizá-la com o seu nome que eu não me importo.
Jacinto César
Se mais de que uma vez escrevi aqui algumas linhas ao actual Presidente da Câmara, hoje, e devido ao meu anterior post, resolvi escrever-lhe como “líder” da oposição visível.
Antes de mais queria-lhe pedir que não levasse esta minha missiva como uma “guerra”, pois seria uma guerra fratricida, mas sim como um lamento e um desencanto com a actuação dos partidos políticos na actualidade. Serei eu que estou a ficar velho. Talvez! No entanto a actual democracia não é a “minha democracia”.
Penso que aqui há uns meses atrás e em privado lhe disse aquilo que agora repito
Por capricho do destino e do ano em que nasci, caí meio de paraquedas no ano de 1968 em Coimbra onde ia iniciar os meus estudos, em plena crise académica. Deu-se ainda a coincidência de ir morar para um bairro onde moravam algumas figuras que mais tarde se viriam notabilizar na vida política nacional. Refiro-me ao Dr. Vital Moreira e ao malogrado Dr. Francisco Lucas Pires. O bairro era pequeno e tinha um só café, o que obrigava todos os estudantes da zona a frequentá-lo. Foi aí que conheci as personagens referidas e que com o passar dos anos fizeram o favor de se tornarem meus amigos. Foi a minha iniciação política e logo com dois antagonistas, que apesar de o serem eram amigos. E muito!
Veio o “chumbo” e algumas “diabrites” e o governo de então achou por bem enviar-me para a tropa e daí para a guerra. Foram três anos fora e com o 25A a acontecer quando me encontrava
Mas houve uma coisa que muita gente sempre estanhou, que foi o facto de nunca ter assinado o “papel”. Digo-lho hoje: não foi por medo, mas para não empenhar a minha consciência. E se hesitei muitas vezes em fazê-lo, hoje não estou nada arrependido. E sabe porquê? Porque na altura o combate era fundamentalmente ideológico. Sabia-se o que se queria e para onde se ia. Havia voluntarismo, havia as ideias e os ideais, havia aquela espécie de quixotismo mais ou menos puro. Havia as amizades mesmo entre os “inimigos” com quem se debatiam os problemas.
E hoje? Que é feito dos partidos, nos quais não consigo rever-me em nenhum? Onde estão os ideais? Onde para o bairrismo e o patriotismo?
De que falamos hoje? Compadrios, corrupção, amizades de conveniência, tachos, aldrabices, oportunismos e outras coisas mais. Fazem-se as mais loucas promessas com a convicção de que as não vão cumprir. Mentem com quantos dentes têm e sem problemas de consciência. Mudam de opinião como quem muda de camisa e conseguem dormir tranquilos. Opinam sobre assuntos sobre os quais são autênticas nulidades, mas sempre sorridentes. Prepotentes quanto baste e sempre inversamente proporcional à sua formação e educação. Ética? Que é isso?
Não, não me consigo rever em nada disto. Tenho muitos defeitos, tal como todos nós, mas jamais serei acusado de compactuar com o actual estado das coisas. Serei tonto? Talvez! Estarei desfasado da época? Provavelmente. Serei um sonhador? Com certeza. Uma coisa é certa, não alinho neste jogo. Passo, como no poker.
Mas uma das coisas que mais me dói no meio disto tudo é ver o meu partido de sempre estar convertido tal como os outros, num bando de pessoas cujo fim último é o de pensarem só
Desejou-me que fosse feliz, e sou. Duvido é que o meu amigo encontre a felicidade no meio desta confusão. A não ser que o significado de felicidade seja diferente para os dois.
Para terminar afirmo veementemente, que aconteça o que acontecer, Elvas para mim será sempre a MINHA ELVAS e Portugal será sempre o MEU PAÍS!
Jacinto César
Há muito tempo, lá nos confins do reino, vivia um músico medíocre que sonhava formar uma banda que atingisse as luzes da ribalta, e desse concertos com milhares de fãs a aplaudir. Para seu desgosto, apenas era escutado pela família, e por alguns amigos, uns indulgentes, outros tão medíocres quanto ele. Possuidor de uma elevada auto-estima, resolveu promover a sua imagem, indo tocar sozinho para a praça pública, certo que muitos admirariam a sua qualidade e, mais tarde ou mais cedo, teria o apoio de uma produtora para gravar o seu disco de sucesso. No entanto, apenas recebeu esmolas.
Socorrendo-se das novas tecnologias, resolveu criar uma banda virtual, na qual, apenas ele, tocando os vários instrumentos gravava todas as pistas sobrepostas, simulando para si próprio uma banda de sucesso, pela frequência com que produzia músicas, que devido à sua falta de criatividade eram sempre iguais. A realidade, essa era bem outra, é que cada dia as esmolas eram menos porque, o público estava farto de ouvir sempre a mesma música.
Há também na nossa praça quem nos tente “dar música” com uma “banda virtual” , e que cuidando ser artista de sucesso, vai certamente acabar a tocar sozinho.
António Venâncio
Há uns dias atrás estive à conversa com um amigo de longa data, que apesar de vivermos na mesma cidade, passam-se tempos sem conversarmos. Trata-se do Fernando Carona. Dizia-me ele em relação ao que escrevo aqui no blog que é demasiado “politicamente correcto” e pouco polémico.
Fiquei a pensar no assunto e no final concordei mentalmente com ele. Na verdade, com um português melhor ou pior, vou dizendo aquilo que me vai na alma e aquilo que considero as “minhas verdades”. Por serem minhas não são inquestionáveis, mas são as minhas.
Tudo isto vem a propósito da análise que diariamente faço aos blogs da nossa terra e aos comentários que aí se fazem. As conclusões que tiro são as seguintes:
1- Com excepções, o que por lá se diz não passa de demagogia;
2- Com o que por lá se diz, dá a sensação que muita gente dava até “uma perninha” para tudo que seja decisão do “regedor” (como lhe chama o Zé de Mello) corra para o torto e assim poderem “carregar” com mais argumentos contra o homem.
3- Salvo as excepções do costume, parece uma orquestra a tentar interpretar uma qualquer música, mas com muito maus executantes.
4- Os executantes são sempre os mesmos sob a batuta do mesmo maestro.
5- A lenga-lenga já cheira mal.
6- Os músicos pelas mais variadas razões interpretam a música sempre mascarados, mas só eles é que pensam que ninguém os reconhece, pois a maioria sabem quem são.
7- Uns desafinam porque coitados não sabem mais e outros desafinam de propósito para não destoarem da orquestra.
8- Outros há ainda que nem a partitura sabem ler. Deve ter sido dos tão maus professores que tiveram. E escrever umas notas soltas ainda pior. Mas todos eles se julgam exímios músicos.
Caro Fernando, com músicos desta qualidade, como queres tu fazer uma boa orquestra? A melodia, essa, faz-me lembrar a chamada música moderna dum qualquer Jorge Peixinho ou Maria João e Mário Laginha. Lá que há uns sons com uns grunhidos à mistura há, mas que a grande maioria das pessoas não entende, é uma verdade. Até os quadros do Picasso são mais “legíveis”.
Tenho pena de que as coisas se passem assim, pois até parece que não somos todos Elvas, parafraseando mais uma vez o Zé. A satisfação que alguns têm quando algo de importante foge da cidade é de um masoquismo atroz. Se é isto que querem para a cidade nunca poderão alguma vez ser bons cidadãos.
Tu Fernando, que andas sempre muito “bem informado” presumo que mais uma vez penses que estou a ser politicamente correcto! Ou será que estou a ser polémico?
Jacinto César
Na minha juventude, antes do 25 A, havia em Portugal uns Senhores que, munidos de uns óculos de grossas lentes, e de um enorme lápis azul, se dedicavam ler tudo o que iria ser publicado, desde as notícias de jornal, ás letras das canções, das peças de teatro aos livros, e com o atrás referido lápis, lá iam “cortando”, aqui uma frase, ali um parágrafo, quantas vezes um artigo ou um livro inteirinhos. O critério seguido para estas amputações, era o de tratar-se de matéria subversiva (leia-se em discordância com a política vigente), ou ofender a “moral” e os “bons costumes”.
Mais tarde, durante o PREC, tendo-se proclamado a liberdade de expressão, a realidade é que essa liberdade “aconselhava” que tudo contivesse as palavras “socialismo” ou “socialista”, para conseguir entrar nos meios de comunicação social, e se à mistura trouxesse as palavras “direita” e “fascismo” usadas da forma perjurativa, se possível par denegrir e abrir o caminho ao saneamento de alguém, então era certo que tinha lugar de destaque.
Sou e sempre fui a favor de uma liberdade de expressão responsável, em que cada um possa dizer aquilo que pensa e assinar por baixo, e em que quem escreve ou diz algo, não se esconda atrás do anonimato, ou se encubra com a protecção das fontes. Só assim o visado ou visados numa dada afirmação se poderão defender, se for o caso limpar o seu nome e ser ressarcidos pelos danos que lhe possam ter sido causados.
Toda a minha vida falei e escrevi, o que pensava, e apenas por duas vezes, numa Reunião Geral de Alunos em Portalegre e noutra em Coimbra, durante os tempos agitados do PREC, tentaram silenciar-me, sem que no entanto tenham conseguido. Foi portanto com enorme surpresa que verifiquei, que passado trinta e três anos do 25 A ainda se pode ser censurado em Portugal.
Leram bem FUI CENSURADO no blog da nossa cidade “Câmara dos Comuns”, já lá vai mais de uma semana, deixei um comentário assinado, ao post “Ó Sô Mendes...peol menos leia!! no qual sucintamente, comentava o facto de se dar importância de Estado a um simples erro de data, aliás segundo julgo saber prontamente corrigido, e convidando ironicamente todos os infalíveis anónimos que já tinham comentado o referido post, alguns dos quais com comentários insultuosos, a formar uma lista para as próximas eleições autárquicas, que certamente traria a prosperidade ao nosso Concelho. Tal comentário NUNCA foi publicado.
Demorei a reagir, primeiro porque pensei que ainda não houvesse tempo para que o autor do blog autorizar a publicação, afinal todos temos as a nossa vida e nem sempre temos tempo para tudo, depois quando apareceu no blog o post seguinte, pensei que, apesar disso, ainda não tinha ido ver os comentários que lhe haviam chegado, depois pensei que, por uma pequena distracção, daquelas que fazem com que o Professor Mendes não tenha reparado numa data que não foi alterada, e a que todos estamos sujeitos, ainda não tivesse reparado no comentário, continuei à espera, dando sempre o benefício da dúvida, não queria acreditar, mas é afinal verdade!...
Voltou O Lápis Azul.
António Venâncio
O documentário que passou sábado à noite na RTP1, se por um lado não diz nada que todos nós não desconfiássemos, veio acrescentar algo que para mim é novidade: a institucionalização da tortura nos Estados Unidos. E mais vergonhoso se torna por se chegar ao ponto de se produzir como que um “catálogo” de torturas consoante o fim em vista com a chancela do vice-presidente e secretário da defesa, respectivamente Dick Cheney e Donald Rumsfeld..
Fala-se tanto de direitos humanos e do seu incumprimento por parte de muitos países, mas aqueles que mais apontam o dedo aos outros são os auto proclamados “campeões” da democracia e da liberdade, ou seja, os próprios Estados Unidos. Como é possível um país que se diz ser o mais evoluído, permitir que se pratiquem actos de fazer corar o próprio Marquês de Sade?
O “Táxi” transportou-nos numa inimaginável visita ao Iraque, Afeganistão e a Guantanamo
Por coincidência, estou a ler um livro sobre a ex PIDE-DGS. Autênticos meninos de coro, digo eu!
Jacinto César
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