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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Arquivo Municipal de Elvas

A semana passada andando à procura de uma coisa na Net, e como é vulgar, não a encontrei, mas encontrei outra que já nem me recordava.

Como ia dizendo, estava eu no site da Torre do Tombo, quando me apareceu pela frente uma série de documentos sobre a Inquisição, alguns dos quais provenientes de Elvas. Fiquei intrigado e quis saber o que eram. Qual não é o meu espanto quando verifico que apesar de estarem catalogados no Arquivo Nacional, fisicamente estavam guardados no Arquivo Distrital de Portalegre! A partir do momento em que encontrei referências de busca na base de dados, facilmente encontrei uma “tonelada” de documentos pertencentes a Elvas que se encontram na nossa querida capital de distrito. Aí fez-se luz e recordei-me que aqui há uns anos atrás e que penso por falta de condições, toda aquela “papelada” tinha ido parar à referida cidade.

Pois bem, acho que com a criação do Arquivo Municipal de Elvas está em boa altura de estes regressarem à nossa cidade. Mais, devem regressar os arquivos e o célebre órgão da Sé, pelo qual tanto se tem batido o nosso companheiro Zé de Mello.

Senhor Presidente Rondão de Almeida, não acha que está chegado o momento de voltar a Elvas o que a Elvas pertence? Vá lá, gaste lá uns minutinhos  do seu tempo para resolver o assunto.

Já agora que falamos em arquivos, não estaria também na altura de o governo português exigir ao governo russo a devolução dos arquivos da ex PIDE-DGS que o PCP tão solicito entregou aos seus patrões logo a seguir ao 25A? O será que alguém ainda tem medo com alguma coisa que por lá se possa encontrar? Por vezes há surpresas!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 22:30
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Três apontamentos

Por vezes há pequenas coisas que demonstram bem o país em que vivemos (o país claro está que não tem culpa)

 

1-      Hoje, à hora de almoço levei o cão a dar a volta do costume até ao jardim. No muro da Escola primária de Santa Luzia, estavam empoleirados e agarrados às grades meia dúzia de rapazes e raparigas. Até aqui tudo normal. E as “criancinhas” que estavam fazendo? Diziam tudo os que lhes vinha à cabeça a todas as pessoas que passavam. E que línguas! Passaram entretanto dois adolescentes que foram vítimas do mesmo. Estes como jovens que eram ainda responderam, mas o coro dos “diabinhos” falou mais forte e os jovens lá meteram a viola no saco e desandaram. E eu como observador. Mas que educação darão os pais àquela “espécie” de gente? Será que é assim que falam em casa? E se um dos adultos indignados entrar escola adentro e der uns acoites aos meninos? Parece que estou a ver no dia seguinte na TVI ou SIC: “Meninos de uma escola agredidos barbaramente por dizerem boa-tarde a um adulto mal disposto.”

2-      Hoje entrei nos Correios de Elvas, coisa que há um bom par de meses não fazia. Em má hora o fiz. Quatro senhoras ao balcão e só uma delas a atender o público. Não será necessário dizer o que se estava passando: montes de pessoas à espera de vez. Quero acreditar que as três restantes estariam a cumprir tarefas burocráticas, pois via-as mexer em papéis e nos computadores. E os clientes que somos todos nós qual será o nosso papel? Comer e calar, pois não vale a pena protestar. Mas será possível poder acontecer e ninguém fazer nada para mudar o rumo às coisas?

3-      A semana passada por motivos que para aqui pouco importam, tive que transferir para uma conta em Inglaterra 235£ o que dá trezentos e poucos euros. O serviço foi feito por um banco português de que sou cliente e via Net. Pois o banco cobrou-me por tal transferência 30 euros. Achei normal, pois já anteriormente tinha feito outras. Ontem à noite tive que fazer outra transferência, desta vez para a Alemanha, para a conta do meu filho que aí se encontra. Por simples curiosidade, utilizei os serviços de um banco espanhol (num balcão de Badajoz) no qual também sou cliente. A quantia era de 250€ e o processo foi idêntico: pela Net. Surpresa das surpresas: cobraram-me de comissão 5€, ou seja um sexto do que me cobrou o banco nacional. Tive que concluir que somos um país rico (sic). Assim vamos nós!

 

Claro está que estas pequenas coisas pouco importam aos portugueses e aos elvenses em particular, pois tragédia nacional foi o Porto ter perdido na Alemanha. Eu nem dormi de desgosto e ainda hoje não consegui comer bem!!!

 

Jacinto César   

 


Tasca das amoreiras às 21:48
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Very typical

Com a “morte” de Fidel Castro, Cuba jamais será igual.

Das muitas pessoas que conheço, algumas já foram a este país das Caraíbas e outros gostariam de ir enquanto o regime do Comandante estivesse vivo. Na verdade este país estagnou no tempo e é assim como visitar o “mundo” dos anos 50-60. Parece que se andou numa máquina do tempo. Acrescente-se que em termos patrimoniais e paisagísticos é fabuloso.

Uma visita a Cuba pode ter ainda outro interesse, que é in-loco, saber o que é um regime comunista, passeata que deveria ser obrigatória a todos os adeptos da ex-União Soviética. Não nos hotéis de luxo, mas sim misturados com o “povo” e viver como eles, sem usufruir das facilidades concedidas ao turistas. Cuba tem tanto de belo como de miserável.

Mas há um problema: quando o regime cair, chegará de certeza outro “Batista” vindo dos States que imporá também as suas regras apertadas e o povo ficará na mesma.

Isto tudo vem a propósito não da resignação de Fidel Castro, mas dos comentários que foram feitos a propósito pelos secretários gerais dos partidos comunistas de Portugal e de Espanha. Mas será que estes senhores ainda têm esperança que o regime soviético renasça? Cá por mim eles próprios não acreditam no que dizem, mas têm que manter as aparências para manter a fé dos mais incautos e assim manterem também os respectivos tachos.

Quando o “nosso camarada” Jerónimo de Sousa diz que ainda tem esperança na revolução cubana e que a democracia vença, o que é que ele quer na verdade dizer? Será que ele quer o mesmo para o nosso país? O homem só pode estar a delirar ou então é um grande mentiroso.

Quanto ao povo, tenho pena deles. Acredito mesmo que será o fim deles o dia em que os americanos façam de Cuba mais um dos seus estados. Metade deles emigra e a outra metade acaba por se aculturar aos cow-boys. Triste destino.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 17:13
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Esclarecimento sobre o post anterior

É com profunda tristeza que tenho que fazer este esclarecimento, pois jamais pensei que uma simples brincadeira causasse tanta polémica e as reacções que provocou.

Em primeiro lugar gostaria de referir que o post em questão não passou de uma brincadeira, e isso mesmo era referido no fim. Houve pessoas inteligentes que assim o entenderam. Outros não!

Em segundo lugar gostaria de relembrar um post anterior que tinha o título “Carta aberta aos cidadãos da minha terra”. Infelizmente aquilo que então dizia confirmou-se. O País pode estar de “pantanas”, a nossa cidade pode estar a morrer, mas ninguém se importa. O que é preciso é que este ou aquele clube ganhe ou perca. O resto pouco importa.

Estive a analisar o que escrevi nestes últimos tempos e cheguei a uma conclusão:

1-     Se se diz bem de qualquer coisa que em minha opinião a autarquia fez bem, os do “contra” fartam-se de comentar e por vezes adjectivarem-me com os mais variados epítetos.

2-     Se pelo contrário manifesto a minha insatisfação por alguma coisa que em minha opinião está mal, novo coro de comentários a protestar. Só que desta vez são os dos prós, e a adjectivação continua.

3-     Se se fala de qualquer assunto que diz respeito a todos, e que não belisque o status-quo, ninguém diz nada. Por mais importante que seja o tema.

Tem então que se concluir que a maior parte das pessoas que fazem o favor de nos lerem, se estão nas “tintas” para o que é importante. É preciso é polémica. O que é preciso é arranjar-se um “bom” motivo para descarregar a bílis e se for necessário recorrer à ofensa.

Eu por mim, continuo por cá, quer gostem ou não, e sem censuras. Convido então todos aqueles que gostam de alimentar estas questões a não virem por aqui. Ninguém os chamou ou obrigou a lerem o que não querem.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 15:51
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Afinal sempre há uma maioria absoluta

Os sportinguistas vão-me desculpar com a experiência que fiz, mas por vezes passam-nos coisas pela cabeça que nem ao diabo lembram. Eu “gosto” tanto de vocês com “gosto” dos portistas.

Ontem veio-me à ideia contar o número de visitas ao blog durante o jogo que disputou com os suíços do Basileia. Durante o tempo de jogo houve 23 visitas. Achei perfeitamente normal.

Hoje fiz exactamente a mesma contagem durante o jogo do Benfica com os alemães de Nuremberga. Eu até tenho vergonha de dizer. Zero, 0, nada, rien, nepias. Fantástico sem dúvida. Descontando umas franjas, o país é vermelho (nada de confusões).

 

Jacinto César

 

PS- Não me levem a mal, mesmo já tendo acabado o Carnaval, mas de vez em quando temos que desanuviar a cabeça com coisas tontas.


Tasca das amoreiras às 00:34
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Queres casar comigo?

Hoje em dia de S. Valentim, resolvi dedicar este texto a todos os namorados deste país.

 

PEÇA DE TEATRO em 1 ACTO

Cenário: Um qualquer restaurante em Lisboa durante o jantar de comemoração do dia dos namorados.

Intervenientes: José Maria – Bancário em serviço no Banco XPTO na Ota

                          Maria José – Funcionária de Chek-in no aeroporto Alcochete

                          Ambos moram em Lisboa em casas dos respectivos pais.

Abre-se o pano de cena.

José Maria encontra-se sentado numa mesa aguardando a chegada de Maria José de flor na mão. Entra a Maria José.

 

JM – (levantando-se e entregando a flor) Oh meu amor, muitos parabéns pelo dia! Que daqui a um ano estejamos a comemorar o dia, mas noutras circunstâncias.

MJ – (sentam-se os dois depois de uns beijos e abraços). Oh meu amor! Muito obrigado por podermos estar a jantar juntos. Mas diz-me, o que queres tu dizer com “ o daqui a um ano estarmos a comemorar este dia noutras circunstâncias?

JM – Queres casar comigo?

MJ – (emocionada) Sim, sim, sim!!! Que surpresa tão grande! Foi a melhor prenda que me podias ter dado! És um amor!

 

Segue-se um diálogo mais ou menos lamecha próprio da ocasião.

 

Até que …

 

JM – Sabes querida, sabendo que irias dizer sim, já há uns tempos que ando a namorar uma casita na Ota. Era perfeita para nós e até tem mais um quartinho pequeno para quando resolvermos ter um filho.

MJ – Oh José, como podemos nós ir viver para a Ota se eu trabalho no aeroporto? Sabes que por vezes faço serviço nocturno e quando sair tenho ainda que ir para casa que fica tão longe? Isso é quase impossível!

JM – Mas Maria, isto do casamento sempre envolve sacrifícios!

MJ – E se comprássemos a casa em Alcochete? Sempre ficava mais próxima do emprego e o que seria até bom quando tivéssemos um filho!

JM – E então tinha eu que ir e vir da Ota todos os dias? E quanto custa uma casa em Alcochete? E quem tomaria conta da criança até eu chegar a casa? Só num infantário que nos custará o couro e o cabelo! E onde vamos nós arranjar dinheiro para isto tudo?

MJ – Para mim, a Ota está fora de questão! Já viste o que é uma senhora passar umas horas em transportes públicos sozinha, sujeita a tudo e mais alguma coisa? Assim não!

 

A conversa começa a entornar-se …

 

JM – Bem, então a opção é irmos morar para casa dos meus pais em Lisboa e assim cada um só faria metade do caminho em transportes públicos!

MJ – E como queres tu que possamos fazer a nossa vida com os pais que tens e que até não gostam lá muito de mim? Fora de questão! Ainda se fossemos para casa dos meus?

JM – Eu para dos teus pais nunca. A viver naquele cubículo onde 2 pessoas já são muitas, quanto mais quatro?

 

Silêncio.

 

Passados uns minutos a meditar …

 

JM – Olha Maria José, penso que só nos resta uma solução: ficarmos como estamos e cada um continuar a viver em casa dos pais.

MJ – (soluçando) Pois é, o melhor é esquecer o casamento.

 

Continuando a jantar e de mau humor, baixa o pano.

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 00:02
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

A humildade e a arrogância.

Sócrates & Sócrates

 

Sócrates

 

Filósofo Ateniense e um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental e um dos fundadores da actual Filosofia Ocidental.

 

O Pensamento segundo Platão.

 

 Os diálogos de Platão retractam Sócrates como professor que se recusa a ter discípulos, como um homem de razão que obedece à voz divina na sua cabeça, e um homem piedoso que foi executado por causa da conveniência de seu próprio Estado.

O julgamento e a execução de Sócrates foram momentos importantes na sua vida e são eventos centrais da obra de Platão. Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação (beber o veneno chamado cicuta) se tivesse desistido da filosofia. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos. A razão para sua cooperação com o Estado e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton.

Sócrates sempre dizia que sua sabedoria era limitada á sua própria ignorância (Só sei que nada sei.). Ele acreditava que os actos errados eram consequência da própria ignorância. Nunca proclamou ser sábio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates

 

Sócrates

 

Político Portugês, primeiro-ministro de Portugal desde 12 de Março de 2005, e secretário-geral do Partido Socialista desde Setembro de 2004. No segundo semestre de 2007 assume, por inerência, a presidência rotativa do Conselho da União Europeia

José Sócrates é licenciado em Engenharia Civil pela Universidade Independente (Lisboa, 1996) e frequentou o mestrado em gestão de empresas do ISCTE (Lisboa); possui ainda o curso de Engenharia Sanitária para engenheiros municipais na Escola Nacional de Saúde Pública.

É divorciado e pai de dois filhos. É também agnóstico. Em Março de 2007, a licenciatura de José Sócrates em Engenharia Civil, obtida na Universidade Independente, foi posta em causa,[2] bem como o uso do título engenheiro quando ainda era engenheiro técnico[3] ou sendo apenas licenciado em engenharia.

A 9 de Abril de 2007, o ministro Mariano Gago anuncia o encerramento compulsivo provisório por dez dias úteis, em que os responsáveis da universidade devem demonstrar a sua capacidade para a continuação das actividades lectivas, caso o não consigam, a universidade será extinta e os alunos transferidos para outras universidades públicas e privadas.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_S%C3%B3crates

 

 O pensamento segundo o próprio

A consolidação das contas públicas tem sido feita a um ritmo superior ao previsto no próprio Programa de Estabilidade e Crescimento. Tanto assim é que anteciparemos num ano a saída da situação de défice excessivo. Quem não percebe a importância deste facto para a credibilidade internacional doPaís, para o rating da República, para a confiança da economia e para a atracção de investimento; quem demagogicamente alega que as pessoas «não comem» défice e dívida, o que faz é a pôr a nu o seu próprio e enorme défice – o défice de responsabilidade política, de sentido de Estado e de compreensão da realidade. Porque a realidade é que défices excessivos ameaçam os fundos comunitários, ameaçam o investimento, ameaçam as taxas de juro, ameaçam a confiança e ameaçam, sobretudo, as condições de vida dos portugueses.

(José Sócraes, apresentação do orçamento 2008)

Os resultados da política educativa são indesmentíveis são também evidentes as melhorias nas condições de trabalho e carreira dos professores Bem sei que há quem procure desvalorizar estes resultados. Mas entendo que faz muito mal.

(José Sócraes, Debate da Educação)

Estamos hoje muito mais bem preparados do que há um ano atrás Introduzimos alterações profundas na vida nacional.

 Tivemos a coragem de fazer reformas estruturais que há muito todos exigiam mas que nunca tinham sido feitas. Mas quero dizer-vos que estou absolutamente certo de que essas mudanças vão permitir, já no próximo ano que se avizinha, colocar Portugal no caminho do crescimento, do emprego e do desenvolvimento, sempre com mais justiça social.

 

(José Sócraes, Mednsagem de Natal)

 

Em jeito de conclusão

 

A partilha do nome “Sócrates”, longe de aproximar os homens, faz sobressair as diferenças.

De notar a vasta sabedoria do primeiro, reconhecidamente um pensador, com a humildade de nunca querer ser “mestre”, antes remetendo sempre para seus mestres todos os pensamentos produzidos, nunca tendo pretensão de querer influênciar a história, e, no entanto, deixando nesta uma marca positiva que é reconhecida ao fim de mais de dois milénios.

Ao segundo não lhe são reconhecidos grandes feitos no campo do conhecimento, no entanto “os conhecimentos” fizeram-no singrar na política. Hábil na arte de iludir, conquistou primeiro uma concelhia, em seguida uma distrital, depois, com a colaboração preciosa de um Presidente da República, a direcção de um partido, para finalmente, num jogo ardiloso de promessas a não cumprir, se guindar à governação do País, levando “no engano” a maioria dos votantes. Com o objectivo claro de inscrever o seu nome na história, faz de cada discurso um auto-elogio, numa permanente campanha de promoção da imagem. Refuta qualquer sugestão ou critica, com a arrogância de quem, com uma visão limitada, considera que o mundo acaba onde a sua vista alcança e que a única verdade é a sua verdade. Se a história o recordar, não será de forma positiva. E certamente, por mais esforços de autopromoção que faça, dentro de dois milénios não restará um único traço da sua nem no País, quanto mais no mundo.

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 22:07
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Premonições

Aqui há uns anos atrás, estava lendo um jornal e chamou-me à atenção uma notícia que dizia mais ou menos o seguinte: … ultimamente tornou-se quase impossível as famílias darem um passeio nocturno no Rossio (em Lisboa) sem que alguém as assalte …. O jornal era o “Elvense”, datado do princípio do século XX e despachada pelo seu correspondente em Lisboa.

Pensei eu que tal notícia só podia ser de um bruxo que adivinhava o que se iria passar um século depois.

 

Toda a gente já ouviu falar de Fernando Pessoa, muitos já o leram, e bem poucos conhecem uma frase proferida por ele (eu também só tive conhecimento dela por um mero acaso).

Dizia então o Poeta nos finais da 1ª República a propósito do “festim democrático” que então se vivia denunciando o estilo do regime e dos políticos: … o sr. Afonso Costa… Aquilo é que era uma besta! … sinistro chefe de regimentos de ladrões … Não podendo fazer mais nada, é homem para mandar assassinar. Tudo depende do seu grau de indignação. Afonso Costa é o perfeito tipo de salteador político. O seu partido é as fezes da República … Afonso Costa é um dos maiores bandidos que têm aparecido à superfície da política lusitana.

 

Bem, se mudarmos o nome às bestas, podemos chegar à conclusão que o poeta além de ser dos maiores também tinha podres premonitórios. Quanto aos nomes, cada um escolha o que quiser pois não faltarão por aí candidatos.

 

PS- As frases em itálico foram retiradas do texto de intervenção “A oligarquia das bestas”

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 00:56
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Carta aberta aos cidadãos da Minha Terra

É com muita mágoa que vos escrevo, mas o que tem que ser feito tem muita força. Não vos escrevo no sentido de apontar o dedo acusador, mas simplesmente para desabafar. Eu explico.

Não sei se por motivos genéticos ou por tradição, sempre cultivámos em Elvas o “desporto” da maledicência e da má-língua. Tudo serve para dizer mal: se se fez foi porque se fez, se não se fez foi porque não se fez, ou seja morto por ter cão, morto por não o ter.

Vem isto a propósito da intervenção cívica que os cidadãos deveriam ter e não tem. É bom não confundir intervenção cívica com política. De facto sinto que a grande maioria se mantém alheada do que se passa à nossa volta. Tudo tem acontecido na nossa cidade e a maioria mantém-se silenciosa. Basta vermos as notícias das televisões para verificarmos que por qualquer “maldade” que se faça em qualquer lado, o povo vem para a rua, manifesta o seu desagrado e se for necessário vai de “passeio” até à capital fazer barulho. E aqui? Quantas vezes o povo saiu à rua? Que me lembre duas vezes: uma há uns anos atrás por causa do hospital e outra de apoio à causa de Timor. Mas será que não se passou nada de grave na nossa cidade nestes últimos anos que não merecesse uma manifestação pública de desagrado? Certamente que sim! E que fizemos nós? NADA!

Já uma vez aqui o disse e volto a repetir: nunca tive pretensões políticas, não as tenho e só se já estiver com arteriosclerose ou meio maluco é que as terei, mas isso não me impede de intervir da maneira que estiver ao meu alcance. Disso nunca abdicarei.

Poderemos dizer mal, mas sempre dando soluções alternativas e não dizer mal sem saber porquê. Hoje é vulgar ouvir dizer que Elvas deveria ser espanhola, ou mesmo, que Portugal deveria ser parte de Espanha. Pior, é vulgar ouvir-se dizer que se tem vergonha de ser elvense ou português. Nós não temos que ter vergonha de ser de Elvas e ser portugueses, mas sim contribuirmos para uma Elvas melhor e um Portugal melhor. Basta de assobiarmos para o lado e fingir que não vimos nada e que não é nada connosco.

Faço daqui um apelo a todos, mas mesmo todos, que comecemos a olhar com olhos de ver o que está mal, mas também o que está bem. Lutemos para sermos melhores, não só como cidadãos, mas como pessoas. É o nosso dever e a nossa obrigação.

 

Jacinto César

 

PS- Este meu escrito nada tem a ver com politiquices, porque destas estou farto até aos cabelos


Tasca das amoreiras às 15:47
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Elvas

Exmo. Sr. Presidente

 

Sei ou penso saber que esta missiva irá cair em saco roto, mas no entanto arrisco.

Como em tudo na vida, há sempre quem concorde e outros que discordam. Dantes, só os concordantes podiam manifestar as suas ideias em voz alta, mas de há uns anos atrás as coisas mudaram (?). Não lhe escrevo para concordar ou discordar de algo, mas tão só para fazer uma sugestão que certamente será polémica, mas é a minha opinião.

Passo quase todos os dias na actual Praça D. Sancho II e olho com tristeza a estátua do conquistador da nossa cidade meia escondida e de tamanho tão pequeno em relação à imensidão da referida praça. Quem é que se digna olhar para tal, quando a grandiosidade dos Arcos das Amoreiras estão ali tão próximo? Duvido que algum turista alguma vez lhe tenha tirado uma fotografia ou olhado para ela. No entanto ela representa alguém, que se não tivesse feito o que fez, nós se calhar não existiríamos.

Por sua vez, a Fonte da Misericórdia está implantada no local que não lhe corresponde e tapada por uma dúzia de árvores.

 

O que lhe queria propor era o seguinte:

1- Que a fonte da Misericórdia voltasse ao local de origem em substituição do lago (grande mamarracho) no largo do mesmo nome;

2- Que a estátua do D. Sancho II ocupasse o lugar da fonte e a praça tivesse o nome deste; (aqui o tamanho da estátua seria de certeza proporcional ao tamanho da praça)

3- Que a actual Praça D. Sancho II recebesse o nome de 25 de Abril e aí se se quisesse, então, se construiria um monumento dedicado à data;

4- Que se deitasse abaixo o monumento (ou espécie de monumento) junto da Cadeia de Elvas. É uma vergonha!

5- Por último, com o aproximar do ano em que se comemora os 500 anos de cidade, seria de bom-tom lembrar condignamente o sempre esquecido D. Manuel II. (porque não no centro do tabuleiro da Praça da República?)   

 

Não tenho a veleidade de esta minha proposta seja consensual, mas também acredito que não provocaria nenhum escândalo.

 

Os meus cumprimentos

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 18:58
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