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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Informação ou Contra-Informação?

De há uns tempos a esta parte vejo muito pouco televisão! Vou vendo o meu “joguito de bola”, um ou outro filme já fora de horas e alguns programas de informação. Salvo o Jornal das 9 da SIC-Notícias e o Jornal das 10 da RTP2 que vão passando umas notícias mais ou menos isentas, tudo o resto é lixo (para mim, claro está). Ontem, depois de ter aqui escrito um desabafo sobre a comunicação social inglesa, obrigatoriamente pensei no que se passa por cá e lembrei-me de dois episódios, cada qual a merecer uma crítica e julgamento diferentes.

Episódio 1

Aqui há 3 ou 4 anos atrás, um determinado dia que não recordo, foi notícia de abertura do telejornal da SIC a descida de Portugal no ranking dos países mais ricos do mundo, de 27º para 28º, tendo sido ultrapassado por um outro país qualquer. Se tivesse descido 10 ou 20 lugares teria ficado preocupado. Mas como foi um lugar, não me tirou o sono.

Quis o destino que por um feliz acaso, um ano depois estando a ver as notícias na SIC, o telejornal noticiava a subida de um lugar no ranking atrás referido, ou seja, de 28º para 27º. Se a anterior não me tirou o sono como disse, esta não me deixou eufórico como não podia deixar de ser.

Se já afirmei atrás que nenhuma das duas notícias me perturbou nem pela negativa nem pela positiva, porque as estou eu a contar? Pelo simples facto, que a primeira foi notícia de abertura e a segunda passou naquele rodapé azul que vai passando no ecrã.

Moral da história: somos um país de masoquistas em que só o mau é que é notícia e tudo o resto pouco importa (veja-se o caso do acidente na A-23 em que todas os canais de televisão fizeram edições especiais umas atrás das outras). Jornal que não traga na 1ª página escândalo ou tragédia não vende. Somos assim!

Episódio 2

Aqui há uns quantos anos atrás, estando a ver as notícias (penso ter sido na RTP1), foi afirmado que Portugal era o país da Europa que mais álcool consumia. Devo ter pensado na altura que éramos um país de “borracholas”. Quando os programas de televisão são “impróprios para consumo” faço aquilo que muita gente faz, e a que se dá o nome de “zapping”. Passando de canal em canal, fui parar às notícias da TVE1. Qual não é o meu espanto quando ouvi exactamente a mesma notícia que a RTP1 tinha passado, só que com uma ligeira diferença: aí era referido que o país com maior número de “esponjas” era a Espanha. O que vou dizer de seguida pode parecer anedota, que estou maluco ou que sou um mentiroso compulsivo. Acreditem se quiserem, mas garanto-vos que é a verdade! Continuando no meu “zapping” fui dar de caras com as notícias do canal TG1 italiano. “Porra”, não é que vou ouvir pela 3ª vez a mesma notícia? Ora adivinhem lá qual era o país com maior número de “borrachos”? Ainda não? Então eu digo: a Itália! Só não tive um enfarte porque tenho o coração em “bom estado”.

Moral da história: o povo é manipulado e os órgãos de comunicação são uns manipuladores (A mando de quem? Será que desta vez adivinharam?).

No meio disto tudo, salve-se quem puder! Eu cá já comprei uma bóia para não morrer afogado em tanta m….!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:52
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

A propósito de … Inglaterra e os ingleses

Antes de contar a história, gostaria de dizer previamente, que nada me move contra este país e os seus cidadãos (a não ser quando nos baralham as contas no futebol). Mas manda-me a verdade acrescentar que também não nutro uma especial simpatia por ambos. Vamos então à história!

Um pobre brasileiro subia tranquilamente as escadas do metropolitano. Quando chegou à rua quis o destino que um polícia o achasse parecido com um “perigoso terrorista”. Depois de ser interpelado, interrogado e mal tratado (leia-se espancado) acabou por fugir como qualquer um de nós faria. Em má hora o fez, pois mais polícias chegaram e a perseguição começou. Foi apanhado e abatido (leia-se assassinado) no local. Assim, nem ai nem ui. O pobre estará hoje onde quer que esteja a “pensar” que há dias em que não se pode sair de casa. Os valentes polícias logo foram desculpados pois o homem era “perigoso” e não tinham feito mais que o seu dever. Para azar destes últimos, lá apareceu uma organização que resolveu pedir contas à justiça e esta a tarde e más horas lá se fez, para desgosto da “benemérita” .

Ora isto não se passou em Portugal, mas em terras de Sua Majestade.

Que diriam os jornais ingleses se o caso se tivesse passado no nosso país? Que seriamos no mínimo um povo bárbaro.

Isto tudo vem a propósito da comunicação social inglesa e o caso do desaparecimento (?) misterioso da Maddie. O que tenho lido e ouvido nestes últimos tempos sobre Portugal e os portugueses tem-me deixado atónito. Então não é que somos um país de tontos comedores compulsivos de sardinhas? Não é que somos um país de pacóvios com uma polícia a condizer? Não é que temos órgãos de comunicação social de terceiro mundo? Que somos feios porcos e maus (onde é que já ouvi isto?)?

Pergunto agora eu: se somos assim tão maus o que vêm eles para cá fazer? E estou a falar daqueles (que não têm culpa do que por lá se diz) que vieram para cá viver e não aos turistas. Fazendo fé no que os tablóides dizem, leva-me a concluir que os seus conterrâneos que resolveram vir viver entre nós são masoquistas!

Em Portugal e com que eu saiba há nestes últimos anos sete casos de crianças desaparecidas sem resolução (o que para mim são muitíssimos). E em Inglaterra? Pelo que tenho lido nem eles próprios têm a certeza de quantos são! Não é que este facto me deixe orgulhoso de, por cá as coisas serem diferentes para melhor, mas não será que quem tem telhados de vidro não deveria atirar pedras?

Pobres das crianças que são a vítimas! A mim, resta-me a consolação de não ser inglês nem viver em Inglaterra!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 03:59
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Rotulagem

A noticia do dia, na área da prevenção rodoviária, é a criação de mais um dístico.
Analisado descuidadamente, até parece uma boa ideia, sabermos se o condutor que se aproxima é bom ou mau condutor, para podermos tomar as devidas precauções, no entanto pensando melhor não lhe vejo grandes vantagens e todo o sistema proposto em linhas gerais é tão incoerente e injusto que só pode resultar num novo motivo de caça à multa, sem qualquer efeito prático na redução de acidentes.
Analisemos algumas das vertentes do projecto:
-         Em primeiro lugar, penso ser bom principio considerar que todos os outros condutores que connosco se cruzam na estrada são maus condutores, ou pelo menos vão distraídos naquele momento, independentemente da etiqueta que tenham (para quem, como eu, anda muitas vezes de moto, isto é uma regra de sobrevivência) e não pensem que me excluo, porque eu próprio cometo os meus erros, embora tente evitá-los, e também me distraio.
-         Em segundo lugar qual o tamanho do dístico a colocar?...É que se o mesmo for muito pequeno não tem qualquer visibilidade e portanto só serve mesmo para a caça à multa, se for muito grande, lá se vão os milhões de euros gastos em investigação pelas empresas do ramo automóvel na área do desine para aumentar a área envidraçada, contribuindo desta forma para o aumento da visibilidade do condutor, e para a segurança passiva do veículo (podemos estar a colocar uma mancha verde no campo de visão de um “bom condutor”, que de um momento para o outro se torna “mau condutor” porque não viu alguém que entrou da esquerda numa rotunda ou se atravessou na passadeira por trás dessa mancha).Já agora qual o local para colocação do dístico nos velocípedes, ciclomotores e motociclos?
-         Em terceiro lugar parte do princípio que um veículo é conduzido apenas por um condutor, se não vejamos numa família com apenas três pessoas e um automóvel o que pode se passar ao longo do dia o pai pega no carro da família logo pela manhã (partamos do princípio que é mau condutor) cola o dístico vermelho, passado uma hora chega a casa descola o dístico, a mãe que necessita ir às compras (teve no mês passado um pequeno toque), coloca o dístico laranja e segue para a cidade, volta para o almoço e retira o dístico, depois de almoço, o filho, que tirou a cara há uma semana, pede o carro pela segunda vez para ir à universidade pagar as propinas, como ainda não bateu coloca o seu dístico verde. Estamos a partir do princípio que cada um só pega no carro uma vez por dia, mas a realidade pode ser outra bem mais complexa. Claro que há uma fábrica de autocolantes que se vai encher de dinheiro só para fazer os dísticos, certamente homologados, que esta família vai ter que colar e descolar do pára-brisas do carro sempre que mude o condutor. Para os Senhores Ministros isto não é problema, para começar o carro é do estado e os motoristas também, e provavelmente vão até ficar isentos de dístico, como estão isentos de muitas outras coisas, e carros particulares, como o ordenado permite, têm certamente um (ou quem sabe mais do que um) para cada membro da família.
 
Finalmente o critério de atribuição de dísticos merece uma análise mais profunda por completamente injusto:
-         Em primeiro lugar considera como “bom condutor” todo aquele que tenha acabado de tirar a carta e ainda não tenha tido um acidente, embora as estatísticas mostrem que é nos primeiros três a quatro anos de carta que se verificam o maior número de acidentes.
-         Em segundo lugar comparemos estas duas situações um condutor faz cinco mil quilómetros por ano, tem um acidente ao fim de cinco anos com culpa, e volta a ter outro ao fim de outros cinco também com culpa. Este condutor, nos dez anos, percorreu cinquenta mil quilómetro e teve dois acidentes deverá ter usado o dístico verde durante sete anos aproximadamente e o laranja durante três. Outro condutor, percorre por ano cinquenta mil quilómetros tem um acidente com culpa ao fim de três anos outro ao fim de cinco, outro ao fim de sete e outro afim de nove. Este homem percorreu nestes dez anos quinhentos mil quilómetros, terá usado o dístico verde apenas durante três anos, o laranja durante seis anos e finalmente um ano com dístico vermelho. Mas afinal qual destes homens é pior condutor?...
           O primeiro provoca em média um acidente por cada vinte cinco mil quilómetros
O segundo provoca em média um acidente por cada cento e vinte cinco mil quilómetros.
-         Em terceiro lugar tenho uma certa dificuldade em saber como e a quem serão atribuídos os dísticos relativos aos muitos acidentes provocados pelo mau estado da sinalização das nossas estradas.
-         Também não sei qual o critério para a colocação do respectivo dístico aos peões, que atravessando fora das passadeiras e com os semáforos fechados provocam parte significativa dos atropelamentos.
Concluindo, neste afã de rotulagem, convém respeitar as regras fundamentais que exigem que o rótulo esteja de acordo com o conteúdo, o que, pelo que acima se expõe não me parece ser bem o caso.
 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 19:36
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

A propósito de … Portalegre

Há uns tempos aqui atrás escrevi aqui um apontamento sobre Portalegre e sobre a influência negativa que tem em Elvas. Dizia eu então que muitos dos problemas que aqui se vivem se devem à atitude prepotente da capital do distrito sobre a nossa cidade. Nada tenho contra a cidade que não é culpada de alguns filhos que tem, mas a verdade é que tudo aí se tem feito para prejudicar a nossa. É assim como uma espécie de “macaco” que coça só para dentro. Mas enfim, quem tem o poder exerce-o, e normalmente a seu favor!

Qual não é o meu espanto quando aqui há uns dias atrás li uma notícia em que o presidente da edilidade portalegrense se queixava muito pesaroso de irem (leia-se governo central) retirar-lhe as direcções distritais dos vários serviços centrais e distribui-los por Évora e Beja. Coitado, fiquei com pena do homem. Estava furibundo e desolado. Lá se iam perder umas centenas de postos de trabalho, e daqueles que têm um poder de compra grande, a favor de outras cidades.

Aqui que ninguém nos ouve, tenho que confessar que me ri baixinho. Não quero de modo algum mal às pessoas que vão ser deslocadas, mas obrigatoriamente tenho que me lembrar das centenas de elvenses que o foram também em virtude do encerramento de vários organismos aqui em Elvas. Penso não ser necessário estar a enumerá-los.    

A sabedoria popular é muito grande e tem sempre um provérbio que se adapta a todas as situações. Aqui, é caso para se aplicar aquele que diz “ Quem com ferro mata, com ferro morre”.

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:09
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