Elvas sempre em primeiro

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Domingo, 19 de Agosto de 2007

A propósito de... Estou farto!

Hoje é Domingo e não me apetece escrever, ou seja, não me apetece nada.

E não me apetece nada porque estou farto!

Estou farto do governo e da oposição, estou farto da política e dos políticos, estou farto dos pseudo-políticos e daqueles que o querem ser.

Estou farto!

Farto dos polícias e dos ladrões, farto de contribuir e dos que não contribuem para nada, farto dos que falam demais e dos que calam.

Estou farto!

Estou farto dos ladrões e daqueles que se deixam roubar sem nada fazer, farto dos mentirosos e dos que calam a verdade.

Estou farto!

Estou farto da televisão e dos jornais e farto daqueles que podiam falar mas que se calam. Estou farto dos cobardes e dos valentes que não lutam.

Estou farto!

Estou farto de tudo, mas se pensam que estou fardo da vida, desenganem-se pois amanhã cá estarei de novo. Se acordar vivo, claro!

Jacinto César  

Tasca das amoreiras às 00:23
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Sábado, 18 de Agosto de 2007

A propósito de ... Ainda Elvas e a UNESCO

Há dois dias atrás quando escrevi sobre a candidatura do conjunto amuralhado e fortes de Elvas e sobre o centro histórico da nossa cidade, falhou-me a arquitectura religiosa.

É inegável que Elvas está dotada de um conjunto de edifícios religiosos que todos nós apreciamos e que são de uma beleza apreciável como é o caso da Igreja de S. Domingos e respectivo convento, a Igreja de N. Sr.ª da Assunção (antiga Sé), passando pela beleza da talha dourada da Igreja dos Terceiros e dos mosaicos do Convento de Stª Clara, à rara arquitectura da Igreja das Dominicanas entre outras. Acredito mesmo que não haverá em Portugal e proporcionalmente, cidade com maior conjunto deste tipo de arquitectura e de qualidade.

Anteriormente tinha afirmado que o Centro Histórico de Elvas jamais poderia ser candidata a Património da Humanidade, e mesmo acrescentando o que atrás disse, continuo a afirmá-lo.

Senão vejamos: que não viu já, quanto mais não seja pela televisão ou fotografias a cidade de Milão em Itália com o seu centro histórico e a sua famosíssima Catedral? Quem é que não ouviu já falar da belíssima cidade de Antuérpia e respectivo porto e fortalezas na Bélgica? E do belíssimo centro histórico de Zagreb na Croácia com a sua magnífica Catedral? E os centros de Gerona e Saragoça em Espanha? E da extraordinária cidade de Luzerna na Suíça e a sua famosa ponte coberta de madeira? E que dizer das cidades coloniais de Mérida e Valladolid no México?

Pois é, estas são algumas das cidades que conheço e que me vieram agora á memória, e que não são Património Mundial. Não acreditam, então vão verificar isso em http://whc.unesco.org/. Até parece mentira, mas é verdade.

E aonde quero eu chegar com o que disse: jamais o Centro Histórico de Elvas poderia fazer parte dessa lista tão restrita e exigente (?).

Tal como disse anteriormente, já com as muralhas e fortes é diferente, pois continuo a reafirmar que são um conjunto inédito em todo o mundo. O problema é lá chegar.

Conheço algumas das pessoas ligadas ao dossier e não vou aqui discutir a sua competência. Mas como em tudo na vida é necessário ter amigos e padrinhos, e aí já tenho as minhas dúvidas. Se não houver empenhamento e vontade política do poder central, bem podem ficar sentados á espera da decisão, pois ela nunca irá chegar! É por isso que digo e continuarei a dizer que só com a união de todas as forças locais se poderá lá chegar, coisa em que tão pouco acredito, pois a clubite política o impede!

Como tal, continue a guerrilha! Assim vamos longe.

Jacinto César  

Tasca das amoreiras às 01:04
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Se bem me lembro… Informação ou contra informação

Há cerca de dois anos atrás (mais coisa menos coisa) reparei e fiquei um pouco confundido com um facto que ainda hoje me continua a confundir.

Todos nós mais ou menos ouvimos os telejornais das nossa televisões e de certeza que todos também já ouviram e se calhar não poucas vezes umas notícias do seguinte género: existem em Portugal 2 milhões e setecentas mil pessoas que têm problemas cardíacos. Se as ouvirmos isoladamente ou não ligarmos muito ao assunto, a notícia passa e nunca mais nos lembramos de tal coisa. Acontece que a coisa me chamou à atenção porque de vez em quando lá saía mais uma notícia alarmista acerca de outra coisa qualquer.

Como é vulgar jantar à hora do telejornal, resolvi ter na mesa onde como um bloco de notas onde ia apontando os dados que forneciam, o dia e o canal que dava a notícia. Pois bem, ao fim de aproximadamente dois meses já tinha contabilizado o seguinte:

- 2700000 pessoas em Portugal têm problemas de coração e vasculares

- 1350000 sofrem de diabetes

- 800000 são homossexuais

- 600000 sofrem de doenças reumáticas

- 130000 sofre de SIDA

- 2000000 de pessoas são alcoólicas

- + de 2500000 de pessoas têm depressões nervosas

- 70000 sofre de doenças mentais

- 700000 pessoas têm ou tiveram tumores malignos

- 800000 são toxicodependentes

… …

Bem, já estou cansado de copiar números, mas a soma a que cheguei é de aproximadamente 20 milhões. Cansei-me também de tomar notas e pensei: somos cerca de 10 milhões de habitantes em Portugal. Se destes 10 retirarmos cerca de 2 milhões de crianças e jovens, sobram 8 milhões. Se dividirmos os cerca de 20 milhões pelos 8 milhões dá 2,5. Então é assim: cada português adulto tem em média 2,5 doenças ou “defeitos”. Porra que é demais: somos mesmo muito doentes. Mas depois ainda me passou pela cabeça outra coisa: a minha família próxima são cerca de 20 e segundo o que sei deles ao todo terão 5 doenças das mencionadas e os restantes 15 não sofrem de nada (por enquanto). Quer isto dizer que haverá pelo menos outras 15 pessoas que têm não 2,5 doenças, mas 5 doenças. Chiça que é demais!

Os números que forneço como é óbvio não foram contabilizados por mim mas pelas televisões e como tal dou-os como correctos (?).

Das duas uma: ou os portugueses estão todos doentes e como tal Portugal está doente ou então a informação dada não passa de contra informação. Escolham e entretanto desejo-vos as melhoras.

Jacinto César  

Tasca das amoreiras às 01:09
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

A propósito de ... Elvas e a sua candidatura a património da humanidade.

Tem sido um tema bastante discutido nestes últimos tempos em Elvas e como tal na blogosfera elvense.

As questões que se têm levantado são fundamentalmente duas: a viabilidade e o plano de acção.

Falemos da viabilidade de Elvas (conjunto amuralhado e fortes) fazer parte dessa lista restrita que é a “World cultural and natural heritage”, mais conhecida por Sítios Património da Humanidade da UNESCO. Para se ter esse privilégio é necessário entre outros atributos que o sítio tenha um valor universal indiscutível, que seja um sítio autêntico e genuíno e de um grande valor histórico (estou somente a referir-me aos sítios ditos culturais). Vamos então analisar a situação de Elvas.

Por felicidade minha conheço umas largas dezenas de sítios Património Mundial (PM daqui para a frente) em muitos lugares do mundo o que é um privilégio. Esses sítios são na sua totalidade 660 (culturais) e distribuídos por 141 países. Se há muitos que não merecem a mínima discussão dado o seu valor, outros há que são muito discutíveis, a não ser que alguma das condições (que desconheço) para se fazer parte da referida lista seja o interesse político e estratégico. Mas continuemos.

Elvas e o seu centro histórico e sendo muito franco, nunca poderiam figurar em dita lista e isso porque do tipo de centro histórico de que se trata há dezenas, para não falar em centenas espalhados por essa Europa fora. Ora estava fora de questão, mesmo para aqueles que pensam que a culpa foi das alterações produzidas ao longo dos anos no tecido urbano. Quero eu dizer com isto que a primeira tentativa que se fez aqui há uns anos atrás estava morta à nascença. Quem tiver dúvidas acerca do assunto consulte as pessoas entendidas na matéria que há aqui em Elvas. Um caso típico de que essas alterações desde que feitas com razoabilidade é Berna na Suíça, onde no centro histórico convivem de uma forma harmoniosa o antigo e o moderno, e esta cidade é PM.

Se falarmos agora no conjunto amuralhado e respectivos fortes, aí a história é outra. Pelo que conheço pessoalmente e pelo que tenho lido, este conjunto é com certeza único no mundo e como tal um valor universal. É um conjunto autêntico e de grande valor histórico e num estado de conservação bom. Perante estas premissas, não nos podem restar dúvidas que não só merecem fazer parte da lista privilegiada como já deviam constar dela há muito tempo. Posso referir sítios de menor valor (falando de fortificações) como as fortificações de Havana em Cuba, as fortificações de Carcassonne em França, as fortificações de Buda em Budapeste na Hungria entre outras. E quanto a isto estamos conversados!

Falando agora dos processos de candidatura. Relativamente á primeira tentativa já fala-mos. Deu para o torto porque houve a ambição de candidatar o que não fazia sentido. Foi um erro de avaliação. Mas quanto a isso já nada se pode fazer.

Em relação à actual candidatura só tenho uma reserva: será útil ou não concorrermos sós ou acompanhados? Eu não sei, mas vamos ter esperança que tudo corra pelo melhor para todos nos podermos orgulhar da cidade em que vivemos.

Nota final – Esta nota destina-se a todos aqueles que estão a fazer força para que a coisa corra mal e depois tirarem dividendos políticos. Porra (como dizem os alentejanos), mas será possível que nem pelo bem comum se possam esquecer da merda da política? Mas que raio de elvenses somos nós? Mas que raio de pessoas somos para desejar mal à nossa terra. Por favor tenham juízo e guardem essas guerrilhas para coisas de somenos importância. Por favor portem-se como HOMENS já que as atitudes são de crianças. (desculpem o desabafo)

Para os outros que têm colocado comentários sobre o assunto noutros blogs elvenses, mais valiam estar calados porque assim só estão a mostrar a ignorância que carregam!

PS: O sítios património cultural e natural da humanidade foram criados em Genebra numa conferência patrocinada pala UMESCO em Novembro de 1973 depois de uma ideia surgida após a 1ª Guerra Mundial com a finalidade de se proteger aquilo que era importante para a humanidade e para a sua história. Fazem parte actualmente da lista da UNESCO 851 sítios, sendo que 660 são culturais, 166 naturais e 23 mistos distribuídos por 141 países.

 

Jacinto César

Tasca das amoreiras às 02:22
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

A propósito de … S. MATEUS


O assunto que me leva hoje a escrever sei que é polémico e que divide a população de Elvas, mas mesmo assim vou arriscar. Trata-se do S. Mateus e da data da celebração da festa que reúne anualmente todos os elvenses.

Em minha opinião esta deveria ser antecipada de um mês, ou seja, para 20 de Agosto. Mas vamos por partes:

1-      Diz-nos o calendário que o dia 21 de Setembro se comemora o dia de S. Mateus. Esta data comemora-se há muitos séculos e isto desde que a Santa Sé instituiu para cada dia do ano o nome de um Santo. A tradição é a tradição e quanto a isso nada a fazer.

2-      O dia de S. Mateus celebra-se há muitos anos na nossa cidade por um motivo fundamental: representava o final de um ano agrícola e o inicio do seguinte. Era por estes dias que quem vivia no campo vinha à cidade fazer as compras do ano, como as botas novas, o casaco e as calças e todos os artigos que não conseguia produzir. Aproveitava-se também para negociar o gado. Estes dias eram como que as nossas férias actuais só que mais curtas, e isto se o patrão estivesse de boa maré! Deslocavam-se para Elvas nos tradicionais carros de canudo que lhes servia de residência. Os bailaricos eram também o prato forte. Estas eram portanto as tradições, mas que devido aos avanços do tempo se foram alterando.

3-      Em relação ao ano agrícola estamos conversados pois as alterações foram radicais e como tal a tradição perdeu-se. Quanto ao facto de os agricultores virem fazer as suas compras anuais já foi. As coisas mudaram e hoje aí estão os imponentes hipermercados a venderem tudo os que as pessoas necessitam (e não necessitam) desde manhã à noite incluindo sábados, domingos e feriados. Lá se foi a tradição!

4-      Tal como atrás disse as pessoas deslocavam-se nos belos carros de canudo. Depois passaram a vir de autocarro (lembro-me de nas proximidades do parque da Piedade haver uma sementeira de placas que anunciavam o destino dos autocarros da Setubalense e na parte lateral da igreja lá estava o velho autocarro branco dos Painhos pronto para nos trazer e levar para o centro da cidade). Chegavam às dezenas de todos os lados. Havia que trouxesse a trouxa atrás e passasse aqueles dias festivos na mata da Piedade. Pois bem, a tradição também se perdeu. Dos que vinham para ficar, restaram os Camponeses (Campomaiorenses) que vêm armados de tendas e caravanas e de toda a mobília atrás

Estas eram as tradições e como elas se perderam. Falemos agora de coisas mais práticas:

1-      Até ao 25A as aulas da miudagem começavam sempre no 1º dia útil a seguir ao 5 de Outubro. Hoje as mesmas aulas começam a 17 de Setembro e com tendência a começarem ainda mais cedo. Ora se a festa era para a rapaziada e para os pais, como é que se conseguem conciliar as duas coisa?

2-      Cada vez mais as pessoas fazem as férias em Agosto precisamente por causa das férias dos filhos. Então não seria juntar o útil ao agradável, ao termos as festa a coincidir com as férias?

3-      As festas, tanto as religiosas como as pagãs, sempre estiveram condicionadas pelo número de visitantes e do vil metal que aqui deixavam. Quando há menos gente, é a bandeja da igreja que se recente, são os comerciante que se recente, o aluguer dos terrenos a descer, etc. Ora o inverso é verdadeiro ou não?

4-      Os caprichos meteorológicos: como é sabido nessa altura do ano o S. Pedro é pródigo em pregar umas partidas e com as respectivas consequências. Ou não é assim?

Ora bem, se as tradições já não são o que foram, se tudo se modernizou nas nossas vidas, então porque não antecipar num mês as Festas da Cidade, as do Senhor Jesus da Piedade e do S. Mateus?

Exmos. Senhores da Mesa da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, porque não pensarem no assunto, ou será que são tradicionalistas que os impedem de ver as coisas como são? Lembre-se que até há pouco tempo o sacerdote rezava a missa virado para o Senhor e agora o faz de costas para Ele. Como vêm até aqui as coisa mudaram.

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas, presumo que para o senhor tanto se lhe dá que seja numa data como noutra deste que o “povo” esteja contente. Pois bem, se se gasta tanto dinheiro para tudo e para nada, promova um REFERENDO Municipal que a lei lhe permite e assim ficaríamos a saber a vontade de todos nós.

Cá por mim, que se mude!

PS. Não mencionei por lapso um grupo importante: os nossos emigrantes, e que não são poucos!

Jacinto César      

Tasca das amoreiras às 19:55
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

A propósito de … FUTEBOL

Era inevitável que depois do Fado teria que abordar o tema rei da nossa comunicação social e que é o Futebol. Mas tal como ontem, não irei aqui comentar o futebol propriamente em si, mas outros futebóis.

Tal como tenho feito noutras situações, também aqui me quero despir para não haver confusões: sou benfiquista, sócio e accionista (10 €). Sou adepto de sofá e de mesa de café por motivos que mais adiante explicarei.

Por onde começar? Bem, o futebol é qualquer coisa que fazem 22 bestas ou bestiais (consoante o momento) todos em trajes menores e às ordens de mais outras 3 bestas ou bestiais, aos pontapés a uma bola. E que mal tratada é esta última.

Vou ao futebol desde pequeno na companhia do meu pai que apesar dos seus 95 anos continua a saber bem do que estamos a falar. E que via eu por essa altura? Homens bravos, homens aguerridos, homens leais e honestos para com a camisola que vestiam, homens simples, homens que pela cor do seu clube comeriam o pó do chão (não havia ainda a modernice da relva), homens que saíam do campo de cabeça erguida tanto o resultado da contenda lhes tivesse sido favorável ou não! Talvez alegres ou tristes com o resultado, mas de cara no ar!

Como me poderei eu esquecer daqueles bravos do Benfica que ganharam ao Barcelona e Real Madrid as duas taças dos Campeões Europeus? Como esquecerei aquele golo do Morais que deu a vitória ao Sporting naquela final da Taça das Taças? Como me poderei esquecer alguma vez daqueles 11 de Inglaterra que se bateram como leões até ao limite das forças? Foram enormes de grandes (como dizem os espanhóis). Lembram-se ainda do Zé Pereira do Belenenses e do seu companheiro de clube Vicente? E que dizer dum Zé Carlos e de um Hilário do Sporting? E dum Eusébio e dum Coluna do Benfica? E daquele bom gigante que dava tudo o que tinha e não tinha e que tem o nome de José Torres? E de tantos outros de que ainda tenho uma vaga ideia como os chamados 5 violinos, ou José Maria Pedroto ou mesmo do NOSSO Patalino?

Mas será que estou a falar do mesmo a que hoje chamamos futebol? De certeza que não. Impossível!

Olhemos para os jornais (olho somente porque me recuso a contribuir para outra classe de parasitas que são os jornalistas desportivos): o Zé Brasileiro Português de Braga assina pomposamente pelo Cascalheira de Baixo. Jura que desde que nasceu já era adepto do clube e que lhe será fiel enquanto vivo! Passados quinze dias acenam-lhe com umas notas de euros e aqui vai o rapaz a rezar a mesma ladainha para outras bandas! Honesto, não é? E aquele Zé dos Cantos que prometeu perante a euforia dos adeptos que rebentaria com as redes de qualquer baliza que se lhe apresentasse pela frente e depois se arrasta pelo campo num estilo de fazer doer o coração? Honesto não é? Bem poderia eu levar aqui tempo a falar de casos e mais casos que quando acabasse já não eram os meus dedos a bater nas teclas mas sim as falangetas do meu esqueleto.

E que dizer dos dirigentes dos clubes (o meu incluído): pessoas fantásticas, de um nível cultural e moral superior e de uma honestidade sem par (ao lado deles, se fosse vivo, até o Al Caponne coraria de vergonha).

E os nossos respeitáveis árbitros? Imaculados na sabedoria e na aplicação das leis, honrados e incorruptíveis até ao limite só ultrapassados por um honestíssimo Don Vito Corleone!

Valha-me Deus, mas será que isto é futebol ou será uma gigantesca fraude para a qual todos nós mais ou menos alienados contribuímos? Eu cá por mim penso que vou desistir e dedicar-me a ver o campeonato de berlinde aqui dos miúdos do meu bairro!

Jacinto César  
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Tasca das amoreiras às 01:58
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

A propósito de ... FADO

O Fado

     

 

 

 

O fado é sem sombra de dúvida a canção nacional. A sua origem vem do latim fatum, ou seja, "destino". Não é só uma música como um estado de espírito, mas disso falaremos mais à frente. Ele há-o dos mais diversos tipos e para as mais diversas ocasiões: ele é o fado castiço, o fado trágico, o fado falado, o fado gingão e até há o fado canção. Diga-se aqui que eu nunca o apreciei.

 

Mas não é deste tipo de fado que queria escrever: este fado é outro fado!

É vulgar ouvir-se a expressão “ .. ah fado daquele cabrão …” quando a vida não nos corre bem, como vulgar é “… carregar este fado …” quando o fardo da vida é grande ou ainda “ … olha o fado daquela desgraçada… “ quando temos pena de alguém. Pois é, a vida é um grande fado e este está a condizer com a vida do português desde que o ouro do Brasil se esgotou e mais recentemente se esgotou também “a pesada herança do fascismo”.

Eu não sei bem, mas parece-me que o fado é qualquer coisa de origem genética! Se procurarem bem, ainda um dia se encontra no ADN dos portugueses um gene fadista.

Passamos a vida a chorar, a lamentarmo-nos por tudo e por nada, a dizer mal de tudo e de todos, etc, etc..

 

Ouçamos um pouco os que os portugueses dizem: “são todos uma cambada de vadios e eu que me farto de trabalhar(?) não passo da cepa torta”, “ porca de vida, levo o dia inteiro a trabalhar(?) e aqueles gajos que não fazem a ponta de um corno a passearem-se de Mercedes” ou então “ eu não sei onde é que aqueles tipos arranjam dinheiro para se engrossarem todos os dias quando para mim nem dá para um copito”. Se for a nível mais elevado as coisas também são assim: “ então não é que o sacana do Belmiro já comprou mais uma companhia de supermercados e eu que me farto de trabalhar ainda não consegui adquirir mais que 5% do banco….”

Pois é, tudo isto é o FADO!

 

E para arranjar um tacho ou um favor de alguém, lá estamos nós a cantar o fado da desgraçadinha.

 

Eu cá por mim, temos que passar a outro tipo de música. Se o fado às vezes resulta, por vezes uma cantiguinha melodiosa cantada ao ouvido poderá ter melhores resultados (apesar do uso deste tipo de música nos poder custar o “corpinho”. Pode resultar um rap do tipo Eminem ou então qualquer coisa mais musculada do tipo gótico assim à moda dos Rammsteincom uns encontrões e tudo. Em último recurso sempre podemos recorrer a uma música portuguesíssima do tipo Jaimão. Neste último caso, as coisas podem-se complicar e acabar tudo à pancada (não vale a pena chamarem-me porque já estou velho para estas danças).

Para terminar, temos um grande fado: Portugal.

PS. Eu cá por mim o fado que ainda suporto melhor é aquele que diz “ oh tempo volta p’ra trás e traz-me tudo aquilo que perdi …. Lembram-se?

       

 

Jacinto César
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Tasca das amoreiras às 00:23
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Domingo, 12 de Agosto de 2007

Carta aberta a .. Presidente da Câmara Municipal de Elvas

Exmo. Senhor Presidenta da Câmara Municipal de Elvas

Sei que o conhecimento que temos um do outro é muito pouco, apesar de eu estar em vantagem pois o Sr. é uma figura pública e eu ser um simples cidadão.

Em nome da liberdade que todos nós cidadãos temos direito (teremos?) permito-me dirigir-me a V. Exa.

É indiscutível que V. Exa. como Presidente tem obra feita. Só um cego ou daqueles que não querem ver é que dirão o contrário. Muitas das obras serão polémicas é verdade, mas eu desconfio muito de quando está tudo de acordo. Acho a polémica saudável. Já não acho o mesmo da crítica permanente só para mostrar que se é do “contra”.

Já aqui confessei publicamente o facto de ter votado em V. Ex. nas duas últimas eleições e os porquês de tal opção. Isso não significa que esteja de acordo com tudo, antes pelo contrário. E é precisamente sobre o que não concordo a principal razão deste escrito.

Se como gestor não consigo encontrar nada a apontar, já que me considero uma nulidade no tema e porque presumo estar aconselhado por pessoas entendidas, o mesmo não posso dizer em relação á sua actuação como político.

O senhor daria se pudesse um ditador perfeito: eu quero, posso e mando e recorreria a todos os métodos para que tal acontecesse.

O senhor é o demagogo perfeito. Consegue transformar o insignificante numa proeza enorme para cativar quem quer que seja e dizer-lhes o que querem ouvir. Consegue convencer e alienar as “multidões” que o ouvem.

O senhor conseguiu reunir à sua volta um “bando” de “yes man” que o bajulam em troca do emprego. São-lhe fiéis ao limite e ao ponto de se parecerem muito ao slogan “His master voice”. Sem desmérito para alguns que trabalham na Autarquia é incapaz de escolher as pessoas certas para os lugares certos e privilegiar a competência.  

O senhor é vaidoso e quer ficar para a história a todo o custo. Lembro-lhe aqui que a história foi feita de pessoas simples e humildes, a não ser que queira ficar na dita por maus motivos. Também os há e não são poucos.

O senhor é um “autista” porque é incapaz de ouvir quem quer que seja se não pertencer ao partido. Mesmo que lhe proponham algo bom, pelo facto de vir do outro lado, passa a mau!

Mas não se lamente porque tem coisas boas. Pode-se orgulhar do que tem feito e da obra que produziu. Os que lhe antecederam não fizeram nada.

Agora se me permite gostaria de dizer algumas palavrinhas ao cidadão José Rondão de Almeida.

O senhor como pessoa não interessa a ninguém: além de vaidoso, é um prepotente e de uma educação muito duvidosa, além de um trato malicioso. Uma falsa simpatia a mostrar á saciedade um complexo se superioridade e um desdém atroz. É assim que o vejo infelizmente.

Resumindo tudo isto, um BOM POLÍTICO.

PS. Já agora os meus parabéns pelo MACE independentemente do que se possa dizer (vozes de burro não chegam ao céu, como o povo diz) e já agora pelo Coliseum (não fora o nome, mas tal como o da Ponte Salazar caiu, o mais provável é que o seu caia também)

Atentamente

Jacinto César

Tasca das amoreiras às 18:09
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Carta aberta a... Oposição

Caros amigos opositores ao actual regime camarário

Antes de mais gostaria aqui e agora de confessar a minha preferência política: desde os tempos imediatamente posteriores ao 25A e da minha segunda passagem por Coimbra, talvez por reacção ao chamado gonçalvismo ou por influências de amigos, os meus olhos sempre estiveram virados para a direita e mais concretamente para o antigo CDS onde fiz muitos amigos. Se foi uma opção boa ou má não sei, mas foi a que tomei face aos acontecimentos da altura e à qual me mantive fiel até hoje com a excepção de dois momentos, dos quais já falarei.

Estou-vos a escrever porque sinceramente de há um par de anos para cá se existem, eu não os vejo, e não só eu como muita gente!

É voz corrente que o “terrorismo” só se combate com o “terrorismo”! Nada mais errado. O “terrorismo” combate-se com inteligência. E que faz a oposição em Elvas? Usa os mesmos métodos dos que estão no poder: a violência verbal, a guerrilha constante, o boato, a maledicência, a calúnia, os ataques pessoais, etc.. Ao fim e ao cabo passa-se aqui o que se passa a nível nacional.

Nunca fui político nem tão pouco tenho jeito para tal, no entanto como cidadão posso-me dar ao luxo de analisar os acontecimentos e poder coment á los! É um direito que me assiste.

Recuemos no tempo.

1-      Eleições em que o candidato da oposição foi o meu AMIGO José Kusky . Este meu amigo é do tipo de pessoa boa por natureza. Penso ser daquele tipo de pessoas em que é difícil encontrar-lhe um defeito. Amigo do seu amigo e amigo de todos. Ás vezes amigo até de quem não devia ser. Mas enfim, ele é assim e nada há a fazer. Quando foi escolhido para tal tarefa bastantes vezes conversei com ele sobre o assunto e sempre lhe disse o mesmo: tu está s a ser empurrado para uma luta que ninguém quer travar e quem vai sair magoado vais ser tu. Na minha opinião foi autenticamente atirado às feras e o desastre foi total. Ele sabe que estou a dizer a verdade. Para que conste, continuamos amigos.

2-      Eleições em que o candidato da oposição foi o meu AMIGO José Carlos Fonseca. Tudo o que referi atrás em relação ao José Kusky se aplica ao José Carlos. Operações políticas tiradas a papel químico. O desastre foi novamente total. Para que conste continuamos amigos.

E porque é que aconteceram estes desastre? Pelos mesmos motivos que se irão repetir nas próximas eleições! Seja o candidato A ou B a estratégia ir á ser a mesma ou seja a do bota abaixo. Assim não!

Mas será que os aparelhos políticos pensam que o “povo” é tonto? Mas será que os ditos senhores não andam de olhos abertos e vêm o que se passa? Não senhor, bota abaixo! E depois aí vem o fado da desgraçadinha novamente cantado por outras vozes e noutro tom, mas pertencentes à mesma “companhia”.

Falemos claro e sem medos.

Mas será que o actual presidente só tem feito asneiras? Pela conversa da oposição sim, mas aos olhos dos cidadãos não!

Mas será que o actual presidente quer tão mal à sua terra que não a queira ajudar da melhor maneira que sabe e que pode? Para a oposição sim, mas para os cidadãos não!

Tem feito obras polémicas? Sim senhor, mas como é que se podem comparar gostos e opções? Salvo as devidas proporções todos devem conhecer a polémica construção do Templo da Sagrada Família em Barcelona. Pois é, na altura foi um escândalo. Hoje toda a gente a admira. E o Centro Cultural de Belém? Lembram-se como foi? Poderia citar mil exemplos. Todos dizem mal de tudo mas não dizem como se poderia fazer melhor.

Com toda esta minha conversa haverá por aí muita cabecinha a pensar que eu sou mais um dos vendidos ao poder. Nada mais errado. Haja alguém que me aponte algo nesse sentido. Agora que tenho que dizer bem do que para mim foi bem feito é de toda a justiça que o faça. Que se tê feito coisas erradas, para mim, também é uma verdade, mas essas guardo-as para outro destinatário.

E por falar em vendidos, as oposições não deveriam falar tanto pois têm telhados de vidro e os efeitos de algumas “trovoadas” estão bem à vista de todos. E quanto a isto é melhor não falarmos mais.

Disse ao princípio que fui infiel duas vezes ao partido da minha simpatia. Pois bem, foram precisamente nestas duas eleições. Mas que escolha tinha eu? Eram as listas e os programas de acção alternativas credíveis? Não! E o que eu pensei, pensaram milhares de pessoas. Não nos restava mais nenhuma opção senão votar no actual presidente. Sinto-me mal por isso? Não! Estou arrependido? Não! Voltaria a fazer o mesmo? Sim! E nas próximas como vai ser? Bem, se as coisas se mantiverem como até aqui que poderemos nós fazer? Entregar a Câmara a um grupo que faria o mesmo ou pior em acções negativas? Haja o bom senso de escolher as pessoas certas para os lugares certos, honestas e com coragem de fazer "sangue" onde tiver que ser feito e doa a quem doer. Haja o com senso de se fazer um programa credível, objectivo e calendarizado para que todos saibamos para onde vamos. Haja o bom senso de evitar aqueles chavões políticos subjectivos que dão para fazer tudo ou tudo deixar na mesma. Haja o bom senso de escolher pessoas competentes independentemente da sua filiação ou cor partidária. Haja o bom senso de manter as pessoas que são competentes, porque estas serão sempre leais para o seu trabalho independentemente do "patrão" para quem trabalham. E finalmente a promessa solene e pública que jamais haverá lugares para os amigos, para os familiares, etc. Nestas condições têm o meu voto garantido e possivelmente o de muita gente.

Caros amigos a candidatos á alternativa: mudem de estratégia senão desta vez são cilindrados.

Antes de escrever estas linhas já tinha escrito pessoalmente ao Tiago Abreu que teve a amabilidade de me responder e dar razão nalguns dos reparos que lhe fiz e que repeti aqui hoje. Falei também sobre o assunto pessoalmente com o actual dirigente do PSD, de quem sou amigo também.

Como o povo diz, quem me avisa meu amigo é!

Jacinto César

Tasca das amoreiras às 02:22
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

Se bem me lembro … SE

SE os pobres ficassem menos pobres …

SE os carentes fosse ajudados …

SE os ricos ficassem menos ricos …

SE os ladrões deixassem de roubar …

SE os aldrabões deixassem de vigarizar …

SE os corruptos deixassem de corromper …

SE os desonestos passassem a ser honestos …

SE os assassinos deixassem de matar …

SE os violadores deixassem de violar …

SE as autoridades cumprissem a lei …

SE os tribunais aplicassem a justiça …

SE as leis fossem justas e não feitas para alguns …

SE os governantes governassem sem pensar somente neles …

Se os arrogantes fossem mais humildes ...

SE os pais fossem verdadeiros pais …

SE os filhos fossem verdadeiros filhos …

SE as crianças fossem olhadas e tratadas com carinho e não como empecilhos …

SE os velho não fossem tratados como farrapos e inúteis …

Se os fracos fizessem das fraquezas força ...

SE o homem fosse tratado como HOMEM …

SE a mulher fosse tratada como MULHER …


 

SE quem manda soubesse mandar …

SE quem obedece soubesse obedecer …

SE os políticos pensassem nas pessoas e na NAÇÃO …

SE as pessoas pensassem no seu semelhante e no seu PAIS …

Então seria bom viver onde vivemos

Em PORTUGAL

Jacinto César

Queria aqui prestar homenagem ao escritor britânico de origem indiana Rudyard Kipling (1865-1936) pelos belos escritos que nos deixou 

Tasca das amoreiras às 02:21
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