Elvas sempre em primeiro

Todos os comentários que cheguem sem IP não serão publicados.
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Como impor a vontade de uma minoria a uma maioria

A história do “casamento homossexual” em Portugal

 

Comecemos por deixar claro que se trata de uma minoria. Em primeiro lugar não acredito que os homossexuais, neste momento, sejam uma maioria, mas mesmo de entre os homossexuais, não acredito que todos se queiram casar, nem tão pouco que uma maioria o queira fazer mas, se a lei passar na Assembleia da República, não for considerada anticonstitucional, for promulgada e entrar em vigor, veremos quantos são de facto os casamentos que se realizam.

Estabelecida esta questão da minoria, vamos então ver qual o caminho trilhado por esta minoria para impor a sua vontade.

Há alguns anos atrás, um homossexual era alguém mal aceite pela sociedade, cujo comportamento era vivamente censurado. Saliente-se até que, um partido que hoje apresenta uma proposta para a legalização do “casamento homossexual”, chegou a expulsar dos seus quadros alguns militantes pelo simples facto de serem homossexuais.

A pouco e pouco o “lobby” homossexual (que adiante será referido por “eles”), foi infiltrando os órgãos de comunicação social, e de um momento para o outro, nas televisões nacionais, começaram a passar séries que incluíam um homossexual, o qual era invariavelmente o “bom da fita” isto, evidentemente, para começar a amaciar a opinião pública.

Depois começamos a ver aparecer sistematicamente, em programas de entretenimento, apresentadores e entertainers que, ou eram assumidamente homossexuais, ou publicamente reconhecidos como tal.

Não era necessário mais para que uma certa esquerda, pseudo-intelecual abraçasse a “causa”, como abraça tudo o que lhe seja apresentado como inovador e vanguardista. Daqui a convencer aquela parte da população para a qual modernidade vem à frente de princípios, ideias próprias e outras questões menores, de que o “politicamente correcto” era estar ao lado dos homossexuais, agora chamados de gays (alegres) e lésbicas, foi um pequeno passo, como o foi convencer o povo da existência de um fato só visível pelos inteligentes, na história de “O Rei Vai Nu”.

Estava o caminho preparado. Restava um último passo, infiltrar o Poder para que fosse(m) apresentado(s) e votados(s) o(s) Projecto(s) de Lei  relativo(s) ao “casamento homossexual” e este(s) pudesse(m) passar na Assembleia da República.

Finalmente tudo parecia estar pronto.

Quando começam a ser apresentadas as propostas, eis que, apesar de tão cuidada preparação, aquela parte da população que ainda se dá ao trabalho de pensar pela sua própria cabeça, resolve gritar que “O Rei Vai Nu” e fazer um perdido tão simples e democrático como isto: porque não se consulta o povo a respeito desta questão, que é uma questão de consciência e transversal aos Partidos Políticos?

Aí instala-se o pânico, e toca a serrar fileiras.

A primeira posição a tomar é manifestar uma total e completa oposição ao referendo, que tem que ser evitado a todo o custo. É que “eles” sabem que a maioria do povo português está contra esta Lei, e não estão disposto a que a vontade do povo se oponha à sua própria vontade. Mas, apresentada a petição, a mesma tem que ser votada!...

Será que entre os Deputados não haverá alguns, talvez muitos, mesmo dentro do Partido do Governo, que em consciência são contra esta lei, e que decidam votar contra a lei ou pelo menos votar a favor do Referendo? Não podem arriscar. Sabem que estão em minoria, mas querem a todo o custo impor a sua vontade. Só resta mesmo uma alternativa, impor a disciplina de voto, atitude que só é necessária quando se tem a consciência de não ter o apoio nem dentro do próprio Grupo Parlamentar.

Pelo que sabemos, será assim mesmo amanhã.

O senhor Primeiro-Ministro faz questão de ser ele a “defender a sua dama”.

O senhor Primeiro-Ministro já impôs a disciplina de voto ao seu grupo Parlamentar.

Eis com se impõe a vontade de uma minoria, a uma maioria, não tendo sequer o apoio do próprio Grupo Parlamentar.

Viva a Democracia.

Viva a Liberdade de consciência

 

António Venâncio

 

 


Tasca das amoreiras às 23:16
Link do post | Comentar | favorito
23 comentários:
De Gaiato alentejano a 8 de Janeiro de 2010 às 00:07
Impor a vontade de uma minoria a uma maioria?

O Sr. vai deixar de poder casar com quem quiser? A sua família vai mudar porque paneleiros " e fufas " casem?

Pseudo-intelectualidade de esquerdas ou reconhecimento de direitos civis?

Há tempos que ninguém aceitava que uma pessoa podia-se divorciar, a união de facto (que era pecado)ou que um "preto" viesse a ser o presidente do estado mais poderoso da terra. A isso chama-se evolução.

Acho engraçada essa posição ultraconservadora de alguns para quem toda novidade é uma catástrofe para os valores tradicionais. Querem é impor a sua visão do mundo mas impedindo que os outros possam fazer a sua vida como quiserem.

Sr. Venâncio. O facto de que pessoas do mesmo sexo eventualmente possam casar não lhe diz respeito. É só a eles. Por outra parte, o Sr. não vai deixar de estar casado como eu estou felizmente casado com a minha mulher e usufruo das benesses que o matrimónio traz. Não vejo por quê tem de impedir que outras pessoas façam o mesmo simplesmente porque sejam do mesmo sexo. A lei do divórcio está aí, mas não quer dizer que tenha de usá-la obrigatoriamente, como também é o caso de outras leis.

O que mais me chateia é que há pessoas que se acham por cima do bem e do mal e pensam que têm o direito de decidir por outras pessoas simplesmente por serem minorias. A minoria homossexual (ou o lobby gay se preferir) não lhe impõe nada: simplesmente alarga um direito hoje restrito a pessoas de diferente sexo. Talvez a sua mentalidade arcaica não lhe permita ver isso a causa de um preconceito de base: a sua homofobia latente.

Eu, enquanto ser humano, sou a favor dos direitos civis, direitos que muitas vezes o que fazem é ajudar para que o preconceito, aos poucos, seja dissipado. Assim aconteceu com a abolição da escravatura, o voto feminino e a igualdade jurídica das mulheres, o divórcio, a liberdade religiosa e tantas outras coisas.

Felizmente, daqui a vinte anos, se este blogue ainda existir e alguma pessoa vier a ler este post só poderá sorrir perante um debate já ultrapassado e dirá: Que atrasados eram estas pessoas, meu!


De Tasca das amoreiras a 8 de Janeiro de 2010 às 12:54

Caro Gaiato alentejano


 


Quem é que quer impor a sua visão do mundo?


Serei eu que, neste caso concreto defendo o referendo, no qual pode ser estabelecida a “visão do mundo” da maioria do povo português e no qual eu votaria contra, porque é essa a minha “visão do mundo” mas aceitaria a vontade de maioria, ou quem impõe disciplina de voto para evitar a realização desse referendo e para impor a passagem da sua proposta de lei?


Do que eu falo neste texto é precisamente de uma minoria a impor a sua “visão do mundo”. Não queira agora inverter as coisas.


Quando refere “para quem toda novidade é uma catástrofe para os valores tradicionais” não deve estar a falar de mim nem deste texto. Não defendo que toda a novidade é uma catástrofe, defendo que nem toda a novidade é, em si mesma boa, só porque é novidade, provem de um certo sector da sociedade ou é amplamente divulgada e apoiada pelos fazedores de opinião dos meios de comunicação de massas, e que deve cada um pensar pele sua cabeça e ter o direito de votar em consciência, sem que alguém venha impor a sua “visão do mundo” impondo a disciplina de voto.


Já agora obrigado pelo elogio ao chamar-me “homofóbico”.


António Venâncio



De JUSTICEIRO IMPLACÁVEL a 8 de Janeiro de 2010 às 08:41

COMENTÁRIO QUE DEIXEI AGORA NO ZE DE MELLO





O Paulinho Portinholas tem muitas identidades e com frequência rouba a minha, mas eu estou-me lixando para ele!

Agora o Paulinho Portinholas assina com um pontinho, como se vê no comentário anterior. É isso mesmo que ele é - um pontinho insignificante no meio de um concelho inteiro.

A única coisa que ele tem de grande é ser uma Nódoa Grande. Mas isso já toda a gente sabe!

Tem a mania de andar todos os dias a INTIMIDAR a Rádio Elvas, no seu blogue devidamente identrificado, ou nos outros blogues com comentários anónimos ou com nicks falsos. Assim também pode ser que consiga influenciar o directos do Linhas e da Rádio Sim!

É um LIXO uma pessoa que se presta a esses papéis! A essas técnicas do tempo do seu padrinho Salazar porque o fulaninho é um completo FASCISTA!

Parece que vai produzindo bons efeitos porque se virem o Presidente da Câmara já não vai tendo voz na Rádio Elvas.

É lamentável que as técnicas deste Fascista tenham sucesso na rádio Elvas, porque o Linhas e a Rádio Sim estão-se nas tintas para este chico-esperto aliado aos STALinistas.

 

(delete-comment.g?blogID=14901197&postID=5773526195693006806)


(http://www.blogger.com/profile/11437753904521696170)





De cantosdacarreira a 9 de Janeiro de 2010 às 13:14
aí vem o "nojento" que conspurca a blogosfera elvense o" justiceiro",ontem levou no ze de mello de todos,resolve os problemas em off com o tiago ,mas és incapaz de debater seja com quem for assuntos sérios e de interesse para elvas,olha chegate para o portasdolivenza,esse é que te parte todo,e ja foram mais de um par de vezes,vai lá vai,mas és exquizofrénico ou mazuquista,ou...?,gostas de apanhar!


De JUSTICEIRO IMPLACÁVEL a 10 de Janeiro de 2010 às 09:59
Andam por aqui gente da oposição a dizer todas as ordinarices e mentiras que lhe veem à cabeça.
Ofendem toda a gente que não seja da cor do PSD ou do CDS Portinholas, mas quando vem alguém metê-los no sítio isso já não pode ser e é falta de educação!
Vão-se catar e vão mas é trabalhar sua cambada de malandros!
É por isso que têm os resultados a que já está habituados.


De JUSTICEIRO IMPLACÁVEL a 8 de Janeiro de 2010 às 08:43
OUTRO COMENTÁRIO QUE DEIXEI NO ZE DO MELLO


O Zé de Mello é outro INVEJOSO como o gaiatola maluco!

Querias era um lugarzinho de adjunto, chefe ou secretário mas como não dás a cara e és um cobarde de meia-tijela, ninguém te liga a não ser um fulano como eu.

E só te ligo para te dizer que não prestas para nada e ficas muito feliz por não prestares. Tivesto o resultado nas autárquicas... em 5 autárquicas = Maiorias absolutas para o PS!
Eu imagino o que isso te custa mas tu continuas no bom caminho, como o teu amigo Paulinho Portinholas.

Mandas a bisca e deixas que nos comentários, tu com outro nick e os teus amigalhaços STALinistas do PSD, do CDS e dos STALinistas deixem as bacoradas que quiserem.

Há gente que é feliz na lama e no chiqueiro!...

Gente de BAIXO CARÁCTER e RELES, com técnicas adequadas à vossa personalidade.



De JUSTICEIRO IMPLACÁVEL a 8 de Janeiro de 2010 às 08:44
Agora chafurdem à vontade que eu tenho mais que fazer.


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2010 às 10:48
Senhor Venâncio:
Tanto texto, tantos caracteres utilizados, tanta confusão...


De JB a 8 de Janeiro de 2010 às 10:49
Se os Senhores Professores são heterossexuais, por que razão estão obcecados com o casamento homossexual?


De omaiscomumdosmortais a 8 de Janeiro de 2010 às 13:57
Sou católico não praticante, sei o que Igreja católica defende quanto ao casamento, enquanto realidade humana fundamental e célula base da sociedade, faço minhas as palavras do Papa: “nenhuma outra forma de relação entre duas pessoas pode ser considerada como equivalente a esta relação natural entre um homem e uma mulher que, pelo seu amor, darão nascimento a filhos. Assim foi ditado no princípio quando Deus criou a espécie humana.” No entanto, ainda que concorde inteiramente com a afirmação feita pelo Papa, estou consciente dos valores e princípios éticos que caracterizam a nossa sociedade, que muitas vezes não são os que foram ditados pelas leis do princípio da existência deste planeta, e contrária até à ordem natural das coisas. faço minhas as suas palavras, uma minoria a impor a sua vontade. Viva a democracia, Viva a liberdade de consciência /FONT>


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2010 às 16:36
Já cá canta!
Casamaneto, agora, é para todas os pares que queiram.

 


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2010 às 16:39

Hoje tenho vergonha ! Tenho vergonha de pertencer a uma sociedade que permite o anti-natural e tenho vergonha da sociedade que os "ocidentais" estão a construir.
Por incrível que possa parecer, hoje lembrei a queda de todas as civilizações - grandes civilizações -provocada pela destruição dos seus valores fundamentais e pela promiscuidade dos costumes.
O Ocidente está em queda acelerada...disso tenho a certeza.

Um dia li :

" Uma sociedade sem valores,sem princípios cimentados na família é uma sociedade sem futuro."

Quanta verdade! Hoje sinto vergonha!Permitam-me dizer outra vez:HOJE SINTO VERGONHA !




De Gaiato alentejano a 8 de Janeiro de 2010 às 16:53
Caro Sr. Venâncio;

Terei de repetir mais uma vez que não lhe estão a impor nada?

O senhor não vai deixar de estar (felizmente ou não) casado ou de casar quando quiser. No entanto, o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo alarga o casamento para aquelas pessoas que até agora não podiam. Em quê isso é impor outra visão do mundo? Ou é que o senhor é contra a igualdade de todos os seres humanos, independentemente da sua orientação sexual, religião, ideias políticas, raça ou seja lá o que for?

Pelos vistos o senhor não gostou de eu lhe ter chamado de homofóbico. Talvez não goste, mas o facto de se opor a que pessoas, a causa da sua orientação sexual, possam eventualmente casar se assim o considerarem bem, é uma prova tangível da sua homofobia. A diferença entre o senhor e eu é que eu estou-me nas tintas para se um homossexual quer casar ou não. Não me diz respeito. No entanto, não tenho direito a limitar a sua possibilidade de formalizar uma relação amorosa perante o Estado por intermédio do casamento, se assim bem o entender. O senhor, entretanto, quer limitar esse direito sabe-se lá porquê (homofobia, talvez?).

Quanto ao referendo, acho que os referendos não foram pensados para questões de direitos civis. Seria ridículo hoje que se referendasse se a mulher tem direito ou não ao voto, ou um referendo sobre se os negros ou os judeus deveriam ser cidadãos de segunda categoria. Ou um referendo sobre a possibilidade de o Estado tirar o direito dos pais à tutela dos seus filhos. Referendos são para consultar às pessoas sobre questões como o Tratado de Lisboa, a regionalização, a entrada ou saída de um organismo internacional, etc. sempre que assim a situação o aconselhe.

Perder tempo em limitar os direitos dos outros organizando um referendo que ia custar uns quantos milhões de euros quando temos problemas mais importantes, só pode ser uma piada de mau gosto. Por que esses que se preocupam tanto com a vida dos outros, não fazem petição para um referendo que obrigue ao Estado a cumprir com os objectivos para a ajuda ao desenvolvimento dos países mais pobres (o 0,7% do PIB), um referendo que limite a nossa participação em guerras que não nos dizem respeito ou até mesmo um referendo que impeça que os políticos saiam da política com os bolsos cheios de dinheiro, por exemplo, com as reformas vitalícias dos políticos?

Acho engraçada essa hipocrisia moralista de dizer que o casamento homossexual não é uma coisa importante, dada a nossa situação económica actual e que os políticos deviam se esforçar em solucionar a crise, e depois seja dada tanta importância a um referendo que pretende limitar direitos das pessoas. As incongruências são óbvias.

Quanto à disciplina de voto, acho que é uma coisa frequente nos partidos políticos. Não que eu ache isso correcto, mas enquanto não houver listas abertas em que os cidadãos possamos eleger aquelas pessoas que queremos que nos representem, os deputados eleitos devem-se ao partido. De qualquer forma, essa disciplina de voto foi quebrada, já que na questão da adopção houve adesões, para além do BE, de deputados do PS e até do PSD. Por isso, não faz sentido falar nisso.

Felizmente hoje há uma vitória parcial dos direitos civis e se bem costumo ser muito crítico com os nossos políticos, não posso mais do que dar-lhes, até um certo ponto, os parabéns. O que hoje foi uma simples votação terá tido em conta pelas gerações futuras como um primeiro passo legislativo no fim dos preconceitos para uma minoria que , como o senhor e eu, paga também os seus impostos.

Viva a igualdade de todos os seres humanos!


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2010 às 17:07
Essa da "igualdade" é uma falácia...
Onde e em quê existe a igualdade?
Se querem ser tratados com igualdade não sejam diferentes, isto é, não deturpem as regras da Natureza.

 


De Gaiato alentejano a 8 de Janeiro de 2010 às 18:52
Não ser diferentes? Como?

Temos de ser todos loiros e de olhos azuis por acaso? Todos católicos e de direita? Temos de vestir todos a mesma calça (ou saia) e a mesma camisola e sobretudo?

Regras da Natureza? Quais? Porque homossexualismo nos animais há inúmeros casos...

É das coisas mais ridículas que li hoje.

Felizmente, as coisas não vão nesse sentido e Portugal é hoje um país um bocadinho mais avançado!


De Egas a 8 de Janeiro de 2010 às 23:58
O casamento não é um bicho.
É uma BICHA...


De Marquês de Pombal a 9 de Janeiro de 2010 às 00:10

Não é legítimo que o Estado transforme, por decreto, nem a natureza nem as condições que comandaram a vontade de contratar de cada um.



De Tasca das amoreiras a 9 de Janeiro de 2010 às 19:16
Caro Gaiato Alentejano

Vou responder-lhe ponto a ponto para ver se me faço entender.

Diz que não me estão a impor nada mas a realidade é que estão a impor a mim e a uma sociedade inteira o ponto de vista de uns quantos, que usando todos os meios que tinham ao dispor, pois caso contrário, provavelmente, não passaria na Assembleia. Os próprios o admitiram quando impuseram a disciplina de voto.
Fala de igualdade como se disso de tratasse, e não é o caso. É que não há nada mais diferente do que tratar de igual modo coisas diferentes, e um casal de heterossexuais não é decididamente a mesma coisa que um par de homossexuais.
Quando diz que não gostei de que me tratasse por homofóbico, está a revelar dificuldades de leitura ou de interpretação do que lê. É que o que eu disse foi e transcrevo “obrigado pelo elogio ao chamar-me “homofóbico”” em nada o pode levar a concluir que eu não gostei que me chamasse homofóbico. A realidade é que aquilo que escreveu com o objectivo de me ofender, para mim é na realidade um elogio, sou na realidade um homofóbico. Não lido com um homossexual como lido com um heterossexual. Se for um homem, fico logo desconfiado se está querer engatar-me, se é mulher perco o interesse que naturalmente uma mulher me desperta só por saber que é homossexual.
Quanto à questão do referendo, é claro que não podia interessar fazer um referendo sobre um assunto que se sabe de antemão que a maioria do povo português não ai aceitar, assim não era possível impor a vontade da minoria, essa é a realidade, tudo o resto são desculpas. Mas democracia para alguns é isso mesmo, é quando não nos convém, quando sabemos que não vamos conseguir fazer vingar a nossa posição junto do povo, impedi-lo de se pronunciar. Ainda a propósito do referendo, eu nunca o teria lançado na agenda política neste momento (nem em qualquer outro), aliás é característico deste Primeiro Ministro lançar temas “fracturantes” para distrair o povo, como Salazar lhe dava Futebol, no entanto precisamente porque é um tema fracturante e transversal a todos os partidos, é que a sua decisão não devia nunca ser na Assembleia via disciplina de voto, mas a ter que se colocar, devia ser consultado o povo.
(continua)


De Tasca das amoreiras a 9 de Janeiro de 2010 às 19:22

(continuação)


Quando fala no facto de a disciplina de voto ser normal, eu chamar-lhe-ia ditatorial, mas cada um chama-lhe o que quer. E quando refere que outros deputados de outros partidos votaram em sentidos diferentes da maioria do seu partido, é verdade mas não é isso que está em causa. É que, que eu me tenha apercebido, nenhum dos restantes partidos impôs a disciplina de voto, e pelo menos no caso que refere do PSD, foi mesmo dada expressamente liberdade de voto aos seus deputados, e curiosamente mesmo assim teve menos deputados seus a votar contra a sua proposta do que o PS.  E claro, não faz sentido falar nisso, pois quando está a argumentar que não houve imposição nenhuma, e que eu é que quero impor a minha “visão do mundo” ter que falar da imposição da disciplina de voto é no mínimo incómodo.


Finalmente uma última observação, o que está em causa não pode nunca ser comparado com questões como racismo, ou discriminação religiosa ou de género. O que está em causa querer por um carimbo de casado numa relaçõ que de casamento não tem nada.


António Venâncio



De Egas a 9 de Janeiro de 2010 às 22:47
Agora é que vamos ver folclore junto aos governos civis. Porque os que irão casar são os que gostam de dar nas vistas


De Gaiato alentejano a 10 de Janeiro de 2010 às 01:15
Vou contestar por última vez para o Sr.

Em primeiro lugar, digo última vez porque quando o Sr. se orgulha em ser homofóbico, para mim isso é uma vergonha enquanto ser humano. Acredito que o primeiro é a pessoa enquanto pessoa, mesmo que não aceite os nossos pontos de vista, mas não posso aceitar alguém que acredita na discriminação das pessoas, como não aceitaria um fascista ou um nazista, que para mim todas estão ao mesmo nível.

Diz que um casal de homossexuais não é o mesmo que um casal de heterossexuais. Porquê? Eles pagam os seus impostos, comem, bebem, mijam , cagam e fazem amor como o Sr. Qual é aqui a diferença? A forma de terem sexo? O facto de não terem filhos? E os casais heterossexuais que não podem ter filhos? São também uns anormais?

Quando fala em homossexuais e a sua desconfiança apenas está a exprimir a sua ignorância e o seu preconceito. Que sabe o burro quando chove! Acha que pelo facto de ser homem já todos os homossexuais são atiradiços? Acha-se tão bonito assim? Ou é que todas as mulheres querem engatá-lo? Ao longo da minha vida profissional tive vários colegas 'gays' e foram das pessoas com as que tive o prazer de ter umas conversas descontraídas e em liberdade, talvez porque são pessoas que, como querem que as apreciem enquanto pessoas,, não pela sua sexualidade, são capazes de ter a empatia de se pôr no lugar dos outros. E mais digo. Apesar de eu ser uma pessoa com o meu charme (não sou um giraço mas também não me considero feio), NUNCA ninguém fez a mais mínima insinuação. Decerto, fico mais descansado com este tipo de pessoas do que com pessoas como o Sr., que se acham muito cultas por serem "doutores", mas têm uma mentalidade do Pleistoceno Inferior. É um dos mais que têm Portugal e é por isso que me recuso a me darem uma distinção que, embora tenha, só serve para marcar classes sociais quando realmente todos os seres humanos somos iguais.

Quanto à questão do referendo, é óbvio que com pessoas como o Senhor, ainda estaríamos nos tempos da escravatura ou haveria apenas uma só religião. E as mulheres ainda teriam de ficar em casa, a fazer as refeições e cuidar dos filhos porque era o "natural", sem direito ao voto, obviamente. É por isso que Portugal está ainda nos lugares mais atrasados da Europa já que enquanto em países escandinavos ou na Holanda, por exemplo, isso é uma coisa ultrapassada, nos países meridionais como Portugal ou Espanha têm de ser os governos a tomarem decisões deste tipo. E em questão de direitos civis os cidadãos não têm de decidir nada. É a liberdade contra a intolerância e o preconceito. Além do mais, é completamente falso que o povo não se tenha pronunciado. Já o fez dando a maioria na Assembleia da República aos partidos de esquerda que levavam essa proposta no seu programa eleitoral. O "povo", como o Sr. diz, já os legitimou, infelizmente para si.

Quanto a disciplina de voto, se o Sr. quiser viver num país onde os deputados não têm de atender à disciplina de voto dos seus partidos, então é melhor emigrar para o Reino Unido ou os Estados Unidos. A tradição europeia continental é a da fidelidade aos partidos. Se não gostar, pode fazer uma petição para que se faça um referendo nesse sentido. Talvez tenha sorte.

Por outro lado, o Sr. esforça-se em querer demonstrar que o casamento homossexual não tem nada a ver com racismo, religião ou outro tipo de questões eventualmente discriminatórias. Falso. Enquanto um casal homossexual não lhe vai impedir casar pela Igreja ou o casamento civil, o Sr. pretendia negar esse direito. A isso chama-se discriminação, quer queira, quer não. As coisas evoluem . Evolui a sociedade, a economia, a política, tudo. E assim como agora os nossos salários não são pagos em sal, mas em dinheiro, doravante o matrimónio será a união de duas pessoas sem distinção de sexos.


De Gaiato alentejano a 10 de Janeiro de 2010 às 01:16
(Segue)


Finalmente, só desejo que o Sr. não se veja na situação daquele anúncio
passado na TV de uma pessoa que implica com um "preto" pelo facto de
sê-lo e depois é atropelado e quando acorda o doutor que o atende é
também "preto". Se eu fosse homossexual e soubesse no que pensa o Sr.
não sei se seria capaz de lhe atender. Sinceramente, sinto pena pelo
Sr. e raiva ao mesmo tempo, por achar pessoas alegadamente "cultas" que
vivem e pensam como nos tempos da intolerância e a Inquisição.



Doravante, só vou passar a ver o blogue quando quiser passar uns
momentos divertidos. Pensei, no início que fosse um blogue de pessoas
sérias, mas enganei-me. Escusado é dizer que não mais vou escrever
aqui, com pessoas de mentalidade das cavernas. Acho que esses homens
eram mais avançados do que o Sr.



Por isso, até nunca!


De Tasca das amoreiras a 11 de Janeiro de 2010 às 23:33

Caro Gaiato Alentejano


 


Quando refere” homossexuais e a sua desconfiança apenas está a exprimir a sua ignorância” é mais um motivo de orgulho para mim, é que realmente, relativamente às questões da homossexualidade, a minha “ignorância” é total, e o meu mais profundo desejo é morrer na “ignorância”. Quando afirma “com pessoas como o Senhor, ainda estaríamos nos tempos da escravatura ou haveria apenas uma só religião. E as mulheres ainda teriam de ficar em casa, a fazer as refeições e cuidar dos filhos porque era o "natural", sem direito ao voto” não está a falar de mim obviamente, estará provavelmente mais a falar de si. Quantos amigos tem entre os pretos (e chamo-lhes assim sem quaisquer eufemismos)? Eu tenho vários, desde os que trabalham na construção civil, aos que têm um curso superior, passando por aqueles que jogam futebol.  E entre os ciganos? Quantos amigos tem? É que eu também aí conto alguns. Quanto aos direitos da mulher e à sua posição na sociedade, admito, admito apenas porque como não assina com o seu nome não o posso saber, que seja tão respeitador desses direitos quanto eu, e que encare posição a social da mulher como eu sempre a encarei, mas não admito que respeite mais esses direitos do que eu ou que tenha da equiparação da mulher ao homem na sociedade uma visão mais igualitária que a minha. Quando diz “ao longo da minha vida profissional tive vários colegas 'gays' e foram das pessoas com as que tive o prazer de ter umas conversas descontraídas e em liberdade” eu apenas digo que tenho diariamente conversas “descontraídas e em liberdade” com vários colegas heterossexuais de ambos os sexos sem que a sua “sexualidade” se tenha alguma vez interposto entre nós.


Relativamente a quem é ou não avançado, penso que seria bom aprender um pouco com a história, e analisar com algum cuidado a queda do Império Romano, e onde conduziram alguns “avanços” da altura.


 


António Venâncio



Comentar post

Últimos copos

Forte da Graça - 18

Forte da Graça - 17

Forte da Graça - 16

Forte da Graça - 15

Forte da Graça - 14

Forte da Graça - 13

Forte da Graça - 12

Forte da Graça - 11

Forte da Graça - 10

Forte da Graça - 9

Adega

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Agosto 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


A procurar na adega

 

Blogs de Elvas

Tags

todas as tags

últ. comentários

logo que poluiçao iriam causar duas ou tres embarc...
Muito interessante. Nessa documentação há document...
Nest baluarte existio uma oficina de artesanato on...
JacintoSó agora tive oportunidade de lhe vir dizer...
VERGONHA? MAS ESSAS DUAS ALMAS PERDIDAS RONDÃO E E...
Uma cartita. Uma cartinha. Uma carta.Assim anda en...
Os piores lambe-botas são os partidos de Esquerda ...
O mundo está para os corruptos e caloteiros. Uma a...
O mundo é dos caloteiros . Uma autentica vergonha.
"Não se pode aceitar que um professor dê 20 erros ...

mais comentados

101 comentários
89 comentários
86 comentários

subscrever feeds

SAPO Blogs