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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Mais uma vez a avaliação dos professores

Mais uma vez a avaliação dos professores

 

Hoje a nossa Ministra já se saiu com uma à moda de Maria de Lurdes Rodrigues: 83% dos professores neste último ano tiveram a classificação de Bom. E porquê esta percentagem? Porque já era hábito antigo dar-se bom a toda a gente! Gostei e fiquei esclarecido.

Mas não era bem isto que queria dizer, mas sim outra coisa, ou seja, a progressão na carreira dos professores até ao topo.

Muita gente tem dado como exemplo para o facto dos professores não deverem chegar todos ao topo da carreira com as Forças Armadas, dizendo que nem todos os soldados chegam a generais. É um facto, mas também é demagógico, porque soldados são soldados, sargentos são sargentos e generais são generais e dentro de cada categoria não ganham todos o mesmo. Má comparação!

Tomemos como exemplo a empresa Autoeuropa que tem nos seus quadros uns milhares de trabalhadores. Dentre estes há várias profissões. Uns serão mecânicos, outros soldadores, outros ainda montadores, etc, tal como numa escola. Nesta há funcionários administrativos, há auxiliares de educação e professores.

Detenhamo-nos numa classe profissional na Autoeuropa. Por exemplo os soldadores. São uns quantos certamente. Como em qualquer outra profissão, seja pública ou privada, quando o tempo de serviço vai crescendo os vencimentos vão aumentando, ou seja, a todo o momento teremos uns soldadores a ganharem mais do que outros em função da avaliação de desempenho e do tempo de serviço. Quero com isto dizer que dentro da classe de soldadores há vários níveis de vencimentos, e a não ser que alguns tenham um mau desempenho, todos chegarão ao topo do vencimento para a classe. Se tudo correr bem, não haverá dois soldadores com 30 anos de serviço com vencimentos diferentes. Dir-me-ão que há os chefes dos soldadores e que nem todos chegam lá. Certo!

Voltemos então às escolas e aos professores. Estes pertencem a uma categoria profissional CHAMADA DE PROFESSORES. Não há várias categorias! Há só uma, a de professor, que tal como a do soldador vai subindo dentro da carreira até atingir o topo. Tal como nos soldadores que têm chefes, na escola é o mesmo, pois têm directores e que ganham como tal. Chegam lá todos? Não! Chegam só alguns.

Dei aqui o exemplo de soldadores e professores, mas poderia ter escolhido a profissão de pedreiro ou electricista ou outra qualquer e que vai dar no mesmo.

Assim sendo continuo a não entender o problema! Ou será que é um falso problema?

Quem tiver melhor opinião que a mostre.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 19:19
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22 comentários:
De Anónimo a 6 de Janeiro de 2010 às 21:24
Espero que a Digna Classe dos Professores não abdique dos seus princípios e nunca se deixe vergar!

Força Jacinto, força António Venâncio!


De MF a 7 de Janeiro de 2010 às 02:36

Caros Professores


Mas por acaso ainda não entenderam que o povinho anda a ser manipulado pelos últimos governos? Já se esqueceram o que a Lurdinhas disse de vocês? “Perdi os professores, mas ganhei a opinião pública!”. A Sorrisos vai continuar a fazer o mesmo!



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 09:32
Felizmente, Évora já voltou a ter água.
"A água é um bem público"
Não percebo: a Aquaelvas distribui água em Elvas e falta em Évora.
Que azar, para Tiago Abreu e seus pares.


De João a 7 de Janeiro de 2010 às 14:49
O srº professor está mesmo a querer tapar os olhos à malta.
Porque não escolheu uma profissão pública que recebe os seus salários consoante uma tabela de remuneração?
Por exemplo, começou por enunciar os militares porque não acabou o post com os militares? Porque não convém, não é Srº professor? 
Então vamos lá, como disse e com toda a razão um Soldado é um Soldado, um Sargento é um sargento etc etc, mas vamos então ver as coisas por classes.
Um praça do Exército começa como Soldado, será que todos acabam como Cabos Adjuntos?
Um sargento começa como furriel será que todos acabam em Sargento -Mor?
Um oficial começa como Cadete na Academia Militar será que todos acabam Generais?
Será que há vaga para todos chegarem ao topo da carreira?
Pense um pouco Sr. professor.
Cumprimentos


De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 15:18
Oh, amigo João!
Não se iluda.
Neste assunto (carreira de professores), o senhor César nem pensa; reage por impulso, como se o assunto fosse Benfica.
Ainda assim, amigo João, digo-lhe que o seu reciocínio está certo. E todos percebem.
Digo mais: todos percebem e todos concordam.
Menos alguns professores; que também percebem e concordam, mas têm de dizer que não concordam.


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 15:46

Caro Amigo


 


Mais uma vez a demagogia a vir ao de cima. Já que foi ao exemplo dos militares, vamos então por aí!


Peguemos então no exemplo de um soldado, que pelos motivos mais variados nunca subiu de posto. Este exemplo não é tão disparatado como pode pensar, pois basta ir à marinha e encontra lá N casos. Segundo a teoria do meu amigo, o nosso homem entrava para lá a ganhar X e salvo os aumentos anuais para todos, ao fim de 30 anos continuava a ganhar o mesmo. Será que alguém acredita nisto? (ninguém já que não é verdade). Como deve saber, a não ser que não faça nada e viva à conta de todos nós, qualquer empregado por conta de outrem, seja público ou privado, de tantos em tantos anos e conforme o contrato colectivo de trabalho para o ramo, tem um aumento de vencimento que até há uns anos se chamavam diuturnidades. Como vê todos são aumentados dentro da sua classe.


No caso dos professores, não há professores soldados, professores sargentos ou professores oficiais. São simplesmente professores e não há postos.


Já que falou em militares, e para sua informação, um professor que estudou entre 15 a 20 anos, quando entra para o ensino, sabe quanto ganha? Menos que o soldado que lhe serviu de exemplo. Justo não acha?


 


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 16:00
Coitadinhos...
Mas são professores por opção, ou por obrigação?


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 16:14

Caro anónimo


Por acaso não há por aí um complexo de inferioridade? Se o meu caro amigo não quis estudar ou não teve cabeça para tal, eu não tenho culpa disso. Porque não diz o mesmo de todos os outros que fizeram cursos superiores?


Será que algum professor lhe fez alguma “maldade”?


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 16:32
"Professor".
O problema é que há muitos milhares que cabem nesta designação.
E, entre eles, há os que merecem estar no topo da carreira, enquanto outros não merecem passar do primeiro patamar.
O que se nota é uma qualquer "nódoa" achar-se com direito a ser "estrela".
E este é o aspecto central.
O resto é areia, para levantar pó e perturbar a visão.


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 16:37

Caro amigo


Sabe uma coisa? Não deve passar de um frustrado na vida. Faça por ela como muita gente faz.


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 16:53
Frustrado é...
Um professor "nódoa" que se acha com direito de receber o mesmo que um professor "estrela".
Todos nós que estudámos, mais ou menos tempo, encontrámos, por todos os graus de ensino, professores "nódoas" e professores "estrelas".
Por isso, todos nós nos revoltamos quando aparece quem defenda que um "nódoa" e um "estrela", seja em que actividade for, devem receber o mesmo.
Isto também serve para professores.
Só um "nódoa" não entende, está a entender?


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 17:19

Caro João


Acontece que a comparação que o meu amigo faz peca por desconhecimento, ou por deturpação voluntária da realidade. É verdade que nem todos os Soldados chegam a Cabos Adjuntos, mas também é verdade que os Soldados não desempenham as mesmas funções que os Cabos Adjuntos, é também verdade que nem todos os Cadetes da Academia chegam a Generais, mas aqui a diferença ainda é mais gritante, é que um Cadete da Academia é tão só um estudante de um curso superior, por sinal remunerado (contrariamente ao curso de professor), e que pode nem chegar a concluir, tendo no entanto já recebido uma remuneração do Estado, ou seja dos nossos impostos. Só depois de concluído esse curso será Oficial, com emprego garantido, contrariamente aos Professores, e à maioria dos formados noutras especialidades, com excepção dos Médicos, portanto considerar o inicio da carreira em Cadete é no mínimo falacioso. O inicio da carreira de um oficial, é no posto de Aspirante a Oficial sendo o final dessa carreira o posto de Coronel e não o de General que pertence à carreira de Oficial Superior,  a qual implica uma nova formação. Se quisermos fazer uma comparação com os professores, poderemos dizer que um Professor no período probatório(aspirante a professor) poderá ser equiparado a um Aspirante a Oficial, os dois concluíram o curso e estão no inicio da carreira, só que um Aspirante aufere 1487 € mensais e um Professor no período probatório 1113 €. Um Coronel no final de carreira para um Oficial aufere 3622 € e um Professor no final de carreira aufere 3004 €. Para concluir, as funções e responsabilidades de um Aspirante não são iguais às funções e responsabilidades de um Coronel, enquanto que as funções e responsabilidades de um Professor são sempre as mesmas.


Como vê não há qualquer inconveniente em fazer as comparações com os militares.


Os professores pagam os seus cursos, mais a estadia e alimentação enquanto o estão a tirar, os cadetes da academia têm cama mesa e roupa lavada e uma  remuneração enquanto tiram o curso, ao iniciar a carreira os Professores auferem menos que os Oficiais,  no final de carreira os Professores auferem menos que os Oficias.


Somos sem dúvida uns privilegiados!...


António Venâncio  



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 17:45
Um "nódoa", por mais aulas que dê e anos de profissão que acumule, nunca deixa de ser um "nódoa".
Muitos dos actuais e antigos alunos da Escola Secundária D. Sancho II, em Elvas, já deram por isso.
O senhor professor Venâncio nunca reparou?
E, sinceramente, acha que um "nódoa" e um "estrela" devem receber o mesmo?

"Priviligiado" é...
Um "nódoa", que trabalha menos e pior que um "estrela", levar para casa, no final do mês, uma remuneração igual pelo trabalho desigual feito.
Está a entender, prof?


De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 17:47
Aceite o lapso: saiu "priviligiado", em vez de "privilegiado".
Mas nada altera o sentido do que lhe escrevi.
E desejo-lhe que a minha opinião não o irrite.
Pela sua saúde.


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 20:09

Caro (IP: 85.243.78.16)


 


Você é mesmo um frustrado. Estive a verificar os IP dos comentários e salvo um (João) os outros são sempre o seu. E não é só de hoje. Mas como é que não me lembrei de fazer isto?


Fico muito grato pelos seus comentários caro …


 


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Janeiro de 2010 às 21:25
De JB a 7 de Janeiro de 2010 às 21:23
Sr Pofessor:

Veja lá se não se enganou na contagem dos IP's. Então só apareceram dois IP's?

Não me diga que eu e o João temos o mesmo IP!

Responder a comentário (190705.html?replyto=2096881#reply) | (190705.html?thread=2096625#t2096625) | (190705.html?thread=2096881#t2096881)

</a>
De JB a 7 de Janeiro de 2010 às 21:24
Afinal parece que não é capaz de contar até 3...

Responder a comentário (190705.html?replyto=2097137#reply) |


De Tasca das amoreiras a 7 de Janeiro de 2010 às 20:35
Cao Anónimo

Não me irrito com tanta facilidade, estou demasiado habituado a lidar diariamente com atitudes e comentários bem mais irritantes(vida de professor) sem que isso me afecte. Se assim não fosse já teria morrido de hipertensão, e acontece que a minha tensão arterial é normal.


Mas já agora, que fala tanto em “nódoas” esclareça-me algumas questões para que entenda a sua posição:


Como é que alguém classificado com Bom pode ser “nódoa” como lhe chama?


Não estamos a falar dos classificados com “Regular”, ainda assim uma nota positiva, mas um Bom, ou será que eu devo daqui em diante não deixar chegar ao 12º ano todos os alunos que não tenham pelo menos Muito Bom ou Excelente?


Será que o ilustre anónimo na sua vida, por exemplo enquanto estudante, foi sempre(ou alguma vez!...) Muito Bom ou Excelente? Ou será que não devia ter progredido? Ou deverei chamar-lhe “nódoa”? E quantas vezes teve Suficiente, e esteve portanto abaixo da “nódoa”?


Sabe, não são os Muito Bons ou os Excelentes nem os Maus ou Insuficientes que fazem progredir um Pais, porque os Muito Bons e Excelentes são uma minoria muito minoria, que não é suficiente para fazer seja o que for e os Maus e Insuficientes simplesmente não são capazes ou não querem. Quem faz andar um país é a grande massa que se situa no Bom e por vezes até no Regular, aqueles que num caso não progridem e no outro são mesmo penalizados por ter uma “nota” positiva.


António Venâncio


  


 



 


De JB a 7 de Janeiro de 2010 às 21:23
Sr Pofessor:

Veja lá se não se enganou na contagem dos IP's. Então só apareceram dois IP's?

Não me diga que eu e o João temos o mesmo IP!


De JB a 7 de Janeiro de 2010 às 21:24
Afinal parece que não é capaz de contar até 3...


De João a 8 de Janeiro de 2010 às 17:34
Caros Srs. Professores, em primeiro lugar quero pedir desculpa por vos responder tão tarde, pois a minha vida pessoal e profissional não me permite ser diariamente assiduo à blogosfera.
Quero também dizer que o comentario que fiz à uns dias comparando o seu post com a carreira militar, não tinha nem tem qualquer intenção de provocar ninguém, é apenas uma opinião pessoal.
Tenho acompanhado o vosso Blog, no entanto sem comentar à excepção desta vez.
Compartilho convosco algumas ideias, como por exemplo o casamento "gay" ao qual sou totalmente contra e concordo em pleno convosco.
Na questão da avaliação dos professores já não posso estar de acordo com V. exas. o Sr. venancio corrigiu alguns lapsos no meu comentário, os quais aceito, mas também disse que um professor no inicio de carreira aufere um salário de 1113 euros, por sua vez o Sr. Jacinto disse noutro comentário que um professor no inicio de carreira ganha menos que um soldado, sou leigo a nivel militar para cometer os lapsos que o Sr. Venancio enumerou, mas não sou tão leigo assim, e sei (porque o fui) que um soldado ganha bem menos de metade de 1113 euros.
Em suma, um dos comentários de V. exas ou "peca por desconhecimento, ou por deturpação voluntária da realidade".
Cumprimentos  

 


De Roulette Spielen a 15 de Abril de 2011 às 17:54
Wahnsinn! So eine Story hatte ich gar nicht fur denkbar gehalten :)


De Genf20plus reviews a 9 de Dezembro de 2011 às 07:33
Hat jemand eine Meinung wie sehr dies verallgemeinerbar ist?


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