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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

O natal dos outros

 

Antes de mais, gostaria de vos contar a história desta fotografia. Ela foi obtida pelo fotógrafo “free lancer” Kevin Carter no Sudão. Não é necessário contar o que se passou e o final da história. Dado o seu conteúdo, a oportunidade e a sensibilidade mostradas, foi Prémio Pulitzer. Nada que todos nós não vejamos nas televisões dia após dia. A única diferença entre esta e muitas outras, é que em quase todas o “objecto” da fotografia acabou mal. Desta vez as coisas correram mal para fotografado e fotógrafo. Kevin Carter viu tanta coisa igual à que mostrou ao mundo que acabou numa depressão gravíssima que o levou ao suicídio. Esta é a história da fotografia.

 

Sei que talvez não seja a melhor época para colocar tal documento aqui, mas por saber isso é que o fiz.

Ontem falei aqui sobre a corrupção em África, hoje mostro-vos o resultado. Mas todos calamos, todos consentimos, todos ignoramos porque não nos toca directamente. A ignorância dá-nos por vezes muito jeito. Preferimos ignorar a falar alto e bom som. Preferimos fingir que não vimos do que tentar cada um pelos seus meios, protestar.

É verdade que o abutre ainda não nos quis comer, mas pode ser que um dia o faça. Quando abrirmos os olhos pode já ser tarde e abutres é o que não faltam por aí. Espero do fundo do coração que cada um de vós ao almoçar ou jantar se lembre deste menino que por não comer foi comido. Espero que cada um de vós se lembre do vizinho do lado, deste ou daquele que passa um mau momento ou precisa da vossa ajuda.

Todos nós somos rápidos a dizer que gostaríamos que natal fosse todos os dias. Fica bem. Fazer é que fazemos muito pouco.

Pensemos no assunto.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 02:00
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10 comentários:
De O filho + novo do Zépovinho! a 22 de Dezembro de 2009 às 04:31
2 mêses depois de tirada a foto...o fotografo suicidou se na sua casa...
 
A unica tenda de socorro estava a 2 km's daquele sitio...
 
"...quando nós não gostamos do nosso almoço ou do nosso jantar...deviamos pensar nesta e noutras crianças que não podem sequer escolher..."


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 10:55
"Há primeira vista, está tudo bem".
Isto escreveu o professor César, no post sobre o sismo da semana passada.
Não dúvidas, mesmo à primeira vista: o homem é mesmo ignorante.
Descontem-lhe no vencimento ou na reforma.
O País não deve pagar tanto a gente que ainda não teve tempo para aprender o básico e profissionalizou-se como professor no secundário.


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 12:04
O anónimo destila ódio. Deixe a forma e reflicta no conteúdo.
Perante uma imagem tão comovente. mas real , não tem mais nada para dizer...infelizmente.
Bom Natal para todos.

 


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 14:52
Sem querer entrar numa guerra com os dois comentadores anteriores, acho que o comentador das 10.55h não destilou ódio sobre ninguém.
Como o comentador das 12.04h deve compreender facilmente, há figuras públicas repetidas que um professor (ao que se lê, do ensino secundário) não pode fazer.
Não pode mesmo. Sob pena de achincalhar uma classe profissional que é muito melhor do que o professor César demonstra.


De Tasca das amoreiras a 22 de Dezembro de 2009 às 15:24

Caro comentador


 


Ora troque lá o que disse por miúdos, porque eu além de ser professor sou também loiro e como tal muito burro.


Ao seu dispor


Jacinto César



De Tasca das amoreiras a 22 de Dezembro de 2009 às 15:32

Caro comentador


 


O meu caro amigo não deve ter outra coisa para fazer que analisar ao pormenor aquilo que escrevo para detectar um qualquer erro.


Sabe qual é a diferença entre nós? Eu digo-lhe!


Eu digo aquilo que bem entendo, assumo a responsabilidade do que escrevo e depois assino por baixo para que não restem dúvidas a ninguém.


O meu amigo não diz nada que preste, não tem opinião sobre nada e finalmente tem MEDO de assinar os seus comentários.


Já entendeu a diferença?


Mesmo sendo assim, apareça sempre que é bem-vindo, nem que seja só para eu ir aprendendo algumas coisas de português.


 


Jacinto César



De Tasca das amoreiras a 22 de Dezembro de 2009 às 15:36

Estou a responder ao comentador das 10.55 horas.


 


Jacinto César



De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 15:27
A fotografia choca! A história do fotógrafo é comovente. Eu já andei nestes "filmes" e de uma forma positiva e outras vezes nem tanta, mas dei o meu contributo. E o Sr  o que fez? O que pretende fazer? Qual a sua proposta concreta, para tentar minimizar o sofrimento daquela gente?
Bom Natal.


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 15:48
"um qualquer erro"

O erro que lhe foi apontado (como outros de palmatória) não é "um erro qualquer", é antes a revelação da sua impreparação para o desempenho de um lugar público ligado à docência no ensino secundário.
Não perceber isto, é próprio de uma limitação confrangedora.


De Tasca das amoreiras a 22 de Dezembro de 2009 às 16:03

Caro amigo


Infelizmente já fiz uma guerra. Sendo que a maior parte das coisas que se nos deparam não sejam muito dignas, há sempre formas de minimizar o sofrimento. Não seria bonito da minha parte estar aqui a louvar aquilo que fiz, mas acredite que não foram só coisas más.


Quanto ao que cada um pode fazer para minorar o sofrimento desta gente, nem sempre é possível ajudar os que mais necessitam e principalmente todos aqueles que estão longe de nós. Fogem ao nosso controlo.


Mas, quantas coisas podemos fazer pelas pessoas que sofrem e que estão aqui, quase ao nosso lado? O exemplo que aqui coloquei foi meramente figurativo e em parte relacionado com o meu escrito anterior. No entanto, já pensou, quantas vezes na nossa vida poderíamos ter dado a mão a alguém e por motivos de comodismo não o fizemos?


Se ali à porta do supermercado nos pedirem para dar, damos. É uma evidência. E aquele nosso vizinho, já velhote, que tem dificuldades em fazer qualquer coisa, por mais simples que seja, quantas vezes o fomos a ajudar?


Sabe, nós hoje não praticamos a solidariedade: compramo-la. É muito mais simples enchermos um carrinho de supermercado e oferecê-lo do que de verdade praticar a verdadeira solidariedade. Presumo que me fiz entender.


 


Jacinto César



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