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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Ibero-américa, Palop’s ou UE?

Não sendo um detractor da União Europeia, não me considero um europeísta convicto. Tenho as minhas dúvidas e que cada vez são maiores. Se é indiscutível que a nossa entrada na ex-CEE foi benéfica, por vezes tenho a sensação que nos deram um chouriço em troca de um porco. Para tal sensação contribui, em muito, o estado da nossa agricultura e pescas. Se é verdade que em determinadas alturas, tanto agricultores como pescadores foram beneficiados com “esmolas” que deram durante uns tempos para fazer floreados, o que é certo é que os sectores foram destruídos. Não há agricultura, a frota pesqueira já se foi e entretanto temos que importar o que comemos. Mas somos finos, somos europeus.

A não ser com os espanhóis e um pouco com os italianos, que afinidades temos com os outros países europeus? Culturais, nenhumas! Económicas, nenhumas! Sociais, nenhumas! Quer dizer, somos europeus, mas não somos!

A pergunta que eu faço de seguida é a seguinte: não teremos nós mais afinidades com a América latina e com a África? Não deveriam ser estes em conjunto com a Espanha os nossos parceiros naturais e preferenciais? Então vejamos. O que é que podemos produzir que possamos vender à Europa e aos países emergentes da Ásia? Nada! Os primeiros produzem essencialmente tecnologia que vendem ao exterior. Os segundos produzem tão barato devido à mão-de-obra quase escrava que ninguém pode concorrer com eles. Salvo alguns sectores e que é o caso das comunicações e energias renováveis, que produzimos nós que tenha algum interesse para o ocidente desenvolvido? Nada, a não ser o sol, a praia, ou seja, o turismo.

Olhemos agora para os PALOP e para os países da América Latina. Culturalmente estão muito próximos de nós e economicamente um bom par de anos atrás. Porque não dar-lhes prioridade?

Estes países têm os recursos naturais que nós não temos e que necessitamos. Nós temos a tecnologia e o conhecimento. Ou seja, em conjunto teríamos tudo o necessário.

Quem ganha com o nosso afastamento destes países? Os EE.UU., os países asiáticos, que a pouco e pouco têm tomado o lugar de Portugal e da Espanha.

Acredito que não esteja a ver bem as coisas, mas quando olho para os negócios que Portugal tem feito com a Venezuela, penso que poderíamos alargar este tipo de colaboração.

Europa sim, mas com muita precaução e sem perder nunca de vista os outros blocos.

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 20:53
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7 comentários:
De André Miguel a 3 de Dezembro de 2009 às 14:56
Desculpe que lhe diga mas isto soa a piada de mau gosto, pois só quem nunca visitou Angola ou Moçambique pode dizer que existem afinidades connosco. Digo-lhe por experiência própria derivada de dois anos em Angola que não há NADA de semelhante. Não há comparação possível com a nossa mentalidade, organização e cultura. Quiçá somente como dizia Eça, acerca do Brasil, que têm os mesmos defeitos que nós, mas dilatados pelo calor.
A única coisa que nos aproxima são 500 anos de colonização e o idioma, o que deve certamente ser aproveitado em termos económicos, nada mais!
É por comentários como o seu, que desenvolvem complexos de inferioridade relativamente aos mais desenvolvidos, que nunca acreditamos realmente nas nossas potencialidades e preferimos ser comparados com as nossas ex-colónias terceiro mundistas. Pudera é mais fácil! Mas assim não vamos lá... Ou você acha que os franceses fazem o mesmo raciocínio, que V. Exa. faz com Portugal, relativamente à Argélia, Senegal ou Costa do Marfim?!


De Tasca das amoreiras a 3 de Dezembro de 2009 às 17:25

Caro amigo


 


Ou não entendeu o que escrevi ou então o seu comentário vem carregado de má-fé. Se há defeito que nunca tive foi o ser portador de complexos de inferioridade e irrita-me quem os tem.


Quando disse que poderíamos dar prioridade às relações comerciais com os PALOP e com os países Latino americanos, disse-o com a convicção que poucas culturas, tal como a portuguesa e a espanhola, compreendem na perfeição o que são esses países e as suas mentalidades. 500 anos de presença ininterrupta deram-nos uma experiência que de modo algum poderemos desaproveitar, além de que esses países têm potenciais incalculáveis.


Se o meu amigo esteve 2 anos em Angola, eu, antes de o meu caro ter nascido já por lá andava há uns anos. Pelos visto na sua experiência pouco ou nada aprendeu.


 

Jacinto César    


De André Miguel a 3 de Dezembro de 2009 às 17:55
Pois, bem me parecia que V. Exa. conhecia a Angola de há 40 anos atrás... Vá lá hoje e veja se há comparação possível.
E de modo nenhum nós estamos a desaproveitar os 500 anos de presença, basta ver os números do investimento directo nos Palops para ver que Portugal é um dos maiores investidores (há 2/3 anos atrás chegou mesmo a ser o maior em Angola). Mas daí a afirmar que existem grandes afinidades vai um passo muito grande! Quanto ao resto do seu texto estou completamente de acordo, principalmente quando diz que nunca devemos perder de vista os outros blocos.


De JB a 3 de Dezembro de 2009 às 17:55
Senhor Professor:
 O nosso governo,em termos de escândalos e corrupção em nada fica atrás de qualquer país de África ou América Latina.

No entanto enquanto nos mantivermos na Zona Euro estamos "escudados".

Infelizmente a memória tende a ser curta, se não fosse estarmos na Zona Euro teríamos taxas de juro a 40%,
Inflação galopante, contas do Estado ,uitomais descontroladas, o cidadão de classe média e média alta, não poderia suportar o nível de vida em Badajoz e eu teria que voltar a comprar euros ao meu amigo "Armando do Lencinho".

Para já não falar de permanecer uma hora no carro à espera da minha vez para mostrar o passaporte para ir a Badajoz e ter que tirar seguro contra  atropelamentos em Espanha.

Para uma pessoa com um ordenado em Euros como o Senhor Professor ou eu temos, semelhante "post" só revela ignorância. Não quero acusá-lo de má-fé.

E já agora, como no tempo do Salazar, que a mulher precise de autorização escrita do marido para atravessar a fronteira...


De Tasca das amoreiras a 3 de Dezembro de 2009 às 19:21

Caro JB


 


O meu caro anda a inventar coisas ou a ver papões.


Onde é que no texto se propõe a saída da EU? Fala-se em prioridades e em privilegiar as trocas comerciais!


Oh meu amigo …


 


Jacinto César



De Justiceiro Implacável a 6 de Dezembro de 2009 às 20:58
Oh! JB Vai-te catar mais a tua europa


De Anónimo a 5 de Dezembro de 2009 às 16:33

quando os panascas põe os cornos são "bois" ou Vacas"?


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