Há por vezes quem faça uso dessa palavra de uma forma leviana. Outros há, que confundem liberdade com libertinagem.
Isto vem a propósito dos dois textos que publiquei nestes últimos dias a propósito da minha não concordância com o denominado “casamento” entre seres do mesmo sexo e contra a adopção de crianças por este tipo de “casamento”.
Recebi com agrado a opinião do “camarada” Luís Pedras e da forma cordata com que escreveu. No entanto não posso estar mais em desacordo com as suas convicções e a sua noção de liberdade. Esta não pode ser evocada conforme as conveniências do momento. Se é verdade que apresentei argumentos que podem ser considerados extremistas e de terem chocado algumas pessoas, não é menos verdade que tanto o “incesto” como a “poligamia” são opções individuais e que envolvem a liberdade de cada um. Isto não significa que esteja de acordo com tal, antes pelo contrário, mas estou a usar os mesmos argumentos que os “camaradas” da esquerda usam no caso do “casamento”.
É caso para dizer que ou há liberdade para todos ou então algo está mal neste reino à beira mar plantado.
Por outro lado há uma coisa que não entendo nas posições do BE. Todos nós nos recordamos do barulho que fizeram em relação ao não ter sido referendado o Tratado de Lisboa. Aqui eram a favor do referendo. Sobre este tema são contra. Dois pesos e duas medidas para um partido que se diz coerente. Caro Luís Pedras explique lá melhor essas incoerências já que se julga ter um comportamento assertivo, não se pode dar ao luxo de atentar contra as liberdades dos outros.
Jacinto César
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