É lamentável que o 2º partido português esteja no estado em que está. Toda a minha gente quer o poder, mas depois não sabem o que fazer dele. A continuar assim não sei qual será o seu futuro. As últimas eleições legislativas foram a prova disso mesmo e eu acrescentaria que se não fosse o voto útil teríamos o PP a passar-lhe à roda. É um palpite.
Luís Felipe Meneses que já foi Presidente do partido, fez aquilo que fez, ou seja, deixou o partido mais fragmentado que alguma vez esteve. Sem vergonha alguma já se está a perfilar outra vez para ser o número 1.
Pedro Passos Coelho vai avançando e recuando consoante a telha de Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas o que me fez escrever este escrito não foi tanto a confusão que se vive no partido, mas o comportamento vergonhoso de alguns dos seus barões.
Tudo começou com Dias Loureiro, grande passarão que conseguiu enganar até o próprio PR. Este por sua vez armou as confusões que armou com as presumíveis escutas o que veio atingir mais uma vez o PSD quando se pensava que o efeito fosse o contrário. O caso ainda vai dar muito que falar.
Finalmente João de Deus Pinheiro a fazer o impensável. Candidatou-se a deputado, foi eleito e logo de seguida pediu a demissão alegando cansaço. Para todos verem que era “verdade” apareceu muito sorridente a jogar a sua partida de golfe. Simplesmente vergonhoso.
E é com gente desta que querem afastar Sócrates.
Para dizer a verdade sinto pena de Manuela Ferreira Leite porque com amigos destes não precisa de inimigos.
Se Sá Carneiro levantasse a cabeça da tumba morria segunda vez. Só que desta seria de desgosto e não de uma bomba.
Quem se vai rindo desta bagunça toda é Paulo Portas. Não é por acaso que na classificação atribuída aos políticos a que me referi ontem, é o líder melhor classificado.
Ah valente Portas.
Jacinto César
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