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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Parábola do Grilo

Numa bonita cidade ensolarada, algures nos anos dois mil e algo, vivia um grilo.

Talvez fruto de um Inverno seco e de uma Primavera temporã, este nosso grilo começou a cantar cedo, muito cedo, ainda em pleno Inverno, fazendo-se ouvir por toda a cidade. Durante meses a fio a cidade ouviu-o como uma nova diversão.

Chegou o Verão o seu canto intensificou-se de tal forma que se tornou difícil dormir na cidade com o barulho que fazia.

Ao chegar ao Outono, certamente pelo facto de se manter o tempo ensolarado e o frio não abundar, o grilo continuou a fazer-se ouvir cada vez com maior estridência de tal forma que aquilo que no início era um divertimento, passou a ser dificilmente tolerado acabando por se tornar insuportável.

Para grande surpresa??(e alívio) da população, um certo domingo calou-se repentinamente, sem que tivesse começado a chover ou o frio tivesse aumentado significativamente.

Dadas as características climatéricas do ano em curso, um daqueles anos em que o final do Verão e principio de Outono se torna penoso para toda a fauna, por falta de alimentos e de água, de tal modo que diz o povo “até a raposa anda aos grilos”, tememos seriamente que o nosso grilo tenha mesmo sido “comido” pela “raposa”.

Certo é que nunca mais se ouviu cantar na cidade.

Esperemos pela nova “Primavera” para ver se voltamos a ter notícias do nosso grilo ou confirmarmos que a “raposa” lhe pôs fim.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 21:58
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9 comentários:
De Anónimo a 16 de Outubro de 2009 às 22:31
Que cinismo esta patente neste escrito e que adequado ele esta na realidade que foi vivida por estas bandas e como vai levar porrada dos portinholeiros que ai andam nos blogs mas nao faça caso porqe a asia passalhes.


De Anónimo a 17 de Outubro de 2009 às 12:42
a blogoesfera nunca + foi a mesma... volta portinholeiro, estás perdoado...


De Anónimo a 17 de Outubro de 2009 às 13:54
Entende-se a parábola.
Vê-se bem a quem o Sr. Professor Venâncio se quer referir.
Política é política. Vale o que vale.
Glória aos vencedores honra para os vencidos.
Não lhe fica bem usar estas figuras para querer atingir alguém.
Seja frontal e directo.
Ou isso custa-lhe?
Só assim seremos dignos de nós próprios.
Queira aceitar o meu desagrado pelo texto. Foi infeliz.
Esperava mais de si.
Do seu amigo que não se identifica, não por ter medo mas que o Sr. facilmente saberá de quem se trata.

 


De Tasca das amoreiras a 17 de Outubro de 2009 às 15:36

Caro Anónimo


 


Quando quero fazer análise política frontal e directa, faço-o como aconteceu por exemplo nos passados dias 9 ou 12 e em várias outras situações anteriores em que me dirigi directamente aqueles a quem tinha algo a dizer com os respectivos nomes. Por vezes apetece-me escrever por parábolas, tentando através delas ilustrar certas figuras da sociedade, já não é a primeira vez que o faço, e provavelmente não será ma última apesar do desagrado que parecem causar em certos meios. Se o meu amigo pensa que se vê bem a quem me quero dirigir, apenas posso dizer que é a sua interpretação do que escrevi, e que como tal essa conclusão nasce da sua cabeça, não da minha. Apenas significa que o perfil que tracei através do grilo, se ajusta, em sua opinião, à pessoa em causa. Pela minha parte posso assegurar que o grilo da parábola não tem seguramente um único nome mas muitos. Não faltam por esse país fora grilos cantores e raposas. Diga-me o meu amigo que nome daria ao grilo se estivesse em Sintra? E no Porto? E em Lisboa? E em Felgueiras? E…?


Não sejamos tão limitativoas!...


Não posso no entanto impedir que cada um faça a sua interpretação.


Já agora não, não sei de quem se trata, mas acho muita piada que alguém que não tem a frontalidade de assinar aquilo que escreve me venha a acusar a mim de falta de frontalidade.


 


 


António Venâncio


 



De Zé de Mello a 19 de Outubro de 2009 às 06:24
Soberbo édito!

Parabéns caro prof. Venâncio


De Anónimo a 19 de Outubro de 2009 às 08:22
Comentário apagado.


De Anónimo a 19 de Outubro de 2009 às 09:54

Outro professor que não sabe escrever. EXPLICAR-SE e não ESPLICAR-SE.


De Tasca das amoreiras a 19 de Outubro de 2009 às 11:43

Caro comentador
Que escreva como anónimo, pode explicar-se com o medo. Que use o nome de outros é grave.
António Venâncio


De Anónimo a 19 de Outubro de 2009 às 15:47
O Professor Venâncio em vez de publicar os comentários que se enviam, corrige os seus próprios erros e pronto. Uma boa maneira de não dizer que não sabe escrever EXPLICAR. Eu explico, explicar escreve-se com "X" e não com "S" como tinha escrito inicialmente.


De Tasca das amoreiras a 19 de Outubro de 2009 às 19:05

Caro Anónimo


 


Entre não saber escrever e cometer um erro, vai uma “ligeira diferença”, no entanto, agradeço o seu alerta que originou de facto a minha correcção. Quanto ao facto de não publicar o comentário, não pode imputar-me essa responsabilidade a mim mas ao SAPO, verifique o ilustre anónimo apenas o seguinte. Quantos comentários estão no contador deste texto e quantos aprecem publicados.


Já não é a primeira vez que comentários aprovados não são publicados, por razões que nos são alheias.


Saiba pois que o seu é um desses comentários, o tal que aparece no contador, mas depois não aparece publicado.


António Venâncio



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