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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Por favor digam-me que estou mesmo doido e que li mal a notícia que se segue. Se assim for marco já um lugar num manicómio.
“Redução de 1300 efectivos das Forças Armadas
Foi publicado esta segunda-feira em Diário da República o decreto-lei que define a redução de 1300 efectivos militares das Forças Armadas Portuguesas até 2013.
O diploma aponta para um universo total de 18.538 militares a atingir até 2013, constituído por 78 oficiais generais, 5146 oficias superiores, 9296 sargentos e 4018 praças dos três ramos das Forças Armadas.”
Ver em http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=49083
Vejamos então:
1 – 1 general comanda 66 oficiais superiores
2 – 1 oficial superior comanda 1,8 sargentos
3 – 1 sargento comanda 0,4 praças
Visto de outra forma, 2 soldados precisam de 5 sargentos a dar-lhes cabo da cabeça, 9 sargentos são comandados 5 oficiais superiores e finalmente um general tem às suas ordens 66 oficiais.
Se os 78 generais mais os 5146 oficiais tiverem um motorista, estes só podem ser sargentos já que os soldados não chegam só para este efeito. Mas como as Forças Armadas necessitam de soldados como impedidos, de empregados de mesa e balcão nas messes de sargentos e oficiais, mais uns quantos nas secretarias e como guardas e sentinelas nos “quartéis”, quantos sobram para cumprir a função MILITAR? Poucos ou nenhuns. Pergunto então muito inocentemente para que servem umas forças Armadas destas? Eu não digo mas penso.
Bem, que entender mais de assuntos militares que se prenuncie, já que eu desta tropa não entendo nada.
Bem, devo estar mesmo doido!
Jacinto César
De Anónimo a 29 de Setembro de 2009 às 11:52
O dinheiro que o País gasta com os militares é impressionante!
As obras pública que não se fariam se esse desperdício fosse canalizado para outras áreas.
Em Portugal, desde o 25 de Abril (há mais de 35 anos!!!...), não me recordo de nada de importante feito para o País pelas Forças Armadas.
Forças... armadas em importantes, é o que elas são.
De Anónimo a 29 de Setembro de 2009 às 12:44
Qual é a sua necessidade de escrever sobre o que nada percebe? Evidentemente que dá origem aos comentários mais estúpidos e descabidos que é possível ler. Se quiser eu escrevo-lhe e explico-lhe o que significa esta redução para o sr depois poder, então, esclarecer este blog. Mas, apenas como introdução, lhe ensino que as Forças Armadas são constituidos por três ramos, tente lá fixar: Exército, Marinha e Força Aérea. Cada ramo tem especificidades próprias em virtude das suas missões para um combate, logo organizam-se em termos de recursos humanos de maneira diferenciada. Por exemplo: o sr não vê, julgo eu, a necessidade de um pelotão para pilotar um F16, ou vê? Quem vai pilotar estas aeronáves? Precisam de praças dentro deste meio de combate? Sabia que são as Forças Armadas, a acreditar nas palavras dos Ministros da Defesa, Negócios Estrangeiros e Primeiro Ministro, que actualmente proporcionam prestígio ao país? Claro através das missões que têm desempenhados nos diferentes Teatros de Operações, como Afeganistão, Bósnia, kosovo, etc.? Quando não percebe não comente porque os seus comentários provocam comentários ainda mais ignorantes.
Caro amigo
Já vi que é uma pessoa entendida em F16. Eu infelizmente fui da tropa macaca durante 3 anos e não havia esses luxos. Havia uns T6, uns F86 a cair de podres e uns Fiat’ G91. Outros tempos.
Uma coisa o meu amigo não respondeu nem me esclareceu: é a desproporção entre categorias. Desde quando é que há quase tantos oficiais como sargentos ou como praças? Nos meus tempos havia uma pirâmide hierárquica. E agora?
Explique cá aos ignorantes em assuntos militares como é que é agora!
Jacinto César
De MF a 29 de Setembro de 2009 às 13:46
Mas pretende despedir metade dos oficiais para as contas baterem correctas?
É que já ninguém quer ir para a tropa!
De Anónimo a 29 de Setembro de 2009 às 14:39
Acabo de telefonar para alguém que me esclareceu os números que, ao que parece, estão errados na notícia que deu origem ao seu post. Todavia, aproveito a oportunidade para ser mais claro. O Sr foi militar suponho eu no Exército, porque tropa macaca com o devido respeito, e pedindo desculpa pela minha ignorância, mas não conheço. Este ramo é o único que se organiza tacticamente de uma forma ternária. Hoje exige-se à categoria de Sargentos mais tecnicismo logo, tendo em conta os meios de combate actuais, existe menos necessidade de militares na categoria de Praças. Eu vou saber os números atribuidos a cada ramo e depois explico-lhe melhor esta mudança. Não me pergunte se eu concordo. Isso são outras "estórias".
Caros comentadores
Como entendo que o assunto é melindroso, gostaria de fazer mais uns esclarecimentos.
Que fique claro que sou a favor da existência de umas forças armadas modernas que satisfaçam as necessidades do país. Qualquer país que se preze tem que as ter sob pena de entregar a sua defesa a países terceiro, o que é um erro tremendo. Actualmente as forças armadas não servem para fazer guerra a ninguém, mas única e exclusivamente como meio dissuasor e para defesa do nosso espaço aéreo e da nossa costa. Para tal requer-se umas forças armadas pequenas mas modernas e bem equipadas, incluindo os submarinos que muitos dizem inúteis.
O texto que escrevi de forma sarcástica deve-se ao facto da desproporção existente entre oficiais, sargentos e praças.
Em tempos idos, aquilo a que se chama um pelotão (agora não sei se a designação se mantém) era constituído por 30 homens: 1 oficial, 3 sargentos e 26 praças. Nesses tempos, por cada avião eram necessários além do piloto, uma série de sargentos e praças para a respectiva manutenção e manobra.
Ora bem, se actualmente as coisas ainda forem assim (ou parecidas) como é que se podem formar os grupos anteriormente descritos, se há quase tantos oficiais como sargentos e praças? Impossível, não? Que explique quem souber.
Jacinto César
De Manuel de Sá a 29 de Setembro de 2009 às 13:49
Coloquei o comentário seguinte no blogue do MUDE porque tinha algumas dúvidas em relação ao programa para a freguesia de São Brás e São Lourenço. Nem sequer o publicaram. Assim demonstram o respeito que têm pelos elvenses?
"Como ainda indeciso no voto para as autárquicas devo-vos colocar as seguintes questões que espero ver respondidas em relação ao vosso programa para a freguesia de São Brás e São Lourenço:
Se os moinhos de água e as levadas são particulares como tenciona a Câmara intervir neles?
Onde está a ponte romana da freguesia de São Brás e São Lourenço?
Como pretendem criar a ETAR se isso é da competência das Águas do Norte Alentejano?
Como pretendem engarrafar a água da freguesia e vende-la?
Onde pretendem colocar o campo de golfe?
Se criticam a existência do boletim municipal porque pretendem criar um boletim para a freguesia?
Onde, quando e como querem criar um parque para mostra e estudo do comportamento de animais bravios como o lobo, uma vez que penso não existirem lobos por aqui?
Como querem colocar aqui um Multibanco se isso é da competência dos bancos?
Cumprimentos,
Manuel Sá
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