Como nunca fui e nem sou egoísta, tenho muitos mais argumentos que me levariam a não votar em tal pessoa, mesmo que me tivesse aumentado o vencimento para o dobro. Acho que o colectivo sempre foi mais importante que o indivíduo e é sobre isso que quero hoje escrever antes do dia das eleições.
Estou convicto que as pessoas que nos lêem diariamente já têm na sua cabeça a quem vão dar o seu voto, mas se conseguir mudar de opinião um só que seja já é uma vitória para mim.
Voltemos então ao assunto e aos porquês desta minha atitude em pedir que não votem PS.
Se bem recordados estão, fez agora quatro anos que Sócrates jurou a pés juntos que não iria aumentar os impostos. Foi o que se viu: não houve taxa ou imposto que não tivesse aumentado. Se tivesse aumentado os impostos sobre artigos de luxo ou supérfluos ainda aceitava, mas o IVA por exemplo é inaceitável. O aumento deste até aos 21 % quem é que prejudicou? Os mesmos de sempre ou seja, a classe média e os pobres, já que para os abastados mais um menos um tanto dá. Depois veio o IRS sobre as reformas. Quem tinha reformas grandes ou milionárias já pagava este imposto. Quem é que mais uma vez saiu mal da situação? Os que tinham uma reforma baixa ou miserável. E o que é que se pode chamar a uma pessoa que disse uma coisa e fez outra? MENTIROSO.
Mas há mais, muito mais. Que dizer do tratamento que deu aos pequenos agricultores? E dos pequenos comerciantes? Sobre estes últimos gostaria de falar mais detalhadamente, mas fica para depois. Gostaria no entanto dizer às pessoas que nos lêem e a título de exemplo que os comerciantes chineses estão isentos de impostos durante cinco anos. Pensem na justiça desta medida.
Não quero maçar com mais mil e um argumentos para justificar um NÃO ao PS. Meditem no assunto.
Eu sou professor e como tal não voto PS.
Jacinto César
O senhor não vota PS, porque se calhar é do clube dos “Velhos do Restelo”, que a todo o custo não quer ser avaliado!
Estranho, ou melhor não estranho, o seu silêncio sobre as remodelações/melhorias que o seu local de trabalho (Escola Secundária de Elvas) está a ser alvo.
Não interessa referir não é!
Sabe qual vai ser o seu desgosto, é que com um ou outro vencedor, ao analisar bem a situação dos professores, vai entender que a avaliação tem que ir para a frente.
Porque esse é o verdadeiro problema dos acomodados, a avaliação!
Qualquer um pode vir aqui, anonimamente dizer-se Professor e largar uma série de baboseiras.
A seu primeiro parágrafo é por si só revelador
“Nunca os professores foram tão beneficiados com um governo do que com Sócrates.”
A ser como diz, como explica as manifestações de mais de dois terços dos Professores? Acaso são todos burros e não reconhecem os “benefícios” de que foram alvo? Ou será que me quer dizer que foram manifestações de agradecimento?
Caro anónimo, tem todo do direito de vir aqui comentar e dar a sua opinião, mas não venha fingir ser o que não é.
António Venâncio
Caro Anónimo
Deve estar a brincar, ou a tentar atirar areia para os olhos de alguém.
Sabe bem, aliás sabe-o toda a gente, que as maiores manifestações de Professores, que foram aliás as maiores de quaisquer classe profissional realizadas em Portugal foram as que se realizaram durante o governo José Sócrates. Não têm comparação com quaisquer outras realizadas anteriormente. Só por má fé se pode comparar quer em termos de actuação, quer quantos às manifestações que se lhe opuseram a Dr. Manuela Ferreira Leite com Maria de Lourdes Rodrigues.
António Venâncio
Concordo, plenamente, com o anónimo das 02.34 h. Independentemente de ser ou não professor.
Caro anónimo,
Não a firmei que não há Professores PS, (em todo o lado há masoquistas), o que eu disse é que com aquele tipo de argumentação não pode ser um professor, ou então não tem honestidade intelectual.
António Venâncio
Caríssimo Venâncio:
Não se irrite. Ainda, está a tempo de mudar. Sugiro que vote PS. Pois, só terá a ganhar e não a perder.
Caros comentadores
Só agora cheguei aqui e li os comentários e infelizmente apercebi-me do óbvio, é que todos são egoístas. Por aquilo que estou a ler, parece-me que as eleições são só entre professores e que os outros não contam.
Mas o que é que é necessário fazer para se poder dizer que o actual 1º Ministro tem destruído a classe média e tem deixado os pobres à beira da indigência? Por acaso já se esqueceram dos 2 milhões de pobres que há em Portugal? Por acaso já se esqueceram das centenas de milhares de portugueses a viver com um miserável salário mínimo? Por acaso já se esqueceram dos milhares de portugueses com emprego precário ou a recibos verdes?
Porra, eu já não tenho nada a ganhar ou nada a perder. Eu já vivi a minha vida da melhor maneira que pude e que soube, mas como cidadão não me posso esquecer dos outros. Podia estar perfeitamente descansado e deixar andar as coisas, mas não posso perante tanta injustiça que vejo todos os dias. Mais, penso que neste momento há três grupos de pessoas a votar Sócrates: os fanáticos pelo partido, os que se estão a aproveitar das benesses proporcionadas pelo dito partido e os mentecaptos.
Caros amigos, escolham o grupo onde se incluem.
Jacinto César
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