Durante os últimos quatro anos ouvi, dos mais variados sectores da actividade, queixas relativamente à actuação do Governo PS e do seu Primeiro-Ministro. Dos pequenos comerciantes que dizem viver uma situação de dificuldade como nunca viveram, aos trabalhadores por conta de outro que viram precarizado o seu vínculo laboral e uma nova formula de cálculo das pensões que os deixará com metade do salário quando se reformarem, dos que se viram de um momento para o outro no desemprego sem vislumbrarem uma réstia de esperança no futuro, aos reformados que viram as suas magras pensões diminuídas por força do aumento da carga fiscal que sobre elas incidiu, dos agricultores que viram restituídos a Bruxelas milhões de euros, alguns dos quais, como os das agro-ambientais, já estavam contratualizados, aprovados e, nalguns casos com investimentos feitos, dos funcionários Públicos que viram as suas carreiras cerceadas e a mudança unilateral dos contratos que um dia tinham assinado ao entrar em funções, aos doentes que se viram forçados a pagar “taxas moderadoras” para exames internamentos e cirurgias, das forças de segurança que se viram privados de direitos que vinham usufruindo, aos professores que foram achincalhados pelo Ministério da Educação, de todos ouvi queixas.
Hoje é o último dia da campanha eleitoral.
Domingo chega a hora de mostrar aquilo que pensamos relativamente ao que foram estes quatro anos.
O nosso Distrito elege apenas dois deputados, e apenas PS e PSD podem aspirar a ter representação.
Chegou o momento de traduzir em actos todas estas queixas, e, em coerência, contribuir para retirar do poder quem esteve na origem de todas elas.
Assim sendo, votar no PS para quem durante estes quatro anos sofreu esta política está fora de questão, seria contribuir para que pudesse eleger os dois deputados no Distrito, e portanto para que tivéssemos mais quatro anos do mesmo.
Votar em qualquer um dos partidos que não tem possibilidade de eleger um deputado será dar meio voto ao PS pois não contribuindo directamente para eleger um deputado do PS, também não contribui par eleger um de outro partido, e poderá, em última análise permitir que o PS acabe por eleger os dois.
Votar no PSD é a única hipótese de contribuir para que o PS perca um deputado no Distrito e para que não tenha maioria para governar.
Por isso,
Na Hora da Verdade, vou votar PSD
António Venâncio