Nestes próximos textos vou aqui tentar resumir o que se passou durante a reunião para a qual fui convidado a participar e promovida pela candidatura de Rondão de Almeida.
Não me incomodou nada o facto de me terem colado à referida candidatura em comentários que aqui se fizeram, apesar de ter afirmado que faria exactamente o mesmo se qualquer outra candidatura tivesse tido o mesmo procedimento.
Quando aqui afirmei que fui recebido com educação não esperava outra coisa já que sempre fui educado com toda a gente. Mais, pelo simples facto de ter discordado de algumas coisas que ali foram ditas, não é por se falar mais alto e pôr em bicos de pés que se tem mais razão. Disse o que tinha a dizer e pronto!
1 – Património Militar
Já referi aqui várias vezes que das poucas instituições que ainda me merecem confiança em Portugal são as Forças Armadas. Vários são os motivos que me levam a tal, entre eles, a disciplina, a noção do dever, a lealdade, etc.
Naquele dia fiquei triste, muito triste mesmo ao constatar que é precisamente a instituição que admiro a culpada do estado em que está o património por eles gerido. Para já não falar do mais que problemático Forte da Graça, deixo aqui dois acontecimentos que me puseram os cabelos em pé. Como não me foi pedido segredo, vou contá-los.
O primeiro foi passado durante a Feira Medieval. Como não sou muito adepto de tais festivais não fui lá, mas em conversa com amigos e familiares que lá se deslocaram a opinião foi favorável, principalmente o facto de terem aberto ao público o caminho das muralhas que passa por detrás do castelo, do Paiol de Stª Bárbara e desemboca no Cemitério dos Ingleses. Parece que para se fazer este percurso teve que se desmatar a muralha naquela zona. Os elvenses e os forasteiros parece que gostaram. Até aqui nada de anormal. Anormal parece que foi a entrada intempestiva de um grupo de militares vindos de Estremoz a pedirem satisfações sobre o quem tinha autorizado a fazer a desmatação e permitiu que civis andassem a passear em terrenos militares. Fazendo fé no que o presidente afirmou, os militares ficaram muito mal na fotografia.
O segundo caso passou-se com a abertura de um concurso público para a recuperação das muralhas que vão das Portas de Olivença até às Portas da Senhora da Conceição. Segundo parece, já na fase da adjudicação, mais uma vez apareceram os militares a proibir a câmara a “tocar” no património militar.
Resumindo, para não utilizar um ditado popular mais vernáculo, digo que não fazem nem deixam fazer. Lamentável.
Como é que se pode resolver o assunto destes? Eu não faço ideia, mas para mim e aqui que ninguém nos ouve, parece que ninguém sabe.
Amanhã continuo com outros assuntos.
Jacinto César
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