Juro por todos os Santos que estou mais que inocente!
Alguém por acaso já me viu dizer mal de alguém? Nunca! Estou inocente.
Alguma vez andei por aí a insinuar coisas sobre pessoas? Nunca! Estou inocente.
Alguém pode dizer que me apanhou a dizer uma mentira por mais inocente que fosse? Nunca! Estou inocente!
Esta justiça que temos é que é injusta! Sou uma vítima inocente.
Povo ingrato e burro que não entende que tudo o que faço e digo é para seu bem. Cambada de ignorantes que não sabem o que é ser-se um político sério. Nem o Quim compreendeu as minhas actuações no circo municipal. Eu sei que sou uma fera, mas ele não tinha que se armar em domador e tive que lhe dar uma dentada. Mas o raio daquela mulher vestida de preto não gostou. INJUSTIÇA. Não é que foi dar razão ao domador? Mas se estão convencidos que me domam, enganam-se.
Vou continuar, qual D. Quixote, pelas minhas manias, e a bem ou a mal vão ter que me aturar, nem que para isso tenha que promover um Golpe Municipal.
Por acaso sabem quem eu sou? Eu sou um digno deputado municipal, descendente de famílias importantes e poderosas. Sou um digno sucessor do meu avô.
Vocês nem sabem do que eu sou capaz de fazer. A vingança vai ser terrível! Tiago não me chame eu!
Jacinto César
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