Não me podem acusar
Afinal no que não disse
Eu estava só a brincar
Aquilo que dizem que disse
Criou tanta confusão
Que afinal no que não disse
Se calhar tenho razão
Eu pergunto. Quem será?
Não fico comprometido
Logo “alguém” apontará
P’ra quem quero ver atingido.
Eu não faço acusação
Eu nisso estou inocente
Se há outra interpretação
É má-língua dessa gente
Afinal o que era ontem
Hoje mesmo já não é
E à pergunta insinuante
Respondo com um “jamais”
Conclusão
Este nosso troca-tintas
Quando se vê apertado
Mete o rabinho entre as pernas
Deixa o veneno espalhado
Peço perdão aos meus leitores pois sei que o meu jeito para a poesia não é muito.
Hoje, não sei bem porquê, apeteceu-me glosar uma figura típica da sociedade, "O Troca-Tintas".
Se apesar da falta de qualidade do poema conseguir arrancar um sorriso a alguns dos meus leitores ficarei satisfeito.
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