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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Novamente ao ataque

Este governo tem um jeito especial para atirar abaixo as classes profissionais que lhe fazem frente.

Hoje saiu uma notícia em que se informava o país que os professores em fim de carreira são os mais bem pagos da Europa. Fantástico! Pela parte que me diz respeito fiquei muito satisfeito por saber que ganho mais que os meus colegas europeus. Bolas, afinal não sou nenhum pelintra.

Como se prevê que em Setembro e em vésperas das eleições legislativas vá haver mais contestação dos professores (sempre são 150 mil mais as respectivas famílias), há que intoxicar a opinião pública e pô-la contra os docentes. Jogada de antecipação. Pode funcionar com as classes menos informadas, mas não funciona com todos e aumenta ainda o descontentamento, para não lhe chamar raiva. É, é isso mesmo que sinto: uma raiva profunda contra este governo.

Eu gostava de saber quanto ganham as outras classes profissionais, cujas habilitações tenham que ser licenciaturas e com mais de 30 anos de serviço? Tinha uma certa curiosidade em saber, já que em principio de carreira, um docente licenciado ganha o mesmo que um soldado no exército. Sei que a classe militar é uma classe prestigiada e a classe que nos defende dos nossos inimigos, e nós somos uma classe de pelintras.

Nunca tinha havido governo tão demagogo como este desde o 25 de Abril. Arre que é demais!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 15:06
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12 comentários:
De Tasca das amoreiras a 16 de Julho de 2009 às 17:37
Curiosamente, ou talvez não, não foi divulgado com o mesmo ênfase um relatório da OCDE (este verdadeiro, não como aquele que o Governo divulgou, feito por encomenda) que põe em causa o actual modelo de avaliação ontem publicado.
http://www.oecd.org/dataoecd/17/32/43327186.pdf
Há seguramente assuntos que “interessa” fazer chegar à opinião pública, mesmo que distorcidos, pois a comparação não se pode fazer entre os professores portugueses e os seus colegas europeus, mas entre os professore portugueses e os outros licenciados portugueses, como muito bem salientas. É claro que essa comparação, tal como o relatório que atrás citei, faz parte dos assuntos que não “interessa” divulgar.
Também não interessa certamente divulgar a forma escandalosa com são efectuados os concursos, abrindo ano após ano um número de vagas que é manifestamente insuficiente, recorrendo depois ao contrato individual para satisfazer as reais necessidades do ensino, e mantendo os jovens professores numa situação de permanente insegurança, e impedindo-os de entrar na carreira para os manter com o tal saltério ao nível do soldado.

António Venâncio


De Tasca das amoreiras a 16 de Julho de 2009 às 17:48
Com adenda ao comentário anterior só dois números para reflectir. Entraram nos quadros 396 e ficaram 38000 par preencher.
Se são necessários mais 38000 porque não foram a grande maioria dessas vagas a concurso?
Isto para já não falar nas aberrações de algumas colocações que já foram tema de texto anterior

António Venâncio


De Anónimo a 17 de Julho de 2009 às 08:43
Eles MUDEm muito, eles MUDEm muito, eles MUDEm muito mas não ganham nada...


De Anónimo a 17 de Julho de 2009 às 10:40
Já agora e o O Vitor Constâncio, é dos mais bem pagos do Mundo, e ninguem diz nada, os nossos Euro Deputados, são dos que mais ganham em Relação, Venvimento versus Salário Minimo Nacional (a culpa é do SMN), os nosso Vereadores e Presidentes de Junata são dos mais bem Pagos, investiguem e os Professores que tem uma boa Associação que venha falar neste pontos

Ob
Hugo


De Anónimo a 19 de Julho de 2009 às 18:08
Isto é incrivel, nós pobres portugueses que temos que trabalhar no duro para levar 1000 euros para casa, ao ouvir este prof, ficamos com a impressão de que "o parvo sou eu".
Repare sr professor o titulo de licenciado na privada, não dá salario alto, o que dá salário alto é a produtividade ou melhor, a avaliação que os patrões fazem do nosso trabalho, não somos promovidos só porque passou mais um ano, não há promoções automaticas e só se chega ao topo se houver merecimento.
No vosso caso o que sucedeu foi que, devido ás greves e pressões que fizeram sobre os sucessivos governos, foram conseguido benesses como as promoções automáticas, que acabou por dar altissimos salários em final de carreira como diz o estudo, os mais altos salários da União DA CLASSE, isto num país pobre e sem prespectivas de futuro faz com que, os contribuintes "liquidos" (são aqueles que só fazem pagamentos de impostos), não são funcionários ou prestadores de serviços, se vejam revoltados e vos considerem como XULOS da sociedade.
O mal não está no que ganham porque se nós tivessemos a melhor educação da União. seria ouro sobre azul mas, a educação não sendo só culpa dos professores, no ranking europeu está muito mal classificada.
Não tenho o prazer de o conhecer mas, acho que o sr é um cinico e porque afirmo isto! 1º porque não contestando, por não poder, que recebem os mais altos salários da europa da vossa classe, diz cinicamente que os licenciados quando iniciam a atividade, ganham menos que um soldado e sabe porque? Os sindicatos(sindicalistas) estava mais interessado nos salários e regalias deles do que daqueles que iniciavam, esses podem e podiam ser mal pagos (e eram e são) mas, estava garantida a promoção automática e sabiam que chegariam ao topo, era e é, uma questão de tempo e não de competencia.
Não são só os professores os mais bem pagos da união! há muito mais classes como os funcionários dos impostos, da justiça, alfandegas, etc mas como o exemplo vem de cima veja -se o caso do governador do Banco de Portugal o 3º mais bem pago do mundo ocidental e como ele todos os outros funcionários do Banco de Portugal, alem do mais todos com altissimas reformas ESTE PAÍS ESTÁ CHEIO DE CINICOS o Sr não está só.
Professor passe bem e para terminar posso dizer -lhe que o sr não é nenhum pelintra, é um profissional muito bem pago mas, de caracter ao não querer reconhecer que são uma das excessões deste pais,é um pelintra, xau.


O Parvo souEUUUUUUUUUUUU!?


De Tasca das amoreiras a 19 de Julho de 2009 às 20:05
Caro anónimo

Ao escrever “nós pobres portugueses que temos que trabalhar no duro” quer sugerir que pertence V. Ex ª à única classe que trabalha, como se apenas o que o Sr. faz, seja lá o que for, fosse trabalho e o que os outros fazem fosse algo que não tem nem valor nem dificuldade, pelo qual recebem injustamente uma remuneração. No entanto, como não se identifica, até pode ser uma daquelas sanguessugas da sociedade que vive do rendimento social de inserção, do rendimento de algo que lhe foi deixado pelos seus antepassados, ou à conta dos papás...
Quando refere “…levar mil euros para casa” e refere ser “pobre”, devo recordá-lo que os pobres em Portugal recebem bem menos do que isso, e que aqueles que considera bem pagos, os professores, levam em média para casa bem menos do que isso.
Finalmente apenas uma pergunta:
Se é assim tão bom ser professor, porque não abraçou V. Exº tal profissão?

António Venâncio


De Anónimo a 20 de Julho de 2009 às 12:28
Os portugueses a que me referi são aqueles que considero contribuintes liquidos, a média dos salários é muito baixa nos professores e tem razão, se cada portugues comer como média um frango se voce comer 2 e eu 0 a média é baixa mas você como 2 e eu nenhum e é exatamente isso que, revolta os portugueses é que, os que iniciam ganham pouco e não podem ganhar mais por os antigos ter altos salários, quer isto dizer, que o governo ao limitar as promoções vocês sabem que, os novos prof vão começar a contestar as diferenças salarias de 2.8 entre o inicio e o fim já que a promoção fica mais dificil de antingir o topo percebeu!?
O srs exerce uma profissão muito digna e dificil, isso não nos impede de considerar que se chegou a um exagero tal no final de carreira que, é impossivel que com pressões sindicais com este ou com qualquer governo, que isto fique tudo na mesma ou então o país é uma republica das bananas.
Volto a frizar que não são os únicos mas, são dos que mais contestam.


De Tasca das amoreiras a 20 de Julho de 2009 às 13:56
A minha pergunta mantém-se de pé
Se pensa que os professores estão assim tão bem, porque não vem V. Exª para professor?
É que como pelo que depreendo das suas palavras até concorda com a avaliação proposta pelo Ministério da Educação, e como tal rapidamente estaria no topo da carreira a receber o tal salário chorudo a que se refere!...

António Venâncio


De Anónimo a 20 de Julho de 2009 às 16:36
Não sei ensinar, nem tenho vocação para professor.
Concordo que sejam avaliados e que seja uma avaliação justa.
Como quer saber o que eu acho sobre a educação o que acho é que devia ser privada e os alunos financiados e escolheriam o estabelecimento de ensino que mais lhes agradasse, o que acha?


De Tasca das amoreiras a 20 de Julho de 2009 às 21:16
Sr. Anónimo

Não sabe ensinar nem tem vocação para professor, mas tem vocação para considerar que os professores não trabalham “no duro” nem têm “merecimento” para subir na carreira que são “XULOS”. Ao mesmo tempo aceita a publicidade enganosa do Governo a respeito dos salários dos professores, e lamenta-se como pagador de impostos que, segundo o mesmo Governo são os mais baixos da União Europeia.
Diz que “concordo que sejam avaliados e que seja uma avaliação justa” pois eu também e o problema reside aí desde o princípio, é que esta avaliação tem tudo menos justa. Fala de “produtividade”, e que os salários deverão ser conforme a produtividade. De acordo mais uma vez, e é mais uma vez por isso que eu estou contra este modelo de avaliação, porque além de avaliar tudo menos a produtividade, cria uma tal carga de burocracia que, forçosamente, reduz a produtividade, pois retira tempo útil aos professores para prepara as aulas e os materiais para os alunos.É como se o senhor fosse digamos pedreiro e o seu patrão para o avaliar em lugar de ver os metros de parede que fez num dia e a qualidade dessa parede, o pusesse diariamente uma hora a descrever em vários papéis com tinha colocado os tijolos e como os ia colocar no dia seguinte. Se tivesse um colega escrevesse bem podia até ter menos metro de parede e estar toda torta mas tinha melhor avaliação como pedreiro que o senhor sabendo fazer paredes rápido se tivesse dificuldade em escrever. Imagine ainda que era depois avaliado por dois dias de trabalho no ano e nesses dias a si lhe calhava colocar azulejos de refugo e ao seu colega azulejos de primeira e que no fim disto tudo ainda lhe diziam mesmo que sejam os dois muito bons só um é que pode ser porque é o que está na lei e logo por azar é o seu colega. Achava justo? Quanto à Escola privada e os alunos escolherem a que mais lhes agradasse, tenho a dizer que conheço boas e más escolas privadas e boas e más escolas públicas, bons e maus professores na escola privada e na pública e que portanto não vamos por aí. Em cidades pequenas como Elvas a escolha seria sempre limitada, pois o número de escolas nunca daria, a nível do Secundário mais do que as duas que existem, a Secundária D. Sancho II (pública) e EPRAL (privada) e que permitem a escolha livre entre as duas sem se colocar a questão dos custos e nas grandes cidades desengane-se não seriam os alunos a seleccionar a escola, mas as escolas a seleccionar os alunos, pois se já hoje com menor procura é difícil encontrar uma vaga nas escolas privadas. Par além disso pergunto porque seriam as Escolas privadas melhores que as públicas? Apenas porque mais uma vez a propaganda do ranking as apresenta com sendo as melhores? Não serão as melhores apenas porque seleccionam os alunos e só admitem (e mantêm) os melhores? É que a Escola Pública inclui TODOS.
Só uma pergunta para terminar, sendo tantas as virtualidades das Escolas privadas que , em sua opinião devíamos acabar com as públicas e manter apenas estas, porque motivo será que das duas Escolas citadas a pública é a que tem mais procura? Estou em crer que só pode ser porque os alunos procuram a pior qualidade, e com tal, se se fizesse como diz depressa fechariam todas as boas escolas do pais pois não teriam de que viver.

António Venâncio


De Anónimo a 21 de Julho de 2009 às 17:39
Desculpe lá mas isto é conversa da treta o que contestam não tem nexo.
1- é evidente que nem todos podem ser sargentos mor ou generais de contrário não haveria exercito para tudo há cotas e quando não há funciona o mercado.
2-Todos temos um mau dia um ano, agora sempre maus dias, parece absurda essa argumentação.
3- Quanto ás escolas publicas funcionariam em concorrencia com as outras escolas como a CGD e os outros bancos sem ou com os mesmos subsidios per capita de alunos.
4-Ao não aceitarem a avaliação e ao não apresentarem uma alternativa á promoção automática (que nenhum governo vai aceitar) só a vossa teimosia faz com que a opinião publica, não esteja a vosso favor.



De Tasca das amoreiras a 21 de Julho de 2009 às 18:35
Caro Anónimo

O problema é que um sargento mor não faz o mesmo que um soldado e um professor é sempre um professor, não há mudança funcional
O segundo problema é que na avaliação da Sr. Ministra, a nossa prática pedagógica é avaliada apenas por DOIS DIAS independentemente da forma como corram os outros
Quanto ao terceiro ponto temos o exemplo que lhe dei da Secundária D. Sancho II (pública e da EPRAL (privada) sendo que os apoios são iguais, como defende, ou até favoráveis à privada que chegou a ter condições para remunerar todos os alunos, como explica que a segunda tenha menos alunos que a primeira, de acordo com a sua teoria da qualidade da privada
Quanto ao último ponto, a teimosia está do lado do governo, até dentro do próprio partido que o apoia houve vozes que se levantaram contra, e das propostas apresentadas, que as houve, nenhuma foi aceite.
Relativamente ao facto da opinião pública estar contra nós, não está provado que assim seja. Por alguma coisa a Sr. Ministra da Educação é dos Ministros pior posicionados nas sondagens. Não confunda a sua opinião com a opinião pública, não é bem a mesma coisa.

António Venâncio


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