É certo que mal nos conhecemos, apenas fomos apresentados e trocámos uma ou duas palavras, no entanto acredito que, ao candidatar-se a Presidente da Câmara Municipal de Elvas, o faz pensando na nossa cidade e com o objectivo de contribuir para o seu desenvolvimento harmonioso. Acredito mesmo que, no silêncio do seu gabinete, tenha já delineado planos que, caso ganhe as eleições, lhe permitam colocar Elvas no caminho do desenvolvimento, invertendo, através de actividades de carácter local, o esvaziamento dos últimos tempos, provocado por uma sistemática retirada de serviços. No entanto, tenha V. Ex.ª consciência que isso não chega. Para tornar possível por em prática essas soluções que possa ter preparadas, torna-se necessário, em primeiro lugar, ganhar as eleições, e esse é o motivo desta minha carta.
O primeiro aspecto, e talvez fundamental, para poder aspirar a um resultado positivo, é a escolha da lista que o vai acompanhar. Pelo que ouvi já está a mesma constituída, mas, como ainda não está anunciada, tenha V. Ex. ª em atenção que deverá separa cuidadosamente o “trigo” do “joio” , e não se deixe iludir por quem “lhe bate nas costas”. Há certamente pessoas que aspiram a uma participação activa e de destaque na política, cuja competência e imagem não se coadunam com a ocupação de um qualquer lugar numa qualquer lista, nem sequer como suplentes.
O segundo é que se torna indispensável que comece V. Ex. ª a fazer-se presente em todos os eventos da Cidade, como por exemplo a apresentação da candidatura a Património Mundial, onde se fez notar a ausência do movimento que V. Ex ª encabeça, mas não só nos evento, também diariamente, nas ruas nos cafés e nas tascas da nossa cidade e das freguesias, conhecendo e dando-se a conhecer, fazendo amigos e divulgando as suas ideias. Leva V. Ex. ª neste campo quinze anos de atraso!...
A não ter em atenção estes aspectos, tem V. Ex. ª assegurada uma derrota humilhante.
Há ainda duas questões que, por serem dúvidas prementes que se colocam à população de Elvas, necessitam ser esclarecidas, para que a opção no momento do voto possa ser consciente:
Caso V. Ex. ª não ganhe as eleições, e entre como Vereador tenciona cumprir o mandato até final, ou regressará à sua actual actividade deixando as funções de Vereador ao segundo da lista?
Sendo o movimento que o apoia um misto de independentes de várias tendências, e elementos de dois partidos políticos, incluindo mesmo líderes das concelhias e até mesmo um líder da distrital, como será constituído o núcleo duro dos seus conselheiros? Assentará ele nas comissões políticas dos partidos políticos cujas lideranças o apoiam, ou pelo contrário privilegiará os independentes?
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