Um dos dias foi passado numa quinta em plena actividade e onde eram mostradas aos visitantes tudo o que se produzia e como. Foi a minha primeira experiência neste tipo de turismo. Além de restaurante e bar, havia uma loja que vendia todos os produtos da região. Os autocarros faziam fila!
Já este ano visitei qualquer coisa muito parecida com esta na Indonésia. Se não foi copiada a papel químico, era quase. Os mesmos elementos, só que com produtos de lá. E mais uma vez “toneladas” de visitantes.
Porque não fazer o mesmo cá, mas num monte tipicamente alentejano?
Se há coisas que em Portugal se fala constantemente é precisamente nisto e como todos sabem a gente “endinheirada” dá tudo para ter um. Porque não fazer a exploração a sua turística?
Vão-me falar da existência do turismo rural. Na verdade existe, mas mais no papel do que na prática, pois a grande maioria foi criado com o intuito de reconstruir os montes à custa dos dinheiros públicos e comunitários. Receber turistas é que não. Experimentem a contactar alguns por telefone e a resposta é sempre a mesma: “Estamos cheios para estes próximos meses”. Claro que há excepções!
Mas aquilo que gostaria de ver, não é o tradicional turismo rural, mas mostrar às pessoas o funcionamento em pleno de um monte, com todas as suas actividades sazonais em plena laboração.
O que já vi lá fora, funcionava e de que maneira. Aqui funcionaria na mesma.
Profissionalize-se a actividade turística. Continuarei a falar do assunto.
Jacinto César
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