Pessoa amiga, depois de ter lido o meu texto de ontem, alertou-me para o facto de existir uma arqueóloga nos quadros da Câmara Municipal. Segundo essa fonte, a referida arqueóloga está ou esteve colocada no Arquivo Municipal.
Afinal o problema não é só a falta de profissionais nos vários sectores como ontem afirmei, mas pior do que isso, é ter na “prateleira” uma pessoa qualificada. Não conheço a senhora, que pelos visto já está colocada na câmara há um par de anos, mas eu no lugar dela sentia uma frustração enorme em não estar a fazer aquilo para o qual foi contratada. O trabalho de um arqueólogo é no “campo” e não numa secretária. Isto é esbanjar dinheiro. Senhor Presidente, assim não vamos lá!
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Apesar de ser um viciado em cinema, não gosto muito de recomendar nenhum filme, a não ser às pessoas da minha intimidade. Aquilo que é bom para uns pode não ser bom para outros e vice-versa.
Acontece que neste último mês vi um filme (documentário) que merece que se fale nele.
Há cerca de um mês atrás chegou-me às mãos uma cópia em inglês do referido comentário. Ainda se falava pouco dele. Fiquei impressionado. Há uma semana atrás o documentário foi passado em todo o mundo pelas televisões oficias e como não podia deixar de ser passou também na RTP. Dois dias seguidos: um dia na 2 e no dia seguinte na 1. Claro que voltei a vê-lo, e desta vez falado
Mas o que queria referir é o seguinte: por mim tornava o documentário de visionamento obrigatório para toda a gente e principalmente nas escolas. Está dividido fundamentalmente em três partes: como era o mundo há 40 milhões de anos, a sua evolução a partir do aparecimento do homem há 20 mil anos atrás e finalmente para onde caminhamos.
É dum realismo e pragmatismo atroz! Se por um lado é duma beleza só comparável a outro documentário de seu nome BARAKA, com uma imagem e música esplêndida, por outro lado deixa-nos a pensar e a fazer “contas pelos dedos”. Não traumatiza ninguém, mas lá que nos deixa angustiados, isso deixa.
Só que nós tratamos tão mal o mundo em que vivemos, que penso que já não entramos no bom caminho a não ser por estes meios. É como dizemos aos nossos filhos quando fazem uma asneira: “ anda cá ver o que fizeste”.
Quem puder ver, não o deixe de fazer. Pode ficar com uma má disposição, mas abre-lhe os olhos para os problemas que poderemos enfrentar num futuro muito próximo. Vejam e digam qualquer coisa.
PS – Se alguém tiver dificuldades em arranjar o DVD, desde já me disponibilizo para o emprestar a quem quiser.
Jacinto César
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