Poderia ter respondido logo aos comentários que foram feitos, mas resolvi esperar para ver tudo. Na verdade são exemplares acabados do que tinha afirmado então no texto. Como é que se pode pedir respeito quando os responsáveis não se dão a ele? Como é que se pode pedir educação aos outros quando nós não somos educados?
Veja-se o exemplo do que aconteceu no Jornal da TVI. Veja-se a educação esmerada da apresentadora Manuela Moura Guedes e do Bastonário da Ordem dos Advogados e do triste espectáculo que deram
Seguindo o raciocínio de um dos comentadores, os alunos passar-me-iam a chamar-me Jacinto em lugar de Sr. Professor, passaria a chamar “José” ao médico que o trata, passaria a chamar “Maria” à advogada que o defende e assim sucessivamente. Assim, sim, é que ser democrático. Haja igualdade de tratamento. O general passa a ser tratado pelos soldados pelo seu nome próprio e o Presidente da República passa a ser o Aníbal. Vamos “nessa ó meu” e vamos ter um fim triste.
Pela minha parte não aceito. Sei que sou bota-de-elástico, mas não abdico dos princípios básicos da EDUCAÇÃO. Quer saber mais? Se um aluno meu passar a dirigir-se a mim nesses termos, é um forte candidato a levar um estalo. Querem depois pôr-me um processo disciplinar? Venha de lá ele. Agora que não abdico da educação, isso nunca!
Jacinto César
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