1 – As minhas relações com Tiago Abreu – Por muito que por aqui se comente e afirme que tenho um ódio de morte a este cidadão, devo esclarecer o seguinte: em primeiro lugar, não faz parte do meu feitio odiar seja quem for. É um sentimento que felizmente não se encaixa na minha pessoa. Depois, como poderia odiar alguém que não conheço? A única divergência que tenho com a referida pessoa é o facto de não concordar nem de perto nem de longe com o modo como faz política. Eu entendo a política como uma coisa séria demais para se brincar com ela, e é precisamente por isso que a opinião pública tem a opinião que tem aos políticos na generalidade. Mesmo aqueles que porventura esteja com a intenção de servir a sua comunidade ou o seu país sentem-se mal com a fama que granjearam. É simplesmente a actividade no nosso país com menos prestígio. Porque será?
Desde há cerca de 2 anos a esta parte que os únicos contactos que tive com ele foi através de mail e em que lhe manifestei precisamente o meu desacordo com a sua forma de actuar, lamentando o facto de até ser simpatizante do partido que representa. Eis aqui o que são as nossas relações e o “meu ódio”.
2 – Outra das pessoas envolvidas nesta trapalhada é o meu AMIGO Eurico Candeias. Somos assim desde pequeninos e não é o facto de não concordar com muitas das suas atitudes e também a sua forma de estar na política, que o vou deixar de o ser. Assim o foi e assim será. Os amigos são para sempre independentemente das asneiras que façam. Em relação a isto, não me podem acusar de me calar, já que aqui lhe foi dirigida uma carta pública manifestando o meu desacordo em relação ao facto de ter passado “a dormir com o inimigo”. Foi uma opção que tomou e que apesar de não concordar, respeito. Ora se há tantos casais que ao fim de muitos anos de casados acabam por se divorciar, porque não mudar de partido? De uma coisa tenho a certeza: nem ele vai deixar de ser do Sporting, nem eu do Benfica.
É voz corrente que o Eurico é um “troca-tintas”. Mas será que ele alguma vez foi de outra maneira? É o feitio dele e só é culpado quem o arrastou para uma vida para o qual não foi talhado.
3 – Em relação aos outros políticos locais, só gostava de referir que tenho AMIGOS em todos os quadrantes, que falo com eles sobre política, mas jamais servi de intermediário de algum deles, nem tão pouco de ouvir aqui e contar ali. É por esse facto que continuo a agradecer o serem meus amigos e merecer a sua confiança. Sei muita coisa do que se passa nos bastidores da política local, mas nunca por nunca me valeria desses conhecimentos para vir aqui “tocar trombone”. Seria uma traição que não me perdoariam e que nem eu me perdoaria a mim próprio. Só comento aqui o que é do domínio público e mais nada. Merecem aqui uma referencia muito especial o Prof. José Júlio Cabaceira e o Dr. Joaquim Mendes além de outros com os quais não converso frequentemente de política.
4 – Em relação ao que eu penso da política local, é exactamente o que penso em relação à nacional: falta de humildade das pessoas, prepotência, falta de honestidade, falta de sentido de missão, para já não falar no que está tanto na moda e que é a corrupção. Como não me revejo no que atrás disse, prefiro ficar de fora e dizer, não, nunca, jamais em tempo algum.
Jacinto César
Nota – Presumo que este assunto não se esgote tão depressa. Como tal irei voltando a ele consoante os desenvolvimentos do caso e conforme os “artistas da banda forem tocando”
Blogs de Elvas