Isto de se treinar uma equipa de futebol tem que se diga. Não é cargo para qualquer um, principalmente se o campeonato a disputar é complicado e com equipas que à partida são mais fortes que a nossa. Não basta ser um fala-barato e atirar pedras ao ar e dizer mal do treinador da equipa adversária. Antes de mais é necessário perceber-se o jogo do outro contendor e estudar a melhor forma de o derrotar. Mas para tal é necessário ser-se inteligente, principalmente se os jogadores que possui são maus e os sócios não ajudam. Em lugar de aplaudirem, assobiam. Reconheço que mesmo para um treinador bom a tarefa não é fácil, mas quando treinador e jogadores são do mesmo calibre, mais vale perder por falta de comparência. Não será, convenhamos, a atitude mais desportista, mas por vezes é preciso ser-se pragmático.
Há uns dias atrás estava a ver um jogo em que uma das equipes estava a perder por 7-0. Quando todos os que estavam a assistir a esta cilindrada pensavam que a melhor maneira de contrariar a outra equipa era acautelar primeiro a defesa e depois ir jogando em contra ataque, não senhor. Tudo ao ataque, à molhada e fé
Mas o treinador não dava mostras de ser um pouco mais humilde e no final do encontro continuava a disparar em todas as direcções. Claro que já ninguém ligava ao nosso homem e havia um ou outro mais exaltado que ia atirando objectos à cabeça deste. Ia-se defendendo como podia, mas a bronca era monumental, assim à moda das touradas. O treinador e jogadores adversários até se riam da triste figura.
O problema está, é que daqui a uns tempos, as equipas vão voltar a jogar e os 7-0 pairam no ar. Eu como assistente neutro (até sou do Benfica), não sabia se havia de rir ou chorar com tal figura, mas lá que dá pena, dá. É patético.
Jacinto César
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