Depois de ter passado 3 anos da minha vida na “tropa” e de ter ficado farto até aos cabelos, hoje tenho uma opinião diferente. Depois dos dias difíceis do pós 25 de Abril em a instituição castrense passou por momentos difíceis, hoje retomou a sua credibilidade, ao ponto de, e em minha opinião, ser a única instituição do Estado fiável.
Dirão os nossos leitores que estou a ficar apologista de uma ditadura, mas olhemos para as nossas instituições e reflictamos:
1 – Unidade básica da sociedade e que é a família – UM CAOS
2 – A segurança e a justiça – UM CAOS
3 – A educação – UM CAOS
4 - A economia e as finanças – UM CAOS
5 – A política – UM CAOS
6 – Os Órgãos de soberania – UM CAOS
Perante os factos que ninguém pode desmentir, o que é que nos sobra como país? Lamento dizer, mas quase nada.
Num sociedade em que todos querem mandar, mas ninguém manda efectivamente, numa sociedade em que a maioria dos cidadãos deveria obedecer, mas que efectivamente não obedecem, numa sociedade em que todos põem em causa tudo, que resta? O CAOS e é para aí que nos estamos a dirigir a grande velocidade. Toda a gente critica, mas ninguém sabe a solução!
Dado que efectivamente as Forças Armadas, que mesmo não sendo já o que eram mas ainda obedecem a uma voz de comando, são a única instituição em que, em último recurso podemos confiar, venha de lá outra revolução. Qualquer dia ou qualquer mês serve, mas venha.
Por último, quem são os culpados desta situação? TODOS NÓS!
Nota – Tem-se falado muito ultimamente que uma bomba política vai rebentar em Elvas. Sei que há comentadores que sabem que eu sei do que se trata. É verdade que sei, mas como não se trata de nenhum caso de polícia e como não sou político, deixo essa tarefa para estes últimos. Eles se se querem arranharem e se esfolarem, é lá com eles. Eu como cidadão limito-me a assistir, por vezes com um riso cínico. Se houver “mortos e feridos”, acreditem que vou ficar “muito triste”!
Jacinto César
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