1 - “A Comissão Europeia tem, desde 1999, um projecto para incluir a economia paralela na contabilização do PIB, o que vai fazer com que actividades como a prostituição ilegal, o tráfico de droga, o jogo clandestino e o contrabando passem a contar como riqueza.
Já em 2006, quando a Grécia, com um procedimento por défices excessivos, decidiu rever as Contas Nacionais de forma a incluir várias actividades informais ou mesmo ilegais. O resultado foi um crescimento de 25% do PIB, que diluiu o défice e fez as delícias da imprensa internacional. O britânico Guardian ironizava com a situação dizendo que "O PIB grego sobe 25% com uma ajudinha das prostitutas". O Eurostat acabou por validar as contas. Se o contrabando, o tráfico, o jogo e a prostituição contarem nas estatísticas como riqueza e resolver os problemas do défice, qual será o estado que a vai combater? Antes pelo contrário, vão dizer aos polícias para virar as costas e esperar que todos os bandidos do mundo escolham o seu país para viverem e fazerem as actividades ilegais.
Depois desta, só falta que, de cada vez que alguém nos roubar a carteira, também isso seja considerado como uma transacção e, se o ladrão for apanhado, em vez de ser preso lhe cobrem o IVA. Só falta mesmo é legalizar a actividade criminosa. Está tudo louco?”
2 - “A maioria socialista chumbou hoje os projectos do PSD e do PCP para a criminalização do enriquecimento ilícito, argumentando que o partido não está disponível para «suspender a democracia» e «lapidar princípios do Estado de direito”
Depois de terem lido gostava que alguém me dissesse se este país e se a Europa ainda têm cura?
Andamos nós aqui a discutir e por vezes a desentendermo-nos e pergunto eu? Será que vale a pena lutar por alguma coisa ainda?
Eu estou estarrecido com o que li! Que é que nos resta? Este mundo não está feito para pessoas normais e eu já não me sinto bem nele!
Penso que neste momento estaria bem melhor, pelo menos da cabeça, se estivesse num aldeamento qualquer perdido algures nos confins do mundo. Teria que lutar todos os dias pela sobrevivência, mas não contra este estado de coisas.
Jacinto César
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