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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Turismo – 1

Quanto mais velho vou ficando, quanto mais vou conhecendo o mundo, quanto mais experiência vou adquirindo, mais desgostoso vou ficando com o que se passa em Portugal em relação ao turismo.

O nosso país tem em princípio tudo o que é necessário para ser um grande receptor de turismo, mas não o é! Temos um património e história invejáveis, temos um clima favorável, o meio ambiente ainda vai estando num estado muito aceitável, temos uma segurança (apesar de estar a piorar) de meter inveja à maioria dos países, temos bons meios e boas vias de comunicação! Isto é um facto inquestionável! Então o que nos falta, para deixarmos de ser uma simples colónia balnear dos europeus pobres ou de classe média baixa, que se contentam em estorricarem-se ao sol e beberem muitas canecas de cerveja até caírem para o lado? TUDO!

Actualmente há dois tipos de turistas: o turista “bruto” que se contenta com pouco e que pouco gasta a não ser nos bares e o turista cultural, sedento de ver e saber tudo sobre outros países, a sua história, a sua cultura, os seus usos e costumes e que tem normalmente dinheiro. Nós infelizmente, a grande maioria dos que nos visitam fazem parte do primeiro grupo, apesar de já haver uma percentagem maior que fazem parte do segundo grupo. E é fundamentalmente nestes que temos que apostar.

Vamos analisar hoje o que se passa ao nível dos hotéis e restaurantes, que são os primeiros a contactar com os turistas recém chegados.

Dois casos:

- há relativamente pouco tempo tive que me deslocar a Lisboa e fiquei instalado num hotel de 4 estrelas situado na linha do Estoril. Limpeza de bradar aos céus, quartos pouco menos que miseráveis e funcionários com cara de que nos estão a fazer um favor. Noite 65€.

- nas recentes férias que fiz, um dos hotéis em que fiquei instalado foi em Nusa Dua na Indonésia. O hotel era o equivalente ao que na Europa se chama de 4 estrelas, mas que eles denominam por semi-luxo. De uma limpeza exemplar, instalações e quartos do tipo “mil e uma noites”, pessoal de uma simpatia, amabilidade e aprumo notáveis.

Noite 35 €.

Estes são dois exemplos recentes, mas um sem número de casos poderia citar.

Em relação aos restaurantes dois casos também:

- dias antes de ir de férias fui com os meus dois filhos almoçar a um restaurante da “nossa praça”. A cozinha era boa, o serviço regular. Comemos entre os três duas doses acompanhadas por duas cervejas e um sumo. 60 €, o que significa 20 € por cabeça.

- dias depois estava a almoçar num restaurante dum hotel de luxo no centro de Bangkok. Cozinha boa, serviço excelente. Preço? 6 € cabeça, com a particularidade de ser “buffet” o que significa comer até não poder mais.

Hoje ficamos por aqui. O mais grave vem já a seguir.

 

Nota – Tinha dito que responderia a alguns comentários com considerações menos abonatórias da minha pessoa. Duas que retive foi a de que sou uma pessoa pretensiosa e que cometo um atentado contra a pobreza ao ir gozar as férias para o estrangeiro.

Quanto à primeira, nota-se logo que sou uma pessoa pretensiosa: vivo num andar modesto, tenho um carro com 10 anos e que comprei em 2ª mão, visto e calço do que se vende nas grandes superfícies comerciais e de preferência em saldos, não me passeio por bares e restaurantes nem me mostro em festas! Pretensioso?

Quanto à segunda questão, indo para o estrangeiro é infelizmente mais barato do que ficar em Portugal, porque isso de ir passar uns dias ao Algarve são luxos para os ricos.

Finalmente, o dinheiro que tenho ou que não tenho é ganho honestamente e faço dele aquilo que me apetecer. Convido os caros comentadores a apontar-me qualquer aldrabice que tenha feito, negócios menos claro ou tachos que tenha. Dou um prémio a quem me apontar qualquer desses defeitos, apesar de também ter alguns como qualquer comum dos mortais.

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 20:04
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3 comentários:
De Gaiato alentejano a 14 de Abril de 2009 às 04:05
Suponho que entre os comentários com considerações menos "abonatórias" da sua pessoa se encontra o meu. Contesto simplesmente para esclarecer alguns pontos.

1-Acho que o senhor não deve ter uma boa compreensão leitora visto que se atribui epítetos que nunca disse no meu comentário tais como que é "pretensioso" ou que comete um "atentado" contra a pobreza. De qualquer forma é o senhor quem diz isso e não eu, como se pode ver claramente no meu comentário.

2-O meu comentário ia num sentido totalmente diferente, isto é, a CONVENIÊNCIA de relatar a sua viagem nos tempos que estamos a viver. Obviamente isto nada tem a ver com pretensões nem "atentados" contra a pobreza. Uma viagem a um lugar longínquo é encarada como sendo algo muito caro. O tal não acontece se for dentro do nosso país. A sua viagem pode ter sido até mais barata, mas muitas pessoas não o encaram assim. É uma simples questão de percepção, mais nada. E ninguém, que eu saiba, tem dito nada relativamente a como ganha o seu dinheiro. Eu, pelo menos, não posso pôr em causa como o ganha ou o que faz com a sua vida, simplesmente porque nem sei, nem me interessa.

3- Não estou interessado na sua vida pessoal. Para mim tanto faz se tem um carro velho ou se estoura dinheiro naquilo que bem entender. Não precisa de dar explicações não pedidas. Já bem diziam os romanos: "Excusatio non petita, accusatio manifesta".

4-A forma de reagir neste caso mostra como é realmente enquanto pessoa. Pelos vistos não é capaz de aceitar uma sugestão o crítica e o encara como sendo um ataque contra a sua pessoa.

É obvio que, pelo menos, no que respeita ao meu comentário, não percebeu bem o sentido dele porque os comentários referidos pelo senhor não fazem qualquer sentido. Lamento que assim seja. Quando comecei a ler este blogue, achei que era interessante, apesar de não concordar com algumas coisas, agora tenho as minhas dúvidas. Nos meus comentários sempre tentei falar sobre o assunto em questão, não como muitos «hooligans» que por cá aparecem, e argumentar sobre aquilo em que concordava ou discordava. Afinal parece que me enganei e se prefere a mediocridade ou pessoas que digam sim a tudo.

Uma pena, enfim!

P.S. Para que não haja especulações sobre a hora deste comentário, simplesmente referir que padeço de insónia, pelo que muitas vezes fico acordado a estas horas da noite.


De Tasca das amoreiras a 14 de Abril de 2009 às 12:55
Caro Gaiato Alentejano

Não entendo porque é que o meu amigo foi morder um anzol que não lhe pertencia. Este era destinado a peixe mais miúdo que não o meu amigo que me parece ser mais “graúdo”. Sabe que quando lhe quero responder o faço directamente apesar de estar a escrever a um anónimo com nome, já que por norma os seus comentários, concorde eu com eles ou não, são correctos.
Caro amigo, desta vez foi o senhor que leu mal os comentários.
Volte sempre, mas não se deixe pescar.

Jacinto César


De Gaiato alentejano a 15 de Abril de 2009 às 00:12
Desculpe lá, então, Sr. César. Pensei que fosse o seu comentário a respeito de um que eu fiz. Fico feliz por ser considerado peixe "graúdo". Seguirei o seu conselho. Lamento a "escorregadela" pois, e os comentários que redigi nesse sentido. E tem razão à respeito do peixe "miúdo" e era por isso que achei por bem dar-lhe alguma sugestão que não tinha, dentro da sua liberdade, por que seguir pois o blogue e seu. Mas infelizmente cá em Elvas temos pessoas que só falam através do insulto e não da argumentação. Muitos dos comentários do seu blogue são uma prova disso.

Como já disse, gosto de dar a minha opinião contrastando argumentos ou colocando novas questões. E é por isso que leio atentamente o blogue, pois acho-o muito interessante, embora discorde de algumas coisas. Mas também penso que o mundo tem de estar feito de pessoas que pensem diferente, senão seria muito chato e aborrecido.

Quero finalizar pedindo imensa desculpa se o meu comentário foi duro demais ou se o Sr. se sentiu ofendido por alguma coisa. Acho que é bom reconhecer os nossos erros, fazem-nos melhores pessoas e não é fraqueza nenhuma.

Resta-me apenas desejar-lhe que tenha vindo com energias renovadas da sua viagem para continuar no bom desempenho de um trabalho e serviço à comunidade que é a docência.


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