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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Incêndios Florestais

A propósito de declarações do Sr. Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas, Rui Nobre Gonçalves, deixei aqui um texto no dia 26 de Agosto de 2007, sob o título “Incompetência ou Demagogia Despudorada?...” no qual questionava a forma como o mesmo afirmava estar no bom caminho relativamente ao combate aos fogos florestais, com base nos dados de um Agosto atípico devido às condições meteorológicas. No mesmo texto prometia vir aqui cumprimentar o Sr. Secretário de Estado, se viesse a verificar que o “Plano de Intervenção na Prevenção e Combate a Incêndios” era efectivamente eficaz.

Perante o que se tem verificado no domínio dos incêndios florestais, neste mês de Março e inicio de Abril, e um ano e sete meses decorridos sobre aquele texto, vejo-me forçado a voltar ao tema, e não pelas melhores razões.

Não vou afirmar que este mês de Março foi o Março que registou maior número de fogos florestais deste século, como fez na altura o senhor Secretário de Estado, porque este século apenas tem nove anos, mas penso que não erraria muito se dissesse que foi o Março com maior número de eclosões e maior área ardida dos últimos cem anos.

Não vou afirmar que a culpa é do governo, nem tão pouco do “Plano de Intervenção na Prevenção e Combate a Incêndios”, pois seria ser, pelo menos, tão demagógico como o foi o Sr. Secretário de Estado no dia 25 de Agosto de 2007, penso que estamos perante um problema muito sério, e que teremos que unir esforços e enfrentá-lo sem demagogia.

Torna-se pois necessário analisar algumas variáveis que podem condicionar, quer o número de eclosões, quer a área ardida:

Devido às mudanças climáticas, consequência do aquecimento global, alguns estudos científicos apontam para o facto de, nos países mediterrânicos, as condições meteorológicas serem cada vez mais favoráveis à eclosão e propagação de incêndios. Prevêem estes estudos o aumento dos períodos de tempo quente e seco, em épocas do ano em que tal não é habitual, e o aumento generalizado das temperaturas acompanhado da descida da humidade. Tal facto obriga a repensar seriamente toda a política de prevenção e combate aos fogos florestais. Por um lado terá que ser repensada a vigilância, de forma alterara um sistema que centrava a mesma nos meses de Verão por um outro que mantenha um vigilância mais constante ao longo do ano, por forma a acompanhar o período de risco que, de acordo com o que atrás ficou dito, se vai estender a outros períodos do ano. Por outro lado torna-se necessário repensar os meios e o seu estado de prontidão, reforçando-os na previsão de que, combater os incêndios com as condições de temperaturas mais elevadas e menor grau de humidade, se vai tornar cada vez mais difícil, e adequando o estado de prontidão e aluguer de meios à nova realidade das condições meteorológicas, garantindo uma prontidão adequada fora dos tradicionais Junho, Julho e Agosto.  

Inverter a política de desertificação e abandono do mundo rural, que tem vindo a ser levada a cabo pelos sucessivos governos, com uma intensificação no actual, com o encerramento de serviços por todo o interior do país, nomeadamente no que toca a serviços do Ministério da agricultura e serviços de apoio básico às populações, como escolas e centros de saúde. Esta política, traduz-se na prática pala eliminação da vigilância informal, que resultava de uma ocupação real do território e pela acumulação de matérias combustíveis pelo estado de abandono a que são votadas as florestas das regiões que vão ficando desertas.

Valorização da biomassa pela sua utilização na produção de energia contribuindo desta forma para a rentabilização da floresta, que evitaria o abandono da mesma, e para a economia nacional, através da redução das importações em energia, e para o ambiente, permitindo obter energia de uma fonte renovável, e contribuindo significativamente para a redução do risco de eclosão de incêndios, com todos os prejuízos económicos e ambientais que acarretam.

Por hoje já me alonguei em demasia. Para não cansar os meus leitores vou deixar para um próximo texto mais algumas variáveis que terão que ser tidas em conta se de verdade quisermos travar o flagelo dos incêndios florestais.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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3 comentários:
De Anónimo a 7 de Abril de 2009 às 08:25
Estamos na Semana Santa da Páscoa de 2009.
Senhores do MUDE e seus apoiantes:
Aproveitem bem estes dias que vos sobram para conviver na Paz do Senhor que morreu na cruz...
A seguir à Páscoa, vai rebentar uma granada que acerta em cheio na integridade e no carácter de uma das vossas quatro cabeças: Dores, Cabaceira, Tiago ou Vieira.
Depois de rebentar a granada, só há duas hipóteses:
- ou o quarteto passa a trio, com demarcação lógica de quem não teve de ir ao Ministério Público, nem se viu forçado a endereçar e assinar cartas justificativas;
- ou vão todos ainda mais para o fundo.
Mas, afinal, quem é o envolvido?
Não sabem? Não há azar!
Depois da Páscoa, esperem pela explosão.
E, por precaução, desviem-se e ponham-se a salvo dos estilhaços.


De Anónimo a 7 de Abril de 2009 às 10:43
Eu sei o que se passa com as quatro cabeças do MUDE: Dores, Cabaceira, Tiago e Vieira. Eu sei, mas não divulgo completamente; vou dar pistas, sem nomes.

O cabeça A foi informado daquilo que foi feito pelo cabeça B.
O cabeça A ficou com os cabelos em pé.
E agora? Isto vai ser divulgado?
E, se for, o que fazemos?

Mais tarde, a informação chegou ao cabeça C.
O cabeça C viu o original de uma carta assinada pela mão do cabeça B, implicado-mor neste processo.
O cabeça C até disse que já desconfiava que o tal cabeça B “é capaz de tudo, para atingir os seus objectivos pessoais”.

Ainda falta um: o cabeça D.
Desse, sinceramente, não tenho informações.
Mas, atendendo a que os cabeças A e C já sabem do enxovalho que vem aí para o cabeça B, é natural que os cabeças A e C, já tenham dado a conhecer ao cabeça D.

E, com tanto tempo disponível até ao rebentar da granada, só depois da Páscoa, os cabeças A, C e D não se podem queixar de falta de tempo para decidir o que vão fazer ao cabeça B.

Eh, pá!
Isto está quentinho.


De Anónimo a 8 de Abril de 2009 às 08:36
Tudo o que é dito acima é um miserável boato posto a circular pelo "ameaçado", julgando que pela divisão do MUDE aumenta as possibilidades de ser eleito no remoto 6.º lugar que lhe foi reservado pelo Partido Socialista.

A seu tempo se conhecerá a Verdade!


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