Seis anos depois e após 14 horas de “non stop fly”, eis-me de novo em Bangkok. Cidade completamente “maluca”, a respirar saúde e progresso e de uma beleza inigualável. Com os seus 12 milhões de habitantes e 9 milhões de veículos motorizados, toda ela é movimento, com os arranha-céus a aumentar exponencialmente e cujo centro, onde me encontro, já faz lembrar Nova Iorque. Só que uma Nova Iorque tranquila, onde o sorriso é palavra de ordem e a eficiência é uma constante. Só um senão: os táxis continuam a dar “10 voltas à cidade” para nos levar a um local que fica a 500 metros. Mas onde é que não se faz o mesmo. Basta olhar para o que se passa em Lisboa. Só que aqui até somos roubados com um sorriso como que a dizer que eles sabem que nós sabemos que estamos a ser levados mas que a vida é mesmo assim. Em Lisboa se for necessário acabamos todos por brigar e ir tudo até à esquadra mais próxima. Por cá o taxista, e se protestamos, vira-se para nós e diz que não paguemos. Claro está que pagamos. Depois de uma dúzia de vénias e uns quantos sorrisos fica tudo em paz.
Cheguei aqui hoje às 6 horas da manhã e já me sinto triste. Não com aquilo que aqui se passa, mas com o que se passa com o nosso país em geral e à nossa cidade em particular. Vim para o outro lado do mundo somente com voos e hotéis marcados. Tudo o resto é por minha conta e risco. E porque digo isto? Porque não venho para aqui em viagem organizada e mesmo assim tudo é facilitado ao visitante. A eficiência, a simpatia de todos faz-nos sentir como se em casa estivéssemos. Resumindo: o turista é tratado de uma forma que nos deixa envergonhados só de pensar da maneira como os turistas são tratados em Portugal em geral e no Algarve em particular. Temos tanto que aprender! E tenho pena que Elvas não tenha ainda conseguido dar o salto necessário para poder receber condignamente quem nos visita.
Depois de um dia agitado vou agora até ao vale dos lençóis quando são aí cinco da tarde. Vou ficar por aqui mais uns dias até me marchar para a Indonésia. Irei sempre que possível alimentando o nosso Blog.
Por último a minha grande tristeza em relação à Nossa Selecção. Foi a primeira notícia que tive assim que pus os pés em terra. Sem querer alimentar nenhuma polémica futebolística, não chamem o Scolari que não vale a pena. O homem até é burro!
Jacinto César