Apresentada que está a estratégia do PSD para as próximas eleições autárquicas, não me vou aqui repetir e enumerar as razões porque delas discordo, já sobejamente divulgadas neste blog, acrescentando apenas que, se já discordava da coligação a dois, PSD/CDS-PP esta coligação a três me parece ainda menos coerente, dada a “distância ideológica” dos seus elementos, e até com o pequeno problema de se tratar de uma coligação entre partidos e movimentos cívicos, algo que não estando previsto pela lei, exige algum artifício para contornar a mesma. Também não me vou pronunciar sobre o candidato, que não conheço. Vou apenas fazer uma curta reflexão sobre o processo.
Quando o Sr. Simão das Dores apareceu em Elvas em Junho ou Julho passado, apresentando-se como co-fundador da ADE, ficou claro que o objectivo final era a candidatura a Presidente da Câmara, objectivo aliás legítimo. Na altura, confesso que pensei que tal candidatura seria apresentada através de um movimento independente, e que seria essa, à partida a finalidade com que foi criada a ADE e dado o envolvimento dos lideres locais do PDS e do CDS-PP, que assistiríamos ao ridículo de ver os dois partidos a apoiar esse movimento independente. Ao ver neste momento ser apresentado o referido senhor como candidato de uma “coligação” formada por dois partidos e um movimento tenho que concluir que o ridículo é ainda maior do que se pensava.
É que, das duas uma:
Ou a ADE não passou de uma encenação atabalhoada para tentar ocultar, uma coligação há muito decidida, encenação essa que estava votada ao fracasso, pois não é possível tapar o sol com a peneira.
Ou o PSD e o CDS-PP de Elvas andam a reboque do primeiro movimento com sete meses de existência que apareça na cidade.
Qualquer que seja o caso penso que, infelizmente, os dois partidos não saem muito bem na fotografia.
O tempo o dirá
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