Fui lendo atentamente os 46 comentários do post anterior e escritos até à hora em que estou a escrever, e diga-se em abono da verdade, que tirando alguns, que por coincidência ou não são os que vêm identificados, estamos na presença de uns quantos iluminados que de analfabetos pouco devem passar (não estou a chamar burro a ninguém). E não se pense que estão todos arrumados só a um lado da barricada, antes pelo contrário, estão por todo o lado. São aquele tipo de analfabetos funcionais que obedecem única e exclusivamente à voz dos respectivos “donos”. É muito triste lidar-se com pessoas assim. Sei que aos respectivos donos convém terem “tropas” deste calibre na frente da batalha. Só não sei como é que há pessoas que se prestem a esta finalidade. Só não sei o que faz correr esta gente. Provavelmente uns na esperança de ganharem um tacho a troco de tanto lamberem a mão do dono e outros na esperança de manterem o estado de coisas e caírem nas boas graças do chefe.
E aonde quero eu chegar? É que nesta nossa cidade, o que é necessário é derrubar a qualquer custo a quem não pensa da mesma forma e todos aqueles que mesmo sendo independentes têm pensamento e vontade própria. Aqui é como no futebol: ou se é do Benfica ou do Sporting, já que os terceiros não contam. Em Elvas quanto mais alto se falar melhor, já que o silêncio é sinal de medo. Mas é um engano muito grande, porque por vezes o silêncio ou o falar baixo incomoda muita gente.
Toda a minha gente aqui falou de cultura. Mas qual cultura? A das novelas? A do futebol? A do jornal “O crime”?
Infelizmente é este o panorama cultural da nossa cidade e não há volta a dar.
Bem, se reflectirmos um pouco, temos o poder e a oposição que merecemos.
Jacinto César
Blogs de Elvas