Nos bons velhos tempos em que os partidos ainda tinha ideologia, os partidos que compunham a Aliança Democrática, PPD/CDS/PPM, defendiam um modelo de descentralização com o qual concordava, mas dado o que hoje se passa a nível de corrupção, se torna quase impossível por em prática e que é o Municipalismo. Tinha como principal artífice o Arq. Ribeiro Teles. Penso que seria até o modelo mais democrático de governar o país. Hoje seria um descalabro. Mas se este processo não serve, o proposto pelo Partido Socialista também não. Dividir um país tão pequeno em regiões, será a maneira de criar ou aumentar uma casta de parasitas, que quais sanguessugas, nos chupam até á medula. Seria mais um governo regional, mais um parlamento e mais uns quantos organismos inerentes a uma região.
Somos um país dos mais, senão mesmo o mais homogéneo da Europa em termos culturais e linguísticos. Não existem barreiras geográficas a separar-nos (salvo a Madeira e os Açores, que por isso mesmo já são regiões autónomas). Se olharmos para o mundo actual, há um par bem grande de cidades muito maiores que Portugal e que são governadas por uma câmara municipal. Como seria o nosso país se em cada região tivéssemos uma espécie de Alberto João Jardim e cada um deles a tentar falar mais alto para se fazer ouvir? Deveria ser o bom e o bonito. Infelizmente e como ontem aqui disse, estamos à beira de isso acontecer de uma forma encapotada, mas efectiva. Como já todos repararam, nem o NÂO do referendo os travou de fazerem o que bem quiseram. E assim continuarão se não se puser um travão aos iluminados que com mão de ferro nos vão desgovernando.
Jacinto César
De Anónimo a 18 de Março de 2009 às 01:45
NEM MAIS!!! ERA O BOM E O BONITO!!! VAMOSA VER SE ISTO PÁRA. JÁ NÃO ERA MAU!!!
De Anónimo a 18 de Março de 2009 às 08:15
Os seus fieis leitores estão à espera que se pronuncie acerca da polémica levantada nos blogs de elvas afectos ao Partido Socialista, Patrício Baena e Afonso da Maia, relativamente à sua amiga de família M.ª José Rijo e seus artigos no Linhas de Elvas.
Muito obrigado antecipadamente!!!
De Anónimo a 18 de Março de 2009 às 08:23
Subscrevo inteiramente. Se o excesso de funcionários públicos é um problema, adicionar funcionários regionais é duplicar o problema em termos orçamentais.
O Partido Socialista, infelizmente, está-se a preparar para implementar a regionalização no fim do seu 2.º mandato, para deixar o PSD, que o substituirá com o "menino nos braços".
Vai portanto "armadilhar" com a regionalização os governos que o seguirem, um pouco como Guterres fez com o rendimento mínimo garantido.
De Anónimo a 18 de Março de 2009 às 14:54
Só gente bem pensante.
Parabéns, malta!
De Anónimo a 18 de Março de 2009 às 15:46
A Câmara Municipal de Elvas prossegue a preparação de Encontros Temáticos, para as próximas semanas. Assim, já se encontra programado o calendário seguinte:
- 21 de Março (sábado), às 16 horas no Auditório do Centro de Negócios Transfronteiriço, sobre Agricultura;
- 26 de Março (quinta-feira), às 18 horas, com empresários e prestadores de serviços da área da Construção Civil;
- 30 de Março (segunda-feira), às 18 horas, com trabalhadores da Função Pública;
- 19 de Abril (domingo), às 10 horas, com caçadores.
Só um comentário: o dr. Simão das Dores, candidato do PSD à câmara, desde que chegou a Elvas, não pára de fazer reuniões com todos os agentes locais.
- O quê?... Não é o Simão das Dores?... Ai é o Rondão Almeida que anda a fazer isto tudo?...
Só um comentário emendado: o dr. Simão das Dores está feito ao bife; quando quiser comer a carne, já o Rondão Almeida saboreou a parte do lombo, e o dr. tem de se contentar com os ossos e os nervos.
De Gaiato alentejano a 18 de Março de 2009 às 20:11
Entendo que o Sr. está contra a regionalização e é muito livre de pensar o que queira. Ora, os argumentos para estar contra, pelo menos os expressados, são argumentos bacocos.
Para começar, a regionalização é uma questão que está na nossa Constituição de 1976. Em Portugal, a não ser nas Ilhas, não há esse escalão entre o poder central e os municípios.
1º Argumento: O país é muito pequeno. Então, segundo isso, países como a Bélgica, a Holanda ou a Suíça não poderiam estar regionalizados, porque são mais pequenos do que o nosso. Não serve de desculpa este argumento.
2º Argumento: O país é dos mais homogéneos da Europa. Sim. Mas há países como a Alemanha que também são muito homogéneos e estão completamente regionalizados. Além do mais, não é o mesmo um minhoto do que um algarvio, um transmontano ou um alentejano. Dentro dessa alegada homogeneidade há muitas diferenças. E a solução que serve para Braga pode não servir para Évora, a de Mirandela para Elvas ou a da Guarda para Portimão. Muito menos se forem decididas desde Lisboa por tecnocratas que nada sabem sobre o território. As regiões são a maneira mais efectiva de aproximar as soluções que cabem para o território.
3º Argumento: Mais organismos, mais funcionários. Errado. A maior parte dos funcionários que dependem do estado central, passariam às regiões, uma vez que prestam os seus serviços nelas. O único que mudaria é o facto de que seriam essas regiões e não o estado central quem pagaria esses funcionários.
4º Argumento: O "argumento" do Jardim. É o argumento mais bacoco. Ora, como o Hitler ganhou as eleições de forma democrática, a democracia é funesta, é má. Muito sólido esse documento (advertir ironia, claro). Mas nada se diz sobre o facto de que a Madeira desde que tem a regionalização é a região que mais tem avançado para a convergência com a UE, sendo que o PIB da Madeira é o 98% da média europeia. O mesmo acontece com os Açores, que de ser a região mais pobre, já ultrapassou as NUTS II Norte e Centro, enquanto estas e as outras do continente recuaram. Pelos vistos a regionalização não teve nada a ver...
5º Argumento: O "Não" do referendo. Em primeiro lugar, esse referendo foi em 1998, pelo que os votantes de hoje são diferentes (há malta nova). Por outra parte, foram poucos os que votaram e não tinha um carácter vinculativo. Depois também tem de se ver que tipo de regionalização é que se quer. Nem todas são iguais. É que temos a mania de simplificar tudo. Regionalização, sim, mas não a qualquer custo, nem qualquer regionalização. A visão de há onze anos não tem porque ser a actual.
6ºArgumentos. Comparar população de países com população de cidades. A população de algumas cidades pode ser até maior, mas o território e a problemática não é a mesma. Se quisermos ter uma boa rede de Internet, é muito mais fácil numa cidade onde toda a população está mais concentrada, do que, por exemplo, numa aldeia do Barroso, em Trás-os-Montes, rodeada de montanhas. Outro erro. Pensar que todos os habitantes têm a mesma problemática.
E podia discutir muito mais sobre este assunto. Só digo que não é lá muito razoável que, por exemplo, como já disse, as máquinas de limpeza de neve tenham de esperar um telefonema de Lisboa para começar a actuar quando há nevões. Quem faria melhor o seu trabalho: um centro específico da região, com total autonomia, que conhecem bem a região, ou um funcionário qualquer de Lisboa que não sabe que a Serra do Macário fica por esses lados de S. Pedro do Sul e que por acaso lá houve um nevão e ficaram as pessoas lá mais de 24 horas por falta de assistência? E como isto, temos a questão das estradas, da saúde, da educação,... muita coisa para debater num só comentário.
Já agora, quando falem contra a regionalização ficaria muito grato se os argumentos fossem muito mais credíveis.
Obrigado.
De Anónimo a 19 de Março de 2009 às 01:53
BOAS TEORIAS! PORTUGAL ESTÁ ATULHADO DE TEÓRICOS... E ESTUDOS SÃO ÁS PALETES!!!! PALETES!!! ENQUANTO FOREM, E SEMPRE, OS MESMOS... O RESULTADO É O MESMO DESDE À MAIS DE 30 ANOS! ESTÁ Á VISTA! BASTA DE PLOITIQUICE ARDILOSA PROPAGANDÍSTICA... BASTA!!!!!!!!!
O QUE VOCÊS QUEREM SEI EU! QUALQUER DIA QUEREM QUE UM GAJO EM CASA FAÇA O QUE MEIA DUZIA DE ESQUERDISTAS ILUMINADOS MANDE! OS MESMOS QUE ACEITAM MAL OS RESULTADOS DOS REFERENDOS. REFERENDOS QUE SÓ OS FAZEM QUANDO CONVÉM! QUANDO PERDEM TÊM QUE VAZER MAIS ATÉ GANHAR... CONSPIRADORES PERVERSOS!!!!!!!!!!
Caro Gaiato alentejano,
Tomei a liberdade de publicar este seu comentário/resposta aos anti-regionalistas no
REGIONALIZAÇÃO
http://regioes.blogspot.com
Cumprimentos,
Os argumentos anti-regionalização aqui evocados, apesar de falsos e pouco credíveis, são partilhados por muitos portugueses.
Pensar que a unidade do país pudesse estar em causa com a instituição de meras regiões administrativas é, no mínimo, ridículo. As actuais assimetrias no desenvolvimento, o abandono do interior, o centralismo radical vigente e a situação desiquilibrada do país com uma dupla inclinação primeiro para o litoral e depois para a capital é que, a prazo, pode pôr em causa a unidade nacional.
Então o argumento de que Portugal é um país pequeno para ser regionalizado, é de bradar aos céus. Portugal é o 10º país em termos de população na UE a 27 e o 13º em termos de territoriais. Em ambos os casos está acima da média da UE 27.
Agora uma coisa é certa, eu também só admito a Regionalização se, com a sua instituição, acabarem as diferentes Direcções regionais, as CCDRs e mesmo alguns institutos públicos. Ou seja, esta reforma administrativa tem que, no final, acabar com menos funcionalismo público.
Cumprimentos,
http://regioes.blogspot.com
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