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Terça-feira, 10 de Março de 2009

Cotas

Penso que o tema que aqui vou propor, já uma vez aqui falei dele.

 

Todos nós falamos na “Liberdade” como algo que é fundamental para se viver. Poucos talvez já pensaram é que o substantivo só existe porque de verdade a “Liberdade” não existe, ou seja, se na verdade ela existisse não era necessária tal palavra. Éramos na verdade livres.

Quando se fala de “Machismo” ou “Feminismo”, estes termos só existem também porque ao longo da existência dos homens, sempre houve um dos géneros a dominar o outro. Se de verdade a igualdade existisse as palavras eram desnecessárias.

 

As várias eleições estão aí a chegar e mais vez se volta a falar de cotas de mulheres para a formação das várias listas. Se fosse mulher, fazia um barulho dos diabos.

Cotas? Parece que estamos a falar das cotas de vacas que cada país pode criar. Ou cotas de cereais ou cotas de peixe. Se fosse mulher fazia um barulho dos diabos.

 

Quando é que escolhemos para as listas políticas PESSOAS pela sua COMPETÊNCIA?

Vamos continuar a fazer listas por interesses pouco claros a premiar favores ou por subserviência? Uma pessoa competente, é competente independentemente se é Homem ou Mulher. Se fosse mulher fazia um barulho dos diabos e não me deixava pisar.  

 

Jacinto César

 

Nota pós-escrito

 

Para evitar mais comentários sobre o assunto, gostava esclarecer que “cota” e “quota” têm o mesmo significado desde que substantivo.

 


Tasca das amoreiras às 22:42
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12 comentários:
De Anónimo a 10 de Março de 2009 às 23:39
O Dia internacional da Mulher é um exemplo.
Aberrações.


De Anónimo a 10 de Março de 2009 às 23:44
CIBERDÚVIDAS
[Pergunta] Qual o verdadeiro significado destas duas palavras: cota e quota? Estas palavras significam o mesmo, ou têm significados diferentes? São palavras homófonas, homógrafas, homónimas, ou parónimas?

[Resposta] Além dos seus significados próprios, cota também pode ser sinónimo de quota, «quinhão», «determinada porção». São palavras homófonas, ou seja, com a mesma pronúncia.

Cota é também certa armadura e espécie de gibão, antiga unidade de medida indiana, sinal ou número, nota marginal de um livro, termo da geometria, medida de desenho técnico, parte proporcional e a parte oposta ao gume de utensílio cortante.



De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 00:29
"Cota" ainda tem o significado na gíria dos Jovens de:
PAI.(Pais)
O meu cota ou cotas.


De Gaiato alentejano a 11 de Março de 2009 às 00:50
Lamento desiludi-lo (ou não), mas acho novamente que o seu discurso é próprio de "cotas" (a palavra veio mesmo a calhar!).

Pessoalmente eu acho que não tem porque haver uma colisão de interesses entre a existência de quotas e a competência da pessoa. A existência dessas quotas só pode ser visto como algo transitório, para favorecer a discriminação positiva da mulher, neste caso. Ora, como a mulher tradicionalmente não tem entrado em alguns campos como é a vida política, uma boa forma é discriminar positivamente à mulher, favorecendo a sua inclusão naqueles campos onde tão tem tanta presença.

Os países escandinavos são um bom exemplo disto. Um dos ministérios que lá existem é o Ministério da Igualdade, de forma a favorecer a equiparação real de homens e mulheres. O senhor concordará comigo em que esses países não são precisamente países pobres, pouco desenvolvidos, mas sim dos mais avançados do mundo, pela implementação de políticas sociais que já quiséramos para Portugal.

A discriminação positiva faz-se para equilibrar uma situação que não é a normal. Tal como pode haver regalias para quem é deficiente ou privilégios para os idosos. Portanto, não é questão de competência mas sim de justiça.

Já agora, quem determina essa "competência"? Outros homens? Ou outras mulheres? O preconceito existe, infelizmente, e uma mulher pode ser a mais competente para um trabalho, por exemplo, de camionista, tradicionalmente dos homens, mas não ser declarada "competente" precisamente por isso, por ser mulher. O direito ao voto feminino foi devido à luta que travaram as sufragistas para conseguir esse direito. Se não fosse isso, os votantes masculinos ainda iam considerar as mulheres pouco "competentes" para decidir em política.

Às vezes é preciso uma discriminação positiva para endireitar algumas coisas que, pela inércia, continua(va)m sempre na mesma. Senão, correríamos o risco de ficar ainda no tempo das carroças: sem direitos civis nem para homens nem para mulheres.

Fica dito.


De Tasca das amoreiras a 11 de Março de 2009 às 08:40
Apetece-me fazer-lhe uma pergunta:
Acha que os Espanhóis deveriam estabelecer cotas de Homens no governo?
É que, neste momento, o governo espanhol tem mais Mulheres que Homens, provavelmente, apenas provavelmente, os Homens estão a ser discriminados!...

António Venâncio



De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 12:52
Ou por exemplo nas universidades, hospitais, magistratura... será mais um caso a ter em conta. Vamos começar já a pensar em quotas para os homens, ou será que a discriminação só é (deve ser)positiva em certos?


De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 14:06
Num momento de dificuldades mundiais, nacionais e regionais, aqui está um tema muito importante para o nosso futuro económico.
Bendito seja quem teve tal ideia.


De Gaiato alentejano a 11 de Março de 2009 às 22:29
Que eu saiba isso não é verdade. O senhor está enganado. Tive a curiosidade de fazer uma pesquisa é para além do Presidente do Governo de Espanha, há 9 ministras e 8 ministros, o que supõe que o Governo está participado ao 50% por homens e mulheres, ou seja, fifty-fifty (o presidente também faz parte do Governo). Já no "Congreso de los Diputados" (o equivalente da nossa Assembleia da República), o número de mulheres é de apenas um 36%. Portanto, nada a ver com o que o senhor diz.

Já agora, acho que naqueles empregos onde a maioria fossem de mulheres, também haveria de se incentivar o emprego masculino, por exemplo, em empregos como auxiliar de enfermagem, educação infantil, etc. Mas não podemos ficar cegos à realidade: há poucos empregos em que as mulheres ocupem a maior parte das vagas. Não digo em nenhum caso que a solução sejam as cotas, mas sim algum tipo de discriminação positiva. Eu não sou o esperto nisso, pelo que não posso dizer qual é a fórmula mais adequada para cada caso.

De qualquer maneira, a sua ironia não se sustém. Nenhuma das perguntas que se colocaram receberam resposta, o que não é mais do que um intento de desviar a atenção para outro lado: Quem estabelece a "competência" das pessoas? Como se resolvem as desigualdades?

Lá fica isso.


De Tasca das amoreiras a 12 de Março de 2009 às 20:27
Primeiro um governo não é só constituído por ministros, também tem secretários de estado. E no que se refere a números e ao facto de o que eu escrevi não ter nada a ver estamos conversados, pois o que não tem nada a ver é vir responder com parlamento quando eu referi apenas e só o governo.
No que respeita à maioria dos empregos serem ocupados por homens, depende dos empregos. Eu conheço bastantes em que é mesmo o contrário. Por outro lado se consultar as estatísticas dos jovens a frequentar o ensino superior chegará à conclusão que são maioritariamente mulheres, pelo que talvez devêssemos estabelecer cotas para os homens, sob pena de os quadros superiores do país serem maioritariamente mulheres dentro de poucos anos. Quanto Às perguntas que deixa, as competências são avaliadas por pessoas, não importa se são homens ou mulheres desde que sejam competentes. Eu, por exemplo, vou ser avaliado por uma mulher e tal não me causa qualquer problema pois a sua competência e honestidade assegura-me uma avaliação justa. Não temo pois que, por eu ser homem e ela ser mulher, venha a colocar indevidamente qualque mulher à minha frente. A questão das desigualdades, é um problema muito mais vasto, que poderíamos discutir toda a vida. Pela minha parte penso que haverá sempre desigualdades, não por causa do sexo, da cor da pele, mas simplesmente porque não há duas pessoas iguais e há demasiada ambição e falta de humanismo no mundo. O que devemos tentar, é dar oportunidades iguais a todas as pessoas, o que elas fazem com essas oportunidades é a diferença que lhes é inerente.
O primeiro passo no caminho da igualdade de oportunidades é acabar com a corrupção e a cunha, e estas, que eu saiba, não são exclusivo de homens ou de mulheres..

António Venâncio


De Anónimo das 17:52h a 11 de Março de 2009 às 17:53
A existência de quotas de sexo na politica é absurda. E não só na politica.
Vamos estar preocupados se existem mais professores primários homens ou mulheres ?
Se existem mais magistrados homens ou mulheres ?
Mais caixas de supermercado homens ou mulheres ?

E porque não cotas, ou quotas para:

- Policias ?
- Varredores de lixo ?
- Obstetras?
- Mineiros ?
- Comentários anónimos nos blogs ?

Não existem quotas para acesso à escola, ou às universidades, pois não ?
Cada um que escolha o seu futuro, passe ele pela politica ou não...
Então, preocupemo-nos com coisas importantes...


De Anónimo a 11 de Março de 2009 às 22:57
Nem mais! Mas só na política é que querem quotas? Porque será? Alguém anda muito interessado nesta questão e não me parece que sejam as mulheres em geral. Se calhar algumas (ou alguns) em particular. Como já instalaram os primos, tios, sobrinhos, manos, amigos, afilhados, etc. agora para aumentar a teia seguem-se as mulheres. Já da para colocar mais uns (umas) no aparelho. Neste caso as que ficaram de fora!


De Anónimo a 13 de Março de 2009 às 18:12
César,

Quotas entre homens e mulheres para listas não vai fazendo sentido; hoje em dia as mulheres são tão capazes de exercer qualquer tarefa como qualquer homem porque tem os mesmo acesso à informação e estão por isso, também bem preparadas.

O problemas das quotas tem de ser colocado a outro nível: a sanidade mental dos candidatos.

Em Elvas, perfila-se, que se saiba desde já um!

Queres que diga quem é ou faço um boneco com a mão breguilha?


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