Vinha eu pensando num outro tema para o post quando, casualmente, passei na estrada Vila Fernando-Elvas e resolvi:
- É hoje!...
Já há vários meses, não sei bem quantos, a referida estrada foi repavimentada e foi efectuada nova sinalização horizontal.
Passando frequentemente nessa estrada, tinha reparado, logo na altura, na clara divergência entre sinalização horizontal então efectuada e a sinalização vertical existente, mas confesso que, em principio, pensei que se tratava apenas do facto de os trabalhos ainda não estarem concluídos, e que brevemente, a sinalização vertical seria alterada para ficar de acordo com a horizontal então efectuada, que supus resultar de um estudo das condições de visibilidade da estrada, até porque, na maioria dos casos, me parece bem mais coerente do que a anterior, no entanto, o tempo foi passando e o que hoje verifico é que a situação se mentem, motivo que me leva a escrever este post.
Quais são então as divergências concretas que verifiquei:
1- Existe pelo menos um ponto dessa estrada cuja sinalização vertical indica proibição de ultrapassar e a horizontal está sinalizada a tracejado.
2- Há pontos onde termina a proibição de ultrapassar na sinalização vertical e na sinalização horizontal permanece o traço contínuo.
3- Não há correspondência em vários pontos entre o início/fim de zonas de proibição de ultrapassagem e o início/fim do traço contínuo.
Sei que vão começar os comentários atirando as culpas para este ou para aquele, ou dizendo que esta estrada é da responsabilidade destes ou daqueles. Acho que esse aspecto é o menos importante, o que importa é que a situação possa ser corrigida, pois torna-se confusa e geradora de equívocos.
Vejamos apenas duas situações que podem acontecer:
Um condutor segue num ligeiro atrás de um camião, vê à sua direita um sinal de fim de proibição de ultrapassar, não vem ninguém de frente, inicia a ultrapassagem, de seguida é mandado parar pela autoridade e é-lhe apreendida a carta de condução por ter pisado o traço contínuo.
Outro condutor em situação idêntica mas num outro ponto, verifica que a sinalização horizontal é traço descontínuo em muitos metros à sua frente, não vê, porque o camião o esconde, um sinal de proibição de ultrapassar que está nesse momento à direita do camião, inicia a ultrapassagem, lá vem a autoridade para o autuar por efectuar uma ultrapassagem num local proibido.
Se se efectua um estudo para sinalização de uma estrada, por forma a reduzir a sinistralidade na mesma, então não é compreensível que dele resultem duas sinalizações diferentes, ou que se leve à prática o resultado desse estudo numa parte da sinalização, e se mantenha a antiga que com ela não é coerente.
António Vemâncio
Blogs de Elvas