O Mais
Manoel de Oliveira

2008 foi em Portugal um ano parco em acontecimentos relevantes. Infelizmente para o nosso país.
Ainda assim destaco o 100º aniversário do realizador português, que apesar de não realizar o tipo de cinema que gosto, tenho que reconhecer a sua enorme obra e que é apreciada em todo o mundo. Deu-me uma particular satisfação em vê-lo no dia do seu aniversário e após a pequena festa que lhe fizeram, mandar toda a gente novamente para o trabalho. Talvez Portugal necessitasse de mais gente deste calibre e nas mais variadas áreas.
Os Menos
Bancos e bandidos



Se acontecimentos positivos, poucos houve, negativos não faltaram. Destaco dois, mas poderia escolher um sem número deles.
A primeira nota negativa vai para a maior parte dos bancos por um motivo e em particular para o BPN e BPP.
Em relação aos bancos na sua generalidade, está o facto escandaloso dos vencimentos astronómicos dos seus gestores acrescidos de prémios ainda maiores sobre os lucros. Em época de crise, é um atentado há pobreza tamanha ostentação. E nós pagamos.
Em relação ao BPN e BPP, é aquilo que todos nós já conhecemos. Um autêntico regabofe. Só um dos gestores está preso, mas muitos mais deveriam estar-lhe a fazer companhia.
O outro acontecimento que escolhi, foi o aumento exponencial da criminalidade violenta. Mais uns tempinhos e estaremos parecidos a Chicago dos anos vinte do século passado. Assaltos a bancos (o menos grave), os combates entre gangs, os assaltos aos multibancos, o ataque indiscriminado às pessoas, etc, etc.. Não sou apologista da violência, mas se a polícia não começa a fazer mossa nesta gente não sei onde iremos parar. Por falar em polícia, quero aqui deixar uma palavra de apoio a esta corporação, pois sei que se não fazem mais é porque não os deixam o que deve ser de uma frustração tremenda.
Jacinto César
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