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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Ainda o absentismo dos deputados

Há dias atrás referi-me aqui à “avaliação” dos nossos deputados no Parlamento. Para satisfazer a curiosidade de uns quantos, foi esse texto que foi transcrito pelo jornal O Público.

Mas o que gostava hoje aqui de dizer era o seguinte, e que tem a ver com os deputados e com os professores.

Como é do conhecimento geral, perante a opinião pública, os professores são a classe mais absentista deste país. A conversa das pessoas é essa e não há argumento que as leve a pensar de outra maneira. A intoxicação por parte do governo foi de tal maneira, que não há antídoto que resulte. No entanto queria aqui deixar alguns factos concretos para que quem nos lê possa tirar conclusões.

Então é assim! A escola onde trabalho tem cerca de 120 professores. Na sexta-feira em que se deu a “bronca” na Assembleia da Republica faltaram às aulas 2 professores. Um, não sei o motivo da falta, a outra faltou por ter a filha doente, mas com a particularidade de ter arranjado outro colega que a substituísse, o que na prática corresponde a 1 falta.

Os nossos deputados que são 250 e na mesma sexta-feira faltaram 35. Mas o mais grave é que na verdade faltavam 35 assinaturas no livro de presenças, mas na votação faltaram 48. Quer isto dizer que houve 13 senhores deputados que assinaram o livro de ponto e que se foram de fim-de-semana. Mais, estes senhores deputados, além de serem faltistas, são aldrabões, pois assinaram o livro de ponto o que lhes dá o direito de receberem a “senha de presença”.

Agora pergunto eu:

1-     Somos nós os professores os absentistas?

2-     Por acaso recebemos uma senha de presença por cada aula que damos, ou seja, recebemos o nosso vencimento mesmo que não ponhamos os pés na escola e depois mais um tanto por cada aula que damos como acontece aos deputados da Nação?

3-     Que diriam os pais dos alunos se eu entrasse numa aula, assinasse o livro de ponto e depois me fosse embora?

 

Não me quero armar em vítima, mas que há qualquer coisa mal na opinião pública, lá isso há.

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 17:27
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22 comentários:
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 09:00
Como toda a gente com um mail público, recebo ultimamente muitos mails assinados por professores. Um dos últimos que recebi, "o professor do ano não é o da ministra", é uma espécie de elegia, com frases como "Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos"; "aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer". Ou estas: "aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes"; "aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família"; "aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas". E ainda estas: "aquele que encontrou forças para motivar os alunos depois de ser indignamente tratado pelos seus superiores do ME"; "aquele que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos".

A mistura entre situações tão diversas e desconexas como um martírio relacionado com uma doença (que, a existir, só pode ser tratado como excepcional), ocorrências normalíssimas (que terá de especial ter cinco turmas de três níveis? Ou fazer um mestrado do seu bolso e no seu tempo livre?) e a obrigação de não prejudicar os alunos devido à exasperação com o ministério ou a decisão de escolher um sábado para uma manifestação é muito eloquente quanto à visão que muitos professores terão de si e do que a sociedade lhes deve. Lêem-se estas frases e fica-se com a sensação de que os que as escreveram e os que nelas se revêem se acham incrivelmente sacrificados e maltratados, e se encaram como missionários sem par no mundo do trabalho. Esta trapalhada, que não chega a ser um argumento, é o caldo de cultura do conflito que opõe a classe (se se pode falar de uma oposição da classe) ao ministério. Um caldo que ignora factos como o de que a comparação entre o tempo total de trabalho, o ratio professor/aluno e o nível salarial dos professores portugueses com os seus congéneres europeus (e não só) é, de acordo com um recente relatório da OCDE sobre educação (Setembro de 2008), muito favorável.

A nível do ensino básico, o ratio professor/estudante é de um para 11, abaixo da média da OCDE (16); e no secundário é o mesmo, também abaixo da média (13) - com a curiosidade de no privado haver um ratio superior. Sendo um dos países da OCDE com menor PIB per capita, Portugal está, nesse grupo, entre os que melhor paga aos professores. Por outro lado, se os professores portugueses em início de carreira estão entre os mais mal pagos da OCDE (em termos de poder de compra comparativo), a partir de 15 anos de carreira sobem na escala, ultrapassando a Suécia, a Itália e a Noruega, e no topo estão ao nível dos salários dos seus congéneres alemães e finlandeses, acima da Dinamarca, do Reino Unido e da França. Por fim, o tempo total de trabalho exigido aos professores portugueses (1440 horas/ano) está mais de 250 horas abaixo da média da OCDE. Dificilmente o retrato de uma classe mártir e explorada. Antes pelo contrário.

Texto publicado no Diário de Notícias de 12.12.2008


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 10:33
Paulinho Portinholas atravessa um período de dificuldades, mas na noite passada desceu a níveis nunca vistos.
A evolução da situação da saúde no Hospital de Santa Luzia é-lhe desfavorável; tal como são contra os seus interesses político-pessoais a promoção a Divisão da PSP de Elvas, o êxito da pista de gelo no coliseu, o Estabelecimento Prisional em Vila Fernando, o êxito dos Encontros Temáticos da câmara, a adesão aos quatro bares exteriores do coliseu, o programa social da câmara com construção de novos equipamentos (Belhó/Raposeira, APPACDM, Cruz Vermelha, Santa Eulália e São Vicente), a localização sobre a fronteira da estação do TGV, três novas valências da APPACDM nas instalações do Centro Educativo em Vila Fernando, a promoção do comércio e hotelaria de Elvas na Estremadura espanhola, etc.

Foi nesta situação que a voz solitária do CDS/PP (Com Desenvolvimento Sindical, Paulinho Portinholas) entrou na sessão da noite passada da Assembleia Municipal de Elvas. Entrou assim, mas saiu pior…
Foi “corrido em pêlo”, através de 8 ou 10 intervenções bem elaboradas por parte da bancada do Partido Socialista.
Também “levou na corneta” pela forma como os elementos das bancadas da oposição se pronunciaram: Joaquim Miguel Mendes, João Paiva, João Barradas (todos PSD) e Luís Pedras (Bloco de Esquerda).
Isto é: existe oposição, que contraria a câmara mas sabe ver para os dois lados e, à parte disto tudo, temos Paulinho Portinholas, o “Grande Educador da Classe Política Elvense”.
O menino-bem, que se transporta em jipinho carote (fruto do trabalho e da herança de outros…) estacionado em cima de traços amarelos, não aguentou a pressão: saiu a meio da sessão.

Ficou lá, órfão e tristonho, o Doutor Zero, a quem Paulinho deixou um texto para ele ler, mais tarde. Não foi capaz de ler; apenas soletrou e mal! Um aluno normal, no final do terceiro ano do 1º ciclo, dá-lhe uma banhada na leitura. Pobre CDS/PP, tão mal entregue!
Paulinho Portinholas atravessa um período de dificuldades, mas na noite passada desceu a níveis nunca vistos.
Portinholas, o corajoso, renunciou.
Portinholas, aquele que não vira a cara à luta, desistiu
Portinholas, a grande esperança autárquica de alguns, deixou a Assembleia que ele idolatra.
Portinholas, o líder de um partido com uma pessoa, deixou o Doutor Zero entregue aos “leões”.

Paulinho Portinholas, agora, vai dizer que saiu da Assembleia Municipal, porque lhe telefonaram a dizer que a filha estava doente, ou que a mulher tinha adoecido, ou que o pai se pôs mal disposto, ou o que a sua imaginação produzir…
Alguém acredita?
Sim, acreditam os portinholeiros desenvolvimentistas, os radicalistas da direita conservadora, os STALinistas do sindicato e a esquerda ortodoxa com quem se “casou” há seis meses.
Quantos são? Uns 20, vá lá!
Com as famílias? Uns 50, já estão bem!
E já vai com sorte, este azarado Portinholas.


De Tiago Abreu a 12 de Dezembro de 2008 às 12:38
Que tristeza. Recebi uma chamada de casa com a Assembleia a decorrer por causa da minha filha que estava doente. Disse à mesa que iria sair e até ao Dr. Paulo Dias que o motivo era doença da minha filha. Pelos vistos terá dito isso a quem escreveu o comentário acima. Nunca em quase 10 anos sai a meio de uma reunião, mas quando estiver em causa a saúde da minha filha não só sairei a meio como faltarei se necessário.

É triste ler o que li acima. Muito triste mesmo. Aproveitem-se de tudo menos do facto da minha filha estar doente e eu ser necessário em casa.

Haja decência.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 13:04
Paulinho Portinholas entrou moribundo na Assembleia e saíu de chofre.

Não aguentou a pressão, não aguentou ver no novo boletim municipal ao lado do Rondão tanta gente decente e que quer bem a Elvas.

Paulinho Portinholas ficou de meter dó ao diabo quando viu o boletim municipal em cima da mesa, logo no início da Assembleia, não foi no meio...

Coitadinha da filha que, não basta andar exposta na fotografia que ele expõe nos bolgs quando faz os comentários ofensivos, senão ainda usar a menina nisto...

Haja decência.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 13:07
Paulinho Portinholas acha que alguém acredita que se a filha estivesse tão doente e ele fosse um pai tão cuidadoso, tinha tempo e disposição para andar por aqui nos blogs...



De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 13:13
Vocês socialistas não tê mesmo vergonha pois não? que coisa mais baixa. Deus lhes dê em dobro aquilo que desejam ao Tiago.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 14:09
Cá anda o Tiago a rogar pragas aos socialistas.
É só maldade.
Põem-lhe as verdades a descoberto e a reacção é esta.
Continua com tempo e disposição para andar aqui nos blogs... para quem tinha a filha doente...
Acima, às 13:13 já não usou o nome para enganar a malta.
Claro que nos deixamos enganar... quando queremos. Agora não foi o caso.


De António Venâncio a 12 de Dezembro de 2008 às 14:03
Em primeiro lugar gostaria de saber onde foi o DN buscar a 1440 horas/ano eu pelos meus cálculos obtenho, no mínimo 1575, isto se não contar que, muitas semanas, com as reuniões e o trabalho de preparação das aulas, os professores excedem mesmo as 25 horas/semana, mas esqueçamos essas horas. Por mim, defendo que o professor passe a marcar ponto como os outros funcionários 35 horas/semanais e não leve trabalho para casa. Assim aclararíamos com duas questões, a falsa ideia de que os professores trabalham menos horas que os outros funcionários, e a utilização dos equipamentos e materiais pessoais do professor para a preparação das aulas, pois estando na Escola, seria esta a ter que disponibilizar o equipamento e os materiais. Claro está que a Escola entraria rapidamente em colapso, porque s não dispõe, espaço físico nem equipamento para que todos os docentes possam, nas horas não lectivas preparar as suas aulas, e o tempo disponível nessas horas, também não é suficiente para tratar de toda a burocracia que hoje envolve o sistema de ensino, e prepara as aulas.
Também me custa um pouco entender como se conseguem que a média de horas de trabalho dos professores da OCDE seja superior em 250 às dos professores portugueses, a não ser que se admita que todos os trabalhadores portugueses trabalham menos do que os da OCDE, Porque só é possível ir buscar essas 250 h (mais nalguns caso para que a media seja 250 ) se se diminuírem os feriados e os 22 dias úteis de férias comuns a todos os trabalhadores portugueses.
Curioso é que o mesmo artigo refira o rácio professor aluno, mas não refira outro facto com ele relacionado e também constante do referido relatório e passo a citar “No entanto, estes bons rácios de professor por aluno não encontram um paralelo na dimensão das turmas, onde Portugal ocupa um lugar mediano com 18,6 alunos por cada turma no Ensino Básico e 22,5 alunos no 2.º Ciclo. Refira-se, por exemplo, que a Suíça, com apenas um professor para cada 12 alunos no Secundário, consegue ter turmas de apenas 19 alunos”, o qual é muito mais relevante para o trabalho a efectuar por cada professor. A disparidade entre estes dois dados deve-se ao elevado número de funcionários, classificados como professores, que na realidade estão a prestar serviço nas direcções regionais e nos diversos departamentos do Ministério sem verem um aluno há vários anos.
Por outro lado faz o artigo uma comparação entre o numero de horas dos professores portugueses com os professores de outros países, assente num cálculo de número de horas que só eles sabem onde foram buscar, e mais uma vez omitem uma parte do relatório onde se refere que os professores portugueses são dos que mais ensinam, e passo a citar ” Portugal é o terceiro país onde os professores mais ensinam: 60% do tempo total na Primária e 50% no Secundário” pelo que são os que menos tempo dispõem para as outras actividades pedagógicas e para a preparação das suas aulas.
È também curioso que, a mesma OCDE que indicava ao professores portugueses como estando entre os que menor salário recebiam em 2004 venha agora colocá-los entre os que mão recebem em 2006, é que, como os professores não foram aumentados em 2004, tiveram aumentos inferiores À inflação como todos os outros trabalhadores portugueses em 2005 e 2006 e viram as suas progressões na carreira congeladas, tal só pode ficar a dever-se a uma descida generalizada dos salários dos professores nos restantes países da OCDE
Quanto ao ter cinco turmas e três níveis não ser nada de especial, convidaria o senhor jornalista e o ilustre anónimo que gostou tanto deste artigo a vir para uma escola trabalhar para poder avaliar o que tem de especial ter 5 turmas digamos que com os11 alunos do rácio, (turmas que o Ministério nem deixa abrir o mínimo são 15) e ter que corrigir os trabalhos de 55 alunos nas horas que lhe ficam depois de leccionar as suas aulas desenvolver a restante actividade que tem na Escola, e ainda ter que preparar três níveis diferentes.
Todo o artigo me parece algo tendencioso, não só por algumas coisas que diz e são manifestamente falsas como é o caso das horas, mas também pelo que omite.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 14:40
Ui... o senhor professor excede as 25 horas semanais. É um verdadeiro escravo!
E as estatísticas da OCDE não contam. O que conta é aquilo que eu digo!
Ganhar mais do que um professor na Suécia? Isso é normalíssimo. Pessoas que ganham 2000 ou 2500€ por mês a protestar nas ruas de um país onde 300.000 pessoas ganham 450€, já isso só em Portugal!

Ass.: O que não quer ser avaliado. Ou melhor, até quero, mas eu é que me avalio para ter sempre boa nota e estar sempre a subir na carreira.


De Aninhas a 12 de Dezembro de 2008 às 15:55
Só agora descobri, graças a tão culto e informado comentador e anónimo que a minha escola me anda a roubar dinheiro!!!!. Sim senhora, 2000 a 2500 euros é o que ganha um professor!!! Além de mal informado, é um ignorante não só a interpretar dados, como os da OCDE, que garanto não os deve conhecer - já agora sabe o que é a OCDE?!?!? - como também a comentá-los! Deve ter sido daqueles alunos que precisou de muito acompanhamento, daqueles que fizeram o professor ficar, depois das aulas, a explicar-lhe a matéria. Ma pronto. Deu resultado o trabalho do professor. Pelo menos agora consegue escrever algum texto sem erros (apesar do corrector ortográfico...mas isso agora nõ importa para nada!!!)


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 16:36
Se a D. Aninhas sabe ler o texto verificará que são os professores com mais de 15 anos de carreira os que ganham mais ou menos essa verba e esses ganham mais que os professores de países escandinavos.
A mim não me deve chamar ignorante de certeza porque apenas debitei aqui os dados da OCDE. Agora se você não os aceita é problema seu. Factos são factos. Agora se me quer ofender fique lá com a sua frustração que eu estou-me nas tintas para o que diga de mim. Se é professora então só demonstra na verborreia das suas palavras tão má que é a sua classe profissional.


De Aninhas a 12 de Dezembro de 2008 às 18:02
Sou professora com muito orgulho e verdadeiro prazer. Tenho 20 anos de carreira e ganho MMMMMMMUUITTO mais do que o tão sábio Sr, Anónimo afirma. (noto que continua actualizado e bem informado!)
Quanto ao debitar o que dizem os dados da OCDE, só retirou o que lhe interessou retirar (vá lá saber Deus porquê!!!!)
Acrescento ainda que não foi meu intento ofendê-lo (contrariamente à minha vontade) mas foi e é


De António Venâncio a 12 de Dezembro de 2008 às 16:28
Não excedo as 25 tenho um horário de 35 que excedo em algumas semanas. Se multiplicar essas trinta e cinco horas pelas 52 semanas, retirar os 22 dias úteis de férias e os feriados, obtém exactamente as 1575 horas indicadas no comentário anterior.
Quando se fala do relatório da OCDE não retirar apenas alguns excertos do conteúdo, que nos interessa citar, e omitir o que não interessa, que foi o que aconteceu no comentário ANÓNIMO das 9h 00m . Também convém ser um pouco crítico em relação ao que se lê e saber comparar dados. Eu não fui ler o artigo do DN mas procurei o relatório da OCDE em si mesmo, e comparei os dados com relatórios anteriores, e custa-me um pouca aceitar que de em dois anos, sem que houvesse alterações na nossa tabela salarial que sequer recuperassem a inflação tivéssemos passado do grupo dos mais mal pagos para o dos mais bem pagos tenhamos passado dos mais bem pagos, e não sou eu que digo é o relatório da OCDE de 2004. Também é interessante verificar que no relatório de 2006 é indicado um total de mais de 280 mil funcionário no Ministério da Educação nã0o sendo discriminado se quais são ou não professores, atendendo a que somos apenas aproximadamente 150 mil professores, será que o Ministério necessita de 130 mil funcionários não professores? Ou será que estes funcionários também entraram nas contas do rácio para obter os 11 ou 8 alunos por professor conforme se trate de ensino básico ou secundário.
Estes rácios disponibilizados pela OCDE são calculados com base nos dados fornecidos pelo governo português, e contabilizam, para além dos professores destacados no Ministério e nas direcções regionais, que não estão a leccionar, aqueles que estão a tempo parcial para resolver necessidades do sistema de horários incompletos que recebem também salários incompletos.
Por exemplo na minha escola estão 112 professores, mas há alguns horários incompletos, não sei exactamente quantos, mas poderei averiguar, não errarei muito se disser que podem rondar a dezena ou talvez mais, se co0ntabilizarmos os 112 para determinação do rácio é evidente que iremos falsear o resultado pois alguns são, em termos de horário de trabalho e respectiva remuneração entenda-se, apenas meios professore ou um quarto de professor.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 14:22
Ligo a Rádio Elvas e só ouço noticias de fora. Em Elvas ninguém faz nada. A Câmara anda a dormir. Só noticias de fora. Boa Rádio, Gostei.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 16:39
Última hora: Jacinto César e António Venâncio auto-avaliam-se de Excelentes, subindo na carreira em 2009 e ganhando mais uns euros.


De António Venâncio a 12 de Dezembro de 2008 às 17:01
Caro anónimo, da minha parte e dado meu colega Jacinto César, agradecemos a notícia da subida na carreira que ainda desconhecíamos. Assim já podemos pôr uma prendinhas maiores nos nossos próprios sapatinhos, a contar com o aumento que aí vem. Só lamentamos que o ilustre anónimo não se tenha lembrado do nosso colega José Afonso, ele também merecia o Excelente o aumento e um Natal com mais prendinhas.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 17:36
Então mas isso é simples. Como é auto-avaliação basta ele dizer: sou excelente. E lá passará a auferir o mesmo de V. Exa


De António Venâncio a 12 de Dezembro de 2008 às 20:34
Aida bem que afinal há um processo de ele poder ser excelente. Vou dizer-lhe para seguir o seu conselho. É que sabe, dos três ele é o único a quem isso ainda pode beneficiar, a mim e ao colega Jacinto, como já estamos no topo da carreira, a avaliação até já nem nos afecta, se não tivermos dois Não Satisfaz consecutivos ou três intercalados. O problema é mesmo o que essa avaliação nos rouba de tempo para os nosso alunos.


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 20:54
Estou tão preocupado com os meus alunos que semana sim semana não falto às aulas para ir a uma manifestação e pelo meio se houver uns feriados ainda faço greve. Caso não me faça ouvir nem avalio os alunos no 1º período e caso também não chegue incito-os a fazer greve e a lutar por coisas que eles nem sabem o que é. É facil, basta dizer: Olhem se houver manifestação não há aulas, e lá vão eles! São tão giros! Se assim se fôr, a escola fecha e pronto, não há aulas!
Eu estou tão preocupado com os meus alunos!


De Jacinto César a 12 de Dezembro de 2008 às 21:14
Caro comentador

Você consegue ser pior que os políticos. Mente com quantos dentes tem na boca.
Por acaso não sabe que aos sábados não há aulas?
Por acaso não sabe que as duas manifestações foram precisamente ao sábado?
Não haja dúvida, o meu caro comentarista é um homem (duvido) valente. Quando for grande gostava de ser como o senhor (senhor?).

Jacinto César


De Anónimo a 12 de Dezembro de 2008 às 22:27
Infelizmente já não tenho dentes. Mas como sou professor e usufruo da ADSE enquanto os outros trabalhadores se esfalfam para conseguir ter alguma coisa, eu fui ao médico e por um 1€ trouxe logo 3 placas de dentes que custariam aos outros uns 600€.
Sou um escravo da sociedade!


De Jacinto César a 12 de Dezembro de 2008 às 22:49
Continua a mentir com quantos dentes tem nas dentaduras, ou seja, a triplicar.
Onde é que quer chegar com estes comentários? Que as pessoas acreditem em si? Ou mente por vício ou prazer?

Jacinto César


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