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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

A avaliação dos Senhores Deputados

Já disse aqui “mil vezes” que como professor quero ser avaliado, por quem quer que seja e pelo processo que quiserem, apesar de não concordar com o método. Mas venha lá ela.

Mas do que vos quero falar é de outra avaliação: a dos nossos deputados.

Mas afinal que “cambada de gente” é que nos está a representar no Parlamento da Nação? Mas que “calões” são aqueles que fazem as leis que me querem avaliar? Mas que raio de gente é aquela que assina o ponto de manhã e que depois se “pira” para ir de fim-de-semana prolongado? O que é que aqueles “vampiros” diriam se eu professor tivesse faltado hoje para fazer umas mini férias?

Desculpem o desabafo, mas estou indignado.

Hoje que estava para votação uma lei que dizia respeito a nós, que tinha sido proposta pela oposição (CDS/PP), que tinha o apoio de todo o resto da oposição e mais uns quantos deputados do PS, não é que foram os deputados do PSD que foram faltar e a lei não passou, porque metade do grupo parlamentar deste partido resolveu ir de fim-de-semana mais cedo?

Fala-se muito na necessidade de acabar com o governo actual nas próximas eleições. Muito bem, mas a onde é que está a oposição credível para as ganhar? Eu não a encontro infelizmente.

Mas o que mais me indigna é o facto de toda aquela “gente” que criou na opinião pública a ideia que os professores eram malandros, que envenenaram os cidadãos deste país e os puseram contra nós, afinal são eles que fazem aquilo que diziam que nós fazíamos. Eu falo por mim e posso afirmar que há um bom par de anos que não falto a uma aula, mesmo estando doente vou. Acredito que há colegas meus que faltam. Uns por motivos mais que justificados, outros nem tanto. Mas uma coisa nunca eu vi, que foi metade dos professores da minha escola faltarem para irem de fim-de-semana mais cedo. Os registos das faltas são públicos e como tal podem ser consultados.

Mas afinal quem é que precisa ser avaliado?  

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:15
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16 comentários:
De Anónimo a 6 de Dezembro de 2008 às 01:51
Oh Sr Jacinto por favor!!

Os deputados do PS são maioria. Só um acaso muito grande é que a Lei passava.
Ora a culpa de não ter apanhado o PS em falta parece ser do PSD.
Não. A culpa se a Suspensão da Avaliação Passasse (Proposta de Votação do CDS para suspender) a vergonha seria do PS.

Não se pode ganhar em fora de jogo " Contra corrente"
Ganha-se ou perde-se com as armas naturais de cada um. Aqui a maioria é PS. Toda a oposição está contra a avaliação de professores, digo mais, até o PS.
Sabe quem não está?
Os tachistas e os da disciplina de VOTO.
Veja o Manel ALEGRE e outros PS no poder.

Não culpe o PSD. Culpe o Governo pela a aberração da Avaliação ok!




De António Venâncio a 6 de Dezembro de 2008 às 09:53
Caro Anónimo, saiba que a questão não é assim tão linear, parece que houve alguns deputados do PS que votaram contra e uma deputada que se absteve, e que nestas condições, bastaria que 22 dos 30 deputados do PSD que faltaram não o tivessem feito e a proposta do CDS teria passado.
O problema é que quando um professor tem que faltar, por uma qualquer razão que não vem ao caso, o facto é do conhecimento de pelo menos 20 alunos (partindo do princípio que tem apenas uma turma) e portanto aproximadamente de 40 pais. Quando um outro funcionário, público ou privado, falta apenas é do conhecimento do seu chefe e dos seus companheiros de trabalho.
Acresce ainda que, dado que um professor não pode tirar um dia de férias para ir tratar de um qualquer assunto, tal só lhe é permitido entre 15 Julho e 31 de Agosto, se tiver que se deslocar às finanças, por exemplo, dado que muitas vezes está deslocado da sua residência, lá tem que faltar um dia.
Essa é que é aqui a questão, enquanto os professores são chamados de absentistas, os senhores deputados, principescamente pagos, e ainda por cima com subsídios de deslocação e para estarem em Lisboa, e senhas de presença, ( como se qualquer funcionário para estar no local onde é o emprego que concorreu também tivesse subsídio, e tivesse senha de presença para estar no seu local de trabalho) ainda se dão ao luxo de faltar nas proporções que ontem se verificou, com influência directa nos “resultados” do seu trabalho.


De Anónimo a 6 de Dezembro de 2008 às 15:01
As faltas dos deputados PSD foram intencionais para que o diploma do CDS não fosse aprovado, isto é mais do que óbvio, o principal partido da oposição não se pode dar ao luxo de ficar com a responsabilidade de suspender uma reforma, que mais tarde ou mais cedo terá que ser feita e com isso, dar força aos sindicatos de tal modo que, já ninguém conseguiria fazer qualquer tipo de reforma.
O certo é que os profs têm contribuído para a popularidade do 1º Ministro com o modo como se têm manifestado, vejamos:
1º queriam ser avaliados mas, esta avaliação não.
-o ministério simplificou e foi ao encontro das reivindicações e desburocratizou o processo eis que, surge novas reivindicações; agora é os profs titulares e as cotas que são o problema e o povo português não é parvo, colocou-se do lado do governo, que com a ajuda dos profs , nos vai governar + 4 anos com maioria absoluta isto se, persistirem nas manifestações e greves para atingirem os vossos objectivos, que são legítimos mas, que se tem revelado pouco coerentes, e não contam com a pinião publica favoravel.
Se o sr César quer arranjar um bode espiatório faça uma auto critica e verifique quem tem a culpa de nova maioria do PS!


De Anónimo a 6 de Dezembro de 2008 às 15:23
Claro que Não caro leitor.
O Psd exige a suspensão da Avaliação de Professores porque não concorda com o Modelo imposto (ineficaz, discriminatório e separatista em relação à classe docente: Professores de primeira e professores de segunda.)Não há qualquer critério de Mérito e de qualidade no actual Modelo.
O PS é o único por caturrice a defender esta Avaliação. Excepção dos mais Democratas e defensores da Liberdade: Manuel Alegre.


De Tasca das amoreiras a 6 de Dezembro de 2008 às 16:20
Caro anónimo

Mesmo que não se queira identificar, ao menos podia dizer-nos a sua profissão? É que já agora gostava de saber o que faz e como é que é avaliado. Isso se tiver coragem para tal.

Jacinto César


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2008 às 10:34
Sou aluno, estou sempre a aprender e ontem na noite da má língua um dos comentadores disse exactamente o que eu escrevi, vocês vão dar a maioria ABSOLUTA ao Sócrates e cá estamos para ver.
O povo gosta de governantes que não se deixem intimidar seja por greves ou por casmurrice.´
Já agora respondo ao comentário PSD, não se esqueçam quem é o pai das promoções automáticas, sem qualquer avaliação ou critério e que tem como seguidor o Alberto João, é tudo BOM.


De António Venâncio a 7 de Dezembro de 2008 às 15:13
“Ontem na noite da má língua um dos comentadores disse exactamente o que eu escrevi”
Se num espaço de reflexão com um nível intelectual tão elevado, e que é uma referência cultural universalmente reconhecida alguém se pronunciou nesse sentido, tenho que me vergar ao seu douto parecer.
Por ignorância minha, que me leva a um quase total desconhecimento desta importante “corrente do pensamento”, apesar de ler diariamente os comentários deixados neste blogue, ainda não tinha conseguido perceber quais os “conceitos filosóficos” que lhe estavam subjacentes, finalmente com este seu comentário fez-se luz, fiquei a compreender de que “Escola” são “discípulos”!...


De António Venâncio a 7 de Dezembro de 2008 às 11:44
"As faltas dos deputados PSD foram intencionais para que o diploma do CDS não fosse aprovado"

1º As faltas dos Sr. Deputados, são correntes à sexta-feira pelo que não se pode estabelecer uma relação causa efeito
2º À partida seria previsível que a maioria PS fosse suficiente para chumbar a proposta do CDS, pelo que não faria qualquer sentido que os Sr. Deputados do PSD tivessem que faltar para assegurar esse chumbo
3º O que ficou claro é que nem sequer todo o PS apoia este modelo de avaliação e não que alguém na oposição o queira manter.

“queriam ser avaliados mas, esta avaliação não.
-o ministério simplificou e foi ao encontro das reivindicações e desburocratizou o processo eis que, surge novas reivindicações; agora é os profs titulares e as cotas que são o problema e o povo português não é parvo, colocou-se do lado do governo”

1º O que os professores contestam, e sempre contestaram, é a divisão artificial na careira que está subjacente a este modelo de avaliação, e os pressupostos do modelo em si mesmos, o que foi feito até ao momento foi uma “simplificação” que não altera os pressupostos, pelo que tudo se mantém na mesma.

2º Ainda ontem o Sr. Secretário de Estado, afirmou peremptoriamente que o modelo de avaliação não será suspenso e que a única decisão tomada, mas ainda não publicada em Diário da República, é a simplificação PARA ESTE ANO, ora o modelo não serve para este ano nem para os outros

3º Por uma questão de esclarecimento de quem está por fora do que está em causa, deixo apenas uma pergunta. Há algum empresário que para avaliar os seus funcionários os obrigue a fazer trabalhos não rentáveis para a empresa?...

“O certo é que os profs têm contribuído para a popularidade do 1º Ministro com o modo como se têm manifestado... e não contam com a opinião pública favorável”

1º Os professores tiveram o cuidado de se manifestar aos Sábados e fora das horas lectivas para não prejudicar os seus alunos, se este “modo” de manifestar cria uma opinião pública desfavorável, não é certamente muito compreensível.

2º A primeira greve é marcada após um ano de reivindicação e duas manifestações largamente maioritárias.


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2008 às 14:59
Não sei se a razão vos assiste, agora o que transparece é que, é, pouco consistente e por vezes até incoerente,o modo como como a vossa luta se desenrola e pelos visto, não é só a minha opinião, é também a de alguns comentadores como na noite da má língua na SIC noticias, reveja e depois dirá de sua justiça.
O trabalho quer seja no comercio, industria ou serviços, pode ser ou não produtivo ex, a pausa para fazer exercícios físicos está comprovado que faz com que o trabalhador seja + produtivo.
No seu ponto de vista seria desnecessário aprender as operações aritméticas, bastaria ensinar a trabalhar com máquina de calcular.


De António Venâncio a 7 de Dezembro de 2008 às 15:36
Continuo a não acreditar que um empresário, seja de que área for, atribua a um funcionário tarefas não produtivas apenas para o avaliar, isso iria contra todos os seus objectivos que são, como diz, tornar o funcionário mais produtivo. Outra coisa diferente é permitir pausas de que fala, que pelo bem estar criado, melhoram a produtividade global e que são exactamente o contrário do que tem sido levado a cabo pelo Ministério que apenas tem contribuído para o desgaste e o mau estar dos professores, com a consequente descida d erendimento. Quanto à questão de aprender as operações aritméticas ou usar apenas a máquina de calcular, não consigo compreender qual a conclusão a que pretende chegar neste contexto. É evidente que num contexto de formação, o objectivo não é fazer dos nossos alunos autómatos, que apenas saibam “carregar os botões das máquinas e dos computadores” mas seres pensantes capazes de raciocínio crítico, e o facto de se ensinarem as opressões aritméticas tem como objectivo primeiro construir estruturas de raciocínio fundamentais para a formulação de raciocínios lógicos ao longo da vida. Neste momento começo a duvidar que seja objectivo deste governo que os nosso jovem saiam da escola com a capacidade de formular esses raciocínios lógicos. È que estes raciocínios podem tornar-se incómodos.


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2008 às 18:42
O que eu quero dizer é que a v/ tarefa de ensinar as operações aritméticas (ainda que haja máquinas muito + produtivas que fazem as operações) embora pareça não produtiva, é essencial ou seja, algum aluno lhe pode por a questão se há maq de calcular pq nos está a ensinar isto?!
O mal da v/ contestação é que parece que nada vos serve só a não avaliação, o não estatuto, o não cotas pq nalguma das coisas que reivindicam devem ter razão.


De António Venâncio a 7 de Dezembro de 2008 às 20:15
E eu tenho uma resposta que está acima.
Agora diga-me em que melhora o desempenho dos meus alunos, que é essa a minha missão, eu perder horas sem fim a preencher fichas e a ter reuniões para as discutir com o meu avaliador, sendo que essas fichas não têm qualquer reflexo nas aulas porque não se referem a temas científicos ou pedagógicos? Não assentam na observação de aulas e reflexão sobre as mesmas no sentido de melhorar de uma forma colaborativa o meu desempenho, mas tão só ver muitos papéis que, do meu ponto de vista, apenas representam um custo ambiental, pela quantidade de papel desperdiçado. Até hoje ainda ninguém me conseguiu explicar qual é a utilidade de tanto papel não relacionado directamente com as minhas aulas e que apenas consegue retirar-me tempo para preparar estas. Apenas para aclarar esta situação digamos que a um médico se lhe retira o tempo para as suas consultas e a sua formação contínua, para que o use a encher vários dossiers por ano com papéis que em nada se relacionam com os doentes ou com as doenças em que trabalha, mas apenas com a sua avaliação. As listas de espera iam aumentar, mas que importa se os médicos estavam a ser avaliados segundo um evoluindo modelo Chileno que o obrigava por exemplo a prever no início do ano quantos dos seus doentes desse ano iriam morrer ou se iriam suicidar.


De Zequinha a 6 de Dezembro de 2008 às 16:55
Os deputados são invariavelmente os mesmo desde o 25A até hoje! É vira o disco e toca o mesmo. Seja da esquerda, centro, direita, de cima ou de baixo! Estão lá a fazer o frete à nação porque alguém o tem que fazer. Têm a trabalheira de ter que gerir os seus negociozitos a partir do parlamento! Uma chatice, uma chatice... só eu é que não tenho chatices dessas!


De Bagangos a 7 de Dezembro de 2008 às 14:04
novo blog de elvenses... ou melhor, bagangos.

http://bagangos.blogspot.com/


De Eduardo César a 16 de Fevereiro de 2010 às 15:28
Eh pá! Há muito tempo que não via por aqui um debate de ideias e de conteúdos tão civilizado - e digo-o sem ironia. Boa! Mais não seja, fico contente por isso. Único reparo: a nova cara do blog não é lá muito confortável para leitura. Será preciso um pouco mais de contraste entre letras e fundo :)


De Eduardo César a 16 de Fevereiro de 2010 às 16:41
Ah! E os feeds não funcionam. Não sei é problema meu ou vosso...


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