Mas desde o princípio desta situação que não me sai da cabeça uma coisa: e se avaliássemos também a classe política? Meu Deus, o que aconteceria? Se é verdade que há maus professores, como há maus profissionais em todos os ramos de actividade como mostram as estatísticas, sendo que os maus, os menos maus, os bons e os muito bons encaixam num modelo matemático conhecido como a curva de Gauss, como seria se aplicássemos este mesmo modelo aos políticos? Ninguém até agora teve o descaramento nem a ousadia de o fazer, mas eu quase garantia que a curva se deslocaria irremediavelmente para a esquerda do gráfico. Jurava!
Mas continuemos. Se qualquer profissional com uma ou duas classificações negativas tem como bónus um processo disciplinar que invariavelmente dá direito ao despedimento, como são penalizados os maus políticos? Dir-me-ão alguns: são penalizados nas eleições seguintes. Pois é, só que tal não corresponde à verdade. Aquilo que aparentemente é uma penalização, é um prémio. Querem exemplos? Aqui vão! Um determinado partido que governou Portugal num determinado período, perdeu as eleições. É penalizado politicamente. Mas para os “desgraçados” dos ministros não ir para o desemprego é-lhe oferecido um “lugarzinho” num qualquer conselho de administração. Não é assim?
Eu pelo sim pelo não vou fazer os possíveis para ter duas classificações negativas na esperança que depois me arranjem um lugarzinho bem pago aí numa empresa pública
Jacinto César
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