Quando eu falei aqui em microgeração houve alguém que retorquiu com a central da Amareleja, que é só uma das maiores, senão mesmo a maior do mundo. Que comparação tão infeliz.
Pois é, as pessoas esquecem-se do velho ditado “que a união faz a força” e que por exemplo a microgeração em Espanha é muitas vezes maior que os grandes parques de energia solar. Mas enfim, felizmente para mim que não tenho alunos deste calibre.
Depois deste desabafo, sigamos em frente, e para tal faço uma pergunta muito simples: quantas instalações desportivas, administrativas e de outra natureza tem a Câmara de Elvas dispersas pelo concelho? Eu não faço ideia, mas são muitas.
Mais uma pergunta: quantas delas poderiam utilizar energias renováveis para atenuar a factura energética municipal? Se retirar-mos todas as dependências situadas no centro histórico (por razões óbvias), todas!
Vejamos então o seguinte:
a) Energia solar térmica
Em quantas instalações municipais se utiliza água quente? E se esta não tivesse custos, quanto se pouparia?
b) Energia fotovoltaica
Quanto se pouparia se uma parte da iluminação e outros consumos fosse proveniente do aproveitamento da energia solar? Muito, mesmo muito.
c) Bioenergias
E quanto se pouparia em gasóleo se se utilizasse o método que ontem propus?
Se é certo que por vezes temos que pensar grande, outras vezes há que temos que ser modestos. Acredito piamente que a médio prazo a autarquia iria poupar muito dinheiro se optasse por investir nestas energias inesgotáveis. Alguém um dia apresentará aqui um estudo completo sobre o assunto.
Agora se me disserem que este tipo de investimentos não dá votos, já acredito. Garantidamente que o Coliseu e obras do mesmo tipo conquistam mais votos que o dinheiro investido por exemplo nas infra-estruturas de esgotos, água e outras. Essas estão enterradas e não se vêm. Opções que se têm de fazer. Para determinados investimentos não são necessários só euros, é necessário também ter coragem política, e essa por vezes falta.
Jacinto César
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