Se quisermos ser pragmáticos, há um dado adquirido: Rondão de Almeida vai ganhar. Só não sabemos é por quantos (assim à moda do futebol). Só não admitirá tal facto quem for cego ou for um optimista lunático.
Mas não é sobre isto que queria escrever. O que me preocupa no meio disto tudo, é como é que vão ser distribuídas as “migalhas”.
Á partida iremos ter 2 candidatos: Rondão de Almeida apoiado pelo PS e Simão Dores apoiado por uma coligação alargada de todos os restantes partidos. Quanto a Manuel António Torneiro não acredito que tão pouco consiga arranjar as cerca das mil assinaturas necessárias.
Para facilitar o meu raciocínio imaginemos hipoteticamente que o resultado das eleições era o seguinte: RA 65% e SD 35%.
Os 65 % de Rondão de Almeida são pacíficos em relação ao PS! E os 35 % de Simão Dores? Representam o quê? Qual é a cota de cada partido da coligação nestes 35 % de votos? Pode acontecer que qualquer dos partidos da coligação pode reivindicar para si a maior fatia do bolo. E como é que a situação se vai resolver? Eu para dizer o que sinto, é que vai ser uma grande embrulhada e um nó muito difícil de desatar.
Como resolver então a situação? Para mim que estou de fora só há um processo: contar espingardas! Mais, acho que se está no tempo exacto para se saber o que cada partido vale em Elvas. É tempo de clarificar a situação, já que há um vencedor antecipado por muito que custe admitir.
Coragem e que cada partido apresente o seu melhor candidato na luta que se aproxima e não sacrifiquemos um só, para depois todos poderem assobiar para o lado como se nada fosse consigo.
Jacinto César
PS – Duas notas finais.
1 – Não vale a pena insultarem-me por dizer o óbvio, ou seja, todos pensam mas ninguém quer admitir.
2 – Apelo novamente ao bom senso dos comentadores para o facto de não entrarem no insulto gratuito a terceiros. Sei que há pressões para quem seja imposto o “lápis azul” aqui no blog, mas nós preferimos vencê-los pelo cansaço.
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