Que me desculpem desde já os nossos leitores, mas não encontro melhor analogia para adjectivar o Governador do Banco de Portugal. É aquilo que cá pelo Alentejo dizemos: é corno pois é sempre o último a saber. Lá no banco é o mesmo, o homem é sempre o último a saber das aldrabices que os bancos fazem.
A notícia que saiu no Expresso desta semana deixou-me admirado, quando em princípio já nada me deveria surpreender. Então não é que o BPN (um amigo meu chama-lhe BPNE que quer dizer Banco Português de Negócios Escuros) conseguiu comprar uma empresa fantasma no Porto Rico por 50 milhões de euros? O pior é que os ditos euros foram parar a uma offshore de Gibraltar onde então a ser geridos por um gestor de fortunas. Só por mera curiosidade gostava de saber em nome de quem estão esses “trocos”.
Penso que há por aí muito peixe graúdo que deveria já estar preso há muito tempo. Não quero com isto dizer que sou apologista dos roubos, mas prende-se um desgraçado qualquer que se calhar até roubou para comer (o que está mal) e deixam à solta esta “tropa”? Eu gosto muito do meu país para lhe querer mal, mas no entanto está-se a parecer cada vez mais àqueles países mafiosos da América Latina.
Que Deus no salve, pois dos políticos já não espero nada.
Nota – Então não é que estão a ser vendidos nos mercados os já célebres Magalhães a 25 €? Quem é que os terá recebido a custo zero nas escolas e agora os está a vender? E quem é que está a pagar todo este “avanço tecnológico”? Que responda quem souber!
Jacinto César
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