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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015

Forte da Graça - 4

O Forte de Nossa Senhora da Graça localiza-se a cerca de um quilómetro a Norte da cidade de Elvas, em posição dominante sobre uma elevação rochosa - o Monte da Graça, Portugal.

Escavada na rocha, onde uma cisterna é uma de suas obras mais notáveis, este forte ergue-se no local onde anteriormente existia um Fortim que em mãos espanholas muito custou a Elvas durante a Guerra de Restauração. As novas obras de defesa iniciam-se em 1763, no reinado de D. José (1750-77), para serem terminadas 1792, sob o de Dona Maria I (1777-1816), inauguradas com o nome de Fortaleza Conde de Lippe, que havia proposto a sua construção.

A estrutura é composta por quatro baluartes, num quadrado de 150m de lado. Quatro pequenos revelins cobrem as cortinas, que dispõem de poternas. Um hornavaque com seu revelim e poterna, e um fosso seco, largo e profundo, completam as obras exteriores, onde se destaca a entrada principal: a Porta do Dragão, bela e imponente na sua solidez. O corpo central da praça apresenta um reduto de planta circular, elevado, com dois pavimentos e parapeito, abrindo canhoneiras para três ordens de baterias em casamatas. Sobre o reduto, como sua lanterna central, uma torre circular com dois pavimentos abobadados: o primeiro constituindo-se por uma capela decorada, e o segundo, a residência do governador. Abaixo da capela, escavada na rocha, a cisterna de água.

Resistiu às tropas espanholas em 1801 durante a chamada "Guerra das Laranjas" e em 1811 às tropas napoleónicas do general Soult, que a bombardeiam, não chegando a tomá-la. Actualmente encontra-se conservada em excelente estado." "O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica.
Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada. Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino. A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792.

O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).

O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade. É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque (do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por "portas posteriores" ou poternas, protegidas por canhoeiras.

Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras. O forte encontra-se bem conservado, servindo ainda como base militar". Monumento Nacional: Decreto 16-06-1910, DG 136, de 23-06-1910


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